Mutirão de Luta dxs de Baixo

Mutirão de Luta dxs de Baixo Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Mutirão de Luta dxs de Baixo, São Paulo.

06/09/2016

Toda solidariedade aos presxs políticos

O Mutirão de Luta dxs de baixo vem a público manifestar o rechaço a escalada de repressão que o governo Temer vem realizando. No último ato contra o impedimento da Dilma, um grupo de 26 pessoas foram presas sem motivo algum.

Há algum tempo que a [farsa da] democracia vem produzindo presxs políticos em série, pra não dizer do extermínio da população negra e periférica. Nas jornadas de Junho de 2013 não foi diferente, o então governo Dilma, em conlúio com a classe dominante e seus ventrílocos de plantão, não titubeou em usar da força para conter os atos que conseguiram derrubar a tarifa. Do mesmo modo que estimulou a repressão e a prisão dxs lutadores, como aconteceu com o Vicente no Rio Grande do SUl, também desapareceu com muitxs companheirxs, o caso Amarildo no Rio está aí para provar.

A prisão de ontém, 4 de setembro, de 26 jovens que se preparavam para participar de uma manifestação em São Paulo, evidencia a repressão estatal que desde sempre impede a população de lutar por condições dignas de vida. Não foi à toa que o governo Lula encabeçou o golpe de estado no Haiti em 2004: ao “liderar” as tropas da OTAN (Organização do Tratato do Atlântico Norte), o governo brasileiro almejava adquirir tecnologia para controlar as populações que moram nas favelas e quebradas. Sob a tutela do império estadunidense e das técnicas de constra insurgência de Israel (produzidas a partir dos experimentos na Palestina), os milicos brasileiros foram treinados em campo de combate. Com este estes procedimentos de inteligência, o Estado brasileiro, então chefiado por Lula (agora “inimigo” do atual governo), implementou as Unidades de Polícia Pacificadora que, ao invés de pacificar, incendiaram as favelas do Rio de Janeiro, produzindo um grande êxodo populacional, uma vez que substituiram o tráfico local (moradores com fortes vínculos afetivos na favela) por paramilitares, que apenas tem legitimidade pelo terror que impõem a todxs moradores.

Como toda tecnologia exige uma adequação das regras de funcionamento da sociedade na qual são inseridas, o governo Dilma, em março 2016, aprovou a lei “Anti-terrorismo” que tipifica e transforma a ação política em crime de terrorismo. Com base neste novo artifício jurídico, o Estado pode prender, torturar, sequestrar, atuar fora da lei para “garantir” a ordem e a própria “lei”. Não nos enganemos, compas. O TERRORISMO DE ESTADO pode mudar de cara, pode mudar de nome, mas continua sendo terror, e o seu principal inimigo é o povo, principalmente se estiver organizado, forte.

Não podemos esquecer que os 26 foram presos em frente do Centro Culutral de São Paulo, antigo DOPS, um dos maiores símbolos de repressão e arbitrariedade do Estado. Inúmeros companheirxs foram torturados e morto neste centro de tortura, que até hoje faz suas vítimas.

A solidariedade para nós não é uma mera palavra escrita.

Se nos toca a um, nos tocam a todxs!

Todo poder para o povo!

Arriba lxs que luchan!

Venceremos!


Toda solidariedade aos presxs políticos O Mutirão de Luta dxs de baixo vem a público manifestar o rechaço a escalada de repressão que o governo Temer vem realizando. No último ato contra o impedimento da Dilma, um grupo de 26 pessoas foram presas sem motivo algum. Há algum tempo que a [farsa da] dem...

Toda solidariedade  comp@s presos ontém. Se tocam em um, tocam em todxs!!!Ato em frente ao forum na Barra Funda, agora....
05/09/2016

Toda solidariedade comp@s presos ontém.

Se tocam em um, tocam em todxs!!!

Ato em frente ao forum na Barra Funda, agora.



26 JOVENS PRESOS NUMA REUNIÃO DE DOMINGO NO CCSP?!

Ato hoje às 12h no Fórum da Barra Funda. Os 26 permanecem detidos e haverá audiência de custódia. Entenda a situação:

"URGENTE

Doze horas após a detenção, temos enfim as primeiras notícias concretas: os 26 jovens serão presos por associação criminosa e corrupção de menores, e passarão a noite no DEIC.

Eduardo Suplicy, Paulo Teixeira e Nabil Bonduki estiveram aqui e conversaram com os detidos: o grupo maior (21 jovens) se reuniu num ponto de encontro no Centro Cultural Vergueiro antes da manifestação. Foram cercados aproximadamente às 15h por policiais com armas letais e detidos por estarem supostamente portando pedras nas mochilas - coisas que eles negam. Um deles diz que nem tinha mochila, e que plantaram uma barra de ferro ao lado dele. Os materiais encontrados foram: máscara de gás, gaze, vinagre, bandanas. Eles negam ser adeptos da tática black bloc, sendo que uma das meninas fazia parte de um grupo novo de socorristas de protestos. Um dos detidos nem sequer estava indo para a manifestação - Felipe Ribeiro estava na biblioteca do CCSP fazendo um trabalho de faculdade. Os pais estão há horas na porta e não conseguiram falar nenhuma vez com o delegado.

Do total de 26 detidos, 5 são adolescentes e irão para a Fundação Casa. Os demais farão uma audiência de custódia amanhã e irão para a Penitenciária.

Mas isso tudo são informações "desencontradas", pois o delegado não veio em nenhum momento falar com a imprensa sobre a investigação e as acusações, nem deu a lista dos detidos. Os pais estão desesperados na porta da delegacia, sem saber o que fazer. O delegado permitiu que os pais dos adolescentes os vissem, mas não puderam conversar com eles.

E pior ainda não é isso: na delegacia, durante as cerca de oito horas em que os detidos ficaram completamente incomunicáveis, colheram depoimento dos adolescentes sem advogado presente e os fizeram assinar. (Os advogados ainda não tiveram acesso a esse documento.) Também "entrevistaram" os maiores de idade sem advogados presentes - sendo que os advogados estavam esperando na porta para serem atendidos desde as seis da tarde.

Como se não bastasse, muitos dos detidos ainda não puderam entrar em contato com os pais para avisar que foram detidos. Há dois membros dos Advogados Ativistas presentes e mais uns três advogados particulares, e alguns jornalistas que não tiveram acesso a nada. O delegado está "convicto" da acusação e não há nada que os advogados possam fazer."

O Cursinho Livre da SUL - Arriba lxs que luchan nasceu da luta secundarista de 2015. Os estudantes se formaram e se impô...
29/08/2016

O Cursinho Livre da SUL - Arriba lxs que luchan nasceu da luta secundarista de 2015. Os estudantes se formaram e se impôs a necessidade de construir um cursinho que pudesse dar condições axs lutadorxs de seguirem estudando.

Um cursinho construido pelx de baixo e para xs de baixo!

Segue a campanha de financiamento:
"Queridxs compas,
como parte da nossa política de financiamento, o Cursinho Livre da SUL acredita que a nossa autonomia e independência de classe depende do nosso auto-financiamento. Por isso, toda a grana que precisamos para manter o cursinho funcionando é resultado do noss suor e do nosso trabalho.

Como parte desta política, estamos vendendo rifas para finaciar o almoço dos educandos e dos educadores, as passagens de quem não tem pra condução e os xerox que precisamos.

O prêmio será uma sesta básica. Cada rifa sai por R$ 2,00 (dois reais).

Se alguém quiser comprar, mande um email [email protected]

Arriba lxs que luchan!
Venceremos!"

Queridxs compas, como parte da nossa política de financiamento, o Cursinho Livre da SUL acredita que a nossa autonomia e independência de classe depende do nosso auto-financiamento. Por isso, toda a grana que precisamos para manter o cursinho funcionando é resultado do noss suor e do nosso trabalho.

29/08/2016

Novo site: mutiraodeluta.noblogs.org

A classe trabalhadora é como um rio, por mais barreiras que a burguesia tente impor, o rio sempre dá um jeito de se reor...
29/08/2016

A classe trabalhadora é como um rio, por mais barreiras que a burguesia tente impor, o rio sempre dá um jeito de se reorganizar.

É impressionante a capacidade de ação dxs compas da fAu no Uruguai, que conseguiram atualizar o sindicalismo revolucionário sem dogmatismo e levando em consideração a realidade concreta da América Latina.

Arriba lxs que luchan!
Viva a fAu!
Viva a ROE!
Viva a auto-organização do povo latino americano!

23/08/2016

22/08/16 - O DIA QUE SE INICIOU A DISTRIBUIÇÃO DE MERENDA MOLHADA NA ETEC PIRITUBA

SÓ A LUTA MUDA A VIDA!!!

*¿ESCUCHARON?*Es el sonido de su mundo derrumbándose.Es el del nuestro resurgiendo.El día que fue el día, era noche.Y no...
17/07/2016

*¿ESCUCHARON?*

Es el sonido de su mundo derrumbándose.
Es el del nuestro resurgiendo.
El día que fue el día, era noche.
Y noche será el día que será el día.

Após 18 anos do levantamento ocorrido em Chiapas, mais de 40 mil zapatistas tomaram novamente as cabeceiras das cidades que foram palco do enfrentamento armado. Mas, diferente do passado, em 21 de dezembro de 2012, data em que termina [e recomeça] o calendário maia, as cidades foram tomadas em silêncio por uma marcha que se pode escutar em muitos rincões do mundo.

No Brasil, não foi diferente. Depois de anos de governos de conciliação de classes, de uma "abertura política" lenta e gradual que nunca se realiza, do oportunismo da classe política e de freios impostos pelos de cima, mas colocados pelos que vieram de baixo, seis meses após o segundo levantamento zapatista, o som da derrubada do mundo dos de cima pôde ser escutado por centenas de milhares de pessoas no Brasil. Das quebradas para o centro, do centro às quebradas, foi organizada a maior revolta popular que o Brasil já protagonizou. Anos de desespero e sofrimento foram produzindo um espírito de revolta e de raiva que serviram de fermento para as lutas nas ruas contra o roubo diário que o povo pobre, negro e periférico sofre nas catracas da cidade.

Não é de hoje que os ônibus se parecem aos navios negreiros, não é de hoje que temos que ir e voltar empinhocados num transito infernal, não é de hoje que acordamos antes da cidade para chegar no trabalho. Não é de hoje que nossa revolta se expressou no levantamento de massas. Nossos antepassados, os/as quilombolas, já nos ensinaram que a nossa existência depende da nossa resistência, nos ensinaram que a nossa vitória depende da nossa convicção, da nossa força, que não se vende nem se rende.

Os últimos dias de 2012 marcaram a luta /dxs de baixo/. Foi um marco para uma geração que não acredita mais nas "grandes políticas", nas "grandes Histórias", numa geração que aprendeu que a ação direta, a organização dos(as) de baixo, a horizontalidade, a autogestão são poderosos fermentos das lutas, também aprendemos, com Zapata, que um povo forte não precisa de líderes. A liderança é um valor que a burguesia e os poderosos querem introjetar em nós, pois causa disputa e inimizade entre os/as de baixo, torna frágeis as relações porque passamos a acreditar que o problema é o outro que está do nosso lado.

Por meio dos valores dos de cima, não nos reconhecemos em baixo. Apenas aprendemos a olhar pelos olhos dos poderosos, a desvalorizar nossos semelhantes. Mas nem sempre nossas lágrimas são de tristeza, hoje, mais do que nunca, nossas lágrimas são de raiva e esperança, de que no futuro, nosso mundo terá bases sólidas para derrubar os muros que sustentam os poderosos.

Dois anos depois, 2015, um novo levantamento protagonizado pela mesma geração que preferiu às ruas do que os gabinetes, que preferiu as lutas do que as negociações e conciliações. Um novo levantamento, agora organizado na sua maioria pelos estudantes pobres, periféricos e negros, que colocou mais uma vez o Estado e seus ventríloquos de plantão de joelhos, tiveram que voltar atras, "suspenderam" o projeto de reorganizar as escolas públicas. Mas sabemos que os poderosos sempre mostram a cara para esconder suas palavras, assim que as promessas de suspensão (como de praxe) não foram cumpridas, apenas serviu para desmobilizar as/os estudantes. Isso porque há ainda hoje inúmeros colaboradores do regime que apenas esperam uma ordem para tentar acabar com a luta do povo.

Os frutos destas lutas estão florescendo. Poucos meses depois, meninos e meninas de 12 a 17 anos, acompanhando o grande número de demissões de arte-educadores por evidentes motivos políticos, cansados das mentiras e falsas promessas, da burocracia burguesa que limita o que podem ou não acessar dentro dos equipamentos de cultura e dos desvios de verba, decidiram ocupar as fábricas de cultura. A ação direta, a horizontalidade, a combatividade e a autogestão são marcas desta nova geração de lutadoras e lutadores, resgatando práticas que são parte da nossa história de resistência, dos/as de baixo.

Neste fim de semana, o Estado conseguiu despejar a última fábrica de cultura ocupada pelos meninos e meninas do capão redondo. Na noite de sábado, como respostas, foi ocupada a Casa das Rosas, museu paulistano administrado pela Poiésis, empresa que também administra as fábricas de cultura. Apesar dxs desocupações, sabemos que a luta continua.

Toda força pra quem luta, todo apoio as ocupações das Fábricas de Cultura!

(imagem do Caio Castor)

https://mutiraodeluta.noblogs.org/post/2016/07/18/nota-de-apoio-as-ocupacoes-das-fabricas-de-cultura/

17/07/2016

MUTIRÃO de Luta dxs de Baixo é uma Tendência (organização político-social) que busca reunir militantes de movimentos sociais que tenham concordância com determinados princípios e acordos práticos (estratégias de luta), como por exemplo, ação direta, autogestão, federalismo e horizontalidade, feminismo, quilombismo dxs de baixo, apoio mútuo/mutirão. Nossa organização se encontra num nível intermediário entre o político (organizações políticas que possuem uma ideologia) e o social (espaço que aglutina todas as pessoas que lutam por uma mesma causa, como por ex, movimentos por terra, transporte, moradia, etc).

As nossas estratégias de luta nos ajudam a construir uma prática comum à Tendência para agir dentro dos movimentos populares (sindical, estudantil, reforma agrária, moradia) ou para contribuir na criação quando eles não existem. Tudo isso pois entendemos que os movimentos sociais não são combativos e revolucionários por natureza, podem tender tanto para a ruptura como para o pacto social. Assim, a nossa intervenção visa influenciar organicamente nossos espaços de militância para que através do acúmulo de força social, os movimentos populares tenham como horizonte a ruptura com o sistema capitalista.

O intuito de uma organização em nível intermediário é que ela tenha abertura para companheiras/os de diferentes ideologias do campo da esquerda, contanto que estejam de acordo com o programa pelo qual se luta e com nosso método de ação. Acreditamos na luta permanente com o objetivo de fazer avançar a organização popular, embrião da construção do socialismo libertário.

Porque Mutirão de Luta?
Mutirão, palavra que vem do Tupi Mõ – Tirõ (fazer junto). Palavra utilizada no português do Brasil para nomear as mobilizações coletivas populares que se organizam em torno de um objetivo comum. O mutirão tem como base a ajuda mútua e a solidariedade, em seu uso mais comum é uma expressão usada para denominar, por exemplo, o trabalho no campo ou na construção civil de casas populares, em que os frutos dos resultados todos que participam são beneficiários.

FAZER JUNTOS. Mobilização coletiva. Ausência de hierarquias. Solidariedade. Se para alguns são apenas palavras, para nós, são práticas cotidianas de resistência que garantem a nossa sobrevivência. Práticas que construíram e ainda constroem um mundo novo no campo e na cidade, seja no silêncio da noite ou nas sombras das cidades iluminadas.

Para fazer um mutirão é preciso trabalho coletivo, auto-disciplina, recriação de um outro espaço através da união de camaradas de luta, de garra e de brasa. Não é por acaso que a palavra MUTIRÃO sempre se refere ao trabalho organizado de maneira coletiva, horizontal e solidária. Seja no campo ou na cidade, nos becos e vielas, nas escolas e nas universidades, devemos construir espaços em que os/as de baixo sejam protagonistas da sua própria luta para que dessa maneira posssamos combater os rituais de dominação que produzem comportamentos de sujeição e obediência. Só fazendo juntos construiremos novas relações sociais, incorporando nas nossas práticas cotidianas valores que privilegiem a solidariedade em detrimento da competição, a horizontalidade no lugar da hierarquia e a construção coletiva no lugar da construção individual, pois, como dizia Zapata, “um povo forte não precisa de lideres".

Quem são as/os de baixo?

Como dizem as/os zapatistas, os homens e mulheres de milho podem ser de muitas cores, amarelos, vermelhos, roxos, azuis, negros… mas nunca saberemos ao certo, porque xs de baixo não tem rostos. Somos professores(as), trabalhadores(as), estudantes, desempregados(as), sem teto, sem terra, (i)migrantes, caipiras, sertanejos, indígenas, pretas(os), travestis. Temos inúmeras identidades e diferenças, mas nos reconhecemos em baixo, pois lutamos para destruir as relações sociais que permitem que alguns vivam em cima às custas do nosso sofrimento e exploração.

Por isso, os(as) de baixo também afirmam que há outro mundo que luta e resiste para continuar existindo. Um mundo que se constrói desde baixo e à esquerda, que possui outros valores, práticas e calendários (outro tempo). Precisamos nos organizar e lutar para construir a força social necessária para romper as prisões do sistema capitalista e colocar em funcionamento práticas de libertação produzidas na luta, além de fortalecer aquelas que já estão funcionando. Estas práticas precisam estar amarradas fio a fio com nossos princípios de autogestão, solidariedade e apoio mútuo (mutirão), horizontalidade entre as de baixo e a ação direta em todos os níveis, feminismo e o quilombismo dxs de baixo. Pois essas ações imediatas também apontam para o futuro que projetamos na construção de uma sociedade livre da dominação e da exploração (Socialismo Libertário). Portanto, acreditamos que o sujeito da mudança não está dado, mas precisa ser construído por nós e nossas organizações no processo [cotidiano] de luta dxs de baixo.


Carta de apresentação MUTIRÃO DE LUTA DXS DE BAIXO “Organizar os/as de baixo para derrubar os/as de cima” MUTIRÃO de Luta dxs de Baixo é uma Tendência (organização político-social) que busca reunir militantes de movimentos sociais que tenham concordância com determinados princípios e acordos prático...

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