04/03/2026
Midiel Christofoletti
Chefe de Escritório do Horto Florestal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro
Grande Ferroviário Ser Humano, Amigo, Honesto, abriu mão da Vereança, quando percebeu o caminho ilícito do dinheiro que se curva nas mãos do podre Sistema político, Escritor, Contador de Verdadeiras Histórias, Magnânimo Historiador ! Eu me emocionava e f**ava fascinado com a riqueza de detalhes de suas Histórias, que cheguei grava- lo em fitas cassetes.
Apesar desse competente Ferroviário estar agora no Plano Espiritual, Midiel Christofoletti jamais morreu, pois eu o considero " A Memória Viva de Rio Claro: Conhecia profundamente toda História da Ferrovia e de uma Cidade que surgiu em torno dela, a Rio Claro desde a sua Fundação na época do Império até os dias em que Midiel ainda respirava.
AH! MINHA RIO CLARO, SE EU FOSSE POETA...
EU CANTAVA TUDO DE TI!
Midiel Christofoletti - Abril/1986
Eu cantava vivamente o meu amor A ti,
Cidade Azul de valor,
Às tuas tardes amenas
Às tuas grandezas notáveis, A tudo, enfim, sem favor!...
Eu cantava a tua vitória,
Situando-te bem na história,
Mostrando toda a tua pujança,
Fazendo verdadeira Justiça.
Rio Claro. Afinal: tua glória!
Eu cantava as praças ajardinadas,
Avenidas, ruas retas, asfaltadas...
E teus simpáticos bairros,
De cidade aconchegante,
Com tuas paragens abençoadas!
Eu cantava bem claro, como teu filho,
Repetindo o estribilho:
poetas, trabalhadores, sacerdotes,
médicos, advogados, vereadores,
Homens ilustres, de brilho!
Eu cantava grato toda a Religião
os que às igrejas sempre vão
Nesta terra rio-clarense,
Procurando o Deus bondoso,
Em incontável multidão!
Eu cantava as tuas solenidades,
apoiadas pelas autoridades,
eis que planejadas, bem boladas,
Uma vez que do interior, Rio Claro,
És a primeira entre as cidades!
Eu cantava bem, permanentemente,
Com uma voz bem potente,
Escolas, hospitais, sociedades,
indústrias, comércios, esportes,
E, sobretudo, a tua boa gente!
Eu cantava com classe: um artista!
Horto, Samambaia, Bela Vista,
Estádio, Cervezão, Santa Cruz,
Copacabana, Nosso Teto, Aparecida,
Vilas Indaiá, Alemã e Paulista!
Eu mostrava, como prova, tudo:
shopping, Tigre, Fiberglas,
Ginástico, Grêmio, Clube de Campo.
Enfim, todos os teus recantos
Floridiana, BNH, Cidade Nova!
Eu cantava muito de ti e dos teus...
Mas....
eu não sou poeta, minha Rio Claro.
Infelizmente....
Mesmo assim, eu proclamo,
Com humildade, sem reclamo,
No dia dos anos teus...
Calado eu não fico e grito:
Minha Rio Claro, como eu te amo!