31/03/2026
Casa Rosa de Capivari visita o “Espaço Memória Sem Sobrenome”
No último domingo de março, dia 29, a Casa Rosa de Capivari foi até Amparo/SP para visitar o “Espaço Memória Sem Sobrenome”, idealizado e mantido por Roberto Pastana Teixeira Lima, historiador e arquiteto.
Lima apresentou o espaço e contou as histórias das peças que compõem o acervo, as atividades que desempenha e toda a atuação para salvaguardar os pedaços arquitetônicos de casas e casarões que são demolidos em Amparo e cidades vizinhas.
É possível ver modelos únicos de pinturas em paredes de taipa pilada, ornamentos de forros em madeira, forro de um oratório, pisos hidráulicos, enfim, uma variedade de ruínas históricas que foram resgatadas do desprezo e descuido. Há também objetos utilizados na construção de casas de taipa.
Lima contou que seus antepassados são capivarianos (da família Pastana e da família Alves Lima) e mostrou uma reprodução do mapa do arruamento de Capivari, de 1825, que utilizou para os estudos no mestrado.
Outra grande surpresa foi ver, no ateliê, uma gravura de Nori Figueiredo, artista plástico paulistano que fixou residência em Capivari.
O ponto alto da visita guiada por Lima foi a apresentação da reserva técnica do Espaço: um armário com inúmeras variedades de tijolos. Costumeiramente vemos acervos formados por pilhas de papéis, mas lá, onde o que é tido como “entulho” ganha destaque para aos olhos atentos, o barro e a madeira contrapõem-se ao esquecimento.
Edmar Monteiro Filho e Regina Carpentieri, residentes em Amparo, acompanharam a comitiva da Casa Rosa de Capivari pelo “Espaço Memória Sem Sobrenome” e por uma pequena caminhada para conhecer o centro da cidade. Ao fim, o passeio cultural e as novas e agradáveis amizades foram celebradas com um belo almoço no Mercado Municipal de Amparo.
A Casa Rosa de Capivari parabeniza a iniciativa praticamente heroica de Lima por sua preocupação com a história e agradece imensamente a acolhida. Uma nova amizade em assuntos museológicos e culinários, é claro, para trocar saberes arquitetônicos e receitas... afinal, a vida começa na cozinha e a história se perpetua durante o lanche.