12/05/2017
HISTÓRICO DO MUSEU DA BACIA DO PARANÁ/UEM
Excerto do livro “Museu da Bacia do Paraná: histórias e memórias, de autoria de Sandra C. A. Pelegrini e João Batista da Silva ( 2017), em breve disponível no site da PEC /UEM
O Museu da Bacia do Paraná, órgão suplementar da Universidade Estadual de Maringá (UEM), vinculado a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PEC/UEM), foi criado em 15 de outubro de 1979, através da Portaria n.º 583/79-GRE. Instalado provisoriamente nos fundos do Instituto de Educação da “Cidade Canção”, depois foi deslocado para uma residência de alvenaria no centro urbano, e por fim, foi transferido para o campus–sede da Universidade Estadual de Maringá, onde inaugurado em 14 de abril de 1984.
Essa instituição museal sobrevive a 38 anos em uma cidade cuja tônica é o progresso e a constante modernização do espaço urbano, portanto, convém retomarmos a sua trajetória no decurso do tempo, em particular, ao momento que remonta as negociações que culminaram com a criação do Museu da Colonização – primeira denominação dada para a instituição, os professores Dra. Nadir Cancian e Dr. Sérgio Luiz Tomaz, entre outros pesquisadores, ampliaram as atividades dos seus respectivos laboratórios e fizeram gestões junto ao Gabinete da Reitoria da UEM e fizeram campanhas para doação de diversos utensílios para a expansão das coleções da instituição.
A resposta da população local a tais campanhas superou as expectativas de seus organizadores e, por conseguinte, gerou um aumento significativo das peças do acervo que passou a integrar utensílios domésticos e equipamentos agrícolas da época do desmatamento da região (1930 e 1940).
Outros professores responsáveis pelas atividades complementares dos cursos de Geografia, História e Biologia foram responsáveis pela organização das primeiras coleções da instituição com diversas peças indígenas; uma urna funerária tupi guarani com cerca de 6.000 anos; vasos cerâmicos e objetos cortantes; extratos vegetais e minerais; animais e insetos; documentos textuais e imagéticos relativos à história da formação do município. A partir de então passaram a pleitear espaços mais adequados ao atendimento do público que procurava o espaço de memória para o desenvolvimento de pesquisas escolares e científicas. De posse desse acervo e acrescido por uma coleção entomológica cedida pelo Departamento de Biologia/UEM, o Museu da Colonização deixou o espaço cedido temporariamente pelo Instituto de Educação e passou a funcionar em uma casa alugada, situada nas proximidades da Catedral de Nossa Senhora da Glória.
A relevância social da instituição iria revelar sua principal vocação: atender as demandas da população residente, do ensino, pesquisa e extensão em todos os níveis de escolaridade, do ensino primário ao universitário. Tais atividades tornaram imperiosas melhoria do funcionamento daquele museu em fase embrionária, cuja missão era salvaguardar a história do município e a riqueza da cultura material expressa nas suas coleções que figuravam como fontes para as pesquisas desenvolvidas pelos estudantes e pelo corpo docente da Universidade Estadual de Maringá. Motivado por esses argumentos, o GRE/UEM iniciou as negociações com a Companhia Melhoramentos (CMNP) que culminaram com a doação do acervo fotográficos da companhia e a própria sede que abrigaria o acervo dilatado do museu.
O acervo ampliado do MBP foi transferido para a casa construída em 1946, com a madeira-de-lei denominada peroba rosa, então abundante no estado do Paraná. Localizada no centro de Maringá, ela serviu como moradia ao gerente da CMNP e sua família, durante 28 anos, até que fosse doada para Universidade Estadual de Maringá, transferida e transformada na sede do Museu da Bacia do Paraná, instalado ao lado do Prédio da Reitoria até o ano de 2017.
Maringá, 05 de maio de 2017
Sandra C. A. Pelegrini
Coordenadora do MBP/UEM