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— 1951Rua Álvaro Ramos - Botafogo/RJA foto foi tirada em 1951, na calçada da Rua Álvaro Ramos, em Botafogo, Zona Sul do ...
25/12/2025

— 1951
Rua Álvaro Ramos - Botafogo/RJ

A foto foi tirada em 1951, na calçada da Rua Álvaro Ramos, em Botafogo, Zona Sul do Rio.
Mostra um homem sentado num banco de cimento, encostado à parede de uma padaria, com um cachorro magro deitado aos pés.
O bonde número 14 passa ao fundo, com as janelas abertas e dois meninos pendurados na traseira.
Mas ninguém olha pra eles.
Quem atrai o olhar é o cachorro.

Chamava-se Pitoco.
Era feio com gosto. Orelha de um lado só, olho remelento, pêlo falhado nas costas e um dente que insistia em aparecer mesmo de boca fechada.
Mas era conhecido no bairro inteiro.

Seu Orlando, o velho da foto, trabalhava como contínuo no antigo Fórum.
Todo dia, acordava às 5, botava camisa de botão e chapéu, e caminhava com passos curtos até o ponto do bonde.
Pitoco ia junto. Sem coleira.
Subia pela traseira, como gente. Sabia até onde parar.

O cobrador já nem cobrava mais.
“Esse aí paga com presença”, dizia, rindo.

Durante o trajeto, Pitoco sentava no banco ao lado de Seu Orlando e olhava pela janela como um senhor respeitável.
Não latia. Não incomodava. Apenas existia.
E existia com tanta dignidade que, certa vez, uma senhora de luvas lhe ofereceu um biscoito.

O bairro se acostumou.
Padaria dava pão dormido só pra ele.
Os carteiros, quando passavam, davam tapinha no lombo.
Era mascote sem placa.

A foto foi tirada por um rapaz da rádio MEC, que queria registrar “cenas de convivência carioca”.
Pediu licença, enquadrou os dois e clicou.
Seu Orlando nem se mexeu. Estava ocupado dividindo o pão com Pitoco, como fazia todas as manhãs.
O cachorro, deitado, olhava pro dono como se tudo o que importava no mundo estivesse ali: a mão, o cheiro e o momento.

Dizem que Pitoco viveu quase vinte anos.
Quando Seu Orlando aposentou, ele também parou de andar de bonde.
Ficavam os dois na praça, jogando milho pras pombas e esperando a tarde passar.

Quando Pitoco morreu, o bairro inteiro soube.
Um grupo de vizinhos fez até uma plaquinha de madeira:
“Aqui dorme Pitoco, o cão mais educado de Botafogo.”

Seu Orlando, dizem, nunca mais foi o mesmo.
Passava os dias sentado no mesmo banco da padaria, agora em silêncio.
De vez em quando, ainda levava pão dormido no bolso e colocava no chão.
Ninguém comia.
Mas ele deixava lá mesmo assim.

Hoje, a foto está pendurada num bar antigo, já amarelada pelo tempo.
Os novos fregueses nem sabem quem são.
Mas os mais velhos apontam e dizem:
“Esse aí é o Orlando. E esse é o Pitoco.
Dois senhores que souberam envelhecer juntos.”


— 1974JERRY ADRIANI & MICHAEL JACKSON NO RIO DE JANEIRO EM 1974.MICHAEL JACKSON NO RIO DE JANEIRO | Em setembro de 1974 ...
13/12/2025

— 1974

JERRY ADRIANI & MICHAEL JACKSON NO RIO DE JANEIRO EM 1974.

MICHAEL JACKSON NO RIO DE JANEIRO | Em setembro de 1974 os Jackson Five fizeram uma turnê pelo Brasil.

Na época o Jackson Five fazia muito sucesso no Brasil, várias canções eram incluídas em trilhas sonoras internacionais de telenovelas brasileiras.

Na mesma semana que o Jackson Five se apresentaria no Maracanãzinho, Jerry Adriani estava fazendo o 'Brazilian Follies', um musical com diversos artistas da cultura popular brasileira, dirigido por Caribé Rocha.

No 'Programa do Jô em uma entrevista em 2011 Jerry relatou que encontrou o grupo subindo as escadarias do Hotel Nacional, os convidando para assistir ao seu espetáculo, Jerry teve que pagar os ingressos com parte de seu cachê, porque o diretor do show não liberou a entrada para os artistas estadunidenses.

No dia seguinte, Jerry recebeu o grupo em seu camarim, inclusive Michael Jackson, o astro maior do grupo, então um adolescente de 16 anos. Quando viram Jerry os garotos, relataram que gostaram do show, e de forma alegre e descontraída foram logo o chamando de 'Elvis'.
Eles gostaram tanto do espetáculo, que assistiram ao musical uma segunda vez, desta vez comprando o ingresso.

Nesta foto aparecem Jerry Adriani, os irmãos Michael Jackson (camisa listrada e calça preta) e Randy Jackson (o menino ao lado de Jerry) e os integrantes do grupo de samba 'Sambacanas'; Lothar (camisa escura) e Carlinhos (camisa branca).

Jerry participou Brazilian Follies, no Hotel Nacional por um ano e meio. Dali em diante sua carreira deslanchou, fazendo shows por todo o Brasil e em vários países.


— 1953 | BAILE DE CARNAVAL NO RIOBaile de Carnaval no Rio de Janeiro em 1953, então capital Federal.Museu Bgonely, EUA  ...
09/12/2025

— 1953 | BAILE DE CARNAVAL NO RIO

Baile de Carnaval no Rio de Janeiro em 1953, então capital Federal.

Museu Bgonely, EUA


— 1976O PROTESTO DE CARTOLA | Era 1976, no auge da ditadura militar, quando o samba — tão amado quanto subestimado — tam...
07/12/2025

— 1976

O PROTESTO DE CARTOLA | Era 1976, no auge da ditadura militar, quando o samba — tão amado quanto subestimado — também era alvo da repressão. Durante um ensaio da Estação Primeira de Mangueira, escola do coração de Cartola, a polícia interrompeu a festa. Mas o poeta do samba respondeu do jeito mais genuíno: sentou-se no chão, ao lado da viatura, num protesto pacífico e emblemático. A cena, capturada pelo fotógrafo Eurico Dantas, tornou-se símbolo da resistência cultural, imortalizando Cartola como guardião do samba e da dignidade de sua gente.


— 1882COLHEITA DE CAFÉ NO VALE DO PARAÍBAColheita de Café em Fazenda do Vale do Paraíba. Fotografia de Marc Ferrez, 1882...
21/11/2025

— 1882
COLHEITA DE CAFÉ NO VALE DO PARAÍBA

Colheita de Café em Fazenda do Vale do Paraíba. Fotografia de Marc Ferrez, 1882. Acervo do Instituto Moreira Sales

"Nas fazendas de café eram comuns as jornadas de trabalho de quinze a dezoito horas diárias, iniciadas, ainda de madrugada, ao som do sino que despertava os escravos para que eles se apresentassem ao feitor, para receber as tarefas. Se as atividades fossem próximas à sede da fazenda, iam a pé; se mais distantes, um carro de boi os transportava.

No eito, distribuíam-se em grupos e trabalhavam horas sob as vistas do feitor e embalados pela música que cantavam. Num português misturado com suas línguas maternas, essas canções falavam do trabalho, de suas origens, dos patrões e de si mesmos, num ritmo monótono e constante, repetindo dezenas, centenas de vezes a mesma melodia.

O almoço era servido lá pelas dez horas da manhã. O cardápio constava de feijão, angu de milho, abóbora, farinha de mandioca, eventualmente toucinho ou partes desprezadas do porco, rabo, orelha, pé etc. e frutas da estação como bananas, laranjas e goiabas. Embora houvesse interesse em se manter o negro saudável e apto para o trabalho, não havia a preocupação com sua longevidade. Em fazendas mais pobres, a comida com frequência se resumia ao feijão com gordura e um pouco de farinha de mandioca, o que acabava provocando seu definhamento precoce. Qualquer que fosse a comida, era preparada em enormes panelas e servida em cuias nas quais os escravos usavam as mãos ou, mais raramente, colheres de pau. A refeição deveria ser feita rapidamente, para não se perder tempo, e de cócoras; os negros tinham que engolir tudo porque logo em seguida a faina continuava. Por volta de uma hora da tarde, um café com rapadura era servido substituído nos dias frios por cachaça, e às quatro horas jantava-se. Aí, comia-se o mesmo que no almoço, descansava-se alguns minutos e retomava-se o batente até escurecer.

Cumpria-se, então, o ritual da manhã, todos se apresentando ao administrador ou dono, conforme o caso da fazenda. Era quando, após uma breve oração, iniciava-se o serão que constava, geralmente, da produção ou beneciamento de bens de consumo. Os escravos debulhavam e moíam o milho, preparavam a farinha de mandioca e o fubá, pilavam e torravam o café. Com frequência, cortavam lenha e selecionavam o café apanhado no período de colheita. Só lá pelas nove ou dez horas da noite é que o escravo podia se recolher. Isso para alguém que, no verão, levantava por volta das quatro horas da madrugada. Antes de se deitar, fazia uma refeição rápida e, extenuado, descansava até a jornada do dia seguinte."

Fonte: Escravidão no Brasil
Por Jaime Pinsky


— 1846O Professor que derrubou a Monarquia BrasileiraO Niteroiense Benjamin Constant Botelho de Magalhães (1846-1891) fo...
17/11/2025

— 1846
O Professor que derrubou a Monarquia Brasileira

O Niteroiense Benjamin Constant Botelho de Magalhães (1846-1891) foi um militar, engenheiro e destacado professor dos anos finais do Império.

Leopoldo Henrique, seu pai, português de nascimento e oficial subalterno da Marinha colonial, optou por viver no Brasil, vindo a casar-se com uma moça gaúcha, Bernardina Joaquina. As tentativas do pai de ganhar a vida, em diversas cidades do interior fluminense, como militar, mestre-escola e até padeiro, enfrentando dificuldades de todos os tipos, em especial as decorrentes da pobreza, marcaram a personalidade de Benjamin Constant, que acabou por reproduzir em grande parte o roteiro paterno.

A morte do marido em 1849 perturbou Bernardina joaquina de tal maneira que ela jamais recuperou o equilíbrio emocional. Feito, tão inesperadamente, responsável pela mãe e por três irmãos menores, Benjamin Constant também sofreu poderoso abalo psíquico, chegando a tentar o suicídio. Reduzida à pobreza, a família Botelho de Magalhães se transferiu para o Rio de janeiro
no ano seguinte.

Iniciando-se no estudo das matemáticas e, em seguida, lecionando a matéria, Benjamin Constant deixou-se tomar pela onda cientificista que disseminava, nos centros culturais do país, o spencerianismo, o darwinismo, o positivismo e outras correntes de pensamento oriundas da Europa.

Nesse contexto intelectual, começou suas atividades na área científica. Membro, a partir
de 1862, do corpo docente do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, na cidade do Rio de Janeiro, não se limitou a ensinar matemáticas. Foi interlocutor de outros professores, tendo inclusive, redigido pareceres sobre trabalhos de colegas.

Também muito importante foi a sua ligação com o Instituto Politécnico Brasileiro, fundado no Rio de Janeiro naquele mesmo ano. Freqüentado por engenheiros e técnicos, como André Rebouças, o Instituto Politécnico.

Um dos líderes do movimento Republicano no Exército, lecionou na Escola Militar da Praia Vermelha, onde difundiu duas ídeias políticas e filosóficas a futura geração de oficiais do Exército Brasileiro.

Benjamin Constant fez do Rio de Janeiro e a Escola Militar o celeiro da “mocidade militar” que prepararia e executaria o golpe contra a Monarquia em 15 de novembro de 1889. Homens como Bevilácqua, Euclides da Cunha e Rondon estariam na tropa que nesse dia desfilou pelo centro da capital em comemoração à queda do Império. Esses Jovens oficiais atribuíram-se uma missão salvadora do país, perdido em
seus vícios sociais e políticos

Embora tenha estimulado indiretamente essa expectativa messiânica, Benjamin Constant não via o Exército como uma força salvadora. Ao contrário, a pontava para o seu desaparecimento como instituição, pregando a deposição das armas no museu da história

Sua linha de atuação foi definida pela adesão ao positivismo. A postulação de uma ordem social racional, inspirada numa moral superior e no saber cientifico, exerceu grande atração sobre ele, inclusive na educação dos cegos, a quem, como professor e, depois, diretor do Instituto, sempre ofereceu uma plano didático baseado na orientação de Comte.

Benjamin Constant esteve por um ano no teatro de Guerra do Paraguai, onde contraiu malária. Seus desacordos com a prática administrativa e a condução da guerra contribuíram para que elaborasse uma visão gravemente
crítica das elites políticas brasileiras, do governo imperial e seus chefes militares, em especial o então marquês de Caxias.

No plano ideológico, a combinação desses elementos aprofundou sua identificação com a visào de mundo positivista, particularmente no que diz respeito às questões da guerra e do governo.

Na década de 1870, Benjamin Constant teve papel preeminente na divulgação do positivismo no Rio de Janeiro e, por extensão, no país.

Importantes elementos da sua visão de mundo encontraram correspondência na doutrina do "soldado-cidadão", desenvolvida durante a Questão Militar por jornalistas republicanos, principalmente Quintino Bocaiúva,
no Rio de Janeiro, e Júlio de Castilhos, no Rio Grande do Sul.

José Murilo de Carvalho (1977:210) explica que, de início, a divulgação da doutrina tinha "a expressa finalidade de incitar os militares a intervir na política e criar embaraços ao governo imperial". Falava-se em cidadàos fardados, a quem não se podia negar o direito de participar na vida política do país.

Tendo vivido a vida inteira numa quase obscuridade, entregue inteiramente ao professorado, só de agora em diante, a partir do ano de 1886, é que êle começaria a ser conhecido, sobretudo entre os oficiais do Exército, pelas atitudes que iria assumir, cada vez mais destacadas, nas sucessivas crises que se abririam entre o Govêrno e os militares.

A despeito de ter sido militar e ter sido condecorado como tal devido à sua participação na Guerra do Paraguai, era pacifista, pregando o fim das Forças Armadas em um futuro mais ou menos distante, reduzidas à mera atuação policial para manutenção da ordem pública. Essa opinião, calcada nas ideias de Auguste Comte (fundador do positivismo), foi o que lhe permitiu criar a doutrina do "Soldado-Cidadão", segundo a qual, antes de serem soldados, os membros das Forças Armadas eram cidadãos de um regime republicano e como tais deveriam comportar-se. Benjamin Constant era filiado ao Grande Oriente Unido.

A reunião que decidiu o fim do Império teria acontecido na casa de Deodoro da Fonseca com presença de Benjamin Constant no dia 10 de novembro de 1889. Benjamin Constant defendeu um tratamento respeitoso para o imperador na hipótese de mudança de regime, opondo-se ao alferes Joaquim Inácio Cardoso, que defendeu seu fuzilamento, caso se recusasse a partir para o exílio.

No dia seguinte, nova reunião em sua residência, agora com a presença de Quintino Bocaiúva, decidiu que era hora de encontrarem-se os chefes republicanos com Deodoro para definir a organização do futuro governo provisório.

Para os militares, do Exército e Marinha, estava tão decidido que não deveria haver um Terceiro Reinado no Brasil, que cerca de 160 desses homens, todos maçons, Inclusive Benjamin Constant, fizeram um pacto de sangue, em que, acompanhariam o ideólogo do movimento Benjamim Constant até a resistência armada, ou guerra civil.

O Golpe Republicano de 1889 e a deflagração do processo constituinte em 1890 representou a vitória da posição que Benjamin defendera.

Foi, porém, derrotado no plano pessoal. Perdeu o Ministério da Guerra para Floriano Peixoto, considerado mais capaz de erradicar das Forças Armadas a agitação política.

Como prêmio de consolação, o Governo Provisório criou para ele o Ministério da Instruçào Pública, Correios e Telégrafos, afinado com sua vocação pedagógica mas tão descolado de qualquer preocupação oficial de longo prazo com a questão educacional que foi extinto pouco mais de um ano após morte do seu primeiro titular.

A participação de Benjamin Constant no poder foi um improviso da história, eficiente para a derrubada de um regime em crise estrutural, mas não para a construção de uma nova ordem. Se os republicanos paulistas tinham um programa político claro - o federalismo -, Benjamin Constant, não. Guiada por valores democráticos gerais e algumas diretrizes positivistas, sua passagem pelo poder foi uma trajetória rumo à decepção pessoal, à depressão emocional e ao agravamento irreversível das suas condições de saúde.

Morto em 22 de janeiro
de 1891, dois dias depois de renunciar ao cargo no governo e um mês antes da promulgação da primeira Constituição republicana, com ele extinguiu-se um
tipo de intervenção política que nào se repetiu na história brasileira.

Mitificado, como herói ou vilão, por republicanos e monarquistas, reafilinou, depois de morto, suas peculiaridades como ator político e sua presença post-mortem é um fio condutor para a análise de importantes aspectos da historiografia das primeiras décadas republicanas. A apropriação de que sua imagem foi objeto constituiu uma rica manifestação da visão de mundo dos republicanos, uma tomada de posição em favor de valores com ele identificados.

Isso ganhou forma na torrente de manifestações que se seguiram a sua morte, como batismo de crianças, unidades militares e clubes republicanos com seu nome e, em 1893, a criação do "Batalhão Patriótico Benjamin Constant", que combateu a Revolta da Armada em Niterói.

Os defensores de Benjamin creditam a ele o fato de o movimento ter sido uma verdadeira mudança de regime, uma revolução, e não uma mera quartelada com mudança de gabinete. Certamente, Benjamin Constant não receberia os títulos de “o catequista”, “o apóstolo”, “o doutrinador”, “o ídolo da juventude” e até de “o fundador da República”, se não tivesse algo de especial: carisma associado ao dom da palavra. O que se comentava, à época, era a verdadeira idolatria e veneração que lhe dedicavam seus alunos da Escola Militar. Era uma admiração próxima do fanatismo, que talvez poucos professores de Matemática tenham conseguido alcançar. Esse ídolo incitava seus alunos, os jovens militares, a desejarem um governo republicano. Esses jovens foram a força motriz do movimento, sabendo colocar a sua frente militares graduados, como Deodoro e o próprio Benjamin, para o liderarem com sucesso.

Fonte: gênese ilustrada da Academia Real Militar e suas onze reformas curriculares (1810-1874) Rogério Monteiro de Siqueira/ História de D. Pedro II, 1825-1891 3º volume Declínio, 1880-1891, de Heitor Lyra.


— 1949🖤 A Tragédia que Marcou a Vida de Grande OteloEm 1949, o Brasil foi abalado por uma das histórias mais dolorosas e...
16/11/2025

— 1949
🖤 A Tragédia que Marcou a Vida de Grande Otelo

Em 1949, o Brasil foi abalado por uma das histórias mais dolorosas envolvendo o ator Grande Otelo, um dos maiores nomes do cinema nacional.
Sua esposa, Lúcia Maria Pinheiro, tirou a vida do próprio filho, Elmar, de apenas 6 anos, e logo depois tirou a sua própria vida. Uma tragédia profunda e incompreensível.

Segundo o jornalista Sérgio Cabral, na biografia “Grande Otelo – Uma Biografia”, Lúcia deixou um bilhete explicando, em desespero, os motivos do ato:
"Otelo vive me amofinhando por tudo. Não posso ir à praia, não posso visitar uma amiga, não posso sair. Quero morrer e vou levar meu filho. Separar-me não posso, senão vão dizer que eu não presto."

A fotografia, feita por Jean Manzon, mostra o cantor Blecaute velando os corpos de Lúcia Maria e do pequeno Elmar. A imagem foi publicada na revista O Cruzeiro, em 10 de dezembro de 1949.

Mesmo devastado, Grande Otelo saiu do enterro direto para o set de filmagens de “Carnaval no Fogo”.
O diretor Watson Macedo contou que Otelo chorava compulsivamente nos intervalos, mas ao gravar a famosa cena de paródia de Romeu e Julieta — ao lado de Oscarito — entrava em cena sem qualquer marca da tragédia em seu rosto.
Ele só conseguiu assistir a essas cenas 25 anos depois.

Uma das histórias mais marcantes — e mais tristes — da cultura brasileira.


- 1930CARMEM E AURORA MIRANDASabia dessa? Carmen e Aurora Miranda, que mais tarde encantariam o mundo com música, cinema...
15/11/2025

- 1930
CARMEM E AURORA MIRANDA

Sabia dessa? Carmen e Aurora Miranda, que mais tarde encantariam o mundo com música, cinema e rádio, começaram como dupla ainda na juventude — e esta foto rara na praia, feita no início dos anos 1930, registra justamente a fase em que as duas ainda descobriam o próprio brilho ✨.

A curiosidade é que, antes de Carmen se tornar um ícone internacional em Hollywood, ela e Aurora se apresentavam juntas no Rio de Janeiro, chamando atenção pela harmonia vocal e pela presença cênica incomum para a época.

Aqui elas aparecem descontraídas, longe dos palcos, em um raro momento íntimo que mostra a leveza e a cumplicidade que sempre uniu as irmãs.

📻 Poucos anos depois, Carmen já dominaria as rádios brasileiras — e Aurora seguiria carreira própria, trabalhando também com Walt Disney em "Você Já Foi à Bahia?" (1944).

Um registro simples,… mas que guarda o começo de duas trajetórias que marcariam a cultura brasileira.


- 1983ADRIANE GALISTEUA garotinha Adriane Galisteu em 1983.
14/11/2025

- 1983
ADRIANE GALISTEU

A garotinha Adriane Galisteu em 1983.


- 1933CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE E SUA FILHA JULIETAEste homem, caminhando com sua pequena filha, se tornaria um dos mai...
11/11/2025

- 1933
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE E SUA FILHA JULIETA

Este homem, caminhando com sua pequena filha, se tornaria um dos maiores escritores e poetas do Brasil. Na imagem, vemos Carlos Drummond de Andrade aos 31 anos, acompanhado de Maria Julieta, então com apenas 5. 🧠

A fotografia foi capturada em uma das movimentadas avenidas de Belo Horizonte, em 1933, um instante aparentemente simples, mas carregado de significados que só o tempo revelaria. ⏳

Drummond amava profundamente a filha, com quem construiu uma relação rica, embora marcada por complexidades. “Ela era sua grande amizade intelectual”, afirmou o genro Octavio Mello Alvarenga, também escritor. ✍️

Ainda assim, ele reconheceu que Drummond “a massacrou como intelectual e escritora”, e completou, “Ser filha de um gênio é intolerável.” Talvez por isso, aos 21 anos, Maria Julieta tenha se casado com o advogado e escritor argentino Manuel Graña Etcheverry, vinte anos mais velho, e partido para Buenos Aires, onde viveu por 34 anos. 📝

Apesar da distância física, pai e filha mantiveram durante décadas o ritual de trocar cartas todos os sábados, narrando as pequenas e grandes histórias da semana. Após a morte de Julieta, Drummond chegou a cogitar destruir essa correspondência, mas foi convencido pelo genro a preservá-la. ✉️

Esses escritos íntimos serviram de base para o monólogo teatral Cartas de Maria Julieta e Carlos Drummond de Andrade, encenado por Sura Berditchevsky em 2012, revelando ao público a delicada e intensa ligação entre os dois. 🎴

Em 1987, Maria Julieta faleceu aos 59 anos, vítima de um câncer. A perda foi devastadora para Drummond, então com 84 anos. No cemitério, confidenciou a um amigo, “Minha vida acabou.” Doze dias depois, em 17 de agosto, o poeta sofreu um infarto fulminante. 🪦

Sua médica, a cardiologista Elizabete Viana de Freitas, recusou o jargão técnico ao descrever a causa da morte, “Carlos Drummond de Andrade morreu de amor.” Foi enterrado ao lado da filha, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro, encerrando assim uma das histórias mais comoventes da literatura brasileira. 🥀


- 1973MORRE EVALDO BRAGA - O ÍDOLO NEGROO ano era 1973. Em uma manhã de 31 de janeiro, o cantor perdeu a vida em um trág...
01/11/2025

- 1973
MORRE EVALDO BRAGA - O ÍDOLO NEGRO

O ano era 1973. Em uma manhã de 31 de janeiro, o cantor perdeu a vida em um trágico acidente na antiga BR-3, em Três Rios, na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. Uma partida precoce que ainda ecoa na memória da música brasileira.


- 1979JONAS BLOCH E AS FILHASEm 1979, Jonas Bloch e suas filhas Débora e Denise posaram para esta foto rara, um momento ...
15/10/2025

- 1979
JONAS BLOCH E AS FILHAS

Em 1979, Jonas Bloch e suas filhas Débora e Denise posaram para esta foto rara, um momento de amor familiar.

Ícone do teatro e TV, Jonas brilhava em "Pai Herói", enquanto Débora iniciava sua carreira rumo a "Vale Tudo". Denise se destacou na publicidade.

Viva a família Bloch! 👏🎭


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