Esta página é sobre gravura, para quem gosta das técnicas de litografia, serigrafia, gravura em metal e xilogravura e quer conhecer o espaço do Museu da Gravura Cidade de Curitiba. O Museu da Gravura Cidade de Curitiba faz parte do Complexo Cultural do Solar do Barão, que sedia também o Museu da Fotografia, a Gibiteca e o núcleo de Ação Educativa da Fundação Cultural de Curitiba. A estrutura do MG
CC compreende salas de exposição, ateliers de litografia, xilogravura, gravura em metal e serigrafia, o Centro de Documentação e Pesquisa Guido Viaro, além da Loja da Gravura. Abriga também mostras com obras do acervo. Oferece cursos de gravura e áreas relacionadas, abertos à comunidade. A edificação do Solar do Barão foi construída em 1870, quando Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, fundou seu primeiro engenho e se transferiu para Curitiba. O palacete de arquitetura eclética com três pavimentos foi concluído em 1882, na atual R. Carlos Cavalcanti. Após a morte do barão, a baronesa, para garantir seu sustento, mandou edificar uma casa menor no terreno anexo ao prédio principal onde ficava um jardim murado. Tal construção segue o mesmo princípio arquitetônico do primeiro edifício e foi residência da viúva, enquanto o Solar passou a ser alugado. Em 1912 os imóveis foram incorporados pela Fazenda Nacional e ocupados pelo Exército. Durante este período de ocupação sofreu várias alterações. A Prefeitura de Curitiba visando zelar pelo conjunto arquitetônico, negociou a transferência dos militares para o bairro Pinheiro em 23 de Setembro de 1975. Foi tombado pelo Estado em 1978 e entre 1980 e 1983, passou por obras de restauro arquitetônico que foram levadas a cabo sob a orientação de Cyro Correa de Oliveira. O objetivo principal era o de preservar os detalhes da residência, favorecendo a reconstituição das fachadas, pinturas de teto e das paredes. Neste período, os setores da Fundação Cultural de Curitiba, ligados à música e gravura passam a ocupar o local. Inaugurado em 1989, e posteriormente institucionalizado e regulamentado pelo decreto 641/1991, o Museu da Gravura Cidade de Curitiba foi idealizado com a finalidade de fomentar a produção artística da respectiva área. Possui um acervo de mais de cinco mil obras de artistas brasileiros e estrangeiros, entre eles, Picasso, Louise Bourgeois, Andy Warhol, Kiki Smith, Isabel Pons, Oswaldo Goeldi, Valtércio Caldas, Calasans Neto, Amilcar de Castro, Cildo Meireles, Anna Bella Geiger, Tomie Otake, Daniel Senise, Mira Schendel, Luiz Carlos de Andrade Lima, Poty Lazzarotto. Foi palco de um dos mais importantes eventos do país - a Mostra da Gravura, que reunia os mais representativos nomes da gravura contemporânea.