09/07/2025
A Revolução de 32
Na véspera do dia 9 de julho de 1932, minha irmã Luiza deu uma festa na fazenda Santa Bibiana, com fogueira, rojão e baile até na tulha. Naquela noite arrebentou a revolução. Os colegas de ginásio, saíram da festa, e embarcaram no dia seguinte, pelo noturno, o trem das 21 horas, para São Paulo.
Viviana Fabrício.
Iniciado em julho de 1932, o movimento expressava o descontentamento dos proprietários de terras, industriais, banqueiros e comerciantes paulistas para com a política implantada pelo Governo Provisório. Para formar a Frente Única Paulista uniram-se o Partido Democrático, seu velho adversário o Partido Republicano Paulista (PRP) e setores descontentes do exército. O objetivo era a reconstituição da autonomia estadual e a convocação de eleições para instalação da Assembleia Constituinte. O conflito bélico deflagrado, que durou três meses, mobilizou a sociedade paulista. São Paulo esteve sozinho e as forças revolucionárias foram derrotadas. Em 1933, porém, obteve-se vitória indireta. Getúlio convocava as eleições para a Assembleia Constituinte.
O significativo número de vinte voluntários que deixaram a cidade, de população relativamente pequena, ilustra o empenho do Município na revolta paulista. Dentre eles, duas baixas fatais: a morte na frente da batalha de Ary Cajado de Oliveira e seu irmão Reinaldo Cajado de Oliveira, que hoje repousam no Mausoléu dos heróis na capital paulistana.
Voluntários ao Estado Maior do MMDC.
Adolfo Vaz de Arruda, Antonio Fernandes Delgado, Antonio Rodrigues, Augusto Manoel da Silva Miranda (Prof. Miranda) e seu filho Milton Miranda, Ari Cajado de Oliveira, Arminto Frujuello, Francisco Antonio Mendes, Francisco Paschoal Faro, Francisco Trindade, Gino Piza, Horácio Cajado de Oliveira, João Buck, João Capovilla, Layr de Camargo Neves, João de Carvalho Braga, José Rodrigues Fabrício, Leônidas Homem, Lincoln de Camargo Neves, Matheus Tobias, Paulo Valentie de Oliveira, Manoel Valentie de Oliveira, Reinaldo Cajado de Oliveira, Raphael Fabrício Filho (Arminto), Sylvio Vaz de Arruda, Waldemar Frujuello.
Fonte: “Martins” , Ana Luiza . Guariba 100 Anos 1895 -1995 .p. 106 e 107.