05/10/2026
SALVE ESTA DATA — 15 DE OUTUBRO DE 2026, ÀS 18H na GAMELA.
A partir da perda materna, Carlos Djalma agora adotando um novo sobrenome artístico "Hallmann" que conjura sua busca por uma transcendência da matéria, constrói uma poética da origem. A figura da mãe, simultaneamente memória, ancestralidade e princípio de criação, torna-se o ponto de partida para uma investigação sobre gênese, identidade e permanência.
Em suas telas, referências da história da arte são deslocadas de seus lugares de origem e reinscritas em um imaginário de natureza surrealista e impressionista. Van Gogh, Frida Kahlo, figuras maternas, animais e personagens oníricos estabelecem relações inesperadas, produzindo uma narrativa de rupturas, metamorfoses e associações simbólicas.
Não se trata apenas de representar a ancestralidade, mas de interrogar aquilo que ela inaugura: a origem do sujeito, a transmissão da memória e o impulso humano de criar.
Com mais de 49 anos de trajetória entre Brasil e Itália, Carlos Hallmann apresenta obras em que memória e efemeridade se confundem, e onde o íntimo alcança uma dimensão universal.
Emí Garcia