Instituto Sébastien Sisson

Instituto Sébastien Sisson A beleza e a história do Brasil Imperial contadas a partir da obra e do legado de Sébastien Sisson.

Notável artista francês do século XIX, Sébastien Auguste Sisson, se estabeleceu, trabalhou e viveu, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Atuou como editor e desenhista-litógrafo expressando-se como artista por meio da gravura e da caricatura deixando uma vasta produção. Dois de seus trabalhos se tornaram raros e muito apreciados: "Álbum do Rio de Janeiro Moderno", com doze cromolitografias de cená

rios do Rio de Janeiro e "Galeria dos Brasileiros Ilustres", com noventa retratos de personalidades históricas do Brasil. Destacou-se publicando seu trabalho em revistas ilustradas da época como “L’Iride Italiana” e “O Brasil Illustrado”, tendo nesta, apresentado a 1ª história em quadrinhos brasileira!

Caricaturas do Brasil Imperial.Estas, publicadas em 1855 na L’Iride Italiana.Uma publicação bilíngue, escrita em portugu...
13/05/2026

Caricaturas do Brasil Imperial.

Estas, publicadas em 1855 na L’Iride Italiana.

Uma publicação bilíngue, escrita em português e italiano.
Reunia teatro, literatura, artes, indústria e notícias.

Em outubro de 1855, Sisson tornou-se o ilustrador e caricaturista exclusivo do periódico.

Produziu principalmente portraits-charges:
retratos caricaturais de artistas, músicos e figuras do meio teatral da época.

Traços precisos.
Observação refinada.
Leveza.
Ironia.

Muito antes das revistas ilustradas se consolidarem no Brasil, Sisson já ajudava a construir a linguagem do humor gráfico no país.

06/05/2026

Essa árvore genealógica manuscrita é uma relíquia preservada no acervo do Instituto Sébastien Sisson.

Relíquia não apenas pela quantidade de informações genealógicas que reúne, mas também pela qualidade dos dados apresentados.

À medida que nos aprofundamos na pesquisa genealógica da família Sisson, verificamos a consistência dessas informações: nomes e datas estão, em sua maioria, corretos.

A árvore tem como figura central George Sisson, pai do nosso querido artista, Sébastien Sisson. Nela estão registrados seus descendentes, seus irmãos e também seus ascendentes do ramo Sisson, que remontam ao século XVII.

Este importante documento foi doado por em 2024

O que define a permanência de um legado? No Instituto Sébastien Sisson, nossa missão é a salvaguarda da memória do artis...
30/04/2026

O que define a permanência de um legado?

No Instituto Sébastien Sisson, nossa missão é a salvaguarda da memória do artista Sébastien Sisson.

Mas não só isso.

Promovemos a expansão do legado artístico e histórico de seu tempo.

Não apenas preservamos o passado; projetamos a beleza e a história do Brasil Imperial como um ativo cultural para o futuro.

O Brasil Imperial guarda uma beleza hoje quase apagada.Um tempo em que o cotidiano seguia em outro compasso;em que as pa...
29/04/2026

O Brasil Imperial guarda uma beleza hoje quase apagada.

Um tempo em que o cotidiano seguia em outro compasso;
em que as paisagens urbanas das grandes cidades convidavam à contemplação.

Um período em que a arte se fazia com rigor técnico e riqueza de detalhes.

Havia um compromisso com a estética que eleva e transcende, isto é, com a beleza real.

Um tempo em que a centralidade em Deus orientava os passos.

Foi nesse Brasil que Sisson criou sua obra.

No Instituto Sébastien Sisson, buscamos manter viva essa memória:
contar a beleza e a história do Brasil Imperial a partir da obra e do legado de Sébastien Sisson.

O monarca, em detalhe.No traço de Sisson, a fisionomia de D. Pedro II ganha densidade: o olhar firme, a inteligência que...
23/04/2026

O monarca, em detalhe.

No traço de Sisson, a fisionomia de D. Pedro II ganha densidade: o olhar firme, a inteligência que se impõe sem ruído.

Como observou Herman Lima, são retratos em que a perfeição do desenho e a exímia execução elevam a figura ao seu pathos mais íntimo.

Aqui, esse princípio se cumpre no detalhe, onde o rosto deixa de ser imagem e se torna presença.

Sisson não registra. Interpreta.

E, ao fazê-lo, fixa não apenas um Imperador, mas uma ideia de Brasil.

Em Paris, na oficina de Lemercier,a litografia era ciência.E arte.Ali aprendia-se com os melhores.O olhar tornava-se exa...
22/04/2026

Em Paris, na oficina de Lemercier,
a litografia era ciência.
E arte.

Ali aprendia-se com os melhores.
O olhar tornava-se exato.
As mãos, disciplinadas.
O gesto, definitivo.

Sébastien Auguste Sisson passou por esse rigor.
E por essas mãos.

Era próximo de Jean Pierre Carles
e de Alfred Lemercier,
nomes que não aparecem por acaso.

Ambos testemunharam seu matrimônio com Marie Justine Faller,
em 14 de fevereiro de 1863, como consta em seu registro de casamento.

Um registro civil,
mas também um vestígio de rede,
de formação,
de pertencimento.

Alfred Lemercier, sobrinho de Rose Lemercier,
deu continuidade à mais prestigiada oficina litográfica de seu tempo.

E foi ali,
nesse ambiente de excelência,
que Sisson aprendeu seu ofício.

Uma informação genealógica não checada em fontes primárias pode gerar uma biografia imprecisa.Isso não é incomum. 
Biógr...
08/04/2026

Uma informação genealógica não checada em fontes primárias pode gerar uma biografia imprecisa.

Isso não é incomum.

Biógrafos, jornalistas e escritores em geral, por vezes não validam nomes, datas e locais em fontes primárias como registros de nascimento, casamento e óbito.

Contentam-se com relatos indiretos ou fontes terciárias, como parece ter sido o caso do artigo que apresento aqui.

O texto biográfico sobre Sisson, escrito por Escragnolle Doria em 1935 para a Revista da Semana, é admirável em eloquência e substância. Contudo, Doria cometeu um erro fundamental: registrou o nome da esposa do artista como Christina Saller.

Na verdade, Sisson foi casado com a francesa Marie Justine Faller.

É assim que seu nome consta nos registros franceses (batismo e casamento) e em seu óbito no Brasil (traduzido como Maria Justina Faller). Até mesmo em seu túmulo, no Rio de Janeiro, o nome está correto.

Que este caso sirva para incentivar o uso da genealogia como uma ferramenta indispensável para o rigor dos estudos históricos.

Hoje, Quinta-feira Santa.Lembramos a Última Ceia de Cristo. Nesta imagem, estampada pelo ateliê litográfico de Sébastien...
02/04/2026

Hoje, Quinta-feira Santa.

Lembramos a Última Ceia de Cristo. Nesta imagem, estampada pelo ateliê litográfico de Sébastien Auguste Sisson.

Abaixo da cena, uma inscrição chama atenção:

“Litografia Imperial S. A. Sisson, Rio de Janeiro”.

Um detalhe que nos situa no tempo.

Essa designação passa a ser utilizada após 12 de junho de 1866.

Data em que Dom Pedro II concede a Sisson licença para ostentar as Armas Imperiais em seu estabelecimento.

Com a legenda: “Litógrafo e Desenhador da Casa Imperial”.

A partir de então, seu ateliê se apresenta como “Litografia Imperial”.

O registro está no livro de alvarás para uso das Armas Imperiais.

Hoje preservado no acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHBG).

A obra em questão é um diploma de Irmandade.

Instituição do Santíssimo Sacramento, da Freguesia da Antiga Sé.

Sem data.

Mas, por essa inscrição, podemos situá-la no tempo.

E compreender melhor o contexto de sua produção.


Acervo Fundação Biblioteca Nacional:
INSTITUIÇÃO do SS. Sacramento: freguezia da antiga Sé. Rio de Janeiro, RJ: Lith. A. Sisson, 18– . 1 diploma, litograv., pb, 33,9 x 24,5cm em papel 64,1 x 44,9.

O acervo do Instituto Sébastien Sisson não guarda apenas a obra do artista. Guarda também vestígios valiosos de seus des...
01/04/2026

O acervo do Instituto Sébastien Sisson não guarda apenas a obra do artista. Guarda também vestígios valiosos de seus descendentes.

Em junho de 2025, estivemos no Arquivo Distrital do Porto para uma avaliação técnica de itens raros do nosso acervo.

Entre eles, um lindo documento chama atenção.

O diploma de 1891 de Augusto Maria Sisson, filho do artista.

Concedido pela Escola Superior de Guerra, em reconhecimento pela conclusão do curso de Estado-Maior e Engenharia Militar.

Um objeto de grande valor histórico. E também material.

Produzido em pergaminho de novilho, um suporte nobre e sensível à ação do tempo.

Durante a visita, a equipe técnica do Arquivo orientou-nos sobre os cuidados necessários para sua conservação e restauro.

O acervo do Instituto Sébastien Sisson não se limita à obra de Sisson, mas também guarda peças valiosas sobre seus descendentes que revelam a riqueza e a profundidade desse legado familiar.

Rio de Janeiro, por volta de 1860.Poucos anos após a inauguração da Estrada de Ferro Dom Pedro II, Sisson registrou esse...
30/03/2026

Rio de Janeiro, por volta de 1860.

Poucos anos após a inauguração da Estrada de Ferro Dom Pedro II, Sisson registrou esse audacioso empreendimento em seu “Álbum do Rio de Janeiro Moderno”.

Uma estrada de ferro que, a partir da cidade do Rio de Janeiro, conectava as Províncias de São Paulo e Minas Gerais por uma grande rede ferroviária.

O solene evento de inauguração contou com as bênçãos do bispo Dom Manuel de Araújo e com o célebre discurso do Imperador, que conferiu à ocasião uma aura de proteção divina e de confiança no futuro da nação brasileira.

Em virtude do sucesso de público, a Biblioteca Nacional decidiu prorrogar até dia 27 de janeiro a Exposição "Sisson, 200...
24/01/2025

Em virtude do sucesso de público, a Biblioteca Nacional decidiu prorrogar até dia 27 de janeiro a Exposição "Sisson, 200 Anos".

Após essa data e ao longo do mês de fevereiro, ela será mantida de forma parcial, com as principais obras expostas.

De acordo com a BN, até o dia 30 de dezembro do ano passado, 16.934 pessoas haviam visitado a Exposição!!

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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