21/04/2026
Santa Luzia (de Silvestre Fortes Farias)
Caminhante, quando peregrinardes sobre uma estrada arenosa com partes de chão vermelho, em direção a Santa Luzia, logo encontrarás no topo da coxilha o Campo Santo, com perpétuas moradas de brancas cúpulas.
Além da sinuosidade dos caminhos que partem da estrada geral, a vossa contemplação irá pousar nas chácaras, fazendas, granjas e campos recamados de boninas e flechilhas.
Em tempos passados eu estava lá em Santa Luzia, bem me lembro, era pela manhã, os raios de sol tocavam na relva de campos serenados, a brisa primaveril movia as folhas das várzeas e brejos.
Quando retornei ao entardecer notei o tépido silêncio que reinava sobre as plantas agrestes, as sombras pausavam nas quebradas das campinas, as aves pernaltas cantavam, entristecidas, no interior das lagoas distantes; o poente estava colorido, e do outro lado do horizonte, a vespertina estrela ao lado da lua cheia iluminava a mata do rio Taquarembó.
Naquela hora de meditação, recordei com saudade, velhos amigos, gaúchos autênticos daquele pago, cujas famílias tenho a satisfação de registrar: Marques, França, Soares, Cortes, Cardoso, Paz, Coelho, Braga, Severo, Ehleres, Banôlas, Silva, Siqueira, Santos e Mendonça.
Naquele local, veio a paz repousar no meu espirito e na quietude da noite feliz agradeci ao Senhor! Pércio Augusto Mardini Farias. 21 de abril de 2026. Em Cruz Alta-RS no Brasil.