Almanaque Sabaraboçu

Almanaque Sabaraboçu O Almanaque SABARABOÇU têm a finalidade para a divulgação histórica e pedagógica da cidade de Guaratinguetá.

31/08/2024

Quero agradecer o carinho de todos os amigos do Face que me parabenizaram pelo meu aniversário!
Muito obrigada! Um grande abraço e beijos no coração ❤️

Publicado no 2 Almanaque em abril de 2021.A rua homenageada dessa edição é a atual rua Comendador Rodrigues Alves. Ele f...
28/08/2024

Publicado no 2 Almanaque em abril de 2021.

A rua homenageada dessa edição é a atual rua Comendador Rodrigues Alves.
Ele foi um grande empresário do café e indústria na cidade, era irmão do ex-presidente Rodrigues Alves.

Antes do seu nome atual, era chamada Rua do Porto, pois era a rua que levava ao Porto de Paraty os viajantes que aqui chegavam. Foi a primeira rua comercial de Guaratinguetá.

Entre 1700 até o final de 1800, atendia as vendas de suas mercadorias somente aos sábados, domingos e feriados. Aos poucos, o comércio foi se expandindo, e no início da República (1889 a 1930) ficou conhecida como a rua dos Comerciantes Italianos.

Atualmente é uma rua comercial e residencial.

Referências:
Giffoni, Marco.A Imigração Italiana em Guaratinguetá,1880 1930, 2003. https://ihggguara.wixsite.com/ihgguaratingueta/imigracao-italiana-guaratingueta
Maia, Thereza Regina Camargo e Tom. Memórias do Comércio de Guaratinguetá.Ed.Comercial e Industrial de Guaratinguetá,1995.

Desenho: José de Andrade ( Zico Jordan)- Bicos de pena a nanquim sobre papel vegetal, reproduzindo antigas fotografias de Erwin Schellenberg.

Publicado e revisado no 2 Almanaque em abril de 2021.Educação: breve história.Nos dias atuais, há muitos debates sobre a...
28/08/2024

Publicado e revisado no 2 Almanaque em abril de 2021.
Educação: breve história.

Nos dias atuais, há muitos debates sobre a importância da educação e da instituição escolar como fator essencial para a construção de uma sociedade mais justa e democrática, ou seja, através delas há a esperança de se formar bons cidadãos.

Tendo passado um bom tempo nos corredores e nos bancos escolares, criamos assim uma memória afetiva que influenciou direta ou indiretamente na nossa história coletiva e enquanto indivíduos.
Porém, ao longo dos nossos dias, acabamos não percebendo que a escola também tem um passado e uma história a nos contar. Ela nos deixa rastros e pistas que materializam a história local e de nossa cidade.

Primeiramente, a educação e a instituição escolar não eram um percurso para todos, somente a elite local tinha acesso ao conhecimento, e os professores eram contratados pelas famílias mais abastadas.

Alguns se reuniam em uma sala de suas casas e ministravam as suas aulas. Até conquistarmos a educação como direito fundamental da criança e do adolescente, foi um longo caminho a ser trilhado. Mesmo com a criação, em 1990, do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), sabemos de casos de crianças em algumas regiões sem acesso à escola próxima a sua casa, e hoje muito se discute também sobre a educação que é oferecida.

Já em Guaratinguetá, de acordo com as fontes documentais, o primeiro professor em que há registro em nossa cidade era chamado Manoel Gonçalves Franco (1742-1813).

O professor Manoel, quando se tornou viúvo, ordenou-se sacerdote. Educou o ilustre Visconde de Guaratinguetá (grande fazendeiro e um dos homens mais ricos durante o Império). Formou também o padre Antônio Feijó, que se tornou regente durante o Brasil Imperial, e cuidou pessoalmente da educação do que seria o futuro rei do Brasil, D. Pedro II.

Texto: Marina T F. C. Pinto.
Referência: BARBOSA, Benedicto Lourenço. Subsídios à História da Educação na região de Guaratinguetá.s/d.

Ilustração: 1. Visconde de Guaratinguetá
2. Padre e Regente do Brasil, Antônio Diogo Feijó.
Fotos retirados do Wikipédia

Publicado no 2 Almanaque em abril de 2021.Em homenagem ao Dia do Folclore!A Lenda de Amantikir.Em janeiro de 2021, o can...
28/08/2024

Publicado no 2 Almanaque em abril de 2021.
Em homenagem ao Dia do Folclore!
A Lenda de Amantikir.

Em janeiro de 2021, o canal de streaming Netflix estreou uma série interessante e bem peculiar: "Cidade Invisível". Ela conta uma história cativante na cidade do Rio de Janeiro, trazendo para as telas do Brasil e do mundo as lendas e folclore brasileiro, hoje tão pouco divulgados. As nossas lendas e folclore são aspectos de nossa identidade cultural que merece ser rememorada. E dentro dessa diversidade cultural brasileira encontra-se Guaratinguetá e a região do Vale do Paraíba. Uma das lendas da nossa região chama-se Amantikir.

Conta a lenda de AmantiKir ou a serra da Mantiqueira, que o Sol se apaixonou por uma formosa indígena e ela também se encantou por ele. E a Lua, enciumada, foi se lamentar com o deus Tupã que colocou uma imponente montanha sobre a indígena, aprisionando-a para sempre. Desde então, a índia chora dias e noites com saudades do Sol e suas águas enchem os veios da montanha, transbordando nos rios e cachoeiras que escorrem pela Serra da Mantiqueira. E por isso os tupis a chamavam de Amantikir, a montanha que chora.
Referência: http://www.parqueamantikir.com.br/a-lenda-de-amantikir/
Imagem: https://lerenard.com.br/blog/lenda-de-amantikir/

Publicado no 2 Almanaque em abril de 2021.TRADIÇÃO, MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: Pequena biografia.São Benedito é um santo muit...
28/08/2024

Publicado no 2 Almanaque em abril de 2021.

TRADIÇÃO, MEMÓRIA E PATRIMÔNIO:
Pequena biografia.

São Benedito é um santo muito especial e homenageado em nossa cidade. A tradição de reverenciá-lo já é antiga e caminha com a construção cultural de Guaratinguetá.

Conhecido como o Santo Negro, inicialmente era cultuado pelos escravizados e pela sua popularidade começou a ser reverenciado como o santo da fartura e dos cozinheiros.

Benedito Manasseri nasceu em 1526, na Itália. Era filho de africanos escravizados. Aos 21 anos, ingressou entre os eremitas da Irmandade de São Francisco de Assis. Ele, exercia a função de cozinheiro como irmão leigo e analfabeto, mas a sua sabedoria fez com que os superiores o nomeassem mestre de noviços e, mais tarde, foi eleito o superior do Convento.

Morreu, no dia 4 de abril de 1589, com grande fama de santidade. Até os mais ricos o procuravam para o seu aconselhamento.

Foi canonizado em 1807, pelo papa Pio VII. Em 1652, já era o santo padroeiro de Palermo, mais tarde foi aclamado santo padroeiro de toda a população afro-americana, mas especialmente dos cozinheiros e profissionais da Nutrição.

Referência: arquisp.org.br
Arte: Vanessa Marins

Publicado no 2 Almanaque em abril de 2021.São Gonçalo. Breve biografia.São Gonçalo de Amarante nasceu no final do século...
22/08/2024

Publicado no 2 Almanaque em abril de 2021.
São Gonçalo. Breve biografia.

São Gonçalo de Amarante nasceu no final do século XII em Portugal. Era de família nobre e logo foi encaminhado para ter os primeiros estudos como um sacerdote.

São Gonçalo era um ardoroso peregrino e viajante em depositar toda a fé nos túmulos dos apóstolos São Pedro e São Paulo, tanto em Roma como em Jerusalém. Em suas viagens ergueram uma ermida sob a guarda de Nossa Senhora da Assunção e se recolheu ali como eremita.

Mais tarde, no mesmo local, fundou-se a igreja e convento de São Gonçalo, em Amarante. São Gonçalo gostava de cantorias e de rodas de viola, e a usava para propagar a Palavra de Deus. Ele é considerado o Santo Protetor dos Ossos, dos tropeiros, violeiros e caminhantes.

Em 16 de setembro de 1561 ele foi beatificado. Uma curiosidade: assim como Santo Antônio, ele é considerado santo casamenteiro, só que para as mulheres mais velhas, e dos casamentos felizes.

De acordo com a lenda, São Gonçalo também ajuda o casamento das“ mulheres de vida fácil”, como era a expressão da época, pois, indicava que em suas peregrinações, São Gonçalo evangelizava para que as prostitutas encontrassem uma vida de acordo com os preceitos da sociedade.

Morreu no dia 10 de janeiro de 1259, em Amarante. Em 1540, o rei de Portugal, D. João III, mandou erguer um suntuoso templo da primitiva ermida. Por isso a comemoração do seu dia é 10 de janeiro.

No Brasil Colonial, São Gonçalo era muito popular, principalmente por meio de festas, cânticos e orações no interior do país.

O sociólogo Gilberto Freyre em suas obras sobre o período do Brasil colonial, destaca São Gonçalo como um dos principais santos que caracteriza o povo brasileiro: festeiro, alegre e próximo a nossa humanidade.
Referências: www.iquilibrio.com/blog/espiritualidade/cristianismo/sao-goncalo/
FREYRE,Gilberto.Casa Grande e Senzala. Rio de Janeiro, Record, 2001.

Foto: Imagem de São Gonçalo de Amarante, em madeira do século XVIII. Padroeira da Cavalaria de São Gonçalo, doado ao Museu de Nossa Senhora de Aparecida.
Retirado do Arquivo Memória Museu Frei Galvão.
Arte: Vanessa Marins

Gostaria de agradecer aos meus mais novos seguidores! Estou muito feliz por ter vocês a bordo! Iva Baronto, Claudia Bara...
21/08/2024

Gostaria de agradecer aos meus mais novos seguidores! Estou muito feliz por ter vocês a bordo! Iva Baronto, Claudia Baratta, Thunder Dellú, Ariovaldo Querido, Adriana Máximo, Márcia Barbosa, Luiz Gonzaga de Almeida, Lourdes Marie, Eni Castro Santos, Rita De Cássia Martins, Luís Augusto Barbosa Soares, Delfina Taranha, Eddy Carlos Souza Vicente, Ana Claudia Alves, Kenedy Fortunato, Eliana Torres, Sandra Peralta, Selma Gomes, Mariluce Alves Pereira Batista, Nair Freire Freire, Daniela Roberta, Rónán Machuca, Lara Oliveira, Elizangela Mazzini, Patriicia Almeida, Luciete Neves, Ana Arezzo Tiago Henrique, Eliana Braga

Ainda no clima olímpico, foi publicado no 5 Almanaque de junho de 2022.Essa fotografia sem data, com o grande atleta Joã...
14/08/2024

Ainda no clima olímpico, foi publicado no 5 Almanaque de junho de 2022.

Essa fotografia sem data, com o grande atleta João do Pulo, juntamente com figuras brilhantes do esporte guaratinguetaense quando visitou a nossa cidade!

Essa fotografia contém o autógrafo do atleta Ademar Ferreira da Silva . Foi no dia 17 de maio de 1998, um domingo, quando na premiação da Competição " Volta da FEG",sendo então Diretor da instituição, o professor Fernando Marins.

Outro dado importante é sobre Ademar Ferreira da Silva, ele foi Bicampeão Olímpico de Salto Triplo, em Helsinque em 1952 e em Melbourne em 1956, e recordista mundial por cinco vezes.

Quanta história essa fotografia registrou!

Da esquerda pra direita: Prof. Carlos Marcondes, Prof. Ademar Ferreira da Silva, João Carlos de Oliveira ( João do Pulo), Vinícius, Sr. Lúcio, Sr. Pannunzio, Prof. Fernando Martins e abaixado Hélio (Amendoim) Selles.

Realmente foto histórica com vários Campeões Olímpicos!

Foto: Coleção: José Cláudio França Paula Santos.
Informações:

Publicado no 1 Almanaque em janeiro de 2021.Vai de uma receitinha? Café tropeiro (café sem coador).Preparo do pó: Soca n...
14/08/2024

Publicado no 1 Almanaque em janeiro de 2021.

Vai de uma receitinha? Café tropeiro (café sem coador).

Preparo do pó: Soca no monjolo ou no pilão de café em coco para soltar a casca. Limpe e torre num tacho pequeno. Quando tiver pronto, mistura com um pouco de rapadura raspada. Mexa até ficar frio, depois volte o café para o pilão e socar até virar pó.

Referência: MAIA e MAIA. Tom e Thereza Regina de Guaratinguetá ontem e hoje. Noovha América. 2010.

Publicado no 1 Almanaque em janeiro de 2021.Vamos encontrar as 13 palavras sobre a lenda Sabaraboçu e a história de Guar...
14/08/2024

Publicado no 1 Almanaque em janeiro de 2021.

Vamos encontrar as 13 palavras sobre a lenda Sabaraboçu e a história de Guaratinguetá?

Artigo: Saúde em Guaratinguetá.O ano de 2020 vai ficar marcado para a história!Vivemos uma epidemia de escala global que...
13/08/2024

Artigo: Saúde em Guaratinguetá.

O ano de 2020 vai ficar marcado para a história!
Vivemos uma epidemia de escala global que mudou drasticamente a nossa relação com o mundo atual. Ela vai deixar rastros de uma memória em que fomos forçados a repensar nossos hábitos, rotinas e cuidados com a nossa saúde física e emocional. O coronavírus (ou Covid-19), que iniciou na China, na cidade de Wuhan, ganhou proporções gigantescas, e assim como no passado, a humanidade também se reinventará com as consequências desse episódio em nossa vida coletiva.
Nesse momento, muitos se questionaram no início dessa pandemia que a doença seria indicativo de um fim dos tempos, do mundo. E como imaginaríamos, em pleno século XXI envolto a tanta tecnologia, vivenciarmos um vírus que nos tira toda a segurança e certeza que temos em relação à sociedade científica.
Infelizmente, as epidemias não são algo tão raro e incomum em nossas vidas em sociedade. Ao longo da História, a humanidade passou por muitos episódios de dores e alegrias em relação a doenças em massa. As dores estão relacionadas à perda de controle da própria saúde e a do outro, e a alegria quando do fim da epidemia e o início de novos tempos.
Nem só de alegrias vivenciou a nossa querida Guaratinguetá. No final do século XVIII e início do século passado, o Brasil vivenciou um dos piores momentos em relação à saúde de seus cidadãos: o país e o mundo foram devastados pela febre amarela e varíola, conhecida na época como a “doença da bexiga”. Em Guaratinguetá e ao redor nas cidades do Vale do Paraíba muitos morreram sem assistência e recursos necessários para sua recuperação. Lembrando que não tínhamos vacina e uma estrutura hospitalar pública para a população. Nesse contexto surge a importância da Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá. Fundada em 1869, começou a atender os casos de lepra e varíola, que assolavam a população. Por coincidência, a varíola especialmente, em muito se assemelha ao vírus da Covid-19: alta taxa de contágio, sintomas semelhantes e também se tornou uma pandemia.
Outra epidemia que assolou a nossa região foi a cólera. Em 1894, o governo na época tomou a iniciativa de interromper o tráfego ferroviário entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro para evitar a propagação da doença à capital federal, que era o Rio de Janeiro. A interrupção do tráfego ferroviário permaneceu por um bom tempo, fazendo com que os negócios no comércio e na indústria fossem prejudicados. Os jornais, como o Correio Paulistano, teciam várias críticas ao Governo do Estado.
O curioso na rotina daquele tempo é que não podia sair do Estado de São Paulo sem um passaporte sanitário, e permaneceu proibido o comércio de gêneros alimentícios através da ferrovia, que eram então relacionados à transmissão da cólera, como carne, leite, toucinho e queijo. E os passageiros que tomavam a composição rumo ao Rio de Janeiro, nas estações atingidas pela epidemia, como Guaratinguetá, Cachoeira Paulista, Cruzeiro e Queluz tinham que ser descontaminados juntamente com sua bagagem antes de subir no trem, de acordo com TELAROLLI (Epidemia, 1895).
Outro dado interessante foi a corrente dos que apoiavam e os que criticavam o governo diante da epidemia. Alguns diziam sobre o "louvável rigor" do governo federal na defesa da população contra a cólera, e outros alegavam que São Paulo vinha se descuidando de medidas então fundamentais dentro do arsenal tecnológico disponível contra as doenças epidêmicas, como a fiscalização dos serviços de limpeza pública e a inspeção dos estabelecimentos coletivos, como cortiços, quartéis, restaurantes, colégios, hotéis e casas de pensão (Epidemia, 1894).
Sendo assim, percebemos que saúde e doença são processos que vivenciamos como humanidade em todos os períodos históricos, e ambas estão a nossa espreita. O passado pode nos ensinar a construirmos uma sociedade mais equilibrada e saudável. Nunca a educação, a ciência e a consciência comunitária se tornaram tão essenciais como a própria saúde do corpo.
Referências:
TELAROLLI Jr., Rodolpho: Imigração e epidemias no estado de São Paulo. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, III (2): 265-283 jul.-out. 1996.
https://www.sanarmed.com/coronavirus-origem-sinais-sintomas-achados-tratamentos.
https://www.facebook.com/santacasagtaoficial/
Texto e pesquisa: Marina Tatiana Ferreira Costa.

Endereço

Guaratinguetá, SP

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