17/03/2024
Dessa vez, não deu para a medalha de ouro, mas quase chegamos lá: a Casa Stefan Zweig se orgulha de ter f**ado entre os quatro finalistas de 197 projetos que concorreram ao Prêmio Simon Wiesenthal 2023 na categoria “engajamento cívico no combate ao antissemitismo e educação pública sobre o Holocausto”. O vencedor foi a organização suíço-austríaca Likrat, que aposta no diálogo entre jovens judeus e não-judeus como instrumento no combate ao antissemitismo nas escolas. O anúncio foi feito pelo presidente do Parlamento da Áustria, Wolfgang Sobotka, em sessão solene em Viena na terça-feira, 12 de março. O prêmio principal é dotado com 15 mil euros.
Desde 2012, a CASA STEFAN ZWEIG, criada pelo jornalista Alberto Dines, dirige todas as suas atividades para os temas do acolhimento de minorias, da inserção de perseguidos, da paz e da tolerância. É também um Memorial do Exílio que homenageia a memória e o legado dos refugiados de regimes totalitários. Além de Likrat, estiveram na reta final a entidade israelense Amcha, que presta auxílio psicológico a vítimas do Holocausto, e o historiador polonês Jan Grabowski, que leciona na Universidade de Ottawa e escreveu uma vasta obra sobre a ocupação da Polônia entre 1939 e 1945 e o Holocausto.
“A nomeação confirma o quanto valeu a pena perseverar nesta iniciativa”, disse Renato Bromfman, membro da diretoria, ao citar os vários projetos levados a cabo pela Casa Stefan Zweig: além do painel interativo com vídeos sobre mais de cem exilados e seu legado, uma série de filmes produzidos para a TV, o Dicionário dos refugiados do nazifascismo e uma série de podcasts, além de exposições no Brasil e no exterior.
Os vencedores das outras duas categorias foram as organizações Centropa, focada no engajamento civil contra o Holocausto e que cujo trabalha é concentrado na Ucrânia, e Castrillo Mota de Judíos, homônima de um município na província espanhola de Burgos, cujo forte é o combate ao antissemitismo.
O Prêmio Simon Wiesenthal foi criado pelo Parlamento austríaco em 2020 em homenagem ao sobrevivente do Holocausto austríaco, arquiteto, escritor e pesquisador que não gostava do seu apelido de “caçador de nazistas”, mas achava fundamental cobrar a responsabilidade pelas atrocidades cometidas pelo regime nacional-socialista. Wiesenthal faleceu em 2005, aos 95 anos. Sua neta Racheli Kreisberg, uma das idealizadoras do prêmio, participou da solenidade.
Nossas mais cordiais congratulações aos vencedores deste importante prêmio!