23/11/2024
Hoje completamos 30 anos do tombamento estadual!
O tombamento foi solicitado pelos proprietários, Gaston e Ires, que juntos ao IPHAE, colaboraram com os estudos de viabilidade, resultando na preservação do imóvel como bem histórico. A decisão contou com ampla adesão da comunidade local, que reconheceu o valor da casa como um importante espaço de memória, ao lado de outros elementos históricos como o Cipreste e a Igreja Matriz. A preservação deste patrimônio cultural foi essencial para o desenvolvimento de Guaíba como um destino turístico histórico e cultural, promovendo o município como uma das grandes vocações turísticas da região.
Visitantes de diversos locais do RS, de outros estados e de vários países já passaram pela casa. Levaram e ao mesmo tempo deixaram suas impressões, conhecimentos e afetos. Escolas, Universidades e várias instituições governamentais e não governamentais também usufruem deste espaço de histórias e memórias. Poetas, compositores, literários, músicos, artistas de todas as artes buscam extrair deste lugar a inspiração necessária para suas obras. Apesar da Casa ser um bem privado, ela possui um interesse coletivo e disso a família proprietária possui clareza absoluta.
Compreende-se que os bens históricos e culturais, reconhecidos, resgatados e devidamente valorizados são potenciais instrumentos de geração de emprego e renda, podendo formar uma rede de relações através do turismo vocacionado e se bem gerenciados podem colaborar para atender os objetivos de desenvolvimento sustentável em nossa cidade e no Brasil.
Hoje estamos em festa e dedico esta data especial ao casal da foto, que há 30 anos atras, decidiu tomar essa atitude extremamente desafiadora, corajosa e consciente.
- Mariana Leão, historiadora e neta dos atuais proprietários da casa.