19/06/2026
Canhões Históricos e Peças do Museu do Combate Farroupilha São Encaminhados para Restauração em Pelotas
Uma importante ação de preservação do patrimônio cultural de São José do Norte está sendo realizada por meio de uma parceria entre o Museu do Combate Farroupilha de 16 de Julho de 1840, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), através do Laboratório Multidisciplinar de Investigação Arqueológica (LAMINA), e a Prefeitura Municipal de São José do Norte através da Secretária de Educação e Cultura.
Na última quinta feira , dois canhões históricos, datados do século XVIII, além de diversas peças pertencentes ao acervo do museu, foram transportados para Pelotas, onde passarão por processos de identificação, catalogação, limpeza especializada, conservação preventiva, restauro e tratamento técnico, realizados por pesquisadores, arqueólogos e especialistas da universidade.
A iniciativa representa um importante avanço para a preservação da memória histórica do município e possui um diferencial significativo: todos os trabalhos serão executados sem qualquer custo para a Prefeitura Municipal de São José do Norte ou para o Museu do Combate Farroupilha, resultado da cooperação institucional estabelecida entre as entidades envolvidas.
Todo o procedimento foi previamente autorizado pelo Município de São José do Norte, responsável pelo convênio de manutenção do museu, garantindo a legalidade, a transparência e a segurança das ações desenvolvidas. A operação contou ainda com o acompanhamento da Vice-Prefeita Vanessa de Oliveira e com o apoio da equipe da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo (SMOU), que auxiliou na logística e no transporte das peças até Pelotas.
Entre os materiais encaminhados para análise e tratamento encontra-se uma baioneta histórica descoberta há alguns anos durante as obras do Casarão dos Saberes e da Inovação. Em razão de seu potencial valor arqueológico e histórico, o transporte da peça recebeu autorização específica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), obedecendo integralmente à legislação brasileira de proteção ao patrimônio cultural.
Um dos destaques da operação foi a retirada de um dos canhões que se encontrava instalado junto ao Monumento ao Patrono da Marinha do Brasil, Almirante Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré. A remoção da peça tornou-se necessária em razão das severas condições de corrosão observadas ao longo dos anos, provocadas principalmente pela ação da maresia, da umidade e das intempéries características da região litorânea.
A situação do canhão já preocupava há algum tempo devido ao avançado estado de deterioração de sua estrutura metálica, tornando indispensável uma intervenção especializada para evitar perdas irreversíveis ao patrimônio histórico. A retirada da peça foi realizada como medida preventiva de conservação, permitindo que o artefato receba tratamento técnico adequado para sua recuperação e futura preservação.
Segundo o coordenador do Museu do Combate Farroupilha de 16 de Julho de 1840, Fernando Costamilan, a iniciativa representa um marco para a preservação do patrimônio cultural do nosso Museu que está se projetando para estar em breve em um local mais amplo e demonstra a importância da união entre instituições culturais, universidades e poder público.
“Muitas dessas peças permanecem expostas há décadas à ação da maresia, da umidade e do tempo. Este trabalho permitirá não apenas sua recuperação física, mas também a ampliação dos estudos históricos e arqueológicos sobre o acervo, garantindo sua preservação para as futuras gerações”, destacou.
A parceria entre o Museu do Combate Farroupilha, a Universidade Federal de Pelotas, a Prefeitura Municipal de São José do Norte, o LAMINA e os órgãos de preservação patrimonial reforça o compromisso coletivo com a proteção da memória regional e com a valorização dos bens culturais que ajudam a contar a história do município e do Rio Grande do Sul.
Após a conclusão dos procedimentos técnicos, os canhões e as demais peças retornarão ao Museu do Combate Farroupilha de 16 de Julho de 1840, no mês de setembro onde continuarão à disposição da comunidade, pesquisadores, estudantes e visitantes, a partir da Semana Farroupilha 2026, fortalecendo as ações de educação patrimonial, pesquisa histórica, turismo cultural e valorização da identidade nortense.
A ação demonstra que preservar o patrimônio histórico é preservar a memória, a identidade e o legado das gerações que contribuíram para a formação de São José do Norte e da história do Rio Grande do Sul.