05/07/2023
*ALERTA GATILHO*
“Leciono para Educação Infantil para uma turma de 4 anos. Tive uma aluna que chamava de cachinhos dourados, a Manu. Ela chegava na sala e cantava em frente ao espelho, falava que me amava, sempre muito carinhosa e alegre.
De repente, passou a ficar agressiva, irritada, não brincava mais e queria ir ao banheiro o tempo todo. Enviei bilhetes para família e eles retornavam dizendo que não havia nada de anormal em casa, que o problema era apenas na escola.
Em um dia em que a Manu não quis realizar as atividades de colagem e ainda rasgou as folhas, coloquei ela no colo, falei que ela era linda e perguntei o que estava acontecendo. Foi então que ela falou: "Meu vovô põe eu sentada no colo dele e beija a minha boca" Eu disse: "Mas isso não pode, precisa contar para sua mamãe!" E ela respondeu: "Se eu contar a mamãe me bate". Em seguia me deu detalhes dos .
Quando a mãe foi buscá-la, contei o ocorrido, falei que ela estava se queixando de dor ao ir ao banheiro. A mãe não mostrou ar de surpresa ou desespero, mas me garantiu que iria levá-la ao médico. Após três dias ela retornou e confirmou o . Era o avô materno. Trouxe um presente de agradecimento para mim e tirou a menina da escola. Desapareceu.
Como não fiquei satisfeita, entrei no sistema e vi que a menina já havia passado por três escolas. Liguei nas unidades, busquei informações e descobri que toda vez que uma escola descobria, a mãe mudava de unidade. Fiz denúncia anônima e, até onde sei, nada foi feito.
Essa é só mais uma das muitas das histórias que conheço, e essa não foi a pior delas. Todas de crianças @as por familiares. Eu achei que na educação infantil estaria a salvo desses casos, já que fui vítima de abuso também, que engano... ali é onde mais essas sujeiras aparecem. Em relação a Manu, fiquei inconformada, mas fiz o que pude.” .
*Nome e desenho fictícios. Depoimento real. Facebook/ASociedadeCalaAEscolaFala