“A pessoa que não pinta é menos feliz do que eu, pois ela não se torna consciente das dificuldades e das deficiências da realidade que a cerca, por isso não é tão inconformado e rebelde” ( Agostinho Duarte, 1999). Esta frase resume o pensamento do artista Agostinho Duarte, que dedicou sua vida a arte. De Goulinho, Portugal para Moçambique na África e de lá direto para o Brasil, fixando-se em Chape
có em 1976, cidade que adotou como pátria mãe. Sua vida foi dedicada à arte, em 1979 funda em Chapecó o grupo CHAP com mais quatro artistas entre eles pintores e escultores, e, em 1982 cria o Salão de Artes de Chapecó. Foi um dos fundadores da Associação Chapecoense de Escritores. Tornou-se membro do Conselho Municipal de Cultura e membro Conselheiro do Museu de Artes de Santa Catarina. Foi professor e diretor na Escola de Artes de Chapecó, lecionando também na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), Campus Chapecó. Ao longo da vida, o artista plástico português Agostinho Duarte fez cerca de 250 exposições individuais e coletivas no Brasil, Moçambique, Portugal e França. Suas obras que apresentam influências cubistas - expressionistas, variam de tema de acordo com a região que viveu e se apaixonou, no entanto, as negras de Moçambique com seus turbantes e seios exuberantes, nunca deixaram de existir em suas telas. O colorido vibrante e pinceladas pastosas estão presentes em todos seus trabalhos, que perpassam por outros temas presentes em suas telas, como: as cidades e a música. Em muitos de seus quadros podemos perceber nas linhas e cores o ritmo e harmonia dos instrumentos de corda, como o violão, piano entre outros. Além de artista, Agostinho tinha uma preocupação com o ensino, principalmente ao que se referia ao lado social e cultural da sociedade, reclamava da carência cultural da maior cidade do Oeste de Santa Catarina e lutava para mudar esta realidade, unindo grupos de artistas, escritores, fazendo exposições, pois é desta forma que pretendia chegar mais perto das pessoas. Em 2004, morre em Chapecó este artista, deixando uma grande quantidade de obras, um exemplo de vida e arte. Tendo em vista a importância desse inovador e batalhador artista, nada mais justo homenageá-lo com o nome de uma Galeria de Arte, por isso, solicitamos que este nobre personagem Chapecoense de coração, receba o nome da Galeria que foi inaugurada na UNOCHAPECÓ, no dia 11 de maio de 2011, passando a galeria a se chamar “Galeria de Arte Agostinho Duarte”.