Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo Página administrada pela Direção do Museu de Porto Alegre - Joaquim Felizardo. Atualmente abriga acervo arqueológico, fotográfico e tridimensional da cidade.
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O Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo está sediado Solar Lopo Gonçalves, edif**ação em estilo luso-colonial construído entre 1845 e 1853, na antiga Rua da Margem, atual João Alfredo. Foi criado, em 1979, com a finalidade de reunir acervos históricos e culturais da cidade. Dispõe de duas exposições permanentes e uma temporária; serviço de exposições guiadas para grupos e escolas mediante agend

amento; serviço de pesquisa nos acervos e eventos diversos a serem realizados nos diferentes espaços da instituição.

No mês do Orgulho, relembramos a exposição “Uma cidade pelas margens”, contando um pouco dos bastidores dessa produção. ...
12/06/2026

No mês do Orgulho, relembramos a exposição “Uma cidade pelas margens”, contando um pouco dos bastidores dessa produção. Após a repercussão de um post feito no nosso Facebook, em 2016, que mostrava uma foto de Calegari, da Porto Alegre do final do século 19, na qual duas mulheres se beijam (1), a então diretora do museu, Letícia Bauer, se reuniu com o Nuances - grupo pela livre expressão sexual, mais antiga associação civil LGBTI do RS, para organizar uma exposição pensando no lugar ocupado pela comunidade LGBTI na cidade (Giovanaz, 2020). Trabalhando com a ideia de curadoria coletiva, vários grupos integraram o projeto além da equipe do museu e do Nuances, como a Liga Brasileira de Lésbicas do RS, a Igualdade (Associação de Travestis e Transexuais do RS) e vários setores da UFRGS. Após reuniões e trocas entre esse grande grupo, “[...] foram dois os eixos definidos para estruturar a exposição de curta duração: de uma parte, a mostra explorou a trajetória de pessoas e organizações que protagonizaram a luta pela visibilidade e pelo direito à diversidade em Porto Alegre, tendo como ponto de partida o entendimento de que a defesa dos direitos humanos da população LGBTT é condição fundamental para a cidadania plena. De outra, cartografou a cidade sob esta perspectiva, identif**ando espaços públicos e privados de sociabilidade fundamentais para a construção dessa narrativa.” (Barnart; Bauer, 2017, p.446). A questão da territorialidade foi materializada na exposição com a elaboração de uma mapa (2) com os locais de sociabilidade e cultura da comunidade, a partir do relato dos frequentadores destes espaços. Essa parte do percurso expositivo também contava com um livro de registro (3) para que o público visitante pudesse incluir lugares que não estavam presentes na cartografia criada, permitindo que mais vozes fossem inseridas nessa construção coletiva da memória da comunidade LGBTI. No livro de registro, o público complementou as informações do mapa com diversos locais, em sua maioria no centro histórico da cidade, mas… e nos bairros mais distantes? Onde estão os espaços ocupados pela população LGBTI nas outras margens da cidade? Fala pra gente aqui nos comentários!

Imagem 1: CALEGARI, Virgílio. [Retrato de Estúdio]. 1875/1899. Acervo MJJF (798f).
Audiodescrição: Fotografia vertical em preto e branco. Em um estúdio, duas jovens abraçadas se beijam. Elas estão com o cabelo preso e vestidos longos com mangas 3/4. Atrás, um painel com paisagem. No canto inferior direito, uma assinatura.

Imagem 2: Mapa Quando a margem está no centro produto da cartografia dos espaços de sociabilidade LGBTQIAPN+ em Porto Alegre, (1960-2016). Foto: Guilherme Lund / Acervo MJJF, 2016.
Audiodescrição: Fotografia horizontal colorida. Na sala expositiva, sobre uma mesa de madeira, o mapa do centro de Porto Alegre. Em azul, a representação do Guaíba e, em verde e cinza claro, a cidade, com pontos em vermelho e números em branco. À esquerda, a legenda e, à direita, a descrição: “Nesse mapa estão sinalizados diferentes locais ligados ao universo LGBTT em Porto Alegre desde a década de 1960.” Também sobre a mesa, o livro de registros e vários folders.

Imagem 3: Livro de registro da exposição Uma cidade pelas margens. Foto: Bianca S. da Silva / Acervo MJJF, 2026.
Audiodescrição: Fotografia horizontal colorida. Livro de registros da exposição. Na página da esquerda, em letras pretas: “Lembrou de algum lugar e não encontrou aqui? Deixe sua contribuição.” Na da direita, com caneta azul, vários apontamentos escritos pelos visitantes.

Referências:

ASSUMPÇÃO, Elisângela Silveira de. Nuances do arco-íris: práticas de Museologia LGBT na UFRGS. Trabalho de Conclusão de Curso de Bacharelado em Museologia, UFRGS. Porto Alegre, 2021.

BARNART, Fabiano, BAUER, Leticia. ‹Sabia que Estaria Aqui›: Relatos sobre os Processos Criativos do Projeto ‹Uma Cidade pelas Margens›. Revista Latino Americana de Geografia e Gênero, v. 8, n. 1, p. 438-467, 2017.

GIOVANAZ, Marlise. Uma Reflexão sobre a Participação do Curso de Museologia na Exposição “Uma Cidade pelas Margens”. In: Seminário Brasileiro de Museologia: Democracia: Desafios Para a Universidade e Para a Museologia. Brasília: Universidade de Brasília, Faculdade de Ciência da Informação, 2020. p. 432-442.

DIA NACIONAL DA MATA ATLÂNTICA O dia 27 de maio, “Dia da Mata Atlântica”, é uma data que nos convida a refletir sobre um...
28/05/2026

DIA NACIONAL DA MATA ATLÂNTICA
O dia 27 de maio, “Dia da Mata Atlântica”, é uma data que nos convida a refletir sobre um dos mais ricos biomas do nosso país. Instituído através do Decreto de 21 de setembro de 1999, essa iniciativa impulsionou debates que levaram à criação da Lei n.º 11.428/2006. Em seu artigo 1º, a lei considera a Mata Atlântica como patrimônio nacional e estabelece diretrizes para sua conservação, proteção, regeneração e uso.
A Mata Atlântica está presente em 15% do território nacional, fazendo parte de 17 estados e, assim como os demais biomas que compõem a biodiversidade de nosso território, ela é fundamental para a regulação e equilíbrio do clima, sendo o lar de diversos animais da nossa fauna e de espécies vegetais da flora brasileira. Por isso, sua preservação é essencial à vida. Mais de 20 mil espécies fazem parte desse bioma, e cerca de 8 mil delas são endêmicas — ou seja, existem apenas nessas regiões. Um dado preocupante é que mais de 2 mil espécies estão ameaçadas de extinção (Apremavi, s.d.).
Em nosso jardim, é possível encontrar espécies nativas desse bioma, como a araucária, o butiá-da-praia, a pitangueira, o pau-ferro, o jerivá, entre outras. O projeto “O Jardim do Museu”, coordenado pela Profª Drª Marinês Garcia (UFRGS), catalogou as espécies que compõem o patrimônio natural do Museu. Esse trabalho resultou em uma placa informativa com a identif**ação e a localização de cada espécie em nosso jardim. Ter convidamos para conhecer esse patrimônio da nossa cidade e contribuir para sua conservação e proteção.

Imagem 1: Alana da Rosa. Placa informativa a partir do projeto “O Jardim do Museu” sobre as espécies presentes no jardim. Maio 2026, MJJF.

Audiodescrição: Fotografia horizontal colorida. Entre uma vegetação densa, em um suporte, uma placa de metal, medindo 70 cm de altura por 1,20 metro de largura. A placa é branca e está levemente inclinada para trás. À esquerda, uma planta do terreno do Museu, em várias cores. À direita, texto em letras pretas. No canto inferior direito, as logomarcas do Museu e da Prefeitura de Porto Alegre. Atrás da placa, as árvores do jardim.

Imagem 2: Tomás Brito. Planta do terreno com a identif**ação das espécies e sua localização.

Audiodescrição: Ilustração vertical colorida. Sobre fundo cinza claro, planta do terreno do Museu. A área é delimitada por contorno preto, sendo preenchida por tons de verde claro, representando o gramado, onde estão assinaladas 15 espécies vegetais. Acima, à esquerda, telhados terracota representam o prédio do Solar. Ao lado, em letras pretas, Museu Joaquim Felizardo e, abaixo, a denominação das 15 espécies.



Referências:
APREMAVI. Flora: muitas espécies da flora da mata atlântica são endêmicas e ameaçadas de extinção.. Muitas espécies da flora da Mata Atlântica são endêmicas e ameaçadas de extinção.. Disponível em: https://apremavi.org.br/mata-atlantica/flora/ #. Acesso em: 25 maio 2026.

BRASIL. Decreto de 21 de setembro de 1999. Institui o "Dia da Mata Atlântica", a ser comemorado em todo País no dia 27 de maio de cada ano, e dá outras providências. Brasília, DF: 21 set. 1999. Disponível em: https://planalto.gov.br/ccivil_03/dnn/anterior_a_2000/1999/dnn8402.htm. Acesso em: 25 maio 2026.

BRASIL. Lei nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006. Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, e dá outras providências. Brasília, DF: 22 dez. 2006. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11428.htm. Acesso em: 25 maio 2026.

SOS MATA ATLÂNTICA. Mata Atlântica: a mata atlântica, uma das florestas mais ricas em diversidade de vida no planeta, é a razão de existir uma fundação. Ela é nossa causa maior. Disponível em: https://www.sosma.org.br/causas/mata-atlantica/. Acesso em: 25 maio 2026.

De 18 a 24 de maio, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) realiza a 24ª Semana Nacional de Museus, com o tema “Museus...
22/05/2026

De 18 a 24 de maio, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) realiza a 24ª Semana Nacional de Museus, com o tema “Museus: unindo um mundo dividido”. O evento busca dar visibilidade ao Dia Internacional dos Museus, celebrado em 18 de maio, por meio de uma programação especial que reúne museus de todo o país. As atividades incluem exposições já em cartaz e ações criadas especialmente pelos museus para a ocasião. É uma excelente oportunidade para montar um roteiro cultural e visitar as instituições da cidade.

O Museu de Porto Alegre participa ativamente desde a 10ª edição da Semana Nacional de Museus, em 2012, e continuou presente na maioria delas, ampliando cada vez mais suas atividades educativas e culturais. No entanto, devido às dificuldades enfrentadas após a enchente de 2024, com as salas de exposição ocupadas para realocação do acervo arqueológico e o auditório utilizado no tratamento do material atingido pela inundação, não haverá programação conjunta com a SNM neste ano.

Em homenagem à semana, relembramos a 14ª edição do evento, “Museus e paisagens culturais”, ocorrida entre 16 e 22 de maio de 2016. Na ocasião, as atividades do museu destacaram os entrelaçamentos entre memória, paisagem e imagem, com palestras, roda de conversa, visitas guiadas e um piquenique cultural, convidando o público a refletir sobre os espaços de Porto Alegre e suas múltiplas representações.

Convidamos você a acessar o site oficial do evento (https://visite.museus.gov.br/) para conferir a programação completa. Em Porto Alegre, diversos espaços culturais integram a SNM: Museu da UFRGS, MUSECOM, CHC Santa Casa, MEOC Hospital Psiquiátrico São Pedro, MACRS, MARGS, entre outras instituições que podem fazer parte do teu roteiro.

Imagem 1: Autor desconhecido. Roda de conversa com a equipe do Jornal Boca de Rua. Semana Nacional de Museus, 2016.

Audiodescrição: Fotografia horizontal colorida. No pátio interno do museu, parte de um grupo de pessoas em uma roda de conversa. Elas estão sentadas em cadeiras pretas e todas usam roupas de inverno. Atrás, no muro branco, cinco placas de metal e, no canto, uma pilha de telhas de barro. O piso é de basalto e paralelepípedos. Ao fundo, copas de árvores do jardim do Museu.

Imagem 2: Card de divulgação Semana Nacional de Museus, 2016.

Audiodescrição: Texto - Visite nosso museu, registre e compartilhe nas redes sociais com a hashtags. . Acesse e confira a nossa programação //guiadeprogramação.museusgov.br. Imagem: card com fundo levemente rosado, com as informações em letras vermelhas e pretas. À esquerda, ilustração em estilo cartoon. Um homem de pé, de cabelos pretos, camiseta amarela, com estampa da 14ª Semana de Museus, e calça cinza. Ele faz uma selfie, segurando uma câmera com a mão direita. Com a outra faz o gesto de joinha.

Nesta semana destacamos a importância da audiodescrição para tornar a comunicação em espaços culturais acessível a todas...
15/05/2026

Nesta semana destacamos a importância da audiodescrição para tornar a comunicação em espaços culturais acessível a todas as pessoas. A audiodescrição (AD) é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento de pessoas com deficiência visual em eventos culturais, turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos. Além disso, beneficia também pessoas com deficiência intelectual, idosos, disléxicos e outros públicos. Assim como o Braille, a Libras e a legendagem, a audiodescrição é considerada uma tecnologia assistiva. Segundo Motta e Romeu Filho (2010, p. 11), a AD “[...] é uma atividade de mediação linguística, uma modalidade de tradução intersemiótica, que transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar.” Ou seja, a audiodescrição traduz imagens em palavras.
A produção da audiodescrição exige técnica, pesquisa sobre a imagem a ser descrita e conhecimentos específicos. É essencial a participação de um audiodescritor consultor, que deve ser “[...] uma pessoa cega ou com baixa visão com formação na área, que participa de todo o processo, inclusive da construção do roteiro [...]” (IFPB, 2026), avaliando a clareza das informações e propondo ajustes.
Nas redes sociais, tornou-se cada vez mais comum o uso de hashtags como ou acompanhadas de descrições de imagens, visando tornar a internet mais acessível. No Museu Joaquim Felizardo, a partir de 2018, passamos a audiodescrever todas as imagens dos informativos mensais e das postagens em redes sociais, orientados pela servidora Márcia Bamberg, consultora de AD. No Instagram, a audiodescrição das imagens f**a disponível apenas para quem utiliza leitor de tela; já no Facebook, que não dispõe desse recurso de acessibilidade, a audiodescrição é inserida no corpo do texto, visível para todos. Para ilustrar melhor, apresentamos duas imagens de nosso acervo e suas respectivas audiodescrições.

Imagem 1: Luciana Brito. Boneca [marca Trol], década de 1950. Acervo do MJJF.
Audiodescrição: Fotografia vertical colorida. Sobre fundo cinza claro, bebê de baquelite, em tom rosado, medindo 40cm. Ele está deitado, tem cabelo curto em relevo, pintado de marrom claro. Os olhinhos estão fechados, as bochechas são levemente pintadas de rosa e a boca de vermelho. Está com vestido de tricô, de mangas curtas, azul claro com detalhes em branco. Os bracinhos e as perninhas são roliços e os pezinhos estão descalços.

Imagem 2: Autor desconhecido. Igreja Nossa Senhora das Dores, década de 1920-1930. Acervo MJJF.
Audiodescrição: Fotografia vertical em preto e branco. Fachada da igreja, com uma grande escadaria. No centro, uma grande porta, ladeada por duas menores. Acima, três janelas em arco. No alto, três esculturas e o frontão com uma cruz na ponta. Nas laterais, torres com cruz. À frente, muro baixo com um grande portão, ladeado por dois menores e todos estão abertos. Ao lado, laterais de alguns prédios. Rua com calçamento de paralelepípedos. No canto inferior esquerdo, em letras maiúsculas brancas: Igreja das Dores - P. Alegre.

Referências:
INSTITUTO FEDERAL DA PARAÍBA. A audiodescrição e o uso dos seus princípios nas descrições informais. Disponível em: https://www.ifpb.edu.br/assuntos/fique-por-dentro/a-audiodescricao-e-o-uso-dos-seus-principios-nas-descricoes-informais. Acesso em 13 maio 2026.

MOTTA, Lívia Maria Villela de Mello; ROMEU FILHO, Paulo (Orgs.). Audiodescrição: transformando imagens em palavras. São Paulo: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 2010.

Você já imaginou trabalhar até 17 horas diárias, em condições degradantes e recebendo um baixo salário - ou até mesmo ne...
01/05/2026

Você já imaginou trabalhar até 17 horas diárias, em condições degradantes e recebendo um baixo salário - ou até mesmo nenhum? Esse cenário, descrito simplif**adamente era o dia a dia enfrentado por grande parte dos operários do século XIX e início do século XX, desde a Revolução Industrial. Hoje, no dia 1º de maio, é celebrado o Dia Internacional do Trabalhador, data de reflexão sobre o passado, o presente e o que se almeja para o futuro enquanto classe trabalhadora. Nesta data, nosso olhar volta-se para quem move o mundo diariamente: a trabalhadora e o trabalhador. O 1º de maio é um marco nessa luta, principalmente através da organização coletiva, para reivindicar melhores condições de trabalho e qualidade de vida. Um espaço adequado para exercer a atividade laboral, a valorização dos salários de acordo com o esforço e a periculosidade do ofício, além da redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias. Muitas pessoas trabalhavam mais de 12 horas diariamente. Exaustivo, para se dizer o mínimo, não? Em Porto Alegre, neste ano de 2026, completam-se 120 anos da “greve dos 21 dias”. Influenciados pelos anarquistas e socialistas, o movimento operário tomou forma também no interior do estado. A partir das mesmas reivindicações dos trabalhadores do final do século XIX, guardadas as suas especificidades locais, os gaúchos também reivindicaram os seus direitos e melhores condições de trabalho. Organizaram-se em sindicatos e associações, como a Federação Operária do Rio Grande do Sul (FORGS), forjaram estratégias de luta pela regulação das horas trabalhadas, descanso semanal e melhores salários. (Adorne Filho; Molina, 2008). Ao longo do século XX, direitos trabalhistas passaram a ser reconhecidos mundialmente, resultado direto da pressão social e da mobilização dos trabalhadores. No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), instituída em 1º de maio de 1943 no governo de Getúlio Vargas, No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), instituída em 1º de maio de 1943 no governo de Getúlio Vargas, resulta das lutas históricas do movimento operário, não de uma dádiva. Por isso, o Dia do Trabalhador serve para lembrar que essa luta continua…
Imagem 1: Autor desconhecido. Avenida Venâncio Aires em obras, 1920. Acervo do MJJF. 56f
Audiodescrição: Fotografia horizontal em preto e branco. Ao longo da avenida, um grupo de operários faz o calçamento com paralelepípedos. Parte da via ainda é de chão batido. Alguns assentam as pedras enquanto outros varrem a rua. Todos usam chapéu, camisa e calça. À direita, casas e sobrados.

Imagem 2: Andréa Aguiar. Motorista Cia. Carris, 1997. Acervo da Comunicação Social do GP.
Audiodescrição: Fotografia vertical em preto e branco. No ônibus, ao volante, a motorista com um leve sorriso. Ela tem cabelos lisos, repartidos ao meio e na altura dos ombros. Está com camisa de mangas curtas e bermuda jeans. A mão esquerda está no volante, enquanto a direita segura a alavanca do câmbio. Cobrindo o encosto e o assento do banco, uma capa de tiras de retalhos de tecido. Ao lado, a janela de vidro.

Imagem 3: Andréa Aguiar. Motorista Cia. Carris, 1997.Acervo da Comunicação Social do GP.
Audiodescrição da imagem 2: No ônibus, sentada em um banco estofado, a cobradora está sorridente. Ela tem cabelos lisos, longos, usa uma camisa de mangas curtas e calça. As mãos estão apoiadas sobre a gaveta do dinheiro. Atrás, janelas de vidro.

Imagem 4: Studio Os2. Colheita do arroz, 1958. Acervo do MJJF. os2_album 5_355.
Audiodescrição: Fotografia quadrada em preto e branco. No meio da plantação, um agricultor realiza a colheita. Ele está de costas, carregando um feixe de arroz. Usa chapéu de palha de aba larga, camisa xadrez e calça.

Referências:

ADORNE FILHO, Antenor; MOLINA, Rafael. Federação Operária do Rio Grande do Sul (FOERGS). Revista Historiador, Porto Alegre, v. 1, p. 47-62, 2008. Disponível em: https://revistahistoriador.com.br/index.php/principal/article/view/6. Acesso em: 29 abr. 2026.

FONTANA, Hugo. Haymarket, Chicago, 1º de maio de 1886. Verve, São Paulo, v. 27, n. 0, p. 13-28, 2015. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/verve/article/view/36915/25148. Acesso em: 29 abr. 2026.

FRANCO, Sergio da Costa. Greve geral. Porto Alegre ano a ano: cronologia histórica: 1732-1950. 2. ed. Porto Alegre: Editora da Cidade; Letra&Vida, 2013. p. 182-183.

MONTEIRO, Charles. As greves operárias. Breve história de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Cidade; Letra&Vida, 2012. p. 51-52.

No dia 24 de abril celebramos o Dia do Chimarrão e aproveitamos para contar um pouco desta história que começa com os po...
24/04/2026

No dia 24 de abril celebramos o Dia do Chimarrão e aproveitamos para contar um pouco desta história que começa com os povos Guarani e Kaingang. Antes das invasões portuguesa e espanhola, na região onde hoje estão os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e parte do território paraguaio, a erva-mate circulava entre as diversas populações que habitavam este espaço. Chamada de ka’a pelos guaranis, as folhas da Ilex paraguariensis (nome científico dado à planta em 1820) “[...] eram especialmente utilizadas pelos indígenas ali estabelecidos para a produção de uma espécie de chá estimulante, denominado atualmente de ka’ay, originalmente mais consumido em contextos cerimoniais e religiosos. A erva-mate também era utilizada por outros povos indígenas para produzir bebidas semelhantes, inclusive entre comunidades originárias do Chaco e dos Andes, de onde a espécie não é nativa ou endêmica. A própria palavra mate, por exemplo, deriva do quéchua mati, vocábulo usado para designar o recipiente – geralmente uma cabaça ou porongo – onde era preparada e servida a bebida.” (Oliveira; Esselin, 2015). Com a colonização, a prática chegou a ser proibida pelos jesuítas. No entanto, ao perceberem a importância social e econômica da exploração da erva, passaram a fomentar o plantio em suas reduções, contribuindo para a disseminação da bebida pelo território. A população indígena por muito tempo foi importante produtora de ka’a, mas a perda de seus territórios e a concorrência com outros produtores afastou os povos indígenas do cultivo.
Recentemente, na Teko'a Anhetenguá, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, foi realizado o primeiro karijo (preparo artesanal de erva-mate) pela comunidade Mbya Guarani, a partir de uma iniciativa que “busca revitalizar saberes e fortalecer a identidade cultural da comunidade Mbyá Guarani e que integra o Projeto Ar, Água e Terra, realizado pelo Instituto de Estudos Culturais e Ambientais (Jornal do Comércio, 2025) A ação visa também garantir autonomia e sustentabilidade à Teko’a que, como outras aldeias da cidade, lutam pela manutenção, segurança e desenvolvimento dos territórios indígenas locais.

Imagem 1: Autor desconhecido Indígenas de tradição Guarani reunidos em uma roda de chimarrão, 1993. Acervo do MJJM. (7059f).

Audiodescrição: Fotografia horizontal em preto e branco. Ao redor de um braseiro, indígenas tomam chimarrão. Da esquerda para a direita, em um semicírculo, uma mulher e quatro homens. O último segura a cuia e a garrafa térmica está na sua frente. Sobre a brasa, uma chaleira e um bule. À esquerda, outro indígena, de pé, observa o grupo. Atrás, uma construção de bambu com uma pequena porta no centro.

Imagem 2: Studio Os 2. O amargo matutino. Acervo do MMJ. (album3_C25).

Audiodescrição: Fotografia horizontal em preto e branco. Sobre uma superfície plana, uma cuia de chimarrão com a bomba, uma chaleira e um chapéu. À esquerda, a cuia de porongo com a borda de metal, encaixada no suporte. À direita, a chaleira de alumínio desgastada pelo uso. Atrás, desfocado, o chapéu de palha.

Referências:
ALDEIA Mbyá Guarani de Porto Alegre realiza pela primeira vez a produção artesanal do chimarrão. JORNAL DO COMÉRCIO, Porto Alegre, 19 de set. de 2025. Disponível em: https://www.jornaldocomercio.com/colunas/pensar-a-cidade/2025/09/1218849-aldeia-mbya-guarani-de-porto-alegre-realiza-pela-primeira-vez-a-producao-artesanal-do-chimarrao.html.

BERNARDES, Aline Dias. O chimarrão como patrimônio imaterial gaúcho: os sentidos atribuídos ao desejo de preservação. Monografia (Graduação em Turismo) - Escola de Direito, Turismo e Museologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2021. Disponível em https://www.monografias.ufop.br/bitstream/35400000/3409/1/MONOGRAFIA_Chimarr%c3%a3oComoPatrim%c3%b4nio.pdf.

DIEHL, Isadora Talita Lunardi. O chimarrão é indígena! AMPUH, São Paulo. Disponível em: https://anpuh.org.br/index.php/blog-indigenas-na-historia-sempre-obrigados-ao-trabalho/item/8044-o-chimarrao-e-indigena.

OLIVEIRA, Jorge Eremetis de; ESSELIN, Paulo Marcos. Uma breve história (indígena) da erva-mate na região platina: da Província do Guairá ao antigo sul de Mato Grosso. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 9, n. 3, p. 278-318, jul./dez. 2015.

O TESOURO arqueológico, os aldeamentos e o trabalho indígena em Porto Alegre. Matinal News, Porto Alegre, 20 jun. 2021. Disponível em https://www.matinaljornalismo.com.br/matinal/desapagapoa/o-tesouro-arqueologico-os-aldeamentos-e-o-trabalho-indigena-em-porto-alegre/. Acesso em 23/04/2026.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) foi criado em Genebra, Suíça, em 1863, com a missão de “[...] ajudar, pro...
15/04/2026

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) foi criado em Genebra, Suíça, em 1863, com a missão de “[...] ajudar, proteger e prestar assistência humanitária às pessoas afetadas por conflitos armados e outras situações de violência”. Em dezembro de 1908, seguindo os padrões internacionais, constituiu-se a Cruz Vermelha Brasileira (CVB). Os princípios que regem o trabalho dessa instituição (ligada ao Estado desde 1912) são, entre outros: humanidade, neutralidade, voluntariado e universalidade. No Brasil, a CVB possui filiais em quase todos os estados e no Distrito Federal.
No Museu, temos uma medalha da Cruz Vermelha Brasileira, doada por Oswaldo Coufal. Regulamentadas pelo Decreto-Lei n.º 7.928/1945, essas condecorações estavam “[...] destinadas a premiar serviços prestados à humanidade por intermédio da Sociedade Cruz Vermelha Brasileira”. O objeto é uma Cruz de Distinção, que era entregue a “[...] pessoas ou entidades que, por notórios e constantes serviços prestados, seriam merecedores de prova de reconhecimento” (Art. 6°) ou pessoas e entidades que tivessem auxiliado financeiramente a Sociedade. As condecorações poderiam ser entregues a brasileiros, estrangeiros, civis e militares. A cruz da medalha traz no anverso a inscrição “In pace et in bello caritas” - “Caridade tanto na paz quanto na guerra” e, no verso, “Cruz Vermelha Brasileira” e “1945”.

Imagem: Bárbara Mallmann. Medalha condecorativa - Cruz de distinção da Cruz Vermelha Brasileira, 2026. Acervo do MJJF.

Audiodescrição: Fotografia colorida. Sobre fundo branco, medalha de metal prateado medindo 3,7 por 3,7cm. No centro, a cruz vermelha sobre uma circunferência branca. Ao redor, uma faixa verde com a inscrição em letras prateadas. Duas hastes horizontais e duas verticais partem da circunferência, formando uma cruz branca. Em uma das pontas, fixada por uma pequena argola, uma fita listrada de branco amarelado e vermelho.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto-Lei n.º 7.928, de 3 de setembro de 1945. Institui condecorações destinadas a premiar serviços prestados à humanidade por intermédio da Sociedade Cruz Vermelha Brasileira, considerada de caráter nacional pelo Decreto n. 9.620, de 13 de junho de 1912. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-7928-3-setembro-1945-416577-publicacaooriginal-1-pe.html.

COMITÊ INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA. ICRC, © 2026. Disponível em: https://www.icrc.org/pt.

CRUZ VERMELHA BRASILEIRA. CVBRS, © 2021. Disponível em: https://cvbrs.org.br/.

A equipe do Museu Joaquim Felizardo deseja a todos um excelente feriado de Páscoa! Deixamos aqui três cartões produzidos...
02/04/2026

A equipe do Museu Joaquim Felizardo deseja a todos um excelente feriado de Páscoa! Deixamos aqui três cartões produzidos pelo Studio Os2 (1936-1990). Dois deles têm ilustrações de Wolfdietrich Wickert, artista visual e fotógrafo.
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20/03/2026

Hoje, vamos conhecer um pouco mais sobre as atividades de recuperação do acervo arqueológico atingido pela inundação de 2024, coordenadas pela conservadora-restauradora Susana dos Santos Dode e pela arqueóloga Marcela dos Santos Dode. As estagiárias do Museu - Alana da Rosa, Bárbara Mallmann, Bianca Souza da Silva, Giulia Trindade e Priscila de Oliveira Camargo, juntamente com a bolsista do projeto de extensão do curso de Museologia (UFRGS), Daiane Bitencourt, tem realizado esse trabalho minucioso que envolve protocolos específicos para cada tipologia de acervo.
Nessa primeira parte, vamos acompanhar uma etapa desse processo. No vídeo, as estagiárias do Museu fazem a higienização dos fragmentos que, após a secagem completa, serão etiquetados e reacondicionados. Mas esse vai ser o tema do próximo vídeo…

Vídeo: Priscila de Oliveira Camargo. Atividades de recuperação do acervo arqueológico, 2026.

Descrição do vídeo: No laboratório, as estagiárias Bárbara, Bianca, Giulia e Priscila higienizam fragmentos arqueológicos. Elas retiram os objetos sujos das caixas plásticas; secam com papel toalha os fragmentos lavados; lavam os objetos nas pias, sob água corrente, com uma escovinha. A mão de uma delas puxa a gaveta com fundo de tela repleta de artefatos secando. Ao longo do vídeo, essas ações se repetem.

Endereço

Rua João Alfredo, 582/Cidade Baixa
Porto Alegre, RS
90050-230

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