Passeio Público Rio de Janeiro

Passeio Público Rio de Janeiro Homenagem ao Passeio Público do Rio de Janeiro, o primeiro parque público ajardinado do Brasil e das Américas, criado por Mestre Valentim. Sejam bem-vindos!

Página de autoria particular, sem vínculos governamentais. Nas imediações da Lapa e da Cinelândia existe um museu a céu aberto que conta deliciosas páginas da história do Rio de Janeiro. É o Passeio Público, o primeiro parque ajardinado do Brasil e das Américas, concebido por Mestre Valentim da Fonseca e Silva, um dos maiores artistas do período colonial brasileiro. Construído a partir de 1783, o

Passeio foi o grande ponto de encontro da população carioca dos séculos XVIII e XIX. Em seu interior, os habitantes do Rio de Janeiro podiam contemplar, além de espécies da flora nacional, obras de arte confeccionadas por Mestre Valentim, como chafarizes e pirâmides. O Passeio foi também a primeira área urbanizada da cidade e a primeira obra no Rio voltada exclusivamente ao lazer da população. O jardim era freqüentado pela nata da sociedade carioca da época e pelos viajantes que desembarcavam no porto do Rio. Em 1861, o jardim recebeu uma grande reforma, assinada pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou. As alamedas ganharam formas curvas, com grandes gramados. Foram construídos pequenos rios, um repuxo, uma ilha artificial e um café-concerto. No início do século XX, o Passeio abrigou um aquário de água salgada - o primeiro da América Latina, e o Teatro-Cassino Beira-Mar, onde se apresentaram nomes famosos do teatro e do show-business da época. Hoje, com mais de 200 anos de criação, o Passeio Público do Rio de Janeiro ainda é um belo (e importante) espaço da cidade, que merece ser visitado e conhecido pelos cariocas e turistas em geral. Acompanhe aqui atualizações, curiosidades, novidades, informações e notícias sobre o Passeio Público do Rio de Janeiro, o primeiro parque público ajardinado do Brasil e das Américas. A página Passeio Público do Rio de Janeiro tem por objetivo não apenas resgatar a história do parque, mas também recuperar a memória de seu criador, Mestre Valentim da Fonseca e Silva. A página quer também estimular o turismo cultural no Centro Histórico do Rio de Janeiro e incentivar a preservação do Patrimônio Histórico Nacional. A página objetiva ainda divulgar a história e o patrimônio do Rio de Janeiro nas redes sociais, para que as informações sejam disseminadas para um grande número de pessoas. Leo Ladeira
Gustavo Nardelli
Autores/Criadores do site http://www.passeiopublico.com

* Esta página é de autoria particular e não possui vínculos públicos ou governamentais. O parque está aberto à visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

.A foto de hoje mostra as obras de construção da Avenida Beira-Mar, em 1904, quando o antigo terraço do Passeio Público ...
03/06/2026

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A foto de hoje mostra as obras de construção da Avenida Beira-Mar, em 1904, quando o antigo terraço do Passeio Público foi bastante modificado.  

Ao fundo, à esquerda, podemos ver o Morro do Castelo; à direita, destaca-se a Igreja de Santa Luzia.

O Palácio Monroe ainda não havia sido instalado ao lado do Passeio.

Vemos também um dos antigos pavilhões do Passeio Público.  

A construção da avenida afastou para sempre o terraço do Passeio do mar.

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.Evento no Passeio Público em 2016Estas fotos são de um evento realizado no Passeio Público em 2016, ou seja, há exatos ...
20/05/2026

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Evento no Passeio Público em 2016

Estas fotos são de um evento realizado no Passeio Público em 2016, ou seja, há exatos dez anos.

Que bom seria se o Passeio Público voltasse a sediar eventos diversos — e não apenas festas noturnas ou rodas de samba! Que voltem as atividades voltadas às crianças, com teatro, música, brincadeiras etc.

E que a prometida reforma do parque histórico saia realmente neste ano! 🙏🙌🏻

Fotos: (2016)

Parcial do Centro, anos 50Nesta foto aérea do Centro do Rio, no início da década de 1950, vemos diversos edifícios e log...
06/05/2026

Parcial do Centro, anos 50

Nesta foto aérea do Centro do Rio, no início da década de 1950, vemos diversos edifícios e logradouros históricos que sofreram muitas transformações ao longo do tempo.

Segundo André Decourt, do Blog Foi um Rio que passou, na imagem "chama a atenção o tecido urbano da Lapa totalmente íntegro, onde podemos vislumbrar o traçado dos quarteirões desaparecidos".

Os Arcos ainda contavam com as duas arcadas duplas removidas na primeira grande restauração, feita no governo Lacerda.

Também podemos observar o Morro de Santo Antônio, que começava a ser desmontado, ainda “de modo preguiçoso”, segundo Decourt, pois simplesmente não se sabia o que fazer com toda aquela terra, embora o projeto do Aterro do Flamengo já existisse desde o Plano Agache.

Junto ao Passeio Público, nessa época sem grades, são vistos os edifícios do Cine Metro, do Cine Plaza, do Automóvel Club do Basil, da Escola de Música da UFRJ, da Mesbla, do Cine Odeon e do então novíssimo Hotel Serrador.

"A cidade embora já tomada de prédios mantinha uma silhueta mais baixa, onde o A Noite na Praça Mauá se destacava", afirma Decourt.  

O Ed. Marquês de Herval ainda estava sendo construído, o que comprova que a foto é da primeira metade dos anos 50.  

Na frente da construção, ainda se via o conjunto dos edifícios Derby e Jockey, posteriormente demolidos.

"A Rua Senador Dantas possuía apenas um lado tal qual conhecemos hoje, o outro ainda abrigava velhos sobrados, condenados", revela o autor do Blog. 

No Largo da Carioca ainda eram vistos o edifício da Ordem Terceira do Carmo, o Liceu e o Hotel Avenida/Galeria Cruzeiro.

➡️ Foto publicada originalmente no Blog Foi um Rio que Passou, de André Decourt, em 2011. 

Nesta foto da década de 1960, vemos o intenso trânsito no Aterro do Flamengo, no sentido Centro.Ao fundo, vemos prédios ...
29/04/2026

Nesta foto da década de 1960, vemos o intenso trânsito no Aterro do Flamengo, no sentido Centro.

Ao fundo, vemos prédios icônicos da região, como o Edifício Mesbla, com sua torre do relógio; o edifício do Cine Metro Boavista (anteriormente Cine Metro Passeio); o Edifício Serrador (então hotel); o Cine Plaza, entre outros.

Observamos também um pouco da vegetação do Passeio Público.

Foto: Arquivo Nacional.

Passeio Público e Igreja da Lapa vistos de Santa Teresa - Antes & Depois (aproximado) Um antes e depois aproximado, com ...
15/04/2026

Passeio Público e Igreja da Lapa vistos de Santa Teresa - Antes & Depois (aproximado) 

Um antes e depois aproximado, com a vista do Passeio Público e da Igreja de Nossa Senhora da Lapa do Desterro, a partir de Santa Teresa.

Na foto antiga, o célebre Marc Ferrez registra o Passeio Público por volta de 1890. Vê-se também a Igreja de Nossa Senhora da Lapa do Desterro, o casario da região da Lapa e, mais adiante, a Igreja de Santa Luzia, tendo o Morro do Castelo ao fundo.

Já a foto atual, tomada de um ângulo levemente superior, registra, além do Passeio Público e da pequena igreja, parte do casario da Lapa e os edifícios modernos da Cinelândia e do Castelo.

📸 c. 1890: Marc Ferrez - Acervo Instituto Moreira Salles   

📸: 2025:

santateresa

Detalhe da Pirâmide "À Saudade do Rio"  Nas fotos, vemos um detalhe da pirâmide “À Saudade do Rio”, uma das duas estrutu...
14/04/2026

Detalhe da Pirâmide "À Saudade do Rio"  

Nas fotos, vemos um detalhe da pirâmide “À Saudade do Rio”, uma das duas estruturas triangulares projetadas por Mestre Valentim para o Passeio Público.

Instaladas em 1806, elas foram a última obra de Mestre Valentim para o parque.  

Também chamadas de obeliscos, as peças chamam a atenção de quem visita o Passeio Público pelo apurado trabalho de cantaria em pedra gnaiss, o mesmo tipo de material utilizado por Valentim no chafariz da Praça XV.

Localizadas próximas ao lago, em frente ao Chafariz dos Jacarés, as pirâmides exibem, em medalhões de lioz, as inscrições “À Saudade do Rio” (à esquerda) e “Ao Amor do Público” (à direita).

Esses medalhões inovaram ao trazer dizeres em português, e não em latim, como era costume na época.

Não deixe de reparar neste incrível trabalho de Mestre Valentim quando for ao Passeio!

Foros: Leo Ladeira

50 anos da demolição do Palácio Monroe Em 2026 são lembrados os 50 anos da controversa demolição de um dos edifícios mai...
07/04/2026

50 anos da demolição do Palácio Monroe 

Em 2026 são lembrados os 50 anos da controversa demolição de um dos edifícios mais emblemáticos do Rio de Janeiro: o Palácio Monroe.

O Palácio foi projetado por Francisco de Souza Aguiar, originalmente para a Exposição Internacional de Saint Louis, nos Estados Unidos, em 1904.

O então chamado Pavilhão São Luiz (ou Pavilhão Brasil) ganhou o principal prêmio de arquitetura do evento. 

Terminada a Feira, o pavilhão foi desmontado, e sua estrutura metálica trazida para o Brasil, onde foi remontada no Rio, no fim da Avenida Central, em 1906, para sediar a III Conferência Pan-Americana.

Aqui, foi rebatizado como “Monroe” por sugestão de Joaquim Nabuco, em homenagem ao presidente norte- americano James Monroe, associado à Doutrina Monroe.

O Palácio Monroe abrigou a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Tribunal Superior Eleitoral, além da representação do Senado no Rio, conhecida como “Senadinho”, entre outros usos.

O Palácio em estilo eclético foi demolido em 1976 para a tristeza de muitos cariocas que admiravam sua arquitetura e história. 

Um dos motivos alegados para a demolição foi a construção do metrô, que acabou não passando por aquele local. O traçado dos túneis foi, inclusive, desviado para não afetar as fundações do edifício.

Uma campanha promovida por jornais como O Globo, com o apoio de arquitetos modernistas como Lúcio Costa, defendeu a demolição do Palácio com base em argumentos estéticos e sob alegação de que o edifício prejudicava o trânsito e até comprometia a visibilidade do Monumento aos Pracinhas.

Mesmo com valor histórico, o presidente Ernesto Geisel, que também não era favorável ao edifício, não concedeu o decreto federal de tombamento e, em março de 1976, o Palácio foi demolido.

O arrasamento do Palácio Monroe é visto por muitos historiadores e arquitetos como um crime contra o patrimônio histórico e artístico, além de uma perda significativa para a memória afetiva dos cariocas.

Seu vizinho, o Passeio Público, foi testemunha de sua instalação e seu desaparecimento. 

Trazemos hoje uma compilação de imagens do Palácio Monroe em memória desta triste data.

LAPA E RUA DO PASSEIO EM 1949 Nesta foto, temos uma vista do Passeio Público e de seu entorno, a partir da Lapa, em 1949...
03/04/2026

LAPA E RUA DO PASSEIO EM 1949 

Nesta foto, temos uma vista do Passeio Público e de seu entorno, a partir da Lapa, em 1949.

Ao centro da imagem, vemos o belo lampadário monumental, ainda com suas luminárias originais.

À esquerda, estão a Escola de Música da UFRJ e o Automóvel Clube do Brasil, alguns dos poucos edifícios que sobreviveram às demolições.

Mais ao fundo, destacam-se o Edifício Mesbla, com sua icônica torre, e o Edifício Serrador.

Ao lado da Escola de Música, vemos um prédio baixo que foi demolido nos anos 1970, por ocasião das obras de remodelação da Lapa pelo governo de Chagas Freitas, quando surgiu a esplanada.

A imagem mostra o intenso movimento do Largo da Lapa, com transeuntes e automóveis.

À esquerda, aparecem as árvores do Passeio Público.

Bela foto, não?

📸: autor desconhecido (1949) 

Na foto, vemos um dos vizinhos ilustres do Passeio Público: a Escola de Música da UFRJ.O que muita gente desconhece é qu...
27/03/2026

Na foto, vemos um dos vizinhos ilustres do Passeio Público: a Escola de Música da UFRJ.

O que muita gente desconhece é que, antes de se instalar em sua sede definitiva, a Biblioteca Nacional funcionou em diferentes endereços da cidade. Entre 1855 e 1909, ocupou esse edifício da Rua do Passeio.

A instituição permaneceu naquele endereço por 54 anos, até ser transferida para sua sede própria na Avenida Central, atual Avenida Rio Branco. 

Já o edifício da Rua do Passeio passou a abrigar, a partir de 1913, o Instituto Nacional de Música — posteriormente denominado Escola Nacional de Música e, hoje, Escola de Música da UFRJ.

Como suas dependências não eram suficientes, várias reformas foram realizadas. A própria fachada do prédio, anteriormente neoclássica, ganhou uma feição eclética em 1919.  

➡️ Curiosidade: 
O antigo prédio da Escola de Música da UFRJ possuía um casario vizinho ao lado esquerdo. A parede lateral que hoje exibe o painel “Paisagem Urbana”, de Ivan Freitas, só ficou livre após as obras de reurbanização da Lapa, na década de 1970.

📸:  

 

O Passeio Público em 1817Vemos a aquarela “Passeio Público”, criada pelo artista austríaco Franz Joseph Frühbeck por vol...
24/03/2026

O Passeio Público em 1817

Vemos a aquarela “Passeio Público”, criada pelo artista austríaco Franz Joseph Frühbeck por volta de 1817, retratando o parque em sua configuração original, antes da reforma de Auguste Glaziou.

Com apenas 22 anos, Franz Frühbeck integrou a Missão Austríaca que acompanhou a chegada da imperatriz Leopoldina ao Brasil em 1817.

A missão era formada por um grupo de cientistas, artistas e naturalistas, com o objetivo de estudar e pesquisar a história natural brasileira.

Faziam parte da missão nomes como Thomas Ender, Carl Friedrich von Martius, Johann von Spix, entre outros.

Franz Frühbeck era bibliotecário auxiliar e desenhista, famoso por registrar cenas da viagem a bordo da fragata D. João VI.

Ele permaneceu no Rio por sete meses, período em que, além de anotações em diário, registrou cenas do cotidiano e diversos locais, como o Passeio Público, Botafogo e São Cristóvão, entre outras paisagens da cidade.

Autor: Franz Joseph Frühbeck (1795-?)

Técnica: Nanquim e aquarela.

Acervo Instituto Moreira Salles.

Endereço

Rua Do Passeio/Centro
Rio De Janeiro, RJ
20021-280

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
Quarta-feira 08:00 - 18:00
Quinta-feira 08:00 - 18:00
Sexta-feira 08:00 - 18:00
Sábado 08:00 - 18:00
Domingo 08:00 - 18:00

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