14/03/2026
“Eu não acho que você esteja tão doente assim! Ontem você fez tantas coisas, e hoje diz que não consegue mais. Sinto muito, mas alguém que se sente tão mal quanto você diz não faria isso.”
Quem vive com fibromialgia já ouviu frases assim.
A fibromialgia nos atinge em silêncio. Ela nos tortura por dentro, enquanto por fora ninguém vê nada. Ninguém enxerga o esforço para continuar, nem a dor que parece rasgar o corpo por dentro. É por isso que essa doença é tão solitária.
A dor é imprevisível e traiçoeira. Ontem você conseguiu fazer algo. Hoje, talvez não consiga nem levantar. E amanhã… ninguém sabe.
Às vezes dói a pele. Às vezes são os músculos, os ossos, as articulações. E, muitas vezes, é a alma que acaba ferida pelo julgamento e pela incompreensão.
A gente segue como pode, remendando os dias. Os medicamentos ajudam a aliviar, mas raramente fazem a dor desaparecer.
Por isso, não julgue aquilo que você não conhece.
Antes de duvidar, procure entender.
E quando alguém com fibromialgia disser: “eu não posso”, respeite.
Ninguém escolhe perder momentos bons da vida.
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