História da Disputa: Disputa da História

História da Disputa: Disputa da História A História é produto da disputa pela memória. A memória é refém da disputa pela História

Os relatos históricos sobre o 13 de maio de 1888 e seus dias imediatamente seguintes revelam, ao contrário do que muita ...
13/05/2026

Os relatos históricos sobre o 13 de maio de 1888 e seus dias imediatamente seguintes revelam, ao contrário do que muita gente pensa, que essa celebração não foi homogênea nem controlada pelo Estado.

O 13 de maio não foi um ponto final – foi o início. A história que vem depois é marcada por resistência, porque liberdade sem terra, sem trabalho e sem direitos, não é liberdade de verdade. Reivindicar a data, não com gratidão por ninguém além de quem lutou por isso, signif**a ecoar e reacender essa mesma luta. Ecoar os tambores e reacender as fogueiras de uma noite em que os escravocratas tremeram.

SALVE PORTO ALEGRE!Nesse final de semana o projeto  chega no frio sulista :)Na sexta à noite o   recebe uma apresentação...
12/05/2026

SALVE PORTO ALEGRE!

Nesse final de semana o projeto chega no frio sulista :)

Na sexta à noite o recebe uma apresentação do projeto e do calendário insurrecional. Além de apresentar o que a gente faz, vamos trocar ideia sobre os usos da memória e o papel da história como instrumento de luta no presente.

No sábado, dia 16, vamos trocar com o pessoal do sobre a longa história de resistência no território chamado Brasil. Mais que fazer uma cronologia de lutas, vamos pensar juntes o que essas experiências nos ensinam e deixam de legado.

Vai ser muito massa conhecer as movidas da cidade, esperamos encontrar vocês lá!

É HORA DE LEMBRAR COMO LUTAMOS!O laboratório de história tática é uma iniciativa coletiva de sistematização e difusão de...
11/05/2026

É HORA DE LEMBRAR COMO LUTAMOS!

O laboratório de história tática é uma iniciativa coletiva de sistematização e difusão de táticas de luta do movimento autônomo nas últimas décadas.

Nossa proposta é resgatar táticas e estratégias utilizadas pelos movimentos autônomos, não só como registro histórico, mas como metodologia possível para alimentar lutas que acontecem e acontecerão.

As atividades seguiram até o fim de 2026, sempre com pessoas convidadas que estavam/estão diretamente ligadas às movidas autônomas na cidade. Nossa proposta não são conversas saudosistas, “no meu tempo…”, mas sim eventos coletivos de compartilhamento de táticas; o que era, o que funcionou, o que não funcionou, qual acúmulo ficou.

No primeiro encontro, voltamos ao começo do século com as primeiras grandes mobilizações autônomas: a luta antiglobalização dos anos 90/2000. Enquanto a gringolandia tentava empurrar goela abaixo a ALCA (aliança de livre comércio), organizava-se o fórum social mundial em resposta ao fórum de grandes estadistas. Zapatistas escreviam desde a Serra de Lacandona, e formava-se a Ação global dos povos.

Qual acúmulo tático podemos reter desses movimentos? Pra ajudar a refletir sobre isso, contaremos com quem tava nas ruas nesses momentos, inclusive vocês!

O laboratório começa domingo, dia 24/05, às 14h. Os encontros aconteceram sempre no a entrada é livre

“movimento autônomo, ou autonomismo, é uma corrente política de esquerda anticapitalista e libertária que enfatiza a capacidade da classe trabalhadora de se organizar horizontalmente, sem depender de partidos ou sindicatos tradicionais. Foca na autogestão, na luta cotidiana e na criação de alternativas ao capitalismo"

Nossos passos vem de longe, e seguimos caminhando!

04/05/2026

O trabalho doméstico além de invisibilizado é também espaço historicamente ocupado por mulheres negras, desde o período colonial e escravista.

A jornada estabelecida por Owen já pressupunha que mesmo os operários contariam com uma mão de obra superexplorada, nesse caso as mães, esposas e filhas.

Até hoje, grande parte das mulheres resgatadas de trabalhos análogos à escravidão estão em contexto doméstico.

Nesse dia DE QUEM TRABALHA, e não do Trabalho como abstração, não há nada que comemorar, além de nossa sobrevivência. Nã...
01/05/2026

Nesse dia DE QUEM TRABALHA, e não do Trabalho como abstração, não há nada que comemorar, além de nossa sobrevivência. Não há nada a perder, a não ser nossos grilhões.

Aqui não há ode ao trabalho, pelo contrário, preguiçosamente recompartilhamos trechos do Manifesto contra o trabalho, do grupo Krisis*:

“Desde os dias da Reforma, todas as forças basilares da modernização ocidental pregaram a santidade do trabalho. Principalmente durante os últimos 150 anos, todas as teorias sociais e correntes políticas estavam possuídas, por assim dizer, pela idéia do trabalho. Socialistas e conservadores, democratas e fascistas combateram até a última gota de sangue, mas, apesar de toda a animosidade, sempre levaram, em conjunto, sacrifícios ao altar do deus-trabalho. ‘Afastai os ociosos’, dizia o Hino Internacional do Trabalho – e ‘o trabalho liberta’ ecoava aterrorizantemente sobre os portões de Auschwitz.”

“Trabalho não é, de modo algum, idêntico ao fato de que os homens transformam a natureza e se relacionam através de suas atividades. Enquanto houver humanidade, construirão casas, produzirão vestimentas, alimentos, tanto quanto outras coisas, criarão filhos, escreverão livros, discutirão, cultivarão hortas, farão música etc. Isto é banal e se entende por si mesmo. O que não é óbvio é que a atividade humana em si, o puro ‘dispêndio de força de trabalho’, sem levar em consideração qualquer conteúdo e independente das necessidades e da vontade dos envolvidos, torne-se um princípio abstrato, que domina as relações sociais.”

“Não só porque eles precisam obrigatoriamente se vender só para “poder” viver, mas porque eles se identif**am realmente com a sua existência limitada. Para sociólogos, sindicalistas, sacerdotes e outros teólogos profissionais da “questão social”, este fato é a comprovação do valor ético-moral do trabalho. Trabalho forma a personalidade. É verdade. Isto é, a personalidade de zumbis da produção de mercadorias, que não conseguem mais imaginar a vida fora de sua Roda-Viva fervorosamente amada, para a qual eles próprios se preparam diariamente.”

[*teóricos alemães que se juntaram na década de 1980 para criticar o capitalismo pra além do marxismo tradicional]

30/04/2026

Ontem a Câmara dos Deputados instaurou a comissão que vai analisar o projeto de fim da escala 6x1.

No entanto, não é a primeira vez que pauta semelhante entra em votação, tampouco começaram ontem as mobilizações pela diminuição da jornada de trabalho e aumento do tempo disponível para a vida.

Nessa primeira parte, contamos um pouco das últimas décadas dessa luta, mas já anunciamos que essa é, na verdade, uma parte pequena de uma longa disputa em torno do tempo da quem trabalha.

Ajuda a HD a furar a bolha, curte comenta e compartilha! Engaja ai que na segunda parte o bicho vai pegar!

E aproveitando a invasão mineira aqui e a menção do Padrim, avisar oceis que vamos estar comemorando o aniversário da  e...
19/03/2026

E aproveitando a invasão mineira aqui e a menção do Padrim, avisar oceis que vamos estar comemorando o aniversário da esse final de semana e na mala tá indo um monte de calendário, então cola pra noiz trocar uma ideia e cê já sai com o calendário em mãos!

A Kasa f**a na rua Bias Fortes e a programação cê cata lá no insta dela :)

19/03/2026

E acordamos hoje descobrindo que o primeiro calendário insurrecional influenciou ninguém menos que o

Se o padrim escreveu um álbum conhecendo um dos seis calendários que lançamos, imagina quando chegar nele os outros títulos, que contam desde a variedade de lutas por independência até a diversidade de estratégias de luta contra o colonialismo e a escravidão.

Todas as edições ainda tem exemplares impressos se você quiser adquirir o seu, mas também é parte da proposta uma distribuição gratuita, realizada através do nosso site, historiadadisputa.com [tem link na bio]

A História da disputa existe há mais de dez anos, e nesse tempo já tivemos a honra de ajudar no planejamento de aulas, influenciar composição de músicas e presentif**ar a memória das pessoas que tombaram na luta por justiça e liberdade. Vamo que tá só começando!

TÁ ACABANDO!Infelizmente, chegou nosso último final de semana de residência no  :(Mas ainda dá tempo! Nesse sábado e dom...
27/02/2026

TÁ ACABANDO!

Infelizmente, chegou nosso último final de semana de residência no :(

Mas ainda dá tempo! Nesse sábado e domingo vamos estar lá nos três horários disponíveis esperando vocês, pra falar de cultura, patrimônio, arquitetura, trabalho, cidade...

Lembrando que as visitas são gratuitas, é só retirar os ingressos com antecedência!

Se você não for, só você não foi hein?

A capa do Calendário Insurrecional 2026 é assinada pela ilustradora .lops e parte da noção de liberdade amplamente explo...
25/02/2026

A capa do Calendário Insurrecional 2026 é assinada pela ilustradora .lops e parte da noção de liberdade amplamente explorada durante a Primeira República no Brasil. A ilustração dialoga com a imagem de “A Liberdade Guiando o Povo” pintura do artista francês Eugène Delacroix, símbolo da Revolução Francesa, referência que também inspirou a efígie presente nas cédulas de real.

Nesse imaginário republicano, a liberdade é representada como feminina, ainda que, paradoxalmente, as mulheres tenham sido sistematicamente excluídas da participação política e da construção efetiva da República.

Esse período coincide com o pós-abolição, marcado por um projeto de falsa liberdade para a população negra. A ilustração tensiona esse ideal, questionando quem pôde, de fato, acessar a liberdade prometida. Para isso, recorre a fotografias da época e a representações de mulheres que permanecem à margem, corpos que não ocupam o centro das imagens nem da narrativa histórica oficial, mas que estiveram organizadas em seus próprios contextos de resistência, causando fissuras nesse sistema. Ao deslocar o olhar a ilustração evidencia formas de existência, cuidado e luta que escapam às representações heróicas e monumentais da República.

[texto da ilustradora]

Quer conhecer o recheio do calendário? Ainda dá tempo de comprar o seu, liga noiz!

E a  tá passando as férias no bairro da Pompéia!Nos finais de semana até 01/03 estaremos em três horários discutindo pat...
20/02/2026

E a tá passando as férias no bairro da Pompéia!

Nos finais de semana até 01/03 estaremos em três horários discutindo patrimônio, arquitetura e memória em um dos mais icônicos Sescs de São Paulo.

Vem trocar ideia com a gente sobre a Lina Bo Bardi, sobre a memória industrial de São Paulo, sobre cultura como direito e tantos outros temas em disputa!

A gente recomenda chegar com pelo menos vinte minutinhos de antecedência. É de graça, viu?

Endereço

Ribeirão Prêto, SP

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