02/05/2026
◾ [SÉRIE: OBRA EM DETALHES]
◽ Nº 38 – Carybé, Cavalgada, 1982. Óleo s/ tela – 50 cm x 70 cm
Carybé (Lanús/ARG, 1911 – Salvador/BA, 1997), foi pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador e muralista. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão mais velho, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro, por volta de 1925. Entre 1941 e 1942, realizou viagens por diversos países da América do Sul. Ao retornar à Argentina, em 1943, traduziu para o espanhol, ao lado de Raul Brié, o livro Macunaíma, de Mário de Andrade. No mesmo ano, apresentou sua primeira exposição individual na Galeria Nordiska Kompainiet, em Buenos Aires. Em 1944, esteve em Salvador, onde se encantou com a religiosidade e a cultura locais. De volta ao Rio de Janeiro, colaborou na montagem do jornal Diário Carioca, em 1946. Entre 1949 e 1950, foi convidado pelo jornalista Carlos Lacerda para trabalhar no jornal Tribuna da Imprensa. Em 1950, mudou-se definitivamente para Salvador, com o objetivo de realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, após uma recomendação do escritor Rubem Braga ao secretário da Educação da Bahia, Anísio Teixeira. Na capital baiana, integrou-se ao movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de nomes como Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Em 1957, naturalizou-se brasileiro. Em 1981, lançou o livro Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, publicado pela Editora Raízes. Ao longo da carreira, ilustrou obras de importantes autores como Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, consolidando-se como uma figura de destaque na arte e na cultura brasileira.
Essa obra integra a nossa exposição do acervo – CÁ ESTAMOS. Venha conferir! Estamos abertos de segunda à sexta, das 10h às 18h e aos sábados das 10h às 17h.