Macabu: História & Memória

Macabu: História & Memória Para quem deseja ou necessita de mais informações sobre a História, a Geografia, a Toponímia e a Cultura de Conceição de Macabu.

Eleições 2024 em Conceição de Macabu: Uma “Lapada” IncontestávelEleições para prefeito de Conceição de Macabu são realiz...
07/10/2024

Eleições 2024 em Conceição de Macabu: Uma “Lapada” Incontestável

Eleições para prefeito de Conceição de Macabu são realizadas desde 1952, quando emancipou-se. De lá para cá, o município vivenciou eleições com resultados apertados, como o de 1972 e o de 2000, este último, decido por 84 votos entre os 13.000 válidos para prefeito.
Em outro sentido, algumas eleições apresentaram vencedores com larga margem de votos sobre seus adversários, como em 1982, 1992, 1996 e 2020, sendo que em três (1982, 1992 e 2020), das quatros eleições citadas, o prefeito eleito era o mesmo personagem: Dr. José Sebastião de Castro.
Há de se destacar que, no caso desses recordes, a diferença do vencedor para o segundo colocado, nunca chegou a 2.000 votos, em geral, oscilando de 800 a 1.500 votos.
No entanto, o que se viu nas eleições de 2024 foi surpreendente. Num pleito caracterizado pela presença de todos os ex-prefeitos e o atual prefeito da cidade, sabendo que, seja por questões etárias ou de perspectiva, poderiam ter suas carreiras políticas encerradas, o resultado foi, nos dizeres dos vencedores, uma “lapada”.
Lapada é uma palavra de pouco uso, cujo significado, “pancada, porrada, tapa na cara, bofetada”, exprime, na visão dos vencedores, a vitória esmagadora, inédita, do prefeito eleito.
Prefeito eleito, que é o atual prefeito, portanto, reeleito, cuja votação 8.739 votos, ou, 63,8% do eleitorado (14.000 votaram para prefeito), representou a soma de todos os seus adversários e ainda sobraram 3.783 votos. Ou seja, Valmir Tavares Lessa, ex-vereador, vice-prefeito eleito em 2020, mas que ocupou a vaga de prefeito com a morte de Dr. José de Castro, venceu o segundo colocado, Cláudio Linhares (prefeito em 4 ocasiões) por 5.647 votos, mas, se somarmos todos os demais candidatos (Dr. Leopoldo e Tedi), a diferença ainda será enorme.
Enfim, a lapada de Valmir é incontestável, nunca se viu nada igual, nem que se aproximasse disso.
E como explicar tal fato?
Há uma reunião de fatores que nos ajudam a entender a vitória:
1. O fato de ser governo, sempre na mídia, com a chamada “máquina na mão”, ajuda muito, afinal quem tem a “caneta”, tem força;
2. Um governo “cirúrgico”, que resolveu problemas básicos, como ruas esburacadas, mal iluminadas;
3. Ofereceu transporte aos estudantes e a população dos bairros e rural;
4, Manteve salários em dia e mais bem remunerados que em mandatos anteriores;
5. Iniciou a reforma da praça principal, e a construção do hospital;
6. A postura calma de Valmir Lessa (nunca se exalta, bate boca, discute, debocha de alguém);
7. A rejeição aos últimos dois ex-prefeitos, Cláudio e Tedi (segundo pesquisas, as maiores entre os que disputavam o pleito);
8. O desconhecimento em torno de Dr. Leopoldo – embora apontado como grande prefeito, não disputava uma eleição há mais de 20 anos.
São fatores que ajudam a explicar a reeleição, observando que não se destaca o fator ideológico, pois em todos os grupos haviam pessoas das mais diferentes ideologias. Esse fator, forte na eleição presidencial, dissipou-se, sendo possível encontrar todo tipo de ideologia em todos os grupos políticos.
A vitória de Valmir se expressou na câmara municipal, onde fez 8 dos 11 vereadores, lembrando que as eleições legislativas em Macabu são muito diferentes de nossos vizinhos, primeiro pela tradição de se eleger mulheres, ininterruptamente, desde 1982 (dona Jeannette). Segundo, que tais mulheres, em várias ocasiões, foram as mais votadas: Dircinha (1988), Elisa Maria (1992), Tedi (1996) e Nathália Braga (2024).
Outra marca das eleições legislativas em Macabu é a renovação. Muito comum entre nós a entrada de novos vereadores. A média aqui é de dois mandatos por vereador, sendo que alguns não chegaram a tanto. Por exemplo, a próxima câmara terá Felipe Félix, Pedro Faria, Tião da Usina, Rafinha e Samuel, como estreantes, ou seja, quase a metade dos 11 foi eleita pela primeira vez, 40% de renovação. Lembrando que Coutinho e Gaúcho, reeleitos, estão em seus primeiros mandatos.
Enfim, quando achamos que já tínhamos visto de tudo nas eleições locais, vem 2024 e nos surpreende ainda mais.
Que Valmir faça um bom governo, é o que queremos e precisamos.
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Foto: Valmir Lessa e Barcelos Resina
Fontes: TSE, Portal Jornada

De Macabu para o baú de Sílvio SantosNos anos 70, na extinta TV Tupi, Sílvio Santos e, seu irmão, Léo Santos, apresentav...
23/08/2024

De Macabu para o baú de Sílvio Santos

Nos anos 70, na extinta TV Tupi, Sílvio Santos e, seu irmão, Léo Santos, apresentavam o mais concorrido programa de auditório do país, onde, o principal quadro, era aquele em que candidatos, disputavam perguntas dos mais diversos temas, concorrendo a vários prêmios, dos quais, o mais ambicionado, era um veículo Volkswagen 0 Km, um Fusca – carro do ano, desejo de 10 entre 10 motoristas. E, como até hoje acontece em alguns programas, o meio de entrar na disputa, era adquirir, pagar e, ter a sorte de ser sorteado nos carnês do Baú da Felicidade.
Pois bem, uma Kombi, com vários vendedores, veio parar em Conceição de Macabu, possivelmente perdida de seu roteiro original, que, em geral, eram os grandes centros, como Campos, etc. Para não desperdiçar a viagem, os vendedores começaram a bater de porta em porta, até que um senhor, chegou a uma casa da Vila José Gomes, sendo atendido por uma senhora, mãe de três filhos, sendo um recém-nascido.
- É o último carnê, por favor, compre-o, a senhora não vai se arrepender. Falou o vendedor, apontando para a Kombi, onde todos os demais vendedores aguardavam o desfecho da negociação para ir embora.
- Tudo bem, eu compro. Falou a senhora, já imaginando a ladainha que ouviria do marido, um tipo cético em relação a qualquer forma de jogo.
Mal os vendedores se foram, chegou o marido, que, como já era de se esperar, fez pouco caso do carnê, achando que aquilo não ia dar em nada.
- Se fosse coisa boa eles mesmos ficariam com os carnês. Falou o camarada, zoando a cara da esposa. Isso é conversa de vendedor.
Algumas semanas depois, com a polêmica praticamente esquecida, o carteiro chega trazendo um telegrama (antigo sistema de mensagens rápidas, hoje, extinto), destinado a dona da casa:
- Dona Eliana, um telegrama para senhora, assine aqui por favor. Falou o carteiro, com um estranho sorriso entre os dentes.
Sem olhar o remetente e, achando ser coisa ruim, tipo morte ou doença de parente, dona Eliana contou até três para abrir a mensagem, enfiando-a no bolso.
- A senhora não vai ler? É da Tupi, do programa do Sílvio Santos. Falou o carteiro, sabendo de tudo, pois as mensagens eram de conhecimento geral, ainda mais em Conceição de Macabu.
Ao abrir, a surpresa: o carnê comprado por ela e alvo das gozações do marido, havia sido sorteado e, ela, estava convocada a participar do mais badalado programa de perguntas e respostas do país – sem falar que passagens aéreas, hospedagem e outras mordomias, tudo pago em São Paulo.
Só que alguns problemas: ameaçavam a participação: um desfile de Páscoa e o recém-nascido – pensava dona Eliana.
Ao chegar em casa, foi a vez de dona Eliana dar o troco nas gozações do marido:
- Viu Milton, você fez pouco caso da minha compra, fui sorteada, sou uma pessoa de sorte.
- E como é que você vai? Vai largar o bebê com quem? E o desfile de Páscoa, quem vai concluir os arranjos no carro alegórico? Argumentou o sempre cético marido.
- Você, respondeu dona Eliana. Eu fico com o bebê, cuido da arrumação do carro, participo do desfile e, você vai lá, que nós assistiremos daqui.
E assim se fez, de Macabu para o Rio, do Rio, ponte aérea até São Paulo, carro, hospedagem... Domingo, o programa.
Seu Milton, como era mais conhecido José Miltonsiles de Ornelas Gomes, adentrou um mundo bem diferente do seu, onde artistas, câmeras-man, apresentadores famosos, diretores e produtores, vinham cumprimentar-lhe e dar-lhe boas vindas, como se ele já fosse do meio, fazendo-o recordar sempre de como fora bem tratado e simpaticamente recebido pelo “Homem do Baú” e sua equipe.
Programa iniciado, seu Milton, que era professor de Geografia, só deveria temer duas coisas: perguntas sobre Português e Esportes, dois itens que ele não dominava. Além disso, havia ainda outros dois temores a considerar: seus oponentes eram graduados em Engenharia, Direito, Odontologia e Medicina. Ou seja, o professorzinho de Macabu diante da TV, de todo o Brasil, a enfrentar adversários francamente favoritos ao prêmio.
E por falar em prêmios, eles não eram poucos, tratavam-se de eletrodomésticos, dinheiro, passagens aéreas e, o máximo naquela época: um carro zero quilômetro, um belo e cobiçado Fusca “Azul Pavão”, modelo 1976.
E em casa? E na cidade? E os parentes?
Por uns momentos, as poucas TVs de Macabu e arredores estavam apinhadas de gente, acompanhando o programa, seu Milton se transformara em celebridade, era o orgulho e o motivo de inveja, ao mesmo tempo.
Mas o programa começou, perguntas e mais perguntas, seu Milton seguia com sorte: Geografia, História, Atualidades, Ciências...
Qual o pico mais alto das Américas?
- Aconcágua, entre o Chile e a Argentina.
Quem liderou a independência dos EUA?
- George Washington
E assim foi, meia hora, uma hora, hora e meia, hora do intervalo... o programa caminhava para o último bloco, o decisivo, onde, o professor de Conceição de Macabu, um engenheiro de Brasília e uma advogada de São Paulo, fariam a finalíssima, disputando o mais invejado prêmio da TV brasileira: o Fusca, “azul pavão”, zerinho, zerinho.
Naquela época, os comerciais da TV eram longos, seu Milton, além de um lanche, aproveitou para ir ao banheiro. Ao sair, o contrarregra o avisou: só temos 30 segundos, apresse-se, por favor.
Como os estúdios eram grandes, seu Milton saiu apressado e, errou o corredor, ainda por cima, entrou na sala errada.
Estava perdido!
Que fazer?
Olhou para uma mesa a sua esquerda e, deparou-se com um papel onde se lia: Budapestense ou Budapestino.
O que seria aquilo? Pensou. Mas que importância tinha? Era melhor se apressar: saiu em disparada pelo corredor, até que foi encontrado pelo contrarregra:
- Seu José Miltonsiles? Perguntou. Onde o senhor se meteu? Vamos logo, já estamos no ar.
Entrou atrasado no auditório, para deleite do famoso apresentador, que sarcástico, aproveitou para comentar que seu “Miltonsiles estava atarefado”. Em seguida, ainda sob os sorrisos da plateia, resolveu perguntar-lhe pelo estranho nome – Miltonsiles – e, por sua estranha cidade – Conceição de Macabu.
Mais descontraído, o programa recomeçou: perguntas sobre TV para a advogada, esportes, para o engenheiro, Ciências para seu Milton. Empate, os três acertaram.
E assim foi: uma, duas, três rodadas, sempre empate.
Mas o programa tinha de ter um vencedor e, era para já. Um sorteio foi feito. Ele definia a ordem para responder a última pergunta, a decisiva. Que azar, seu Milton tirou a bolinha número 3, seria o último a responder, se os outros dois não acertassem.
E veio a pergunta final, sobre Português, outro azar de seu Milton, um assunto que ele não dominava.
- Senhores candidatos ao prêmio, valendo um Fuscão ano 1976, zero quilômetro: Quem nasce em Budapeste, a capital da Hungria é?
O primeiro a responder foi o engenheiro:
- Budapestiano – ele disse.
Resposta errada! O senhor está eliminado, receberá um prêmio de consolação.
A segunda a responder era a advogada:
- Budapestense – disse a mulher certa da vitória, já contando com o carrão.
- Sua resposta não está errada, mas há outra resposta, a senhora sabe qual é? Perguntou o dono do Baú da Felicidade.
- Não sei - respondeu a mulher, imaginando: se eu não sei, imagina o sujeitinho aí?!
- Bem, pelas regras do programa, vamos perguntar ao senhor Miltonsiles, lá de Conceição de Macabu, no Rio de Janeiro, meu conterrâneo (Sílvio Santos é carioca), por sinal. Se ele não acertar qual é a outra resposta, o prêmio é da senhora. Senhor José Miltonsiles Ornelas Gomes, quem nasce em Budapeste, a capital húngara, é?
Naquele momento, num flash de meio segundo, seu Milton lembrou daquela sala onde se perdera e, que sobre a mesa, havia um papel branco que ele quase ignorou.
- Budapestense e Budapestino! Afirmou, ou melhor, gritou.
Um segundo de suspense... de quem era o prêmio afinal?
- A resposta está... a resposta está...está CERTA! Seu Milton, o senhor é o grande vencedor do programa!
Pronto! O acaso foi generoso, por pura sorte, ao se perder, seu Milton encontrou o mapa da mina, ganhou o prêmio.
Festa no auditório, papel picado, abraços, palavras de agradecimento.
Tudo finalizado, Milton seguiu ao hotel, arrumou as malas, informou-se do próximo voo para o Rio de Janeiro, percebendo que, se não pegasse o avião que sairia daí há uma hora, teria de esperar até o dia seguinte.
Seu Milton correu, jogou tudo na mala, desceu correndo, pediu um Taxi e, já foi falando ao taxista:
- Meu voo parte em uma hora, se você chegar a tempo, te pago o dobro da corrida.
O taxista fez o diabo pelas ruas de São Paulo, todo tipo de ultrapassagem, mas chegou ao aeroporto há tempo.
Seu Milton, pagou o prometido, desceu rapidamente e, disparou pelo saguão do aeroporto, correndo com mala e tudo. Mas, o que ele não havia percebido é, que naqueles tempos de Ditadura, sua afobação e correria, primeiro pelas ruas de São Paulo e, depois pelo aeroporto, haviam chamado a atenção da Polícia, que, o interceptou e o deteve.
- O senhor, pare já! Gritou um oficial, fortemente armado, acompanhado de quatro soldados, pensando que prendia um terrorista ou fugitivo do Regime Militar. Revistem-no!
- Eu corri para pegar o próximo voo para o Rio – defendeu-se.
- O senhor está detido para averiguação – respondeu o oficial.
Nesse momento, um policial, que cochichava com outro, lhe perguntou:
- Não foi o senhor que ganhou um carro, hoje, na TV?
- Sim, fui eu e, preciso chegar em casa, não sou bandido.
O oficial olhou bem para seu Milton e disse:
- É verdade, você é o vencedor do programa, estávamos almoçando, assistindo e torcendo por você. Meus parabéns!!!
Abraços, cumprimentos...
- Mas e o meu voo? Vou perde-lo.
- De jeito nenhum: cabo, corra até o balcão da companhia, mande atrasarem a decolagem, diga-lhes que é uma ordem do oficial de segurança.
E, escoltado por uma segurança inusitada, que minutos antes queria prendê-lo, seu Milton embarcou para o Rio de Janeiro, seguindo para Conceição de Macabu, onde o carro foi entregue duas semanas depois.
Acesse para assistir/ouvir a história.

https://youtu.be/ntwjtNsXfJ8

Lamparão é Palavrão?
16/08/2024

Lamparão é Palavrão?

Lamparão, da mesma forma que Cabrunco, é uma expressão muito usada em algumas regiões do Brasil, como no Norte e Noroeste Fluminense. Ambas as palavras, muit...

Valeu, Juruna!!!Márcio Andrade Vecci, Márcio Vecci, Marcinho de Negrão, Márcio Juruna, Juruna, não sei como você o conhe...
08/06/2024

Valeu, Juruna!!!

Márcio Andrade Vecci, Márcio Vecci, Marcinho de Negrão, Márcio Juruna, Juruna, não sei como você o conhece/conhecia, foi um ambientalista, canoísta, cidadão atuante, pai da Bárbara e do Bernardo, filho de seu Negrão e dona Zezé.
Talvez o parágrafo acima ficasse bem numa Wikipédia made in Macabu, mas, com certeza, quem conviveu ou apenas, conheceu, tem muitas outras informações e histórias para acrescentar.
Porque Márcio Vecci (eu o chamava assim), não foi uma criatura que pôs os pés nesse Planeta para dar um passeio. Márcio veio para somar, para mostrar, fosse pelas atitudes diárias, fosse pelo esporte, pelo ativismo sócio-ambiental que ninguém está aqui a passeio, que todos temos uma pegada a deixar.
Conceição de Macabu não tem peças de reposição, diz um amigo em comum e, com Márcio não será diferente. Enquanto esteve aqui, lutou. Lutou por coisas e causas boas, lutou um combate incansável pela sustentabilidade, que no caso dele, não se resumia apenas a preservação pura e simples. Visava também, a sustentabilidade entre nós humanos, para que a palavra harmonia fosse entendida em sua plenitude.
Lutou o bom combate, deixará legado, histórias, um caminho a ser seguido.
Valeu, Márcio!!!
Foto 01 - Márcio Vecci em close recente. Foto de Winston Gomes, seu primo.
Foto 02 - Estátua dos Canoístas, em Glicério/Macaé, cujo rosto é o de Márcio Vecci. Foto cedida por Aloísio César, seu primo.

Machado de Assis e um crime ocorrido em Conceição de Macabu
06/06/2024

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Obrigado, seu Joedir!Há 95 anos, em Conceição de Macabu, nascia Joedir Sancho Belmont, que hoje, dia 14-05-2024, nos dei...
14/05/2024

Obrigado, seu Joedir!
Há 95 anos, em Conceição de Macabu, nascia Joedir Sancho Belmont, que hoje, dia 14-05-2024, nos deixou, envolto em muita tristeza, mas, também, boas recordações.
Uma enciclopédia sobre Conceição de Macabu, seu Joedir Belmont sabia, por ler, fazer, testemunhar e participar, de praticamente todos os eventos e personalidades marcantes de nossa cidade nos últimos 90 e tantos anos.
Seu Joedir era o último macabuense que participou das organização da campanha pela emancipação de nosso município e mais, era o último integrante da equipe que escrutinou (contou), os votos do plebiscito pioneiro que deu origem ao município.
Segundo ele, em conversa que tivemos por ocasião do centenário de seu pai, Leôncio Belmont, ele fez parte do grupo que visitava famílias indecisas convencendo-os da importância de votar SIM no plebiscito de emancipação.
Pessoa de enorme simpatia, inteligência acima da média, sempre se destacou nas lutas progressistas, sempre muito disposto a colaborar para que sua comunidade melhorasse sempre.
A última vez que o vi foi no segundo turno das eleições presidenciais de 2022, onde me presenteou com uma cópia de seu título de eleitor original, um documento por si só, mas em se tratando de seu Joedir, com um gosto ainda mais especial.
Há dez anos, na Copa do Mundo de 2014, seu Joedir Belmont se tornou manchete de jornais, revistas, telejornais e sites de informações em todo Mundo, ao contar sua incrível história em relação à Copa de 1950, e o famoso ingresso não usado (veja o vídeo em anexo), que ele doou para o Museu da FIFA.
A culminância foi o todo poderoso Jornal Nacional, recorrer a história de seu Joedir como última matéria jornalística do evento da Copa do Mundo, o que para seus amigos, conhecidos e, macabuenses, foi e é motivo de muito orgulho.
Não foram poucas as vezes que aproveitamos sua presença para se informar melhor sobre Macabu. Se o assunto era emancipação, seu Joedir; se era Frei Valério, seu Joedir; fosse Spatenka, seu Joedir; Usina Victor Sence, FEEM, Prefeitura, enfim, não havia assunto que não dominasse.
Hoje, nos juntamos aos familiares, seu Joedir deixou viúva, dona Luciene Oliveira, e dois filhos, amigos e conhecidos nesse momento de luto e tristeza. Também nos juntamos a todos que gostam de Conceição de Macabu, lembrando o quanto seu Joedir Sancho Belmont foi importante.

Fotos: Globo Play - Reportagem sobre as Copas de 2014 e 2018.

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Assista seu Joedir no Jornal Nacional:
https://www.youtube.com/watch?v=_6yGfPL69W8&t=25s

História em 90 segundos: Samurais em Macaé e Macabu.Em 1907, quase um ano antes do Kasato Maru chegar a Santos-SP, uma c...
14/04/2024

História em 90 segundos: Samurais em Macaé e Macabu.

Em 1907, quase um ano antes do Kasato Maru chegar a Santos-SP, uma colônia de imigrantes japoneses era organizada na Fazenda Santo Antônio, hoje, Conceição de Macabu-RJ, na época, distrito de Macaé. Entre os imigrantes, dois descendentes de samurais, Saburo Kumabe e Yuzaburo Yamagata, se destacavam pela nobre origem. Kumabe, que foi juiz de direito em Kagoshima, no Japão, liderava o grupo, e viveu por cinco anos na colônia. Yamagata não ficou muito tempo, logo transformando-se em empresário de sucesso.

Em 1907, quase um ano antes do Kasato Maru chegar a Santos-SP, uma colônia de imigrantes japoneses era organizada na Fazenda Santo Antônio, hoje, Conceição d...

Nos anos 1960, Conceição de Macabu tinha uma fábrica de refrigerantes. Conheça essa história em apenas 90 segundos.
07/04/2024

Nos anos 1960, Conceição de Macabu tinha uma fábrica de refrigerantes. Conheça essa história em apenas 90 segundos.

Nos anos 1960, Ricardo Herculano Ornellas Gomes e José Miltonsiles Ornellas Gomes, abriram a primeira, e única, fábrica de refrigerantes de Conceição de Maca...

05/04/2024
05/04/2024
145 anos do nascimento de Anna Barbosa Moreira (minha bisavó de Conceição de Macabu/RJ).*Data muito próxima da que depoi...
10/03/2024

145 anos do nascimento de Anna Barbosa Moreira (minha bisavó de Conceição de Macabu/RJ).*

Data muito próxima da que depois foi escolhida para ser o Dia Internacional da Mulher (08/03). Anna foi uma mulher exemplar: esposa, mãe, trabalhou muito, personalidade forte, ao mesmo tempo reservada, amorosa e engraçada - como contam familiares e pessoas que deram depoimentos sobre ela -, benfeitora de toda a comunidade. Ela exerceu a cidadania, o cuidar, a caridade e a fé. Viva Anna ou Dona Moreira, como era chamada! Viva todas as mulheres: que sejam respeitadas, valorizadas e amadas! Nas fotos, acervo da família e capa e contracapa do livro “Anna Barbosa Moreira: Receita de uma vida”, lançado em 30/09/2023, na sua cidade natal.
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* Texto copiado de Geral do César Sant'Anna Moreira.
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Semana passada diversos estudantes buscavam informações sobre Anna Moreira e o hospital que leva seu nome. Coincidentemente, 11 de março, aniversário de nascimento de "Dona", "Dona Moreira", "Dona Anna", "Anna Moreira".
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Aproveitem para ter em sua casa o livro Receitas de Uma Vida, que narra a história, casos e receitas de Anna Moreira.

11/02/2024

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Endereço

Conceição De Macabu, RJ

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