Amparo, cidade no interior do Estado de São Paulo, capital do circuito das águas paulista, que conta com uma média de 60 mil habitantes. É onde viveu e permanece o casal Vermelho e Débora, dois artesãos de “mão cheia” que se dedicaram sempre a trabalhar e viver daquilo que amam fazer; O artesanato sempre os acompanhou. Em 1995, iniciou-se o processo de aprendizado do manuseio do bambu e surgiram o
s primeiros modelos de utensílios para cozinha produzidos artesanalmente; E ainda com poucos recursos, foi criado o Artes em Bambu. Inicialmente a distribuição no mercado era através de feiras, exposições e para comerciantes locais. Houve aceitação imediata do público, e daí, o incentivo para a criação das próximas peças e o aperfeiçoamento das técnicas de tratamento e trabalho artístico (que possibilitou a diversificação e criação dos itens para decoração e armarinhos). Ao longo dos anos, o respeito e a procura pelo artesanato do Artes em Bambu cresceu e expandiu-se pelo Brasil (ainda que os métodos de administração e produção fossem, desde o inicio até atualmente, familiar e artesanal). Um recurso vegetal auto-sustentável de rápido crescimento que possui poder contra a proliferação de bactérias. A colheita dos bambus é consciente e manual. Respeitamos a maturidade da planta, com cuidado para manter a moita sempre saudável. O processo de tratamento inicia-se na própria colheita, na estação do ano e fase da lua adequadas; Depois, o tratamento exige tempo e dedicação, para que seja natural e sem agentes tóxicos. A produção artesanal não possui fôrmas: cada peça é única e o artesão é responsável pelo trabalho em todas as várias etapas do processo. A proposta Vegana nos acompanha já há dez anos, portanto as peças são livres de produtos de origem animal ou tóxicos. Fibras (sisal), resina natural (mamona) e cera de carnaúba complementam o acabamento de toda a linha e garantem qualidade, resistência e durabilidade aos produtos, características que atendem também a uma necessidade ecológica, num ambiente competitivo onde, a fragilidade e obsolescência ameaçam a integridade do mercado para os artesãos. Em um cotidiano de aprendizado e muito trabalho, trançamos a vida em fios de simplicidade, respeito e gratidão. “É preciso muita fibra para chegar às alturas e ao mesmo tempo muita flexibilidade para se curvar ao chão”; também amor e dedicação, combustíveis essenciais que alimentam a força de criação do Artes em bambú.