História e Genealogia do Baixo Acaraú

História e Genealogia do Baixo Acaraú Página dedicada a divulgação da história dos municípios da antiga Ribeira do Acaraú, em particular do Baixo Acaraú.

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Nova "aquisição" da nossa biblioteca digital. Registros de terras da Freguesia da Barra do Acaraú de 1855, que contempla...
15/05/2026

Nova "aquisição" da nossa biblioteca digital. Registros de terras da Freguesia da Barra do Acaraú de 1855, que contemplava os atuais municípios de Bela Cruz, Cruz, Acaraú, Itarema e Jijoca de Jericoacoara.

13/05/2026

A imagem mostra uma página histórica do jornal Diário do Nordeste, especificamente do caderno “Regional”, celebrando os 54 anos de emancipação política do município de Marco.

Destaques da matéria: “Construindo a Cidadania”
A reportagem detalha o desenvolvimento urbano e social do município durante a gestão do então prefeito Jorge Osterno.

Um dos principais marcos registrados é a inauguração do hospital regional (Hospital D. Maria José Osterno Aguiar) com a presença do então governador Lúcio Alcântara.

A foto central mostra a construção de novos conjuntos habitacionais, além de destacar obras de pavimentação de ruas e avenidas e a construção da estrada Marco–Arara.
A matéria também menciona a entrega de escolas reformadas e de quadras poliesportivas destinadas à comunidade.

O texto cita o apoio dos deputados Rogério Aguiar e Leônidas Cristino na viabilização dessas obras.

Essa página representa um documento histórico
valioso, pois registra não apenas o crescimento urbano de Marco, mas também o contexto político e social vivido pelo município naquele período.

INAUGURAÇÃO DA ESTRADA ENTRE MARCO E BELA CRUZ, 1967Jornal O Unitário, 15 de janeiro de 1967
13/05/2026

INAUGURAÇÃO DA ESTRADA ENTRE MARCO E BELA CRUZ, 1967

Jornal O Unitário, 15 de janeiro de 1967

Anuário do Ceará 1953-54, p. 202
28/04/2026

Anuário do Ceará 1953-54, p. 202

Anuário do Ceará 1953-54, p. 60
28/04/2026

Anuário do Ceará 1953-54, p. 60

Anuário do Ceará 1953-54, p. 24.
28/04/2026

Anuário do Ceará 1953-54, p. 24.

UM POUCO MAIS SOBRE LEONARDO DE SÁ E AS NOVAS EXPEDIÇÕESLeonardo Ribeiro de Sá nasceu no ano de 1656, em Vila Nova de Fa...
12/04/2026

UM POUCO MAIS SOBRE LEONARDO DE SÁ E AS NOVAS EXPEDIÇÕES

Leonardo Ribeiro de Sá nasceu no ano de 1656, em Vila Nova de Famalicão, Braga, Portugal, filho do Padre Antônio de Sá Barreiros e de Maria Barroza. Migrou para o Brasil ainda criança, vindo inicialmente para Olinda, tendo passado pelo Rio Grande do Norte onde possuiu bens de raiz (Araújo, 2005, p. 76). Veio residir no Forte N. S. da Assunção, em Fortaleza, já nos primeiros anos da década de 1670.

Lá serviu como soldado na praça da companhia do Capitão Domingos Gonçalves Freire e do Capitão Francisco Nogueira, juntamente com seu tio Sebastião de Sá Barroso, que alguns anos depois, a 7 de maio de 1678, seria nomeado por carta patente Capitão-mor do Ceará. Sebastião de Sá ocupou o cargo duas vezes, sendo a primeira até 11 de setembro de 1682 (Araújo, 2005, p. 44, 51).

Nesse mesmo ano, a 7 de setembro de 1682, Leonardo de Sá conseguiu sesmaria de uma sorte de terra no riacho Juá, correndo pelo rio Siupé, onde se estabeleceu. Essa sesmaria foi obtida juntamente com seus companheiros de arma Francisco Dias Carvalho, Bernardo Coelho de Andrade e Domingos de Mendonça da Câmara (Cfr. Sesmaria vol. 1, p. 64).

Como visto na postagem anterior, Leonardo de Sá capitaneou uma das primeiras bandeiras visando os sertões da Ribeira do Acaraú, as quais foram obtidas como sesmarias em 1702. Logo que lá chegaram, organizaram uma nova caravana, composta pelo então Coronel Leonardo de Sá, Felix da Cunha Linhares, Antônio Marques Leitão e Bento Coelho e tinha o fim de descobrir e palmilhar terras virgens, semeando “com braço infatigável e alma sadia (sic) a civilização que começava a penetrar nestes sertões desertos".

Nesta avançada, a caravana chegou até quase ao pé da Ibiapaba, imediações de Pacujá, a cavalo, descobrindo rios e tomando conhecimento da situação geográfica da região. Narrando os episódios e riscos desta aventura os quatro desbravadores sertanistas fazem petição de outra sesmaria às margens do rio Arariaçu (?), no que são atendidos pelo Capitão Gabriel da Silva do Lago a 13 de novembro de 1706 (Sesmaria, vol. 3, p. 83).

Nesse mesmo ano de 1706 lhe foram concedidas mais duas sesmarias na ribeira do Acaraú. Uma a 29 de julho, em parceria com Mariana da Silva do Lago, medindo três léguas de terra no rio Acaraú pegando da testada de José Francisco, morador e povoador do dito rio, com meia légua de terra para cada banda do mesmo rio (Sesmaria, vol. 3, p. 64). E outra em 6 de agosto, medindo uma légua, principiando dos últimos providos dos salgados do rio Acaraú inteirando-se pelos moritizais de Jacuoca (Acaraú) correndo rumo direito para a parte do Aracati-mirim, terra esta "devoluta e desaproveitada" e que só ele suplicante a tem povoado (lb., 3, p. 60).

Diego Carneiro

Referências:
ARAÚJO, Pe. Francisco Sadoc de. Cronologia Sobralense- Séculos XVII e XVIII- 1604-1800. 2ª edição. Volume 1/ Fortaleza: Edições ECOA, 2005.
LIMA, Francisco Augusto de Araújo. Siará grande: uma província portuguesa no Nordeste oriental do Brasil. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2016.

Imagem: Proximidades da Serra Grande em Tianguá (CE), década de 1950. Fonte: Acervo IBGE

A BANDEIRA DE LEONARDO DE SÁEm 1697 é feita a primeira tentativa de colonização da Ribeira do Acaraú. O Sargento-mor Leo...
11/04/2026

A BANDEIRA DE LEONARDO DE SÁ

Em 1697 é feita a primeira tentativa de colonização da Ribeira do Acaraú. O Sargento-mor Leonardo de Sá penetra pelo interior desta região em viagem de reconhecimento de terreno que desejava solicitar por sesmaria e no desejo de "civilizar e domar os aborígenes" (sic). Na petição que dirigiu a Dom Fernando Martins Mascarenhas de Alencastro, Governador de Pernambuco, solicitando confirmação de uma sesmaria, diz textualmente Leonardo de Sá:

“...ser ele suplicante o primeiro povoador da dita Ribeira e havendo respeito do excessivo gasto que fez e dispêndio de sua Fazenda em fazer aldear o gentio bravio que nela habitava, reduzindo-os ao grêmio da Igreja como consta das certidões do vigário daquela Capitania e dos Missionários, sendo o suplicante Povoador das terras no ano de 97 em que não havia tributo nem pensão como consta as certidões dos Padres da Companhia, missionários da serra da Ibiapaba, por cuja causa deve ser isenta a confirmação da dita data ...” (Cfr. Documentação Histórica Pernambucana — Sesmarias — Vol. |, p. 80 — Recife — 1954).

Essa sesmaria foi confirmada a 14 de outubro 1702, obtida em parceria com Antônio da Costa Peixoto, medindo três léguas de terra seguindo o curso do rio Acaraú, com meia légua de largo para cada banda do dito rio (Sesmarias, vol. 2, p. 101). Antônio da Costa Peixoto nasceu em Portugal, mudando-se para o Ceará por volta de 1676, onde serviu como soldado no Forte N. S. de Assunção, juntamente com Leonardo de Sá. Faleceu no ano de 1746, tendo seu inventário aberto a 20 de agosto desse ano (Lima, 2016, p. 117).

Os dois sesmeiros, Antônio da Costa Peixoto e Leonardo de Sá, mantinham íntimas e profundas relações de amizade. Ambos foram vereadores na composição das primeiras câmaras da Vila de Aquiraz, eram vizinhos em Siupé, tinham filhos casados entre si, professavam e praticavam a mesma fé religiosa, pediam juntos as mesmas sesmarias, o que bem demonstra a intimidade na vida social, política e familiar que os unia (Araújo, 2005).

Nenhum dos dois sesmeiros chegou a se apossar pessoalmente desta sesmaria de 1702, distribuindo-a entre seus filhos, que vieram povoá-la. Nessas terras, à margem direita do rio, foram construídas as Fazendas Várzea Grande e Marrecas, e à margem esquerda as Fazendas Caiçara, Cruz do Padre e Pedra Branca. Exatamente a Fazenda Caiçara, recebida como dote de casamento por Apolônia Costa, filha de Antônio, foi o berço da cidade de Sobral (Araújo, 2005, p. 73). Leonardo também dou terras ao seu genro, Capitão Félix da Cunha Linhares, constituindo o atual distrito do Patriarca, em Sobral.

Diego Carneiro

Referências:
ARAÚJO, Pe. Francisco Sadoc de. Cronologia Sobralense- Séculos XVII e XVIII- 1604-1800. 2ª edição. Volume 1/ Fortaleza: Edições ECOA, 2005.

O CONJUNTO GERADOR DE MORRINHOSConforme registram os memorialistas João Leonardo e Maria Luzia da Silveira, a segunda te...
05/04/2026

O CONJUNTO GERADOR DE MORRINHOS

Conforme registram os memorialistas João Leonardo e Maria Luzia da Silveira, a segunda tentativa de implantação da iluminação elétrica em Morrinhos ocorreu com a instalação de um conjunto gerador, iniciativa do Sr. Abdoral Rocha. Para viabilizá-la, contou-se com a intermediação do deputado Francisco Monte junto ao Sr. José Osmar Carneiro, então prefeito de Santana, sede do município.

Desta vez, a inauguração da iluminação foi marcada por grande solenidade, que contou, inclusive, com a presença do governador do Estado, Dr. Raul Barbosa, de deputados estaduais — sob a liderança do deputado federal Dr. Walter de Sá Cavalcante —, dos prefeitos do Vale do Acaraú e de uma comitiva do Centro Social Morrinhense, presidida pelo Sr. Mundico Rocha. A cerimônia ocorreu em 6 de janeiro de 1953 e foi encerrada com um jantar oferecido aos ilustres convidados.

O empreendimento funcionou por vários anos, ainda que restrito ao horário das dezoito às vinte e duas horas, tendo como primeiro gerente o Sr. Vicente de Paulo Ursulino. Com o uso contínuo, contudo, o conjunto gerador passou a apresentar falhas frequentes, cujos reparos eram demorados e causavam transtornos aos usuários. Após sucessivas tentativas de conserto, o equipamento acabou por deixar de funcionar definitivamente.

A cidade permaneceu às escuras até que o Sr. José Alcides Rocha, conhecido como Dedé Coriolano, amigo do então prefeito de Santana, Sr. Gerardo Araújo, solicitou autorização para, às suas próprias expensas, providenciar o reparo do conjunto gerador. Com a permissão concedida, trouxe técnicos de Fortaleza para realizar o serviço, restabelecendo o fornecimento de energia elétrica em Morrinhos às vésperas do Natal de 1956.

O esforço de Dedé Coriolano, no entanto, teve curta duração: cerca de quatro meses depois, o conjunto voltou a apresentar falhas irreversíveis e deixou de operar. Morrinhos retornou, assim, à escuridão, situação que persistiu até a ascensão do Sr. Mundico Rocha ao cargo de prefeito municipal, quando o problema foi finalmente solucionado de forma definitiva.

Referências:
SILVEIRA, João Leonardo; SILVEIRA, Maria Luiza Rocha. Morrinhos: Sua História e sua Gente. Fortaleza: Realce, 2009.
Imagem: Conjunto Gerador em Morrinhos, CE. Fonte: Jornal a Voz de Morrinhos.

Endereço

Avenida Da Universidade 2853
Fortaleza, CE
60020181

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