06/08/2026
Célio Seixas nasceu em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 27 de janeiro de 1954. Criado em um sítio, teve uma infância rica no contato com a natureza. E teve em seu pai a sua principal influência, que também apreciava a prática da pintura.
Quando criança, não aceitava a ideia da morte e os pensamentos sobre ela o atormentavam muito. Foi crescendo com essa revolta, o que o fez, aos 19 anos, enveredar pelo caminho da arte pintando corpos fragmentados, como se buscasse um sentido real para a vida humana.
No desenvolvimento daquelas investidas, foi descobrindo símbolos que foram marcando a sua obra, sempre mostrando a luta pela sobrevivência em um entrelace de formas, num ritual de dor e prazer.
Ainda no início da sua carreira, já com um estilo definido, foi ao MAM/RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) tentar fazer um curso de arte, quando, na segunda aula, o professor, após ver os seus trabalhos, disse-lhe que não tinha nada para lhe ensinar e o orientou a procurar o seu espaço no mercado de arte. Desde então, tornou-se um autodidata.
Curatorial:
Os territórios do habitar se dissolveram. Não vivemos mais apenas sobre o solo firme da geografia; habitamos fendas, algoritmos, desertos psicológicos e estruturas prestes ao colapso. O Inabitável Habitado parte desta fratura: como instalar-se no que foi projetado para repelir a vida?
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