13/04/2026
É com alegria que convidamos todos/as aqueles/as implicados com a causa da Psicanálise & Educação para estarem conosco na 1ª Roda de Conversa "Psicanálise, educação e política:" que ocorrerá de modo virtual, no dia 25/04, sábado, às 9 horas. Por meio dessa atividade marcamos a reabertura da linha de trabalho "Psicanálise & Educação" na Associação.
Partiremos da discussão acerca da problemática que implica o crescente aumento nos índices de adoecimento psíquico entre adolescentes escolares e jovens universitários. Os dados foram mapeados por órgãos de saúde nacionais e internacionais. Recentemente, foi publicada a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE), divulgada pelo IBGE, que mostra as estatísticas deste adoecimento. O tema envolve a articulação dos campos da saúde mental e da educação, especialmente, a discussão sobre o mal-estar na passagem adolescente.
Sabemos, desde Freud, que o mal-estar é uma condição inerente ao pertencimento do sujeito à cultura, isto porque a própria liberdade individual é condicionada às normas e leis inscritas no laço social. Para Freud, diferentemente da ideia de sintoma ou sofrimento psíquico, mal-estar abrange uma discussão ampla de problemáticas acerca do laço social, apontando para as relações e os discursos sociais que constituem o sujeito e dos quais ele participa, tal como desenvolveu Lacan no Seminário 17.
A partir dessa perspectiva, precisamos discutir a invasão de discursos e práticas neoliberais no campo educacional e seus possíveis desdobramentos. Nesse sentido, destacamos que a racionalidade neoliberal ( Dardot e Laval, 2016) vêm se impondo como uma nova razão do mundo. Essa concepção tem provocado mudanças em todas as esferas sociais, deslocando os sujeitos para uma competição mortífera que se dá a partir do paradigma do sujeito como "empreendedor de si mesmo". Novas formas de subjetividades são produzidas, engendrando a concepção da “racionalização do desejo”. Essa racionalidade modifica os laços sociais, incidindo na origem de novos sintomas, a saber: a depressão e a patologia da insuficiência. Sendo assim, o fracasso na produtividade e desempenho, tornam-se patologias sociais.
Partindo dessas proposições, interrogamos: qual o lugar da educação no contexto social atual? Como tem se dado o processo de transmissão nas instituições educativas a partir dos atravessamentos desses discursos? Como a psicanálise, articulada à educação pode contribuir para avançarmos nessas discussões?
Instigados por esse cenário, propomos a roda de conversa para fomentar tais discussões.
Essa atividade faz parte do Instituto APPOA e é uma parceria com o NUPPEC – Eixo 3 - Núcleo de Psicanálise Educação e Cultura UFRGS/CNPq.
A atividade é aberta e gratuita.
Inscrições:
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