Rio Ontem e Sempre

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♦ 𝐀 𝐞́𝐩𝐨𝐜𝐚 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐂𝐨𝐦𝐩𝐚𝐧𝐲 𝐞𝐫𝐚 𝐩𝐫𝐚𝐭𝐢𝐜𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐮𝐧𝐢𝐟𝐨𝐫𝐦𝐞 𝐜𝐚𝐫𝐢𝐨𝐜𝐚 😮 ♦📸 1) Loja da Company na Rua Garcia D’Ávila – década de ...
27/05/2026

♦ 𝐀 𝐞́𝐩𝐨𝐜𝐚 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐂𝐨𝐦𝐩𝐚𝐧𝐲 𝐞𝐫𝐚 𝐩𝐫𝐚𝐭𝐢𝐜𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐮𝐧𝐢𝐟𝐨𝐫𝐦𝐞 𝐜𝐚𝐫𝐢𝐨𝐜𝐚 😮 ♦

📸 1) Loja da Company na Rua Garcia D’Ávila – década de 1980
📸 2) O mesmo ponto no século XXI – RO&S

Durante muito tempo, entrar na Rua Garcia D’Ávila significava inevitavelmente cruzar com alguém usando Company. 👀

E não era exagero.

Fundada em 1973 pelos sócios Mauro Taubman e Luiz de Freitas Machado, a marca virou uma verdadeira febre entre os jovens cariocas, especialmente nas décadas de 1980 e 1990.

A Company fazia parte de um momento muito específico do Rio:

* moda jovem
* surfwear urbano
* noites em Ipanema
* Galeria River
* Praia do Pepê
* e aquela mistura muito carioca entre praia, música e consumo

Era uma época em que certas marcas praticamente definiam comportamento.

E a Company não estava sozinha nisso. 👀

Outra gigante daquele universo era a saudosa Pier, inspirada justamente no famoso Pier de Ipanema construído no começo dos anos 1970 durante as obras do emissário submarino — lugar que acabaria se transformando num dos grandes símbolos da juventude, da contracultura e do surfe carioca.

Tanto a Pier quanto a Company acabaram virando mais do que marcas:
viraram identidade.

E talvez nenhuma peça simbolize melhor isso do que a famosa “calça carpinteira”. 😄

Durante anos ela foi quase um traje oficial informal da juventude carioca:

* festas
* bares
* shows
* boates
* e noites pela Zona Sul

Tudo isso passava, de alguma forma, por ali.

A Company acabou se tornando um retrato de uma Ipanema ainda muito ligada à ideia de:

* moda local
* identidade carioca
* consumo de rua
* e marcas nascidas dentro do próprio bairro

Algo bem diferente da lógica atual dominada por grandes grupos, franquias e marcas globais. 👀

A loja da foto ficava na Garcia D’Ávila, 56, quase na esquina com a Prudente de Morais.

Hoje funciona ali o restaurante Fresh & Good.

E talvez exista uma pequena ironia carioca nisso tudo.

Porque olhando as duas imagens, percebe-se que Ipanema continua sofisticada, movimentada e valorizadíssima…

Mas também muito menos “tribal” do que naquela época.

Nos anos 80 e 90, certas marcas praticamente funcionavam como senha de pertencimento da juventude da Zona Sul. 😄

A Company foi uma delas.

E talvez seja justamente por isso que tanta gente olha essa foto e imediatamente sente o cheiro exato daquela Ipanema que já não existe mais.

𝘈𝘯á𝘭𝘪𝘴𝘦 e texto 𝘥𝘦 𝘈𝘯𝘵ô𝘯𝘪𝘰 𝘙𝘢𝘮𝘰𝘴 - .rj

♦ Um dos trechos menos transformados do Rio em mais de um século 😮 ♦📸 1) Rua Jardim Botânico – c. 1885 – Marc Ferrez / I...
26/05/2026

♦ Um dos trechos menos transformados do Rio em mais de um século 😮 ♦

📸 1) Rua Jardim Botânico – c. 1885 – Marc Ferrez / IMS
📸 2) O mesmo trecho no século XXI – RO&S

Curiosamente, poucas paisagens da Zona Sul mudaram tão pouco ao longo de mais de 140 anos quanto esse trecho da Rua Jardim Botânico. 👀

As palmeiras continuam ali.
O alinhamento do Jardim Botânico permanece praticamente o mesmo.
E até o enquadramento da paisagem ainda parece imediatamente reconhecível.

Claro, muita coisa mudou:

* houve aterros na Lagoa Rodrigo de Freitas
* a rua foi enormemente alargada
* o tráfego virou permanente
* e do lado esquerdo acabaria surgindo o Jockey Club Brasileiro, justamente sobre áreas aterradas da lagoa

Mas visualmente, a sensação geral da paisagem continua impressionantemente preservada. 😮

A foto foi registrada por Marc Ferrez por volta de 1885.

E talvez o mais fascinante seja perceber que aquilo estava muito longe de ser uma região “rural”.

A presença da linha férrea já mostra exatamente o contrário. 👀

Naquele final do século XIX, trilhos urbanos ainda eram raridade em boa parte da cidade, e o eixo Botafogo–Jardim Botânico–Gávea já funcionava como uma das áreas suburbanas mais importantes e valorizadas do Rio.

Era um caminho estratégico:

* elegante
* arborizado
* relativamente sofisticado
* e fortemente associado às expansões urbanas da elite carioca

A própria Rua Jardim Botânico existia essencialmente como acesso ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro, criado no início do século XIX por iniciativa de D. João.

E a origem do jardim é curiosa.

A ideia inicial envolvia:

* uma fábrica de pólvora
* cultivo de espécies exóticas
* experiências agrícolas
* e aclimatação de plantas trazidas do Oriente e de diferentes partes do Império

Foi ali também que chegaram trabalhadores chineses trazidos para o cultivo do chá — presença posteriormente homenageada pela Vista Chinesa.

E talvez poucas imagens consigam condensar tão bem a identidade histórica do Rio:

* os bondes sobre trilhos
* as palmeiras imperiais
* a proximidade da lagoa
* o verde dominante
* e o Morro Dois Irmãos surgindo ao fundo praticamente da mesma forma até hoje

O mais impressionante é perceber que, apesar da urbanização intensa ao redor, esse trecho ainda preserva uma sensação rara de continuidade histórica.

Como se parte do Rio Imperial tivesse conseguido atravessar discretamente os séculos sob a sombra das palmeiras. 👀

𝘈𝘯á𝘭𝘪𝘴𝘦 e texto 𝘥𝘦 𝘈𝘯𝘵ô𝘯𝘪𝘰 𝘙𝘢𝘮𝘰𝘴 - .rj

♦ 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝐑𝐮𝐚 𝐕𝐢𝐧𝐢́𝐜𝐢𝐮𝐬 𝐝𝐞 𝐌𝐨𝐫𝐚𝐞𝐬 𝐚𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐞𝐫𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐧𝐞𝐠𝐫𝐨 😮 ♦📸 1) Rua Montenegro em obras de calçamento – 20/08/1928 – Aug...
25/05/2026

♦ 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝐑𝐮𝐚 𝐕𝐢𝐧𝐢́𝐜𝐢𝐮𝐬 𝐝𝐞 𝐌𝐨𝐫𝐚𝐞𝐬 𝐚𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐞𝐫𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐧𝐞𝐠𝐫𝐨 😮 ♦

📸 1) Rua Montenegro em obras de calçamento – 20/08/1928 – Augusto Malta
📸 2) O mesmo trecho no século XXI – RO&S

É difícil acreditar que essa rua tranquila, arborizada e cercada de prédios já tenha parecido assim. 👀

Com poucas árvores ainda jovens.
Casarões elegantes recém-construídos.
Postes.
Fios.
Terrenos ainda em urbanização.
E o Corcovado dominando completamente a paisagem ao fundo.

A antiga Rua Montenegro — atual Rua Vinícius de Moraes — ainda estava passando por obras de calçamento quando Augusto Malta registrou essa cena em 1928.

E existe uma pequena curiosidade histórica aí. 😄

O próprio Malta identifica a foto como sendo no Leblon.

Mas na verdade aquele trecho já pertencia claramente à Villa Ipanema.

Aliás, naquela época os dois loteamentos já estavam muito bem definidos:

* Villa Ipanema
* e Villa Leblon

Inclusive Ipanema se desenvolveu muito mais rapidamente, justamente por estar mais próxima das áreas já urbanizadas da cidade.

O Leblon ainda levaria mais tempo para ganhar densidade urbana semelhante. 👀

A foto mostra a Montenegro entre as atuais Alberto de Campos e Sadock de Sá, no sentido da Lagoa Rodrigo de Freitas.

E talvez o mais interessante seja perceber que Ipanema já estava longe de ser um bairro “vazio” em 1928.

As casas não aparecem isoladas:
o bairro já começava a adquirir continuidade urbana, com construções relativamente próximas e um padrão residencial bastante sofisticado para a época.

Hoje parece impossível imaginar aquela paisagem naquele mesmo ponto da cidade.

Especialmente porque décadas depois aquela rua acabaria se tornando uma das esquinas mais famosas da cultura brasileira.

Foi justamente ali, na esquina da Montenegro com Prudente de Morais, que surgiu o lendário Bar Veloso.

Um botequim aparentemente comum.

Mas que acabaria entrando para a história porque era frequentado por Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

E foi daquela esquina que nasceu “Garota de Ipanema”.

Uma música que talvez tenha ajudado mais do que qualquer campanha publicitária a transformar Ipanema num símbolo internacional do Rio. 😮

Anos depois:

* a Rua Montenegro passaria a se chamar Vinícius de Moraes
* o Bar Veloso viraria “Garota de Ipanema”
* e aquela antiga rua residencial acabaria se transformando num dos endereços mais famosos da cidade

Mas olhando as duas imagens existe uma sensação curiosa.

Apesar da verticalização e da enorme valorização imobiliária, a rua ainda preserva algo inesperadamente humano:

* árvores enormes
* sombra
* escala relativamente íntima
* e uma atmosfera meio desacelerada que sobreviveu ao crescimento de Ipanema

Como se a antiga Montenegro tivesse resistido parcialmente ao próprio sucesso. 👀

E talvez seja justamente isso que torne essa rua tão carioca.

Ela conseguiu atravessar quase um século inteiro sem perder completamente a sensação de bairro.

𝘈𝘯á𝘭𝘪𝘴𝘦 e texto 𝘥𝘦 𝘈𝘯𝘵ô𝘯𝘪𝘰 𝘙𝘢𝘮𝘰𝘴 - .rj

♦ 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐒𝐚̃𝐨 𝐂𝐨𝐧𝐫𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐢𝐚 𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐑𝐢𝐨 😮 ♦📸 1) Acervo Light - c. 1973 📸 2) O mesmo trecho no século XXI – RO&SÉ d...
24/05/2026

♦ 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐒𝐚̃𝐨 𝐂𝐨𝐧𝐫𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐢𝐚 𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐑𝐢𝐨 😮 ♦

📸 1) Acervo Light - c. 1973
📸 2) O mesmo trecho no século XXI – RO&S

É difícil olhar essa foto sem imaginar o impacto que ela causava no começo dos anos 1970. 👀

Dois hotéis monumentais surgindo diante da Pedra da Gávea, numa região que ainda carregava muito da antiga sensação de “fim da cidade”.

Naquele momento, São Conrado parecia anunciar uma nova fronteira sofisticada do Rio.

O mais impressionante deles era o Hotel Nacional.

Projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Roberto Burle Marx, o prédio parecia quase uma escultura futurista pousada entre o mar e a montanha.

Curvas.
Vidro.
Concreto.
Escala monumental.

Tudo ali transmitia uma ideia muito típica do Rio daquela época:
modernidade tropical ilimitada. 😮

Ao lado dele surgia também o Intercontinental, projeto de Henrique Mindlin, igualmente ambicioso.

E existe um detalhe curioso:
embora o Nacional pareça mais avançado na imagem, foi o Intercontinental que inaugurou primeiro, em 1971.

O Nacional abriria apenas no ano seguinte.

Talvez porque obras de Niemeyer raramente fossem simples. 😄

Naquele momento, muita gente provavelmente imaginava que São Conrado acabaria se transformando num novo grande eixo monumental da cidade.

Mas o bairro acabou seguindo um caminho muito mais peculiar.

E talvez muito mais carioca também. 👀

Porque São Conrado nunca virou exatamente aquilo que parecia prometer.

Mesmo cercado por:

* hotéis icônicos
* paisagens espetaculares
* praia
* montanha
* Niemeyer
* e alguns dos imóveis mais caros do Rio

o bairro permaneceu com uma estranha sensação de isolamento urbano.

Pouco comércio.
Pouca verticalização.
Pouca vida de rua.
Pouca expansão real além dos próprios condomínios.

Como se aquela modernidade imaginada nos anos 70 tivesse parado no meio do caminho.

Talvez nenhum símbolo represente melhor isso do que o próprio Hotel Nacional.

Um dos edifícios mais emblemáticos do Rio passou vinte anos fechado.

Vinte anos. 👀

Tempo suficiente para virar quase uma ruína contemporânea no coração da Zona Sul expandida.

Mesmo depois da reabertura em 2019, São Conrado continua sendo percebido por muitos cariocas mais como um lugar de passagem:
entre a Zona Sul “tradicional” e a Barra da Tijuca.

E talvez exista algo fascinante nisso.

Porque diferente de outros bairros cariocas que explodiram urbanisticamente, São Conrado parece ter permanecido suspenso num estado estranho entre:

* promessa
* paisagem
* luxo
* isolamento
* e contemplação

Como se o bairro tivesse envelhecido mais devagar que o resto da cidade. 😮

𝘈𝘯á𝘭𝘪𝘴𝘦 e texto 𝘥𝘦 𝘈𝘯𝘵ô𝘯𝘪𝘰 𝘙𝘢𝘮𝘰𝘴 - .rj

♦ 𝐎 𝐅𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐠𝐨 𝐧𝐚𝐬𝐜𝐞𝐮 𝐩𝐨𝐫 𝐜𝐚𝐮𝐬𝐚 𝐝𝐨 𝐁𝐨𝐭𝐚𝐟𝐨𝐠𝐨? 😳 ♦📸 Marc Ferrez – c.1890 – IMS – como fundo para personagens e adendos fictí...
23/05/2026

♦ 𝐎 𝐅𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐠𝐨 𝐧𝐚𝐬𝐜𝐞𝐮 𝐩𝐨𝐫 𝐜𝐚𝐮𝐬𝐚 𝐝𝐨 𝐁𝐨𝐭𝐚𝐟𝐨𝐠𝐨? 😳 ♦

📸 Marc Ferrez – c.1890 – IMS – como fundo para personagens e adendos fictícios gerados por RO&S.

É polêmico.
Mas também é história… fazer o quê? 👀

O Clube de Regatas Botafogo não foi o primeiro clube de remo do Rio.

Muito antes dele já existiam:
• o British Rowing Club, de 1862
• o Club de Regatas, de 1867
• e principalmente o Club Guanabarense, fundado em 1874

(E não confundir com o Clube de Regatas Guanabara, de 1899. Sobre esse ainda vamos falar… 😄)

Mas foi o nascimento dele, em 1891, como “Grupo” de Regatas Botafogo (tornado Clube em 1894), após dissidência de 6 remadores do Guanabarense, que começou uma pequena revolução social na então ainda modestíssima Zona Sul carioca:

Porque naquela época, convenhamos:
Zona Sul era basicamente Flamengo e Botafogo. 😄
Do outro lado da Babilônia e do São João, tudo era ainda só aventura.

Mas as regatas já eram acontecimento social.

As provas disputadas na Praia de Botafogo passaram a atrair famílias, curiosos… e principalmente as moças de toda região, que começaram a frequentar as competições para torcer pelos jovens remadores alvinegros.

Ou também simplesmente vê-los ... ou conhecê-los. 👀

Nada mais natural.
A vida como ela é…

Só que havia um pequeno problema.
Muitos daqueles rapazes admirando tudo aquilo moravam justamente no Flamengo.

E em algum momento alguns flamenguistas começaram a perceber que talvez o “mercado romântico” da região estivesse ficando perigosamente desequilibrado. 😄

Afinal:
“As meninas do Flamengo são do Flamengo!” 😂

E foi assim que sete jovens moradores do bairro resolveram fundar seu próprio clube de regatas em 15 (ou 17) de novembro de 1895.

Num certo sentido?
O Flamengo nasce como reação ao sucesso social do Botafogo.
Ou, colocando de forma menos diplomática:
o Flamengo nasceu de uma monumental dor de cotovelo carioca. 😄

Talvez naquele momento ninguém imaginasse o tamanho do efeito colateral que aquilo produziria.

Porque anos depois, especialmente após os acontecimentos explosivos de 1911, aquela rivalidade atravessaria o remo, migraria para o futebol e acabaria se transformando numa das maiores rivalidades esportivas do Brasil.

E talvez exista algo muito carioca nisso tudo.

Uma rivalidade centenária, gigantesca, emocional… que pode ter começado simplesmente porque alguns rapazes não queriam perder as meninas para os remadores de Botafogo. 😄

𝘈𝘯á𝘭𝘪𝘴𝘦 e texto 𝘥𝘦 𝘈𝘯𝘵ô𝘯𝘪𝘰 𝘙𝘢𝘮𝘰𝘴 - .rj

♦ 𝐔𝐦 𝐣𝐚𝐫𝐝𝐢𝐦 𝐣𝐚́ 𝐟𝐨𝐢 𝐨 𝐜𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫 𝐛𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨 ♦📸 1) Leuzinger (1864 a 1867)📸 2 e 3) Marc Ferrez – c. 1897📸 4 , 5 e 6)...
22/05/2026

♦ 𝐔𝐦 𝐣𝐚𝐫𝐝𝐢𝐦 𝐣𝐚́ 𝐟𝐨𝐢 𝐨 𝐜𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫 𝐛𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨 ♦

📸 1) Leuzinger (1864 a 1867)
📸 2 e 3) Marc Ferrez – c. 1897
📸 4 , 5 e 6) RO&S - século XXI

Milhares de pessoas atravessam diariamente aquele jardim sem imaginar que aquele lugar já foi literalmente o coração político do Brasil.

O Palácio do Catete começou sua história ainda no Império, como residência urbana de uma das famílias mais ricas da época, numa região que hoje parece impossível de reconhecer.

Na antiga Rua Bella do Príncipe (Silveira Martins), o Catete ainda tinha aparência quase suburbana:
• muito verde, o Morro da Glória quase virgem.
• e o mar, ainda na sua faixa original, batia no portão dos fundos.

Mas tudo mudou em 1897.

Com a consolidação da República, o palácio foi adquirido pelo governo federal e transformado na sede da Presidência da República.

E junto com essa transformação, os jardins também foram completamente reformulados.

As fotos da época mostram trabalhadores construindo a famosa gruta artificial e instalando a fonte monumental que até hoje continuam ali, escondidas sob as árvores gigantes do parque.

E talvez nenhum episódio tenha marcado tanto o Catete quanto a madrugada de 24 de agosto de 1954 e a trágica morte de Vargas.

Poucos anos depois, com a transferência da capital para Brasília em 1960, o palácio perdeu sua função presidencial e acabou transformado no atual Museu da República.

E talvez exista algo muito carioca nisso tudo.

O antigo centro do poder nacional virou um jardim público onde crianças brincam, casais passeiam e pessoas descansam à sombra de árvores centenárias, na placidez típica de um museu.

Como se o Rio tivesse simplesmente absorvido a própria história e seguido em frente. 😮

𝘈𝘯á𝘭𝘪𝘴𝘦 e texto 𝘥𝘦 𝘈𝘯𝘵ô𝘯𝘪𝘰 𝘙𝘢𝘮𝘰𝘴 - .rj

22/05/2026

Palácio e jardins do Catete. O centro político do país!

♦ 𝐄𝐬𝐬𝐚 𝐟𝐨𝐭𝐨 𝐦𝐨𝐬𝐭𝐫𝐚 𝐮𝐦 𝐑𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐉𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐧ã𝐨 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 😮 ♦📸 Augusto Malta – 22/08/1906 – Coleção Pedro Corrêa do Lago ...
21/05/2026

♦ 𝐄𝐬𝐬𝐚 𝐟𝐨𝐭𝐨 𝐦𝐨𝐬𝐭𝐫𝐚 𝐮𝐦 𝐑𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐉𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐧ã𝐨 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 😮 ♦

📸 Augusto Malta – 22/08/1906 – Coleção Pedro Corrêa do Lago – IMS

Poucas imagens conseguem condensar tanta história do Rio de Janeiro numa única fotografia quanto essa obra-prima registrada por Augusto Malta em 1906. 👀

Estamos olhando:

a Enseada da Glória
a antiga Praia da Lapa
o Passeio Público
a recém-aberta Avenida Central
o Palácio Monroe ainda em construção
e, principalmente, o próprio Morro do Castelo sendo mutilado para abrir caminho à modernização da cidade.

Sim.
Essa foto foi feita de cima do Morro do Castelo… enquanto ele começava a ser parcialmente destruído pelo famoso “Bota-Abaixo” de Pereira Passos. 😮

E talvez o mais fascinante seja perceber quantas coisas desapareceram completamente dessa paisagem.

A Praia da Lapa sumiu.
A Enseada da Glória foi aterrada.
O Morro do Castelo desapareceu.
O Monroe foi demolido.
O Convento da Ajuda também.

E até a relação física do Rio com o mar mudou totalmente.

⭐ Reparem, por exemplo, que a Rua Santa Luzia ainda terminava literalmente na água, aos pés do Castelo.

⭐ O Monroe aparece com sua cúpula ainda em fase final de montagem. Seria inaugurado poucos meses depois, tornando-se um dos edifícios mais emblemáticos — e mais lamentavelmente demolidos — da história do Rio.

⭐ Já o Convento da Ajuda, à direita, vivia seus últimos anos. Em pouco tempo seria demolido, abrindo espaço para os projetos urbanos e culturais que acabariam originando a futura Cinelândia de Francisco Serrador.

⭐ E existe ainda algo poeticamente impressionante nessa imagem:
ela registra simultaneamente um Rio que estava nascendo… e outro que estava sendo destruído.

Talvez por isso fotos como essa sejam tão hipnotizantes.

Porque elas não mostram apenas lugares antigos.

Mostram uma cidade inteira mudando de pele diante da câmera de Augusto Malta.

𝘈𝘯á𝘭𝘪𝘴𝘦 e texto 𝘥𝘦 𝘈𝘯𝘵ô𝘯𝘪𝘰 𝘙𝘢𝘮𝘰𝘴 - .rj

21/05/2026

O Centro e o mar, vistos de cima do Morro do Castelo, em 1906.

♦ 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐮𝐦 “𝐛𝐨𝐧𝐝"  𝐚𝐣𝐮𝐝𝐨𝐮 𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐫 𝐈𝐩𝐚𝐧𝐞𝐦𝐚 😮 ♦📸 1) Barreira Vianna – 1903 – IMS📸 2) O mesmo ponto no século XXI – RO&SÉ ...
20/05/2026

♦ 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐮𝐦 “𝐛𝐨𝐧𝐝" 𝐚𝐣𝐮𝐝𝐨𝐮 𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐫 𝐈𝐩𝐚𝐧𝐞𝐦𝐚 😮 ♦

📸 1) Barreira Vianna – 1903 – IMS
📸 2) O mesmo ponto no século XXI – RO&S

É difícil acreditar que essa foto de 1903 mostra praticamente o mesmo ponto da atual Av. Vieira Souto, na esquina com a Rua Francisco Otaviano, no novo loteamento de "Villa Ipanema". 👀

Hoje:

* prédios caríssimos
* trânsito
* ciclovia
* quiosques
* praia lotada

Mas, naquele começo do século XX, aquilo ainda era praticamente um enorme vazio à beira-mar. 😄

E talvez o detalhe mais fascinante da imagem esteja justamente passando ali ao fundo: o antigo “bond”.

E por mais curioso que isso pareça hoje, foi justamente a existência daquele transporte regular que começou a tornar possível o crescimento urbano de regiões como Ipanema e Leblon.

Porque cidade nenhuma cresce “sozinha”. 👀

As pessoas precisavam:

* chegar
* voltar
* trabalhar
* circular
* investir

E ali estava exatamente o elemento que começava a tornar tudo isso viável.

A foto foi registrada por Barreira Vianna, fotógrafo que deixou a Tijuca no início dos anos 1900 para construir sua residência em Ipanema, numa época em que o bairro ainda engatinhava como loteamento urbano.

E talvez sem imaginar totalmente isso, acabou produzindo um dos registros mais preciosos da formação do bairro.

Vianna fotografou não apenas sua obra e propriedade, mas também os arredores, com uma sensibilidade impressionante para registrar uma Ipanema ainda praticamente nascente.

⭐ A referência atual aproximada da antiga propriedade é a região do atual Colégio São Paulo.

⭐ E repara numa coisa maravilhosa:
mesmo numa foto de obra residencial, Vianna parece ter escolhido cuidadosamente o momento da passagem do "bond" para compor a imagem.. 😄

Porque, no fundo, talvez ele já entendesse que aquele pequeno veículo representava muito mais do que transporte.

Representava o começo da urbanização definitiva de Ipanema.

𝘈𝘯á𝘭𝘪𝘴𝘦 e texto 𝘥𝘦 𝘈𝘯𝘵ô𝘯𝘪𝘰 𝘙𝘢𝘮𝘰𝘴 - .rj

20/05/2026

Cinema Azteca - R. do Catete -228 (1951-1973)

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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