01/09/2025
TIPOS POPULARES DE SÃO GABRIEL:
A história de uma cidade não é só feita dentro dos palacetes e casarões, nem nos campos de batalhas, nem nos títulos de Viscondes e Barões de Marechais e Coronéis e tampouco de nomes de familias tradicionais, existe uma história não escrita que passa de boca em boca.
É a história dos ESQUECIDOS que são lembrados, mais do que todos que tem um teto e conforto, existe a história feita de ferro e dor e também de risos, estou falando dos tipos populares que fazem da rua o palco de sua arte, de suas artimanhas, de suas loucuras e desvarios.
Esses feitos que eles não temem em compartilhar, de ver o que ninguém vê, de viver o que ninguém vive, de dizer o que brota da alma, sem freios de pudor, sem receios são esses tipos tortos diante das regras sociais, tipos espontâneos, pobres tipos, tristes tipos que viveram dentro de sua carência as vezes rindo na sinceridade de suas bocas desdentadas, porém únicos e por serem únicos eles foram populares:
Vamos começar por 1910 em São Gabriel:
O VIRAMUNDO (10):
Era um negro filho de escravo, que morava nas ruas dentro de uma diligência abandonada no terreno onde está hoje a Prefeitura Municipal. Seu nome está associado de sair cedo e andar por todas ruas da cidade, sempre chegando nas casas e dizendo: "Esse negro velho está a disposição". Dessa forma usava essa metodologia, para arrumar uns trocos para sua alimentação. Era metódico, sempre usando essa rotina. Com o tempo, a Prefeitura foi construída e sua diligência foi parar lá na beira do rio Vacacaí onde hoje está a Usina.
AMARO (10):
Andava com um Rosário na mão, andando e rezando baixinho debrulhando as pedras entre seus dedos escuros.
MIGUEL LOUCO (10):
Barbudo, grande, gostava de riscar desenhos no chão e tinha o hábito de dizer que tinha um telegrama para as pessoas e escrevia rabiscos no chão e lia coisas que ninguém entendia, depois pedia dinheiro por isso.
TIA VICÊNCIA (10):
Negra que perambulava pelas ruas, vestia calças de homem, vendia seus doces pela rua, mas variava nos assuntos. Costumava de ficar na frente da casa do Dr. Fernando Abbott e de Fiuzo Gonçalves.
MESTRE BENEDITO (10)
Pedreiro de mão cheia, porém tinha momentos que divagava e gostava de fumar charuto.
AFONSO BARÃO (10):
Dizia-se sangue azul, mesmo mal vestido, tinha um linguajar estranho, inventava palavras difíceis, alcoolatra.
TIO CHICO (10):
Negro filho de escravo que vivia na Sanga da Bica, pouca conversa e provocava medo nas crianças, pela sua aparência.
TANICO (10):
Foi o mais popular e querido pela população, magro, porém fazia rodízio nas casas da elite de São Gabriel e tinha sempre um refrão: "Dão Licença.
A SIMEANA (1920):
Era uma negra alegre, amiga de todo mundo, perambulava pelas ruas o dia todo sem rumo certo. Era usada para levar recados escritos, nunca falhava, nunca ouve queixas, também fazia jogo do bixo para muita gente. Comparecia a todos os eventos, baile, missa, aniversário ela ficava na frente se tinha música dançava, também adorava um velório, Simeana estava sempre lá, rindo. Sua festa preferido o carnaval, Simeana se realizava, um dia desapareceu, nunca foi encontrada, já estava velha e todos se perguntavam onde anda Simeana. Diziam que ela foi embora com os ciganos, mas amava tanto São Gabriel, acredita-se que morreu por um canto e nunca foi encontrada.
O ZEFERINO (1920):
Este seguia outra linha, pois vivia de bicos, inteligente gostava de discursar, se metia na politica, pedichão, devia um pouco para cada um, que as pessoas já não davam mais dinheiro para ele, de todas as profissões ele sabia um pouco. Era advogado, médico pois receitava remédio, conselheiro, detetive, cínico, mentiroso, no inverno aplicava um golpe, batia nas portas sem camisa, tremendo de frio e pedia pelo amor de Deus uma camisa ou um casaco. As pessoas davam e ele logo ali adiante vendia para comprar cachaça. Porém uma das virtudes reais de Zeferino era a arte de representar, ele tinha a capacidade de chorar para conseguir suas causas e suas lágrimas que magicamente afloravam conseguia ludibriar e conseguir o que queria. Zeferino foi encontrado morto na rua.
ATILANO BARBOZA (1922):
Era de familia rica e abastada, mas amigo do ócio, não pedia dinheiro, solicitava para um investimento infalível, tinha uma dialética rica, inteligente e costumava redigir discursos para políticos, porém nunca trabalhou na vida e amigo da noite e da bebida foi nela que morreu.
JÚLIO CABEÇA (1928):
Diferente dos outros, era um ladrão, violento quando bebia, brigava, arrumava confusão, mas durante o dia nas ruas se mostrava prestativo, quando moço teve um amor que acabou em desgraça e por ele se perdeu na bebiba, tinha uma beleza masculina que sempre se envolvia com mulheres, adorava politica. Contudo quando bêbado gritava na rua e volta e meia se envolvia em brigas com a policia e foi numa dessas que acabou baleado e morto.
MARIA FON FON: (1930):
Era uma velha miúda, ninguém sabia sua idade, andarilha da cidade que perambulava pelas ruas de São Gabriel. Seu apelido de FON-FON, era devido a dificuldade de se expressar e ser fanhosa, com trejeitos e cacoetes e sua boca desdentada, arroxeada e viscosa.
Sua imagem era repelente para quem não conhecia sua bondade, sempre com sua bengala não pedia esmola, mas quando recebia perguntava:
- Obrigado, mas não vai lhe fazer falta?
Gostava de cães e crianças, ficava triste e com um olhar distante quando falava de si mesmo e de sua feiura. Dizia: - Sou uma velha feia.
O lado triste de Maria Fon Fon, foi na sua juventude quando os jovens levavam ela para algum canto e pagavam para fazer baixarias pornográficas, fazia por dinheiro, sob a risada fácil e farta de quem a pagava.
Maria Fon- Fon era popular, até que um dia foi homenageada no carnaval, foi atração no carro alegórico do Bloco Mão Preta com o nome TIRA O DEDO DO MEU PUDIM, no qual ela aparecia no centro num riso sincero e desdentado com os braços levantados numa felicidade que tocou a todos e sendo aplaudida pelo povo em alegria e gargalhadas.
Pouco tempo depois desapareceu, foi encontrada morta.
MANOEL CARROCEIRO (1930):
Um tipo muito querido e prestativo, foi um ícone na época das carroças da Viação Ferroviária, sempre de bombacha, tamanco e boné. Era o preferido dos comerciantes para trazer as mercadorias que chegavam pelo trem, tinha uma carroça grande um cavalo rosilho e era homem de confiança. Umas das peculiaridades do Manoel Carroceiro era sua fé católica, e nas missas se apresentava impecável no seu traje de linho branco ou vestindo o seu balandrau, Manoel Carroceiro foi uma das figuras mais queridas da sua época. Tanto é que foi homenageado pela elite gabrielense com um título com honras no Cassino Gabrielense.
MONTE REAL: (anos 30):
Quando Maria Fon Fon era mocinha teve um romance com uma figura popular chamado Monte Real, tomaram rumos diferentes, mas nem por isso foram poupados pela meninada de então, que descobriu que na sua mocidade ela teve o romance com outro tipo popular da cidade, conhecido por “Monte Real”, que era continuo vitalício do Clube Caixeiral. E davam-lhe dinheiro para que contasse as cenas mais pornográficas desse romance.
“Monte Real” tinha boa conversa e gostava de contar piadas. Não era muito viajado. Na primeira vez que andou de trem, já sexagenário, admirava a paisagem pela janela do vagão. Quando o trem parou na primeira estação, ele extasiado falou: “Puxa, como é grande esse Brasil”.
Monte Real era personagem máxima nos carnavais, vestindo fantasias que chamava a atenção, tinha uma criatividade e extrovertido era aplaudido, amado e admirado, porém simplório era levado na conversa dos maliciosos que usavam da sua boa fé.
TIA CHICA (anos 30):
Era uma negra alforriada que morava sozinha em um ranchinho de barro e santa fé. Tinha cerca de 90 anos de idade. Nos momentos de lucidez, ao pé do fogo, gostava de contar que na juventude morou em uma estância chamada “São João Velho”, que tinha um grande número de escravos.
De vez em quando ela chamava os vizinhos para ajudarem a consertar seu rancho. Nessas ocasiões ela preparava comida em uma velha e encascurrada panela de ferro preta. Preparava um almoço que consistia em quirela, charque e temperos cozidos com graxa rançosa.
TIO JOÃO: (anos 35)
O negro velho que participou da Guerra do Paraguai, orgulhoso e contador de causos.
O GOMERCINDO LOUCO (Anos 40):
Morava nas ruas, ao relento, era perseguido pela criançada e saía correndo atrás dela, dizendo palavrões e impropérios pesadas contra todas as gerações, não tinha papas na língua, tais como: Gritava aos berros frases como essas: “Tu pensa, sem vergonha, que tua mãe é santa? É puta igual às outras e dorme até com o Mário da Botica!” E também: “Tua tia é largada, dorme com os soldados do 3º”. E dê-lhe mais insultos: “E tua irmã que mora no “Beco do Sebo”? Vem de madrugada pra casa e não cuida dos fio!”.
Tinha tiradas inteligentes, quando são sem a bebida no corpo coisa rara, era prestativo e trabalhador, mesmo sendo temperamental quando encontrava cavaleiros na zona meretrício da rua das Flores dizia: Tu tá aqui na zona e tua acha que tua mulher tá dormindo sozinha? – Sempre dizia: Mais insatisfeito que plantador de trigo, quando não chove chora, quando chove chora também. – Outra: - Reza de manhã, finge de tarde e se revela de noite. Certa feita caiu na valeta e não conseguia levantar então começou a miar, miar como se fosse um gatinho, logo veio duas senhoras e quando viram que era Gomercindo, perguntaram: - Porque estás miando Gomercindo? – Ele respondeu: - Se gritasse por acaso alguém viria acudir o Gomercindo Louco. Então as damas levantaram ele rindo.
Vivia dizendo frases surpreendentes: Este mundo está virado. Por isso uma vez plantou alho com a raiz para cima e ao ser contestado pelo dono que pediu para ele fazer ele disse: Mas o mundo tá virado.
DANIEL “O SENADOR” (ANOS 40):
O DANIELZINHO popular Senador, é uma das pessoas mais estranhas que se possa imaginar, era franzino, miudinho, com uma carinha de rato, possuía uma corcova, anda sempre apressado, daqui para ali, aparecendo sempre cedo, assim como desaparecia com o cair da luz.
Era mandalete, sempre girou em torno das redações dos diversos jornais, que sucessivamente, se editaram na cidade. Tem uma verdadeira atração pela imprensa, onde vive desde longos anos. Sempre presente nos parques, cinema, circos, até lojas distribuindo folhetos e boletins.
“Tipo hoje setuagenário não representa a idade que tem, mas anda disposto e alegre aparentando uma mocidade longe de ter”.
Assim definiu o DANIELZINHO Aristóteles Vaz de Carvalho e Silva em 1967.
Danielzinho teve uma mulher mais nova que ele, no qual ele dizia que era casado e morava numa casinha com ela perto da Ponte Seca.
Ela saia de noite para os bailes sozinha, quando perguntavam para o Danielzinho porque ele não acompanhava sua mulher nas festas, ele respondia:
- Ué, vocês pensam que eu sou bobo? Enquanto ela se cansa no fandango, eu vou dormir, sabe? – E já saia rapidinho, não dando muito conversa.
TIO BARCELOS: (anos 40)
Benzedor era um tipo popular muito conhecido na época bons, rezava pelas almas sempre com um Rosário nas mãos, negro velho e respeitado pela sua fé, visitava sempre o cemitério, sempre cantando salmos, hinos, orações e rezas orando nos túmulos pelas almas.
TIA CATITA: (anos 50)
Ela foi uma antiga serviçal de alguns descendentes de Luiz Gonçalves das Chagas, o “Barão de Candiota”. Ela ganhou de seus patrões um terreno na Vila Maria, onde fez moradia. Era uma exímia doceira, bastante procurada para festas. Muito cuidadosa com a higiene, andava sempre rigorosamente limpa, com roupas enfeitadas de rendas. Certamente o apelido “Catita” veio daí.
Era conhecida pela bondade extrema. Na Rua das Flores não havia doente que não contasse com sua assistência. Um caldo para um, docinho para outro, um chá para um terceiro. E assim levava a vida.
TRAÍRA VELHO:
Seu nome era Salvador Antônio Pires, foi uma das figuras populares mais conhecidas na sua época. Seu pai, que tinha o mesmo nome, foi capitão na “Guerra do Paraguai” e se destacou pela bravura nos campos de batalha.
“Traíra Velho“ era cambista de profissão, vendendo bilhetes de loteria. Gostava de jogar bocha, sendo quase imbatível. Morava em uma casa construída num terreno que no passado foi cemitério. Dizem que certa vez, ele ao buscar os chinelos embaixo da cama, encontrou uma ossada humana. Levou um grande susto.
Como católico fervoroso mandou benzer toda a casa. Também era metido a poeta, compondo verso que declamava para seus clientes de bilhetes de loteria. Um dos seus versos mais apreciados dizia:
Ó! Quem me dera/Partir para os páramos de luz?/Para viver eternamente?/Nos braços de Jesus.
CAMÕES:
Trabalhava na Intendência Municipal carregando os antigos e desagradáveis “cubos” (recipiente com fezes e urina), que o consagrado humorista gabrielense, Ney Faria Corrêa, chamava de “Carroção do Desasseio Público”.
Certa vez alguém perguntou a “Camões” como era a vida para um trabalhador braçal como ele. Sem perder a pose, o nosso herói respondeu: “Eu não me queixo da vida e vivo feliz. A “coisa” dando para comer está tudo bem”.
MANÉ REZADOR:
O povo sempre teve queda por acreditar em coisas do sobrenatural. Havia na cidade um tal de “Mané Rezador”, que criou fama de infalível, para quebrar mau olhado, esconjurar assombrações, eliminar quebrantos, benzer sapinho, anular despachos, enfim combater qualquer malefício atribuído ao além.
Suas “armas” eram rezas e gestos cabalísticos, xaropes intragáveis à base de arruda, losna e outros vegetais tidos como medicinais. Além de benzeduras com carvão em brasas. Ganhou muita popularidade na cidade.
BERA:
Vivia sempre borracho. Só gostava de ouvir causos ou piadas que se referissem a bebidas. O povo não perdoa e criaram coisas em torno dele, que não devem ser verdadeiras. Como, por exemplo, ao abrir um jornal só lia manchetes que tivessem “letras garrafais”. Suas músicas prediletas eram o “Ébrio”, de Vicente Celestino e o tango argentino “esta noche me emborracho”.
Outra vez ele interessou-se pelas coisas do além. E o pessoal descobriu que era só porque havia uma tal de “sessão do copo”.
Certa vez adoeceu gravemente e o médico lhe proibiu a bebida alcoólica. Não reclamou, apenas pediu que colocassem uma garrafa de cachaça alçada ao alcance de sua mão, para que pudesse acariciá-la de vez em quando. E “Bera” acabou morrendo, mansamente, sem, nunca mais ter colocado álcool na boca.
É claro que eu não tenho “fichas” completas de todas as figuras populares que viveram em nossa cidade.
ADÃO CANHÃO:
Com sua voz de trovão sempre de pés descalços, corria a gurizada, sempre carregando um saco cheio de tralhas, costumava morar ao lado do presídio numa peça da oficina que não tinha porta. “Adão Canhão”; “Parabela”, que virava uma fera quando a gurizada fazia “pápápápápápápá”.
ADÃO TROMBONE:
Era mais sociável, mas sempre com a mesma roupa, era sarará, beiçudo, cabelo castanho claro crespo miudinho, gordo e forte, sempre vestido de roupas do exército doada por alguém, ele falava sozinho e gritava na rua e também corria a gurizada que mexia com ele.
COMADRE PELANCA:
Morava no Pito Aceso.
BARBA AZUL:
Vendia amendoim na porta do cinema Harmonia.
ENGANA TIJOLETA:
Que tinha uma deficiência na perna e ao caminhar seu pé dançava no ar e sempre pisava ao lado da tijoleta da calçada, por isso o apelido, diziam que era homossexual.
PRINCESA:
Sempre bem, tinha uma filha chamada Glória, As duas eram pessoas pobres. A “Princesa” vivia da caridade alheia, mas tinha uma postura e elegância natas, apesar das roupas simples, sempre ereta , com uma bolsa pendurada no pulso , camisa ou vestido , abotoado até o pescoço e sempre com um colar de pérolas e de brincos chamativos. Ela realmente possuía ares de uma princesa, batom nos lábios e muito ruge no rosto. Não sei quem lhe deu o apelido, mas o certo é que caiu como uma luva.
JOÃO LOUCO DO PASSO DA LAGOA (JOÃO SERPA):
Era uma figura popular, que juntava latas e as vezes saia pelado na frente da casa, quando amanhecia atacado batia lata o dia todo, morava ao lado da igreja tinha uma casinha de madeira no dia que morreu duas caçambas foram necessárias para tirar tudo que juntou.
CHICÃO:
Francisco Oliveira, era um negro forte, gordo, pintor, apelidado de “Chicão”, aposentado, que ia ao estádio depois de tomar umas e outras e gostava de exigir raça do time. Por isso costumeiramente gritava: “SANGUE”.
E os gozadores de plantão não perdoavam e revidavam: “Cala a boca Feijão Azedo”. E o Chicão retrucava: “É a mãe”. Em seus últimos anos de vida morava no Asilo São João. Ele faleceu em meados de 2011, aos 75 anos de idade.
Em 2012, uma competição futebolística promovida pelo Ginásio São Gabriel levou seu nome, uma homenagem bastante justa para quem fez do futebol uma das grandes paixões de sua vida.
Outro torcedor que o autor não recorda o nome, sempre devidamente alcoolizado passava o jogo inteiro no estádio, tocando um pandeiro sem ver o jogo.
JOÃO DA REZA:
João da Reza, ele caminhava um pouco e se ajoelhava, E fazia o sinal da Cruz, andava toda cidade assim se ajoelhando. Ele, não se tornou tão popular porque não interagia, fazia sempre o mesmo ritual.
SANTO LOUCO:
Contam que por uma desilusão amorosa, ele se entregou na bebida e dormia na rua sempre em volta das quadras da Jonathas Abbott, Santa Casa de Caridade e quando não tinha cachaça ele bebia álcool comum, figura triste que morreu na sua embriaguez e raramente era visto sóbrio, geralmente quando ia ao jogos no estádio Municipal ver o São Gabriel jogar, torcedor ferrenho do Internacional de Porto Alegre.
MARINO (VELHO DO SACO):
Morava na Sanga da Bica, barbudo, silente viveu dentro de si e assim desapareceu.
MARGARIDA:
Uma torcedora fanática da S.E.R. São Gabriel, que vendia amendoim torrado no Estádio Silvio de Faria Corrêa. A todo o momento, ela se virava em direção ao gramado e gritava: “Viva o São Gabriel”, enquanto levantava o vestido para delírio dos demais torcedores.
MARIA FOFÃO (anos 2000);
Andarilha que andava pelo meio da rua sem se importar com os automóveis, cabelo emaranhada tipo índia.
PAULINHO DOS CAMINHÕES:
Andava pela rua com caminhões feito por ele, era um menino que foi crescendo sem esquecer dos seus brinquedos. Também conhecido como Paulinho da Mariana.
O BOCA:
Figura atual, Nilo Dias conta que quando presidente da SER SÃO GABRIEL o Moacir popular Boca morava em um dos vestiários do Estádio Silvio de Faria Corrêa, hoje mora lá na 3 de Outubro. Falecido em 2022.
ALBERTO DAS ERVAS:
Sempre andando com seu cesto, cheio de ervas para fazer chá, sabe de tudo e confabula seu Rosário de suposto conhecimento dizendo que: Este é para os rins, fígado, cura mal de cabeça, recupera visão, para tripa presa, enxaqueca e sai baratinho.
GAITINHA:
Sempre vestido de gaúho, o Popular Gaitinha anda pelas ruas.
BARREIRINHO:
Andarilho que anda pelas ruas, quase sempre pelo meio delas, sem usar a calçada.
OUTROS TIPOS QUERIDO E POPULARES:
O CEGO DA ESTAÇÃO COM SEU CACHORRO, morava na vila Rocha e ficava na escadaria da Gare, pedindo esmola e olhava para o céu e gritava palavras que na época não entendia.
O ENIO COSTA PINTOR (Tocava pandeiro, artista teatral e MORAVA AO LADO DA PONTE VACACAÍ se vestia de Escoteiro),
MAZZAROPI E A MARIA (CASAL), popular casal que vivia nas ruas.
GUSTAVO
POLACO TRAÍRA,
CAXIXA,
CAMARÃO,
DONATO,
CADILAQUE,
CICA,
LITO (MADALENA),
ADÃOZINHO,
LINO,
XUXA,
NEGA
DÉRCIA,
DORVALINA,
CIGANINHA DA VILA LIMA,
TATÚ,
BARREIRINHO,
PEDRINHO,
IRAPUÃ,
PANTERA,
TIMÓTEO,
TIO DADÁ,
ZOQUINHA (ESTRELA),
O TECO,
AGAPIO (ANDARILHO),
TIA NECA (VILA ROCHA).
CALISTRO (O GAITINHA),
JORJÃO,
COALHADA,
BOLACHA (VEREADOR),
CAVACO,
ZÉ PAPELEIRO
CACARECO
CHIBICA (Rua Propicio Menna)
ZÉ PITOCO,
ZOINHO,
MERCADINHO,
TILICA,
PULA PULA,
SABÓIA,
POLACO CUBEIRO,
GAITA VELHA,
PÉ DE URSO,
MOCRÉIA,
GRAXAIM (Chofer Popular de Taxi),
PÉ DE URSO,
MAGRO BORIN (OVNI a vista),
MURSILHA,
PIPOCA (Anão do Nacional),
CHIMBÉ.
PAULINHO DA MARIANA
TONINHO JORNALEIRO.
Se esqueci de alguém, alguém vai lembrar.
Fontes:
ABREU, Dr. Florêncio, TIPOS POPULARES DE SÃO GABRIEL, L.Popular, 1923.
Jornal Imparcial de 1967 – “O SENADOR “ – Aristóteles Vaz de Carvalho e Silva.
Folha da Terra,1955 (Sadi Barbosa).
SILVA, Aristóteles Vaz de Carvalho ; CRONICAS DUMA CIDADE DO SUL (São Gabriel), 1967.
Dias, Nilo, site Viva São Gabriel.
Jornal O FATO (Nilo Dias)
Compilado por Beraldo Figueiredo.