02/08/2024
"Memórias Vivas - História do Nosso Passado"
Isaura Rosa de Carvalho Chela nasceu no dia 16 de agosto de 1948, na pequena cidade de Américo de Campos. Desde cedo, a vida lhe apresentou desafios e oportunidades que moldariam sua história. Aos 8 anos, sua família tomou uma decisão de se mudar para Santa Albertina. Foi lá que Isaura vivenciou parte de sua infância, imersa nas tradições e na cultura da região.
O ano de 1960 trouxe mais uma mudança para a família de Isaura. Em junho desse ano, eles se mudaram para Palmeira D'Oeste, uma localidade que se tornaria o cenário de muitas de suas memórias. Ao chegar em Palmeira D'Oeste, a família estabeleceu-se no sítio localizado no córrego do Sucuri. A vida no campo ofereceu a Isaura e seus familiares um ambiente de tranquilidade e conexão com a natureza, algo que moldou profundamente suas vivências e sua perspectiva sobre a vida.
Isaura Rosa de Carvalho Chela, por ser a filha mais velha de sua família, desempenhou um papel fundamental na vida de seus pais. Desde muito jovem, era o braço direito de seu pai, compartilhando as responsabilidades e as tarefas. Trabalhou incansavelmente na roça até completar 23 anos, momento em que seu casamento trouxe uma nova fase à sua vida.
Após o casamento, a rotina de Dona Isaura passou a se concentrar principalmente nas responsabilidades domésticas e na criação dos filhos. Seu marido, compreendendo a importância de seu papel na família, não a exigia mais para o trabalho na roça. Assim, ela dedicou seu tempo ao cuidado com o lar e com os filhos, além de se envolver em atividades como a costura, que sempre foi uma de suas paixões.
Outra memória especial para Dona Isaura é o momento em que vinha à cidade de Palmeira D'Oeste. Era uma ocasião aguardada com expectativa, pois ela visitava a cidade duas vezes ao ano, na sexta-feira santa e no dia de oferta de flores, um evento dedicado às filhas de Maria. Esses momentos representavam uma oportunidade de conexão com a comunidade e com as tradições que sempre estiveram presentes em sua vida.
Dona Isaura compartilha com muito carinho e saudade como, antigamente, as pessoas eram mais unidas e dedicavam-se mais às visitas e à amizade. Ela recorda com felicidade as amizades que fez ao longo dos anos e como muitas delas se mantêm vivas até hoje. Com um sorriso no rosto, ela comenta: "Separamos duas meninas, e encontramos duas velhas!" Uma de suas primeiras amigas, que fez quando se mudou para o bairro do Sucuri, continua sendo uma presença importante em sua vida até os dias de hoje.
Ela revela que valoriza profundamente o seu canto no sítio e não trocaria sua vida no campo por nada. Mesmo com as mudanças e o crescimento das cidades ao seu redor, Dona Isaura afirma com convicção que não mudaria para a cidade, ou para qualquer outra localidade. Seu amor pelo sítio e pelas raízes que ali estabeleceu é claro, e sua conexão com o lugar e com as pessoas que o habitam é uma parte essencial de sua história e identidade.