O Engenho Massangana é um conjunto arquitetônico rural do século XIX composto pela Casa Grande e Capela de São Mateus. É tombado pelo Estado como Parque Nacional da Abolição e está localizado no Cabo de Santo Agostinho – PE. Conjunto arquitetônico rural do século XIX, formado por uma casa-grande e pela Capela de São Mateus, o Engenho Massangana é equipamento cultural integrante do Museu do Homem d
o Nordeste. Acredita-se que Tristão de Mendonça tenha fundado o Engenho Massangana através da doação de um pedaço de terra feita por Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco. Localizado no município do Cabo de Santo Agostinho (PE), em uma área de dez hectares, o nome do engenho, de origem africana, vem do rio Massangana, que, no auge do ciclo do açúcar, servia para o escoamento da produção. Ao longo de sua história, o conjunto arquitetônico foi Engenho de cana-de-açúcar e usina; constituiu propriedade particular e pertenceu ao Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), até que, em 1980, foi doado ao Governo do Estado de Pernambuco, que o deixou, através de comodato, sob os cuidados da Fundação Joaquim Nabuco. O ilustre pernambucano Joaquim Nabuco viveu no local durante parte de sua infância, e afirma que foi lá que nasceu a base de seus ideais abolicionistas. Tais relatos estão presentes em seu livro Minha Formação (1900), cujo conteúdo é explorado na mostra permanente Nabuco e Massangana: o tempo revisitado, em exibição no local. Por essa trajetória e posição geográfica (em meio a grandes empresas, a refinaria de petróleo e ao Porto de Suape), o Engenho Massangana é o lugar que o Museu do Homem do Nordeste escolheu para elaboração de atividades e ações, cujo conceito transite entre o cotidiano rural e açucareiro, apresentado pela exposição de longa duração em cartaz na casa-grande do Engenho, e o cotidiano urbano que se estabelece no entorno do local e que cria um brusco contraste entre a paisagem bucólica e contemplativa do campo e as grandes obras imobiliárias industriais da zona portuária. Além da visitação espontânea, o equipamento recebe sistematicamente o público estudantil. Através de um programa educativo, temas como escravidão, lutas libertárias, cultura afro-brasileira, uso e ocupação da terra e o desenvolvimento que rompe as fronteiras geográficas entre o que é rural e o que é urbano são abordados, buscando contribuir para a produção de novos conhecimentos, fortalecimento da consciência patrimonial e da identidade cultural.