O Coletivo Marianas, fundado em 2014 em Curitiba, é um grupo de escritoras e artistas unidas com o propósito de promover e divulgar trabalhos culturais produzidos por mulheres. Visa a participação no processo de afirmação da identidade da mulher na literatura e na arte através da divulgação do trabalho cultural produzido pelas integrantes (individualmente e em conjunto). Promovendo a visibilidade
necessária desse trabalho, o Coletivo Marianas colabora para desconstruir o discurso patriarcal, ainda atuante, de desqualificação da mulher enquanto sujeito produtor de conhecimento cultural significativo.
É uma continuidade do projeto Meninas que escrevem em Curitiba (ME), vivenciado por autoras e artistas mulheres (residentes em Curitiba/PR) no período compreendido entre janeiro de 2014 e maio de 2015. Objetivos
O objetivo principal do ME, primeira fase do projeto, tem sido a legitimação da produção literária e artística feminina. Para tanto, tem buscado a ocupação de espaços para a realização de eventos presenciais, no formato de saraus, récitas e intervenções poéticas, com leitura ou declamação da produção textual de suas integrantes e homenagens para mulheres agentes de ações culturais, humanitárias ou de conscientização social. Sem deixar de manter as atividades dessa primeira fase, Marianas pretende, além disso, a discussão da ação feminista, por meio de encontros, participação conjunta em oficinas e eventos, parceria com outros coletivos feministas e a produção de mídias coletivas ou publicações (impressas e digitais). Incluirá, também, autoras e artistas de outros estados e países. O logotipo escolhido para esta segunda etapa retrata uma mulher nua e livre, com formas triangulares imersas na cor azul dos escritos de tinteiros. Para o início da divulgação (tanto dos trabalhos culturais individuais como coletivos), contamos com a página http://www.coletivomarianas.com
Início
Marianas inicia suas ações em 17/05/15 com o término da exposição "Mulher, este ser multifacetado", no Museu da Fotografia Cidade de Curitiba (Solar do Barão). No espaço do museu, além da exposição de foto-poemas das ME, sob a curadoria de Susan Blum (professora e escritora), ocorreu o sarau de encerramento do período experimental, representado pelo slogan "Meninas que escrevem em Curitiba", celebrando, ao mesmo tempo, a transição para o novo rumo do projeto, o Coletivo Marianas, que homenageia o trabalho educativo, feminista e cultural da Professora Mariana Teixeira Coelho.
1ª Fase do projeto - "Meninas que escrevem em Curitiba"
O grupo "ME: Meninas que escrevem em Curitiba" foi iniciado por Andréia Carvalho e Alexandra Barcellos no início de 2014, com o propósito de aproximar e divulgar mulheres que exercitam o dom da escrita de alguma forma, em Curitiba, sendo já publicadas ou não. O termo “Meninas que escrevem em Curitiba” foi escolhido para contextualizar a ideia de "escrituras produzidas pelo corpo feminino”, envolvendo assim as atividades culturais das integrantes: escrita, fotografia, dança, música e design. Em rede social somamos 210 participantes, sendo que aproximadamente 30 autoras eram atuantes nas ações culturais presenciais. Foram realizados 28 eventos com saraus, recitais e interferências poéticas em Curitiba e outras cidades paranaenses, para legitimação dos espaços culturais pela produção artística feminina. Durante os eventos foram homenageadas mulheres, pelas suas ações sociais ou culturais, como Mossa Bildner (musicista), Eulga Berger (dramaturga e escritora), Luci Belão (tenente dentista da Polícia Militar), Letícia Lanz (psicanalista e escritora), Mãe Lucília de Iemanjá (mãe de santo), Isaura Borges Aubrift (poeta lapeana), Hermantina Becker (pastora) e Rosa Leme (poeta e pastora). Também foram homenageados o Movimento Simbolista (nas figuras do Professor Dario Vellozo e de Rocha Pombo) e a Editora Patuá (SP).