21/04/2025
(Desenho, Papa Francisco, 2021)
Quando Papa Francisco foi eleito, eu era alguém diferente.
Sempre amei a igreja, desde muito novo, fui acólito, me crismei, fui catequista...
Segui os passos da iniciação cristã como deveria, mas, no meio do caminho me perdi.
Esse "amor" me cegou. Não estava pronto para amar de verdade.
Comecei a estudar liturgia, história da igreja, revoluções protestante, heresias e etc...
Eu sei que muita gente vai por esse caminho cheio de boas intenções e amor pela Santa Igreja.
Mas o que aconteceu foi totalmente ao contrário, comecei a amar o conhecimento mais do que a igreja em si.
E por final, me amava mais que tudo. Amava saber, corrigir, julgar.
Depois de um tempo, o Papa virou um inimigo interno. Um infiltrado.
Meu padre também, o homem que me crismou, batizou meus filhos e fez meu casamento, virou um adversário.
"Eu sabia mais"
Erros litúrgicos e catequéticos era tudo oque eu via.
Sem confissões, sem comunhão e finalmente sem missa.
Procurava uma missa melhor, mais bem rezada. Um padre mais santo, que seguisse a rubrica como eu queria. Uma fé louca que eu criei para mim. Nunca era o suficiente.
O caminho era claro, em algum momento só encontraria a perfeição buscada, fora da igreja.
Quantos não andam por esse caminho e saem da igreja? Era meu destino.
Que tristeza.
Não pense, lendo esse texto que é fácil perceber os erros enquanto eles acontecem.
Para mim, eu só estava crescendo na fé e no conhecimento à Deus.
Estava sendo Católico, e mais Católico que o Papa, que o bispo, que os padres das igrejas próximas a minha casa.
Enquanto na verdade, estava deixando aos poucos de ser.
Me tornei um fariseu, um rubricista.
Sem caridade ou amor. A lei pela lei.
Quantas vezes influenciado por blogs e sites católicos falei contra o santo Padre, emprestando minha boca para os inimigos de Deus? Incontáveis.
Graças ao espírito santo de Deus. Isso mudou à tempo. Pedi perdão ao meu padre, me expus para ele, ele me perdoou como se nada tivesse acontecido.
Quanto ao santo Padre, o Papa Francisco em meio a pandemia pude dizer:
Temos um Papa!
(** CONTINUA NOS COMENTÁRIOS )