Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

Museu Histórico Visconde de São Leopoldo Informações sobre a Casa do Imigrante
Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

19/08/2026

Hoje, no Dia do Historiador, lembramos as palavras do Professor Telmo Lauro Müller:

“O ser humano deve responder três perguntas: Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou?”

Ele dedicou a vida a essas respostas — e nos deixou este museu para que nós também pudéssemos buscá-las.

Qual dessas perguntas mais te marca?

19/08/2026

JOÃO CORRÊAUma das mais importantes avenidas de nossa cidade foi projetada em 1942. O nome foi em homenagem ao  prefeito...
18/08/2026

JOÃO CORRÊA
Uma das mais importantes avenidas de nossa cidade foi projetada em 1942. O nome foi em homenagem ao prefeito de São Leopoldo Coronel João Corrêa Ferreira da Silva, que faleceu no exercício do mandato em 1928, aos 65 anos. Sua ascenção ao cargo de Intendente pôs fim a 5 anos de intervenção estadual, quando em 1924 finalmente houve entendimento entre os grupos políticos da sede do município e do então 2o distrito (atualmente Novo Hamburgo).

João Corrêa foi um próspero empresário da região e, através de seus empreendimentos, ajudou a alavancar São Leopoldo no cenário estadual. Entre suas realizações, destaca-se o prolongamento de Novo Hamburgo até Taquara da antiga linha férrea, em 1903. Alguns anos mais tarde, conseguiu levar o trem também até Canela. Durante seu governo, implantou a rede de telégrafo até Porto Alegre; construiu a hidráulica municipal; iniciou as obras do Hospital Centenário e da Usina Hidrelétrica da Toca.

Aspecto curioso sobre esse personagem é o fato de ele ter possuído duas famílias: a "titular", que residia em Canela, e a "reserva" que morava em São Leopoldo. Tal questão, interessantemente, não era grande problema para os capilés da época, visto que a esposa de São Leopoldo tinha destacada posição social, além de exercer o papel de primeira dama.



📸1: Av. João Corrêa
📸2: João Corrêa, década de 1880
📸3: João Corrêa, década de 1920
📸4: Trem sobre o rio dos Sinos

18/08/2026

"Capella dos pretos"
Capela do Rosário - São Leopoldo

História da Irmandade Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

*Conteúdo produzido com IA

"Capella dos Pretos"Há 170 anos, em julho de 1856, na então vila de São Leopoldo, era inaugurada em procissão solene a C...
17/08/2026

"Capella dos Pretos"
Há 170 anos, em julho de 1856, na então vila de São Leopoldo, era inaugurada em procissão solene a Capela de Nossa Senhora do Rosário. Sua história começa quatro anos antes: em agosto de 1852, quando um grupo de pessoas pardas e preta - cativas e libertas - fundou a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

A irmandade nasceu como expressão pública da fé dessa comunidade e, ao mesmo tempo, como rede de amparo entre os seus. No compromisso que assinaram, os membros se obrigavam a visitar o irmão doente, socorrê-lo se caísse na pobreza, custear o enterro dos pobres e garantir missas pelos mortos. Num tempo em que quase não havia a quem recorrer, eles construíram um sistema de proteção e solidariedade.

Aberta a todos os crentes, a irmandade tinha hierarquia própria, diferente da que regia a vila: os cargos de maior prestígio, como Rei e Rainha, Juiz e Juíza, eram ocupados por negros. As festas eram o grande momento. Vestir os trajes com a insígnia do Rosário, levar a bandeira à frente, reinar como soberanos, desfilar pelas ruas da cidade: para quem muitas vezes não era nem dono de si, poder se enfeitar e conduzir a procissão era motivo de orgulho e afirmação.

Entre as lideranças houve muitas mulheres negras. Libania Maria da Conceição, foi a primeira entre tantas rainhas eleitas. A elas cabia a parte mais íntima da devoção: vestir e ornar a santa, preparar o altar e embelezar o andor com flores. No cuidado com o sagrado e no amparo mútuo entre irmãos, essas mulheres já demonstravam sua força, sua organização e sua fé.

Quando a capela começou a ser erguida, o padre, autoridades e até alguns senhores de escravos contribuíram com dinheiro e materiais. A fé, ali, criava espaços de convergência.
Com o tempo, o perfil da irmandade foi mudando e a predominância negra diminuindo. Na virada para o século XX, o antigo templo já estava em mau estado e foi demolido. Em 1903 começou a construção da nova capela, já na rua São João, cuja inauguração se deu em 1919 com a imagem de Nossa Senhora do Rosário sendo para lá transladada em procissão.

📸 1: Capela atualmente
📸 2: Procissão na rua independência por volta de 1900.
📸 3: 1934

ESFORÇO COMUNITÁRIOEm 30 de julho, a Escola Técnica Estadual Frederico Guilherme Schmidt completou 60 anos. Talvez pouco...
07/08/2026

ESFORÇO COMUNITÁRIO
Em 30 de julho, a Escola Técnica Estadual Frederico Guilherme Schmidt completou 60 anos. Talvez poucos lembrem que ela só existe por força e mérito da sociedade civil que, com recursos próprios e liderada por seus melhores cidadãos, ergueu em São Leopoldo essa instituição praticamente do nada.

Diante da necessidade de formação profissional, um grupo de leopoldenses fundou a "Comissão Pró-Construção da Escola Técnica Industrial Frederico Guilherme Schmidt". Não satisfeitos com as (tão atuais) desculpas oficiais de falta de verba, lideraram ampla campanha de arrecadação.

A comunidade abraçou a causa. Comércio e indústria comprometeram-se a contribuir mensalmente com um percentual do faturamento. Até os mais jovens responderam ao chamado: estudantes da cidade saíram a vender selos de Cr$ 50 e, a cada doze cartelas vendidas, ganhavam uma garrafa de Pepsi-Cola.

O nome da escola também não foi escolhido ao acaso. Frederico Guilherme Schmidt, o W***y Schmidt, foi um dos pioneiros da industrialização da região: fundou indústrias de couro, metalmecânica, metalurgia e química. Presidiu por duas décadas a Associação Comercial (atual ACIST São Leopoldo) e foi liderança atuante da comunidade luterana. Em 1946, elegeu-se deputado estadual, atuando em defesa dos descendentes de alemães então perseguidos. Faleceu subitamente aos 60 anos, em 1958, deixando um nome que inspirava admiração.

Em 1966, a escola abriu as portas, ainda dividindo a área com o antigo CTG Tio Lautério. Os pavilhões abrigaram oficinas de couro, eletricidade e mecânica.

São Leopoldo soube fazer brotar, do seio comunitário, aquilo de que precisava.
Numa época em que o dever para com a coletividade ainda era encarado como obrigação moral, cidadãos engajados resolveram agir. Pessoas que tinham seus negócios a tocar e, ainda assim, acharam tempo e energia para legar à cidade aquilo que lhe faltava.

Os parabéns de hoje vão à comunidade escolar e à memória de José Piovan, Elio Grisa, Auri Klein, Milton Rossi, Adalbérico Stumpf, Carlos Guinter e de tantos outros que sustentaram essa causa.

Que esse exemplo possa inspirar as próximas gerações.

Conhece alguém que estudou na escola ou ajudou a construí-la?

Heróis nos cercam por todos os lados: lembramos do Capitão América, da Mulher-Maravilha, de poderosos magos das história...
31/07/2026

Heróis nos cercam por todos os lados: lembramos do Capitão América, da Mulher-Maravilha, de poderosos magos das histórias de fantasia ou de pessoas famosas de outros lugares.

Mas é raro pensarmos que um herói pode deixar para trás objetos com histórias tão grandiosas quanto as suas. É o caso da medalha que o Museu guarda entre seus itens mais preciosos: uma peça forjada no metal de canhões conquistados nas guerras contra Napoleão Bonaparte.

Ao final das guerras napoleônicas, o rei da Prússia confiscou canhões do exército francês derrotado e mandou derreter o metal para transformá-lo em medalhas, distribuídas aos soldados prussianos como reconhecimento por seus méritos em batalha. Cada uma dessas medalhas carrega, portanto, um pedaço literal da história europeia do século XIX — canhões que um dia serviram à guerra, transformados em símbolos de honra.

Uma dessas poucas joias históricas atravessou o oceano e chegou até São Leopoldo nas mãos de um imigrante alemão: o coronel Dr. João Daniel Hillebrand, condecorado por sua participação nas batalhas contra Napoleão antes de se tornar, décadas depois, uma das figuras mais importantes da história da nossa cidade.

Hoje, guardada no Museu, a medalha é muito mais que um objeto de metal: é testemunha de um dos capítulos mais marcantes da história e, ao mesmo tempo, elo entre esse passado distante e a formação da nossa própria comunidade.

PS: como dizem os jovens, o portador dessa medalha farmou muita aura.

30/07/2026

Endereço

Avenida Feitoria, 3249
São Leopoldo, RS
93040290

Horário de Funcionamento

Terça-feira 08:30 - 12:00
13:30 - 17:30
Quarta-feira 08:30 - 12:00
13:30 - 17:30
Quinta-feira 08:30 - 12:00
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Sexta-feira 08:30 - 12:00
13:30 - 17:30
Sábado 08:30 - 12:00
13:30 - 17:30

Telefone

+555135924557

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