23/08/2025
⚠️Nova espécie de mamífero pré-histórico é descoberta em Itaboraí, reforçando a importância científica da região!!
Uma nova espécie de mamífero fóssil acaba de ser identificada no Parque Natural Municipal Paleontológico de São José de Itaboraí, no Rio de Janeiro. A descoberta, publicada na última quarta-feira (20) na revista Journal of Mammalian Evolution, destaca ainda mais a relevância internacional da região no campo da paleontologia. O estudo foi conduzido pelo paleontólogo e gestor do Parque, Luis Otavio Castro, em colaboração com os pesquisadores Lílian Bergqvist (UFRJ) e Daniel García-López (Universidad Nacional de Tucumán, Argentina).
Batizada de Itaboraitemnus macrodon, a nova espécie presta homenagem à cidade de Itaboraí. O animal, que viveu há cerca de 55 milhões de anos, é o maior notoungulado já encontrado na Bacia Sedimentar de Itaboraí. Tinha aproximadamente 40 centímetros de comprimento, pesava cerca de 6 quilos e possuía hábitos herbívoros. A identificação do fóssil representa o primeiro registro da família Isotemnidae em território brasileiro — um marco importante para o avanço dos estudos sobre os mamíferos sul-americanos do período Paleoceno.
A Bacia de Itaboraí é reconhecida mundialmente por preservar fósseis datados de pouco após a extinção dos dinossauros, tornando-se um verdadeiro laboratório natural sobre os primórdios da fauna sul-americana. O local já revelou achados notáveis, como o fóssil do tatu mais antigo do mundo. Essa relevância científica foi recentemente reconhecida por uma lei estadual proposta pelo deputado Guilherme Delaroli, que declarou Itaboraí como Cidade de Relevância Paleontológica Estadual.
A importância paleontológica da região é tamanha que deu origem ao termo “Itaboraiense”, utilizado como referência geológica internacional para estudos baseados em fósseis de mamíferos da América do Sul.
Segundo os pesquisadores, a descoberta do Itaboraitemnus macrodon mostra que ainda há muito a ser explorado na região. O estudo da fauna que habitou a área há milhões de anos é fundamental para entender a trajetória evolutiva dos notoungulados, um grupo que dominou a América do Sul por mais de 55 milhões de anos.
“Cada nova descoberta comprova não apenas o valor científico do Parque, mas também a necessidade de preservar esse patrimônio geopaleontológico único no mundo”, ressaltou Luis Otavio Castro.
Desde sua criação, o Parque Paleontológico de São José de Itaboraí se firmou como um dos sítios fossilíferos mais importantes do planeta, tornando-se motivo de orgulho para a cidade e referência para a ciência global.