06/01/2026
Os primeiros TRIBUS eram encarroçados em uma plataforma preparada pelos técnicos da REVISA com a estrutura treliçada da plataforma do monobloco MBB modelo O 326, de procedência usada e cujo custo de recuperação não compensava. Aí eram revisados os componentes mecânicos dos monoblocos MBB modelo O 355, mais robustos e modernos, também preparados pela REVISA, que nessa época ainda estava instalada no Platô 0 ❗ Nessa plataforma era feita a adaptação para o atracamento traseiro onde era feita a amarração do eixo fixo do 3º eixo (Truck) que eram balanças oscilantes, atrás do eixo traseiro motriz (diferencial) e motores OM 355 A (turbinado original), importados pela Mercedes-Benz diretamente da Alemanha. Essas primeiras plataformas foram enviadas para a CIFERAL carioca, instalada no subúrbio de Ramos. Com o início da rodagem dos TRIBUS CIFERAL, como tornaram-se conhecidos, os técnicos da REVISA começaram a receber reclamações das garagens terminais de linha onde começaram a rodar os primeiros TRIBUS, notadamente Cachoeiro e Rio de Janeiro, de quebra dos rebites de fixação do chapeamento da lateral entre os eixos do Truck (auxiliar) e Tração. Observou-se que essa região era um grande ponto de concentrações de tensões de tração, que são cíclicas, e que geram fadiga do material (aço estrutural) ❗ E esse processo era acelerado pelo efeito-mola da suspensão mecânica por feixe de molas ❗ Esse efeito deletério estendia-se então às colunas da estrutura da carroceria, na região do atracamento traseiro e depois estendia-se às próprias colunas e chegavam até às treliças do monobloco onde eram fixados os conjuntos do eixo fixo auxiliar e eixo traseiro motriz ❗ Eram bacalhaus (remendos) sobre bacalhaus para reforçar essa combalida estrutura e aí, já no TRIBUS NIELSON prefixo 10065 já foi enviado o primeiro boogie com perfil de aço estrutural LN 26, que nasceu com suspensão mecânica, mas já existiam muitas reclamações dos clientes quanto ao desconforto, principalmente resultante do efeito-mola de que já falei ❗ E assim foi que, em agosto de 1981, o Sr. 2C (Camilo Cola) alugou esse ônibus fabricado pela MCI (Motor Coach Industries) Americana , modelo MC-9 Crusader II , de propriedade da empresa ONDA (Montevideo - Uruguai), equipado com 3 eixos e suspensão pneumática integral. Esse ônibus ONDA ficou estacionado na REVISA, no Platô II, na vaga (boxe) da Oficina de Troca de Componentes (Oficina I), em frente à sala da Gerência de Manutenção ocupada pelo Sr. Walmir Carvalho (depois por mim, a partir do início da década de 1990). Assim foi que, já no ano de 1981, ocorreu a adaptação do 1º ônibus TRIBUS NIELSON, no caso o TRIBUS prefixo 10065, que passou de suspensão mecânica para suspensão pneumática ❗ Era a máxima em prática, "Na Natureza nada se cria, tudo se Copia e se Melhora" (filosofia japonesa) 👍🏼,