UASP União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses

A União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses, é uma pessoa coletiva de direito privado.

VILA  VIÇOSA, A  PRINCESA  DO  ALENTEJOA  Assembleia Geral do Outono 2025, a 22 de Novembro do ano passado, realizou-se,...
20/05/2026

VILA VIÇOSA, A PRINCESA DO ALENTEJO

A Assembleia Geral do Outono 2025, a 22 de Novembro do ano passado, realizou-se, em Calvão – Vagos, na Fraternidade dos Missionários Combonianos. Foi neste ambiente campestre, temperado com um cheirinho a maresia, que os nossos Irmãos Combonianos nos acolheram na sua Casa familiar, erguida à beira da estrada 103, e que o presidente da Direcção da LASE, Eduardo Pina, apresentou aos participantes o plano das “Jornadas Culturais de 2026”. Desde então e, depois, com o reforço da crónica do Luís Matias, publicada no site da UASP, que todos os caminhos, qual “Via Verde”, de 1 a 3 de Maio, foram dar a Vila Viçosa… O curador da Exposição sobre o nobre projecto da UASP, “Por Mares dantes Navegados”, totalmente vivido nas antigas colónias portuguesas de África e de Timor Lorosae, também, ali, a partilhou com os membros da Liga dos Antigos Seminaristas de Évora (LASE).

…. “Se fores ao Alentejo,
Ai, ai, ai, ai,
Não esqueças de dar um beijo,
Ai, ai, ai,ai…. “.

Assim cantou, com voz firme e melodiosa, o Senhor Arcebispo da Arquidiocese de Évora, Dom Francisco Senra Coelho, logo acompanhado, no refrão, por um coro afinado e espontâneo, quando de nós se despediu, ao fim do almoço de domingo, dia da Mãe, e que, apressadamente, ia retomar a visita Pastoral àquela região alentejana. Durante a refeição ouvimos de Dom Francisco….” que o Alentejo está a mudar….” Constatámos a mudança, religiosa e política, na Eucaristia dominical com a Igreja cheia de fiéis e no contacto com os autarcas locais. Assim foi, nas últimas eleições legislativas e autárquicas!…..

Já leram, certamente, a excelente crónica do Luís Matias que relata minuciosamente, passo a passo, dia a dia, o desenvolvimento do maravilhoso programa oferecido pelos promotores da LASE. Assim sendo, não esperem, os potenciais leitores, um texto semelhante, porque não lhe acrescentaria quaisquer mais valias. Permitam-me, então, que me socorra da história que percorre a beleza e a riqueza da” Princesa Alentejana”, Vila Viçosa.

Consta que, em 1580, Luís de Camões, o nosso maior Poeta lírico e épico, terá exclamado amarguradamente: “….morro com a Pátria”. Assim aconteceu! Portugal perdia a independência para os “Filipes” de Espanha. Nesse tempo, como agora, o governo espanhol, para sustentar a guerra, impôs o agravamento da carga fiscal. O povo reagiu violentamente à subida dos impostos. E as convulsões mais graves deram-se em Évora, em 1637. Dizem os historiadores que a reacção popular também foi contra a nobreza. A partir de Évora propagou-se a todo o Alentejo e ao Algarve. Em Vila Viçosa apedrejaram o palácio do Duque de Bragança. A burguesia aliou-se ao movimento popular. As perturbações sociais acalmaram, dando tempo a que chegassem duas colunas militares espanholas e os cabecilhas foram enforcados. Com a revolta da Catalunha, o governo de Madrid ordenou a mobilização dos nobres portugueses. Consequentemente, um pequeno número de membros da nobreza e de letrados começou a conspirar para se livrarem do jugo castelhano. Como sabem as gerações de antanho, desde a nossa 4ª classe, um dos mais activos foi João Pinto Ribeiro, de origem burguesa, mas bem aceite pelos nobres, e, igualmente, bem relacionado com o Duque de Bragança. Os conspiradores decidiram restaurar a linha legítima da sucessão ao trono que tinha sido preterida, em 1580, com a sucessão de Filipe II de Espanha. O direito à coroa pertencia a D. Catarina, Duquesa de Bragança. Ora, o herdeiro de Dona Catarina era o seu neto D. João, Duque de Bragança, que vivia em Vila Viçosa. Afastado da vida política de Lisboa era considerado, em Madrid, uma pessoa de confiança. Ao convite dos conjurados para chefiar a revolução em marcha, Dom João ainda hesitou! Mas, de imediato, o colocaram “entre a espada e a parede”: …”ou a Monarquia com ele ou uma República de nobres”! Acedeu, “empurrado”, também, pela coragem e a forte vontade da sua amada esposa, Dona Luísa de Gusmão, que terá dito. “….mais vale ser Rainha uma hora que duquesa toda a vida…”! E, no primeiro dia de Dezembro de 1640, rebentou o golpe. Eliminaram o Secretário de Estado, Miguel Vasconcelos. Só mais tarde, para consolidarem a revolução, pediram a intervenção do povo e todo o País aderiu. Passados 15 dias, Dom João IV foi aclamado Rei de Portugal. Em 1646 consagrou a Nossa Senhora da Conceição o Reino de Portugal, proclamando-a Rainha e Padroeira da Nação no Santuário, situado na cerca amuralhada do Castelo.

Foi há 75 anos, mas recordo bem que no meu exame da 4ª classe, durante a prova oral, uma professora da mesa do júri me perguntou “de que rei gostaria de falar”. Não hesitei, de Dom João IV! Nesse tempo longínquo sonhava lá eu que, sete décadas e meia passadas, ia encontrar o Monarca, representado numa escultura equestre, no centro do “Terreiro do Paço”, em Vila Viçosa, montando, com elegância, o seu cavalo olímpico!… Deste centro estratégico, vigia e domina todo o espaço envolvente, ocupado por edifícios históricos e monumentais. Foi assim que pude adormecer tranquilo o “sono dos justos”, durante duas noites, no antigo Convento das Chagas de Cristo, do século XVI, das Irmãs Clarissas, agora, ”Pousada – Convento – Dom João”. Apesar de correr, entre o povo, que nos amplos corredores, salas e quartos, vagueia o “fantasma” de Dom Jaime, conforme nos contou o Dr. Francisco Caeiro, escritor e historiador, na sua brilhante palestra, não tive pesadelos nocturnos, nem sinais de assombração!… Convento que chegou a acolher 90 clarissas, o segundo Ramo Franciscano da Ordem dos Frades Menores (OFM). Com a extinção das Ordens Religiosas a última irmã, ali residente, data de 1905.

Concluo, afirmando que em Vila Viçosa há beleza e riqueza. Na economia, é pujante, sobretudo, nas exportações de mármore. Culturalmente, é o berço da grande poetisa, Florbela Espanca, nascida em 8 de Novembro de 1894, dá o nome ao Cine Teatro local. Saliento, também, a organização do processo de candidatura a “Património Mundial da Humanidade”, brevemente apresentado à UNESCO. Processo preparado com elevada competência pelo Presidente da Câmara Municipal, Inácio Esperança, e Vice-Presidente e vereador da Cultura, Dr. Tiago Salgueiro, historiador e excelente comunicador.

Os seus belos e grandiosos monumentos ilustram o poder da Dinastia de Bragança que, indubitavelmente, desempenhou um papel relevante no desenvolvimento presente e futuro da vila, “Princesa do Alentejo”…

Alfredo Monteiro (AAAFranciscanos)

Hoje, damos graças pelo dom da vida do Luis Matias que completa mais uma volta em redor do sol!Parabéns Luís! Um forte a...
18/05/2026

Hoje, damos graças pelo dom da vida do Luis Matias que completa mais uma volta em redor do sol!
Parabéns Luís! Um forte abraço da Direção, do Secretariado e de todos os Uaspinos que já foram "tocados" pela tua alegria contagiante!...

Ecos da AAACombonianos: Encontro anual 2026À guisa de Relatório do Encontro Viseu 2026Conforme convite endereçado aos co...
12/05/2026

Ecos da AAACombonianos: Encontro anual 2026

À guisa de Relatório do Encontro Viseu 2026

Conforme convite endereçado aos colegas, realizou-se a 02 de Maio o nosso encontro anual (AAACombonianos) em Viseu. Embora a expectativa de presenças não fosse das melhores, ainda assim compareceram umas dezenas de antigos alunos que, conjuntamente com os combonianos residentes, perfizeram cerca de sessenta elementos.

Foi cumprido o programa pré-estabelecido, havendo a salientar a palestra do nosso provincial, Pe. José Rebelo, sobre a presença dos missionários combonianos portugueses nos quatro continentes com maior população.

Um dos pontos debatidos foi a necessidade da renovação dos órgãos diretivos da Associação. Os atuais corpos gerentes, em exercício desde a fundação da “Associação” (1996), já estão com uma idade que, provavelmente, os inibe de tomar certas medidas que outros mais novos tomariam. Foi feito um apelo aos colegas entrados nos anos 70/80/90 do século passado para que se reunissem e discutissem entre si este problema. Dirigimos este apelo essencialmente aos colegas residentes em Viseu e concelhos limítrofes, já que, segundo é do nosso conhecimento, já se reúnem de vez em quando. Viseu por ser a Casa Mãe dos Combonianos em Portugal. Nada impede, antes pelo contrário, que outras iniciativas se possam realizar na Maia ou em Famalicão mais de âmbito regional.

A atual Direção está ao dispor de todos os colegas para contribuir e encontrar uma solução para esta questão.

Gratos à animação musical (Olindo e Américo) e a todos quantos rumaram até Viseu para reencontrarem colegas de juventude e revisitarem um passado que marcou mais ou menos profundamente as suas vidas. Gratos também ao Pe. Xavier e a toda a comunidade que nos acolheu.

Isidro (AAACombonianos)

VILA VIÇOSA A “CALIPOLIS”(Não é só antiga, tem história a perder de vista) “Cada terra seu uso, cada roca seu fuso”. O a...
09/05/2026

VILA VIÇOSA A “CALIPOLIS”
(Não é só antiga, tem história a perder de vista)


“Cada terra seu uso, cada roca seu fuso”. O aforisma popular parece simples, mas encerra em si uma enorme diversidade e riqueza. É assim Vila Viçosa.

A UASP – União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses tem no seu plano anual, entre outras grandes e valiosas atividades, uma, chamada, “Jornadas Culturais”. E apesar de ser realizada apenas num fim de semana (de sexta a domingo), já só a posso classificar entre as “grandes e valiosas atividades”, porque a sua realização ao longo dos anos tem sido de uma riqueza e de uma diversidade, por um lado, surpreendente, por outro inexcedível em cada edição. Quem não participa, nunca poderá avaliar o que perde.

O formato de execução da atividade, para a UASP é, sempre, simplificada, porque atribui em cada ano o seu planeamento e organização a uma das associadas, ao longo do país, o que a enriquece profundamente e a diversifica de uma forma absolutamente incrível.

Neste ano, a organização esteve a cargo da LASE – Liga dos Antigos Seminaristas de Évora, e realizou-se em Vila Viçosa. É a segunda vez que a LASE organiza as Jornadas, na primeira vez na fantástica “Alqueva”.

E começo já por confessar um gravíssimo pecado da minha pessoa, atendendo a que nele sou reincidente, prometendo, como penitência, nunca mais o cometer. (É que já no ano passado, nas “Jornadas” de Aveiro, inscrevi-me, mas com a convicção de que pouco iria aproveitar, dado que conhecia bem Aveiro – pensava eu. No final, sem dizer a ninguém, corei de vergonha por tamanho pecado; não só percebi que não conhecia Aveiro, como fiquei com a noção clara do que, mesmo depois daquela enorme revelação de um potentado de história, paisagem e riqueza humana, tenho ainda por descobrir).

Por isso confesso que, também agora, Vila Viçosa, que eu, até há cerca de um mês atrás não conhecia, me soou eventualmente pobre no que respeita ao conteúdo necessário para suportar uma atividade deste teor, garantindo interesse para uma agenda recheada. Como estava enganado, estrondosamente enganado.

As interrogações quase preconceituosas assaltavam-me: Como se preenche uma atividade de quase 3 dias numa povoação lá no interior do Alentejo, com apenas 4 100 habitantes, sede de município com apenas 4 freguesias e cerca de 7 300 almas?

A programação esteve, então, a cargo da LASE e, sobretudo, da inexcedível dedicação do Eduardo Pina, seu presidente, que fez um roteiro absolutamente incrível, rico e diverso, e fez com que ele se cumprisse ao milímetro num ambiente verdadeiramente tranquilo. A surpresa foi completamente inusitada. A vila é de uma beleza inexplicável para aquele lugar de Portugal. A magnitude, imponência e beleza da grande praça, com nome a despicar com a capital “O Terreiro do Paço”, deixa perceber que, a partir daqui tudo é possível. E é.

O Terreiro do Paço é um enorme quadrado ligeiramente declivado de poente para nascente, encimado em toda a linha pelo “Palácio dos Duques”, com uma monumental fachada de 3 níveis, cada um deles exibindo características arquitetónicas diversas de 3 períodos clássicos. Do lado direito, um muro alto cortado por janelas espaçadas, que assegura a privacidade dos jardins do palácio e da sua igreja, prolongando-se depois pela rua que passa no fundo da praça. Do lado esquerdo, o Convento das Chagas e a sua igreja que é panteão das duquesas, e cuja ponta mais cimeira foi seminário menor, hoje funcionando como pousada histórica. O fundo da praça, na parte oposta ao palácio, é todo ele preenchido com o antigo “Convento dos Agostinhos”, hoje propriedade da Arquidiocese de Évora, onde funcionou o Seminário Menor, com exceção da “Igreja dos Agostinhos”, com duas torres, na parte sul da fachada do seminário, propriedade ainda da Fundação “Casa de Bragança”, porque é o panteão da família de Bragança. No centro do Terreiro do Paço, uma grande estátua de D. João IV a cavalo.

E uma particularidade incrível em todo o entorno: todo o sítio para onde se olha existe pedra, é mármore. Só mármore. Nas fachadas, nas soleiras e umbrais, colunas, candeeiros de iluminação pública, nos lancis dos passeios, a própria calçada. Impressionante; luxuoso! E é assim em toda a vila; fora e dentro dos edifícios.

A poucos metros dali, para sul, encontramos o castelo com a sua cidadela ainda pejada de vida, até porque ali se encontra uma fantástica igreja histórica, com um grande significado para Portugal e para a religiosidade e para a igreja portuguesa: ali, D. João IV coroou Nossa Senhora da Conceição a Rainha de Portugal, sendo, por isso, a padroeira de Portugal. A partir desse momento, nunca mais os reis portugueses usaram a coroa, até ao fim da monarquia. Nos retratos, podiam apresenta-la ao lado pousada, ou debaixo do braço, mas jamais na sua cabeça, como sinal de humildade e subserviência àquela que era a verdadeira rainha: Nossa Senhora da Conceição.

Todo o aglomerado do povoado, tipicamente alentejano, pede que se calcorreie, e em cada rua, para além de igrejas, vamos encontrando múltiplos pontos de interesse em pormenores de arquitetura, nos inúmeros museus…

Na sexta-feira depois do acolhimento, no seminário, antigo convento agostinho, agora modernizado e transformado em casa de acolhimento, e em residência de uma comunidade da jovem e promissora congregação “Sementes do Verbo”, que fazem funcionar a casa, jantámos e participámos numa sessão de boas vindas, onde o presidente da LASE e anfitrião, Eduardo Pina, saudou os que decidiram fazer estas jornadas culturais. E proporcionou-nos neste momento intimista, uma excelente e animada palestra sobre a história de Vila Viçosa, proferida pelo jovem e eclético escritor “Calipolense” Dr. Francisco Caeiro. Logo aqui se percebeu claramente a riqueza do que se iria seguir nos próximos dias.

Os habitantes de Vila Viçosa são “Calipolenses”. Surpreendeu-me (e no princípio até confundi com os de Leiria que são “Coliponenses”). Afinal, a história aqui vem de mais longe e maior nobreza, vem da República de Platão. A obra central deste filósofo grego do Seculo V – A.C., propõe uma organização e um sistema político para uma cidade imaginária, chamada “CALIPOLIS” (Kallipolis), que significa “cidade bela”.

A ilustrar esta bela palestra, dois apontamentos (que anunciaram de violino, mas, de facto, foram de viola de arco. Belo som), com peças conhecidas executadas a solo por um Irmão, consagrado, da comunidade Sementes do Verbo.

O sábado, depois do pequeno-almoço, iniciou-se com o ajuntamento na entrada do Seminário (ao fundo do Terreiro do Paço) para subir a um autocarro cedido pela Câmara Municipal, cujo Presidente, Inácio Esperança, faz parte da LASE e colocou à disposição destas jornadas, todas as facilidades, jornadas em que ele próprio se fez presente na maior parte o tempo. E percorremos a curta distância dali até ao Cineteatro Florbela Espanca, filha dileta e saudosa desta terra.

Ali, esperava-nos o Dr. Tiago Salgueiro, historiador muito credenciado, que é vice-presidente do município e vereador da cultura, que tem em mãos, entre muitas outras coisas, a liderança do processo de elevação de Vila Viçosa a Património da Humanidade, pela UNESCO. Informou-nos sobre o percurso do processo, o seu estado e, sobretudo, dos fundamentos que justificam e suportam tal iniciativa. E não há dúvida, são mais que muitos. Veremos seguramente este manancial de história e património, ser reconhecido “património da humanidade”.

Um momento de questões colocadas, levaram à frente o Presidente da Câmara que estava discretamente entre nós na assembleia, e de forma sucinta e clara, elucidou-nos sobre as ideias mestras que norteiam o município em todas as dimensões, e como pensam fazê-lo. Surpreendeu-nos a acção e a clareza da rota que têm definida para o progresso deste pequeno oásis alentejano.

Depois, seguimos para o Museu da Farmácia. Outra mostra inesperada. O maior e melhor museu sobre o tema na Península Ibérica. Pertença de um particular, autêntico cientista e investigador que por mais de 3 décadas no início do século XX marcou a diferença na organização, métodos e evolução da ciência farmacêutica: António Victor do Monte. Belo museu, completo, exibindo todos os pormenores do “estado da coisa”, mas também, de forma muito marcada, as suas criações e invenções que muito melhoraram o fazer da arte.

Em seguida, visita central: o Palácio Ducal. Verdadeira obra de arte, em tudo o que ali se encontra, albergue e alfobre de reis, pensado ao ínfimo pormenor por eles mesmos. A construção deve-se a D. Jaime, da Casa de Bragança, mas foi sendo aumentado e melhorado, e não deixou de ser sempre um regaço de acolhimento original, mesmo depois de a dinastia de Bragança ter subido ao trono por D. João IV, e até ao último Rei, D. Manuel II, ser exilado. Seu pai, D. Carlos, frequentava o palácio com assiduidade, ali colhia inspiração artística, e, saído dali, foi assassinado em Lisboa, no outro “Terreiro do Paço”, juntamente com o príncipe Luís Filipe.

O almoço, no restaurante da corporação de bombeiros, retemperou forças para uma tarde de visita ao museu do mármore, prenúncio técnico e pedagógico para entender na prática o que vimos em uma exploração daquele nobre e precioso material, o mármore, uma das muitas nas redondezas; portentoso colosso de perfuração, com mais de 150 metros de profundidade, num manancial lito-geológico que envolve grande parte do nosso planeta.

No final da tarde, a celebração da Eucaristia na igreja de S. Bartolomeu (ou igreja de S. João Baptista, ou igreja dos Jesuítas), edificada no cimo da Praça da República (praça que tem o dedo de Duarte Pacheco, como a requalificação urbana de Vila Viçosa), à qual se seguiu o jantar no Seminário. E a finalizar o dia, um soberbo concerto de guitarra clássica no teatro de Florbela Espanca, por dois guitarristas de Évora.

No Domingo fomos visitar o Museu de Arte Sacra, ali próximo, numa transversal típica da vila. Instalado numa igreja barroca, constituiu outra agradável surpresa: um espaço excelente, muito bem arranjado e modernizado, com um espantoso e diversificado espólio.

Dali, saímos a pé para o castelo e cidadela, onde entrámos na Igreja de Nossa Senhora Conceição, onde, acto histórico nacional relevante, se deu a coroação da padroeira de Portugal. Participámos na Eucaristia dominical, presidida pelo Senhor Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, no dia da Mãe. Da fluente, concisa e muito interessante homilia, para além da explicação sobre o principal da liturgia do dia, foi relevado o papel insubstituível e nobre das mães. Foram cumprimentados efusivamente os antigos seminaristas ali presentes, da UASP e da LASE, e relevado o seu percurso na sociedade, e a sua formação e dito sobre a responsabilidade que têm na igreja e no mundo contemporâneo. No final da celebração, voltou a agradecer a nossa presença e quis fazer uma fotografia com todo o grupo, o que aconteceu frente ao altar. E foi almoçar connosco no Seminário.

Depois do almoço, as despedidas, os abraços e o sempre até breve. O Museu do Estanho estava ainda no cardápio de visitas, mas a escassez de tempo relegou para visitas individuais, para quem o pretendeu fazer.

Grandes Jornadas Culturais da UASP, mais uma vez, agora com a preciosa assinatura da LASE. Os agradecimentos são sempre poucos a quem tornou possível este empreendimento e por isso, todos, sem exceção, se sintam envolvidos nesta palavra de gratidão. Mas não poderíamos deixar de mencionar todos os já nomeados neste texto, especificamente o grande artífice deste êxito, o Eduardo Pina (e da sua esposa), bem como o Senhor Presidente da Câmara Municipal e o vereador da cultura e, finalmente, o Senhor Arcebispo de Évora que, no meio de uma Visita Pastoral, relevou de sobremaneira este momento que arranjou tempo para nos manifestar a sua adesão e envolvimento, e nos dirigiu palavras de estímulo que também nos responsabilizam.

Luís Matias (UASP)

8/Maio/2026

07/05/2026
AS PONTAS DA EUROPA (de Portugal à Turquia)(Navegantes em busca da História, da civilização e dos grandes locais da “Nov...
06/05/2026

AS PONTAS DA EUROPA (de Portugal à Turquia)

(Navegantes em busca da História, da civilização e dos grandes locais da “Nova Humanidade”)

(Parte II)

Daqui (Ankara), seguimos para uma região verdadeiramente mítica e fantasmagórica, a Capadócia. Paisagem mais agreste e seca, mas moldada pela natureza com uma beleza tamanha, que permite esquecer a terra fértil de outras paragens. Nesta altura do ano, passámos a ter, sempre como pano de fundo, mais distante ou mais perto, montanhas cheias de neve. Seria a última imagem que poderíamos imaginar para este local. Isso também torna muito pitoresca esta paisagem. Bem sei que em junho e até ao final do verão, desaparece, mas para nós, foi um verdadeiro regalo.

E a Capadócia exibiu-se como verdadeira fantasia, na paisagem árida e irregular, mas ladeada de montanhas, lá longe, cobertas de neve. O resto, já sabem: chaminés de fada, formações geológicas moldadas pela erosão dos agentes ao longo dos milénios, as aldeias trogloditas, as povoações dentro das montanhas, as igrejas/mosteiros da idade média. E também os balões. Uma cena turística moderna, mas esplendorosamente bela. Na hora de subirem, e na sua máxima quantidade, os cerca de 150 balões transportam o prazer dos que se aventuram naquela delícia, mas polvilham os céus com uma beleza alucinante, ao nascer do sol. Foi também aqui que participámos numa “noite turca”, uma festa com danças e músicas, entre o recente o a tradição… coisas do turismo.

Visitámos também uma fábrica de pedras preciosas e semipreciosas, com trabalhos delicados e majestosos. E uma fábrica de tapetes turcos, os verdadeiros. Fora a parte comercial, sempre em destaque nestas paragens, apreciei e surpreendi-me com a técnica de fabrico dos tapetes, e também dos materiais utilizados. No processo de fabrico os colaborares (quase sempre mulheres), não falam, porque a concentração tem de ser total. Seduziu-me essencialmente o trabalho com seda natural. Vimos terminar uma réplica de Miró, num painel pequeno, para quadro de parede, tão fino, tão delicado, tão maravilhosamente respeitado, no que se refere às cores e perfeição dos contornos, que até pasma. Vimos casulos do bicho-da-seda. As larvas têm de ser mortas antes de saírem do casulo, porque senão roem o fio e estragam-no. Os casulos, milimetricamente antes da larva estar em ponto de sair, são mergulhados em água quente, depois com um pincel semirrígido, passam no casulo para encontrar a ponta do fio. E lá está… cada casulo tem apenas um fio, finíssimo, delicado, que pode ter entre 800 metros e 2 km de comprimento. Fantástico. Depois tem de dobar-se e entrançar-se para criarem resistência. Naquele Miró que apreciámos, cada fio com que se trabalha lá, é constituído por 30 filamentos de seda. Impressionante, porque ainda assim é superfino, mas resistente.

Depois fomos para Konya, passando e parando em Tarso, aquele local mágico na nossa peregrinação, de que já falei antes. Nesta cidade, e numa paisagem completamente diferente da que deixámos, mas sempre com montanhas e neve à vista, visitámos em Aspendos, o teatro romano mais bem preservado da Turquia. Enorme e, praticamente completo. Uma acústica difícil de explicar. Para testar, mandaram-me cantar. Como estava ainda quase afónico, acabei por recitar um poema de Torga “História antiga” … e lá começo:
Era uma vez lá na Judeia, um rei.
Feio bicho.
De resto uma cara de b***o sem cabresto
E duas grandes tranças

Bem, e o resultado é de facto surpreendente. Senti-me mesmo a participar num teatro romano.

Logo perto entrámos dentro de outra cidade romana. Muito bem recuperada e verdadeiramente monumental: Perge, na antiga Panfília. Também aqui peregrinámos; S. Paulo pregou aqui. Que desenho de cidade, que luxo ao tempo. Encantou-me o espelho de água, ninfeu, a partir da fonte das ninfas e por toda a extensão da avenida, até à porta romana. Que bênção e que luxo naquele território quente. Podemos imaginar o bulício daquelas ruas majestosas. E quantos novos cristãos S. Paulo aqui converteu, num ambiente belo, mas, certamente hostil por mil crenças, ditadura imperial e até pelo convite do fausto e riqueza destas cidades? Só movidos por um profundo ideal e por estarem verdadeiramente convencidos da sua mensagem, que era de Cristo, seria possível progredir em tal ambiente.

Seguiu-se Pamukkale, com um fenómeno único no mundo, o chamado “castelo de algodão”, que experimentámos, e consiste num sistema natural de piscinas em socalcos em formação calcária com quedas de água entre elas, encosta abaixo. Ali mesmo apreciámos as ruínas de mais uma cidade romana, Hierápolis, onde também pregaram apóstolos, no caso de Filipe, até ao martírio, ali ocorrido e onde foi sepultado. Já antes referi nos sentires.
Na continuação do nosso monumental percurso, viajámos para Sardes, cidade outrora importantíssima, capital da Lídia, onde foi inventada a moeda, sete séculos AC. Aqui visitámos a Acrópole, o templo de Artemis, a Sinagoga e o Gimnasium. Passámos e visitámos de forma panorâmica Izmir. A paisagem mudou totalmente há um tempo. Chegámo-nos para o Mar Egeu, ainda não perdemos a cordilheira nevada, mas os terrenos agrícolas férteis e extensos dominam agora uma Turquia tecnologicamente evoluída para a agricultura.

E chegámos a Kusadasi. Cidade balnear, exposta num anfiteatro natural da montanha, procurada por muitos europeus e asiáticos. O nosso hotel preciosamente localizado com uma soberba vista para o mar, induziu-nos a baixar até à beira-mar para presenciar um belo pôr do sol. A praia, afinal, “não chega aos calcanhares” de qualquer praia portuguesa. Mas, no geral, a paisagem é muito gostosa.

Estamos na zona de Éfeso. No dia seguinte muito bem aproveitado, que era domingo, fomos visitar um santuário onde, segundo a tradição (investigada e com sérios indícios de veracidade), a Virgem Maria terá vivido com o apóstolo João os últimos anos e dias da sua vida terrena. Mais um local marcante da nossa peregrinação e do mundo. Pena que não tenha a devida projeção a nível mundial, nem a liberdade natural para a manifestação da mais profunda religiosidade que o local e a veneração da Virgem, merece. Cá está mais uma evidência do sério entrave oficial à religiosidade livre, ao contrário do que se propala para fora. É um local recolhido, de silêncio, num monte muito arborizado e discreto. Tivemos o privilégio de poder aqui celebrar a Eucaristia, pela segunda vez na nossa viagem. Nos outros dias, pelos motivos que se podem inferir, não foi possível fazer mais celebrações. Os três sacerdotes da comitiva, (Pe. Armindo, Pe. Johnny e Pe. Betino) prepararam, num guião, um roteiro de oração diário que fizemos nos percursos de autocarro nas distâncias mais longas.

Fomos de seguida para a imponente cidade de Éfeso, tão importante no princípio da Cristandade. Era um dos mais importantes portos. Agora, o mar recuou uns quilómetros e, água, não se enxerga. Mas a vitalidade desta cidade imagina-se, perante a sua grandiosidade no que ainda resta para se ver. Uma imponente biblioteca, ruas sumptuosas, espaços públicos requintados, latrinas públicas muito bem conservadas, Odéon, Templo de Adriano, Casa do Amor, Ágora, Teatro. Um museu interativo colocou os nossos sentidos no centro do turbilhão da cidade de outrora, experiência impressionante e quase avassaladora.
Ainda tempo para visitar um centro de produção de couros finos, realmente bons e bonitos, que fornece em pele de carneiro, ultrafina, as maiores e mais famosas marcas de alta-costura do mundo.

No penúltimo dia da jornada, e em que não percebi que alguém tenha dado sequer o mais ténue sinal de cansaço, saímos para Bursa, que foi a primeira capital do Império Otomano. Aí visitámos a Mesquita Verde e atrás, o faustoso mausoléu do seu fundador. A mesquita é muito bonita.
Já estávamos muito habituados a mesquitas, ao número de minaretes delas pela sua importância, às chamadas 5 vezes por dia para a oração, desde a madrugada até altas horas da noite.
Visitámos o Mercado da Seda, com uma arquitetura antiga e bonita, e que cria um ambiente muito intimista dentro e nas proximidades, com árvores, bancos e muitos idosos por ali.

Rumámos de novo a Istambul, neste percurso circular por quase metade da Turquia moderna, entrámos da Ásia para a Europa por outra das novas pontes e, estupefação, em dia de trabalho, hora de ponta, numa cidade com 20 milhões de habitantes, chegámos rápidos, sem congestionamentos, sem grandes filas e sem nenhuma confusão. Parece-me que temos muito que aprender.

A Turquia é de facto um país moderno, potente, ocidentalizado, organizado. Não me admira que não tenham pressa em fazer parte da União Europeia. É caso para dizer que, se não estão mais à frente, lá estarão possivelmente dentro em breve. Parece-me mesmo que, manter assim as coisas, com acordos e convenções, talvez seja melhor para a Turquia e melhor para a EU. Precisamos, naquele ponto da geografia do mundo, de alguém que possa intermediar sempre a tensão de culturas que se sente naquele ponto, para um lado e outro do mundo. Essa tensão histórica que ali pressiona e se plasma em guerras, interesses e incompreensões, tem a Turquia como contentor, para refugiados, ideologias e geoestratégia. A Turquia mantém argumentos para os dois lados: é um país Muçulmano, não tem petróleo, estratégico, pertence à NATO, mas mantém-se equidistante. Consegue dialogar com um lado e o outro. É uma potência agrícola, quase industrial e turística.

Que se mantenha assim no seu posicionamento geoestratégico. Que se abra à liberdade religiosa. Que continue num processo de crescimento sustentável.

Depois de chegarmos de novo à casa de chegada, como quem volta ao já conhecido, à espécie de família distante, despedimo-nos da última noite na Turquia, em tranquilidade. Após o abundante e variado pequeno-almoço do costume, iniciámos o regresso. Felizes, satisfeitos, mas creio que não cansados.

Nesta jornada, registámos algumas inovações que vale a pena exibir. O grupo de navegantes cresceu. A viagem teve uma parceria estratégica no planeamento: à UASP, que aumentou o seu número de navegantes, juntou-se a Consolata, que teve um papel fundamental também na sua concretização. E só podemos concluir que a operação elevou muito o seu nível, pela forma como a agência que nos apoiou, realizou o seu trabalho (com a vantagem de que a responsável, passou também a navegante).
Na última parte da viagem, foi-se efetuando uma espécie de avaliação prévia, e quem se quis manifestar, fê-lo no sentido que aqui aponto.

Os objetivos são coletivos, fazem parte do exímio planeamento que fazemos. Mas as expetativas são individuais, e o êxito do empreendimento realiza-se se os objetivos forem cumpridos, e as expetativas se transformarem em satisfação. Pareceu-me que atingimos um pleno nesta viagem. Gostaríamos de ter tido a oportunidade de viver mais intensamente a nossa dimensão de peregrinos, porque os locais por onde andámos foram tão importantes para a expansão dos princípios que sustentam a nossa Fé, mas compreendemos que as reservas subliminarmente impostas pelo sistema político vigente, não é totalmente compatível com a nossa expetativa nesta matéria. Não sei se podemos afirmar que não sentimos a liberdade religiosa para podermos expressar de forma natural aquilo em que acreditamos. Mas a compreensão deste ambiente permitiu o recato necessário para podermos apreender tudo o que pudemos e transformar uma dificuldade em oportunidade.

O grupo que aumentou, necessitou de uma apresentação inicial e, dentro em pouco, eramos “família” sem barreiras. A alegria e a energia estiveram sempre presentes em todos os momentos da navegação, sem distinção de idade ou limitação, não houve nenhum facto que tivesse nublado algum momento da extensa viagem (a não ser um dia de chuva que também não passou de ameaça). Nem sequer os dois momentos, quando um navegante declarou que tinha perdido os documentos e se gerou um pânico solidário, ou uma carteira esquecida num banco de jardim num local idílico junto a uma potente cascata onde almoçámos por outro navegante, mas logo de seguida se declarou rebate falso e ninguém mais se lembrou.

Lembramo-nos isso sim das histórias hilariantes que sempre acontecem e alimentam não só todo o resto da viagem como se relembram sempre nos anos seguintes. Houve mais, mas resumo esta duas:
- Estávamos na “nossa casa” na Capadócia; um bom hotel numa cidade pequena e simpática. Um excelente serviço de restaurante. Na mesa das sobremesas, entre uma grande variedade de frutas e doces, estava uma taça com uma mousse de chocolate de encher o olho. O Zé (nome genérico para não identificar o protagonista), pega na taça, vai para a mesa e senta-se. Colher em riste, mergulha a primeira dose do pitéu e, sofregamente, ato contínuo, introduz na sua bocarra o dito material. De repente, uma reação de tipo bomba, expande pelas vizinhanças o dito material, empurrado por uma tosse descontrolada. Erro de cálculo: é que a dita mousse de chocolate era uma taça de canela para polvilhar as sobremesas para quem quisesse. A aflição foi só dele, porque os parceiros à volta rebentaram foi numa tempestade imparável de gargalhadas, a que ele primeiro, achou pouca piada. Mas as gargalhadas continuaram a rebentar sempre que se citava a explicação do próprio, no dito momento da aflição. E ele definiu assim: meto a colher à boca, aquilo desfez-se em pó que entrou por todo o lado, “dei uma baforada que parecia um extintor” …
- E numa das paragens técnicas na autoestrada, onde o apoio, para além do combustível e restauração, tinha autênticos supermercados, num conceito para nós novo, havia uma banca no meio onde se começou a juntar gente, à volta de uns pequenos boiões de vidro, sem rótulo, cujo conteúdo eram uns cristais pequenos alongados, com cerca de um cm de comprimento, quase transparentes, como pequeninos cristais de quartzo. E o vendedor, como quem vende a antiga “banha da cobra”, demonstra a eficácia do produto. Coloca numa chávena água quente, e precipita um único cristal dentro da taça. Produz-se de imediato uma reação química profusa e desconhecida e ele pede para cheirar. Eu também fui cobaia do teste. Bem precisava porque estava afónico, com nariz entupido e tudo o que aliviasse era bem-vindo. Ao chegar o nariz perto (a uns 10 cm da mistela, entro-me narinas adentro um v***r que ato único, me precipitou de imediato para trás, como se fosse um verdadeiro “coice de mula”. O facto é que resultou de imediato. Toda agente testou e toda a gente confirmou o COICE. Preço da dita embalagem: 10 euros. Achei um disparate. E negociei com o homem que se levasse 3 pagaria 5 cada frasco. Acertámos por 6 €. Entretanto pelo novo preço, muitos interessados apareceram. E consegui negociar, entre o valor de venda e os que ele me ofereceu por ser intermediário, de facto trouxemos para um valor médio de 5 €. E viemos todos satisfeitos, com a cena que ali se desenvolveu, pelo preço a que conseguimos o produto e, não tendo marca, registámos ali mesmo o verdadeiro nome: COICE. O Ir. Joaquim passou a ser o protagonista do ensaio clínico do coice. E se desobstrui as vias respiratórias daquela maneira rápida (como um coice), e é eficaz, e ele ainda está bem vivo, então está aprovado, seja o que for que esteja na composição daquele poderoso elemento. Quanto ao preço… apesar da redução a metade, ainda tenho um feeling de que fui enganado!

No final de maio vamos fazer a avaliação da praxe, momento de reencontro e convívio. O Arrimal acolhe a sessão.

Luís Matias
1 de maio de 2026

Endereço

Seminário Diocesano De Leiria
Leiria
2414-011LEIRIA

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