Museu das Memórias 𝘐𝘯 Possíveis

Museu das Memórias 𝘐𝘯 Possíveis O (𝘐𝘯)Possível com “N” não é por acaso, já que a palavra "impossível" (com M) não diz tudo o que gostaríamos de transmitir. (...) O que é o Contemporâneo?

O Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis do Instituto APPOA é um museu virtual que busca inscrever histórias e narrativas, acolhendo as produções de sujeitos cujos lugares discursivos estão fragilizados nos laços sociais. O Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis do Instituto APPOA - clínica, intervenção e pesquisa em psicanálise é um museu virtual que musealiza objetos de qualquer ordem: fotografias, sonhos,

testemunhos… objetos que viabilizam a inscrição, no espaço público, de memórias subterrâneas e de memórias difíceis. Então inventamos outra palavra, uma que não existe no dicionário, mas que introduz a ideia moebiana de possível e de impossível ao mesmo tempo. Quando tiramos o M e colocamos o N, introduzimos dentro desse binário possível-impossível o (in)consciente, o (in)dizível. Com isso, tentamos enfatizar não o que está em plena luz do dia do nosso tempo, mas as sombras ao redor. Como nos ensina Giorgio Agamben, “Contemporâneo é, justamente aquele que sabe ver a obscuridade, que é capaz de escrever mergulhando a pena nas trevas do presente. Pode dizer-se contemporâneo apenas quem não se deixa cegar pelas luzes do século e consegue entrever nessas a parte da sombra, a sua íntima obscuridade.”

Referência: AGAMBEN, Giorgio. e outros ensaios. Chapecó: Argos, 2009. p.63 e 64.

Lapsos de segundos, mas suficientes para inquietar. Lembrei de uma frase, que voltou às bocas e cabeças: ninguém larga/ ...
10/06/2026

Lapsos de segundos, mas suficientes para inquietar. Lembrei de uma frase, que voltou às bocas e cabeças: ninguém larga/ solta a mão de ninguém. Lembrei disso no contexto da ditadura, onde cortar a luz servia para desorientar e abater de forma mais fácil. Por isso se manter de mãos dadas fazia segurança e rede.

Enquanto isso um monte de assunto, importante para todos, continua solto, não se prende à mão. Nós, o povo, acordamos mais pobres a cada dia. Cada dia temos menos país, oportunidades, natureza, espaços.

A arte é um jeito de recuperar, na história, parte do que se solta.

Rosangela Amaral de Almeida enviou suas crônicas escritas durante a pandemia de covid-19 para o projeto Testemunhos da Pandemia, realizado pelo Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis em parceria com o coletivo Testemunhos da Pandemia. Rosangela escreveu de março de 2020 a dezembro de 2021. Seu relato é profundo, difícil, verdadeiro. Nos lembra a dureza, a tristeza, a incompreensão do mundo naquele período especialmente difícil no Brasil por estarmos sob o poder de um governo genocida. Estes registros da Rosangela chegam até nós como uma ampulheta viva, onde cada grão de areia guarda um registro de memória deste tempo traumático. Um diário que faz pensar na obstinação de algumas performances artísticas que tentam capturar a passagem do tempo com o instrumento mais precioso que temos em nossas mãos: a linguagem. Um arquivo vivo dando forma a tantas dores mas também mostrando as estratégias que foi preciso inventar para sobreviver a tudo isto.

Acompanhe nas redes sociais do Museu: https://www.instagram.com/museudasmemoriasinpossiveis/

Hoje o tempo não é falar, é agir. A passeata porto-alegrense foi linda, pacífica, vibrante. Quem não foi e mora no traje...
03/06/2026

Hoje o tempo não é falar, é agir. A passeata porto-alegrense foi linda, pacífica, vibrante. Quem não foi e mora no trajeto participou pelas janelas, bateu panelas. Idosos nas portas dos prédios. A passeata foi um lugar seguro para a celebração, reinvindicação, crítica, protesto. Foi um lugar de encontro e de amor. Foi importante tanta gente demonstrar seu desconforto, sua dor, sua crítica. Ver uma mulher de 80 anos, enrolada na bandeira do nosso país com o cartaz: Esta bandeira é nossa. Fora, miliciano!

Rosangela Amaral de Almeida enviou suas crônicas escritas durante a pandemia de covid-19 para o projeto Testemunhos da Pandemia, realizado pelo Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis em parceria com o coletivo Testemunhos da Pandemia. Rosangela escreveu de março de 2020 a dezembro de 2021. Seu relato é profundo, difícil, verdadeiro. Nos lembra a dureza, a tristeza, a incompreensão do mundo naquele período especialmente difícil no Brasil por estarmos sob o poder de um governo genocida. Estes registros da Rosangela chegam até nós como uma ampulheta viva, onde cada grão de areia guarda um registro de memória deste tempo traumático. Um diário que faz pensar na obstinação de algumas performances artísticas que tentam capturar a passagem do tempo com o instrumento mais precioso que temos em nossas mãos: a linguagem. Um arquivo vivo dando forma a tantas dores mas também mostrando as estratégias que foi preciso inventar para sobreviver a tudo isto.

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Nélson dizia: "é preciso muita paz interior para não deixar o cotidiano embrutecer a mente."Percebi que a configuração d...
28/05/2026

Nélson dizia: "é preciso muita paz interior para não deixar o cotidiano embrutecer a mente."

Percebi que a configuração dos setores mudou em nosso serviço. Não tem mais a tenda.

Se não há um endereço, não há como encaminhar. A tendência é acumular e explodir.

A única saída, que não vem de Deus, é a das mãos, dos corpos se unirem. E serem seus próprios escudos. Vi uma foto de mães colombianas escudando seus filhos. Conheci algumas mães da Praça de Maio na década de 80. Cada uma tinha uma história dolorosa demais para contar e ouvir, mas uma força, um jeito de fazer e uma esperança para a gente aprender. Acho que a gente só se recupera, em parte, do que perdeu se sabe o que perdeu e o lugar disto dentro de si.

Rosangela Amaral de Almeida enviou suas crônicas escritas durante a pandemia de covid-19 para o projeto Testemunhos da Pandemia, realizado pelo Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis em parceria com o coletivo Testemunhos da Pandemia. Rosangela escreveu de março de 2020 a dezembro de 2021. Seu relato é profundo, difícil, verdadeiro. Nos lembra a dureza, a tristeza, a incompreensão do mundo naquele período especialmente difícil no Brasil por estarmos sob o poder de um governo genocida. Estes registros da Rosangela chegam até nós como uma ampulheta viva, onde cada grão de areia guarda um registro de memória deste tempo traumático. Um diário que faz pensar na obstinação de algumas performances artísticas que tentam capturar a passagem do tempo com o instrumento mais precioso que temos em nossas mãos: a linguagem. Um arquivo vivo dando forma a tantas dores mas também mostrando as estratégias que foi preciso inventar para sobreviver a tudo isto.

Acompanhe nas redes sociais do Museu: https://www.instagram.com/museudasmemoriasinpossiveis/

EDUCATIVOS1 - Projeto Testemunhos da PandemiaO Coletivo Testemunhos da Pandemia e o Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis do ...
22/05/2026

EDUCATIVOS

1 - Projeto Testemunhos da Pandemia

O Coletivo Testemunhos da Pandemia e o Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis do Instituto APPOA buscam abrigar, amparar e arquivar narrativas que concernem a este difícil momento histórico que ainda estamos vivendo, visando um espaço para que, por meio da palavra, possamos viabilizar formas para lidar com o luto.

Você pode participar desta coleção incluindo o seu testemunho em forma de carta, de bilhete, de foto, de som, de imagem, pela voz, como preferir.

Participe da Coleção Testemunhos da Pandemia através do formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSegGACDC6S-YayjTjZiqbHi-Qwi-Y5npZD6dmPdMZWSCdk53Q/viewform

2 - Projeto Testemunhos da ditadura empresarial-militar brasileira

O Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis, numa aposta pela resistência, transformação política e inscrição traz aqui o Projeto Testemunhos da ditadura empresarial-militar brasileira. Espaço que estará sempre aberto para a recepção e construção de novos testemunhos. Testemunhos de afetados diretos, de parentes, amigos, filhos, netos, companheiros(as), e de quaisquer pessoas que se sintam afetadas pela ditadura da forma que for.

Participe! Contato através do e-mail: mailto:[email protected]

Testemunhos da ditadura empresarial-militar brasileiraApesar de sabermos que houve uma ditadura empresarial-militar no B...
21/05/2026

Testemunhos da ditadura empresarial-militar brasileira

Apesar de sabermos que houve uma ditadura empresarial-militar no Brasil (1964-1985) – por não ter ocorrido julgamentos, responsabilizações e uma inscrição efetiva na cultura brasileira dos crimes perpetrados pelos militares, civis e empresas financiadoras do golpe -, os afetados por tais crimes seguem presos em um tempo passado. Sofrem no corpo, em doenças, em pesadelos, em lembranças, em sintomas. Encarnam e pagam individualmente a injustiça de um país que prefere sempre esquecer seus crimes.

Torturas, estupros, desaparecimentos/assassinatos, covas irregulares, roubo de bebês, crianças e adolescentes de filhos de ativistas políticos, genocídio indígena, etnocídios… os crimes perpetrados pelos militares durante a ditadura não são exatamente novidades, mas, mesmo assim, não conseguem alcançar uma inscrição na cultura, por não terem ocorrido julgamentos dos crimes. A anistia foi concedida para os dois lados, como se fossem equivalentes. A falta de inscrição desses crimes faz com que vítima e algoz ocupem o mesmo lugar simbólico, o que gera o adoecimento psíquico das vítimas e a desresponsabilização dos criminosos.

O testemunho vem esburacar essa falsa simetria e mostrar, um a um, as experiencias e os sofrimentos vividos e transmitidos. Seja na própria carne, seja na transmissão familiar.

O Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis, numa aposta pela resistência, transformação política e inscrição traz aqui a Mostra de Testemunhos da ditadura empresarial-militar brasileira. Espaço que estará sempre aberto para a recepção e construção de novos testemunhos. Testemunhos de afetados diretos, de parentes, amigos, filhos, netos, companheiros(as), e de quaisquer pessoas que se sintam afetadas pela ditadura da forma que for.

Deixamos os vídeos em estado bruto, sem edições significativas, para que virem fonte de pesquisa.

O que um ser humano pode fazer com outro ser humano?A violência contra os diferentes, contra populações pouco representa...
20/05/2026

O que um ser humano pode fazer com outro ser humano?

A violência contra os diferentes, contra populações pouco representadas e desprotegidas tem a ver com a impossibilidade de quem é violento se sustentar sem ter os meios de causar violência, machucar, provocar sofrimento, humilhação.

O registro de tempo na pandemia é de um não vivido.

Rosangela Amaral de Almeida enviou suas crônicas escritas durante a pandemia de covid-19 para o projeto Testemunhos da Pandemia, realizado pelo Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis em parceria com o coletivo Testemunhos da Pandemia. Rosangela escreveu de março de 2020 a dezembro de 2021. Seu relato é profundo, difícil, verdadeiro. Nos lembra a dureza, a tristeza, a incompreensão do mundo naquele período especialmente difícil no Brasil por estarmos sob o poder de um governo genocida. Estes registros da Rosangela chegam até nós como uma ampulheta viva, onde cada grão de areia guarda um registro de memória deste tempo traumático. Um diário que faz pensar na obstinação de algumas performances artísticas que tentam capturar a passagem do tempo com o instrumento mais precioso que temos em nossas mãos: a linguagem. Um arquivo vivo dando forma a tantas dores mas também mostrando as estratégias que foi preciso inventar para sobreviver a tudo isto.

Acompanhe nas redes sociais do Museu: https://www.instagram.com/museudasmemoriasinpossiveis/

Entre as dobras e os desdobres: encontros no infinitivoO que são os objetos? A que(m) eles servem? O que eles revelam de...
20/05/2026

Entre as dobras e os desdobres: encontros no infinitivo

O que são os objetos? A que(m) eles servem? O que eles revelam de cada um de nós? Qual relação que construímos com e através deles? É evidente que elegemos, ao longo de nossas vidas, objetos essenciais para nós, objetos que carregam memórias, que dizem quem somos. Objetos que são para além do que são, objetos que carregam uma narrativa tão forte que acabam tendo a força de nos situar no mundo. Mas o que são os objetos quando eles são em si mesmos? O que são eles quando não carregam uma história, uma metáfora? Poderia parecer que um objeto destituído de metáfora ou simbolização seria um objeto vazio, que não diz nada. Mas nem sempre é assim. Às vezes, a insistência da repetição nos mostra a sua importância, mostra que mesmo o objeto que não carrega uma história se torna ele próprio parte do corpo do sujeito, uma extensão que transmite algo, que gera algo em nós.

Visite a exposição virtual: https://museu.appoa.org.br/site/exposicao-infinitas-repeticoes/

Imagine que um dia alguém chega na sua casa e lhe diz que você não pode mais morar ali. Você não quer sair. Não colocou ...
20/05/2026

Imagine que um dia alguém chega na sua casa e lhe diz que você não pode mais morar ali. Você não quer sair. Não colocou sua casa à venda. Não pensava em nada disso. Ao contrário: acreditava que tinha um lugar sólido no mundo.

Alguém “lá de cima” disse que você tem que sair e que sua casa, sua ilha, sua plantação serão destruídos. Alguém “lá de cima” não é uma divindade, mas soa e age como se fosse, ao menos é assim que sentem os expulsos pela hidrelétrica de Belo Monte. Eles percebem o governo federal como uma força tirânica. Historicamente, para os povos da floresta, o Estado é aquele que só aparece para aniquilá-los.

O governo federal decidiu construir uma barragem no Estado do Pará, uma hidrelétrica chamada Belo Monte, em um dos rios mais importantes da Amazônia, o Xingu. Decidiu que essa hidrelétrica seria imposta a qualquer custo. “Belo Monte vai sair!”, berrou Dilma Rousseff, dando um murro na mesa, quando era ministra de Minas e Energia de Lula, ao ser questionada por lideranças da região.

O projeto da obra não era novidade: foi elaborado durante o período da ditadura civil-militar. Foi a resistência dos povos indígenas e dos movimentos sociais que não permitiu que a usina fosse construída. Na época, a hidrelétrica, que agora se chama Belo Monte, chamava-se Kararaô. Ironicamente, a palavra significa um grito de guerra na língua dos Kayapó.

Aqui, no Museu das Memórias (In)Possíveis, devolvemos o lugar ao humano que está sendo violado e destruído, às vidas perdidas, ao sujeito que, assujeitado, se torna objeto. A todos que são aniquilados por não serem escutados nem contados, àqueles que estão adoecendo. Aos homens, mulheres e crianças que se tornam refugiados em seu próprio país, arrancados de seu lugar de pertencimento. Àqueles que não são reconhecidos e já não se reconhecem no território aos pedaços ou submersos. Àqueles que já não são no território que já não é.”

Maíra Brum Rieck

Visite a exposição virtual: https://museu.appoa.org.br/site/exposicao-belo-monte/

A  Exposição “Vila Chocolatão: de que(m) é feito o centro da cidade?” conta a história da Vila Chocolatão. Um lugar que ...
19/05/2026

A Exposição “Vila Chocolatão: de que(m) é feito o centro da cidade?” conta a história da Vila Chocolatão. Um lugar que não existe mais, a não ser nas lembranças, narrativas e registros daqueles que a construíram. Essa vila, que é como os gaúchos se referem às comunidades pobres, se situava no centro da cidade de Porto Alegre/RS/Brasil. Não existe mais porque foi pensado pelo poder público que ela não poderia existir naquele local. Mas por que não? Por qual razão aquelas pessoas não poderiam mais viver ali em suas casas? O que isso diz de nossa sociedade e da relação que mantemos com o espaço público? Quem pode ficar e quem deve sair de um lugar?

Essa coleção é fruto do trabalho das psicanalistas Luciane Susin e Marisa Batista Warpechowski, que trabalhavam na FASC (Fundação de Assistência Social e Cidadania) da Prefeitura de Porto Alegre/RS/Brasil. A maioria das fotos também são delas. Elas já acompanhavam as pessoas da Vila Chocolatão bem antes da notícia da remoção por decisão do poder público. Conheciam suas histórias, seus nomes, seus dramas e sonhos. Com a notícia do desalojamento, e frente à impotência de uma outra resolução, dedicaram-se a escutá-los para auxiliá-los a compor suas histórias e, para tal, o uso das fotografias surgiu como importante recurso: os habitantes, as casas, as passagens, os becos, os locais importantes para os moradores. As imagens dão a ver parte de suas memórias afetivas relacionadas ao lugar, à comunidade, ao tempo. São sobrevivências e, como tal, tornam-se uma reserva de memória, um prolongamento do tempo vivido e uma possibilidade de atualização do passado. Cada morador tinha o seu lugar de referência: uma árvore, o rio, um local onde tinha ocorrido um evento significativo em sua vida. Compartilhavam os mesmos lugares nos quais iam tecendo suas próprias histórias.

Apresentamos aqui no Museu das Memórias (In)Possíveis o importante registro de memória que Luciane e Marisa fizeram com seu trabalho, inscrevendo, agora virtualmente, um lugar que não pôde mais existir na cidade.

Visite a exposição virtual: https://museu.appoa.org.br/site/exposicao-vila-chocolatao/

Quem escreve a nossa história?Em 2015, o fotógrafo/antropólogo Luiz Eduardo Robinson Achutti recebeu uma mensagem enigmá...
19/05/2026

Quem escreve a nossa história?

Em 2015, o fotógrafo/antropólogo Luiz Eduardo Robinson Achutti recebeu uma mensagem enigmática em sua rede social: “Você tem a minha história!”. A mensagem havia sido enviada por uma jovem de 20 anos, até então “desconhecida”.
A interpelação, intempestiva, ficou em suspenso. Mas insistiu, retornando de tempos em tempos, como nossas lembranças.
A jovem persistente, Diênnifer, foi retratada por Achutti com 1 ano de idade, no colo de seus pais, enquanto ele fotografava a primeira experiência de coleta seletiva de material reciclado do Brasil. As fotos eram parte do trabalho de sua dissertação de mestrado que teve lugar na Vila Dique, em Porto Alegre/RS.

Para Diênnifer e seus familiares, os retratos que compõem o livro oriundo da dissertação de Achutti transformaram-se em fotos de família. As fotografias digitais eram um futuro nada previsível. Não chegara a época dos celulares com câmeras e dos selfies em número infinito. Ser fotografado ou revelar uma foto era um luxo. Ainda mais onde o “lixo” tinha por objetivo transformar-se em renda. E, por que não, em memória.
Diênnifer buscou Achutti mais de duas décadas depois, atualizando um encontro, uma história, uma memória, uma narrativa. Ou fotoetnografia, conceito cunhado pelo fotógrafo quando da elaboração deste trabalho, em que a imagem compõe a narrativa.

Muitas histórias e memórias foram lembradas posteriormente ao encontro virtual. Histórias individuais e coletivas que se entrecruzam e que se presentificaram neste trabalho. Memórias que contam muitas vidas: do jovem fotógrafo, de um bebê, de um pai, de uma mãe, de trabalhadores, de uma comunidade, de uma cidade, de um país.

O Museu das Memórias (In)Possíveis, fazendo jus ao seu caráter, acompanhou o reencontro de Achutti com Diênnifer em 2019, razão dessa exposição. Esse (re)encontro não se deu apenas entre os dois, mas com muitos outros que fizeram e começaram a compor outras narrativas e memórias.

Visite a exposição virtual: https://museu.appoa.org.br/site/exposicao-quando-um-livro-se-torna-album-de-familia/

Endereço

Porto Alegre, RS
90670-150

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