Zipper Galeria

Zipper Galeria Zipper Galeria A Zipper galeria propõe sobretudo abertura aos novos discursos da arte contemporânea. Que, ao contrário, emerge com o cotidiano.
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Atrás da fachada tipo contêiner, exposições se sucedem com cadência e coerência. Ao frescor da linguagem contemporânea se soma a versatilidade do espaço expositivo, pensado para integrar, conectar, aproximar. Também a arquitetura, assinada por Marcelo Rosenbaum, se materializa para mostrar que arte não é distante, nem sisuda ou inacessível. No acervo, estéticas múltiplas e temas tão variados quant

o o universo de cada artista. Da fotografia à gravura, passando pela pintura, escultura, vídeo, desenho e instalação, é amplo o repertório desta galeria que desde 2010 se especializou em trazer à cena a produção artística de novos talentos.

15/04/2026

Na semana do Dia Mundial da Arte (15 de abril), convidamos artistas representados pela Zipper Galeria a compartilhar suas reflexões sobre o fazer artístico.

Willian Santos, radicado em Florianópolis, chegou à pintura pela arte urbana e hoje constrói uma obra figurativa que parte da paisagem. Pintura, desenho, objeto e instalação se articulam em sua pesquisa, com temas que vão do mítico ao histórico, passando por cenas da natureza. Sua individual mais recente na Zipper, “Águas Compostas” (2025), reuniu um conjunto de trabalhos inéditos com símbolos xamânicos e referências à cultura popular brasileira.

Acompanhe a série ao longo da semana.

14/04/2026

Encerramos mais uma edição da SP-Arte com a alegria de ter participado desse importante encontro do circuito de arte. Para marcar o fechamento da feira, Lucas Cimino, diretor da Zipper Galeria, selecionou 3 obras que prenderam seu olhar – de artistas que não são da Zipper :)

João Castilho (Belo Horizonte, 1978) trabalha com a fotografia em campo expandido. O motor de sua produção é o desejo de...
12/04/2026

João Castilho (Belo Horizonte, 1978) trabalha com a fotografia em campo expandido. O motor de sua produção é o desejo de pensar a Terra em sua multiplicidade, desorganizando escalas e misturando temporalidades.
 
Há na sua pesquisa o que ele próprio chama de “geologia da cor”: a perseguição de tonalidades semelhantes a partir de perspectivas distintas, gerando blocos de intensidade cromática que decompõem e recompõem os estratos das imagens. Em “Dois Sois” (2017), obra apresentada na , a fotoinstalação é inteiramente dominada por variações de laranja e vermelho.

Os poema-objetos de Katia Maciel (Rio de Janeiro, 1963) apresentados na  , “See” e “Infinity”, ambos em papel perfurado ...
12/04/2026

Os poema-objetos de Katia Maciel (Rio de Janeiro, 1963) apresentados na , “See” e “Infinity”, ambos em papel perfurado sobre espelho, operam com palavras inscritas por meio de perfurações mínimas sobre uma superfície escura, deixando que a luz do espelho subjacente transpareça pontualmente. O resultado é uma escrita constelacional: as palavras emergem como pontos luminosos sobre um fundo opaco, evocando a vastidão do céu noturno. 
 
Katia Maciel (Rio de Janeiro, 1963) é artista, poeta e professora titular da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Formada em História pela PUC-Rio, com mestrado em Cinema e História na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris e doutorado em Comunicação pela UFRJ, Maciel construiu uma trajetória em que pesquisa acadêmica e prática artística se alimentam mutuamente. É autora do conceito de “transcinema”, formulado para dar conta das situações expandidas do cinema contemporâneo, e publicou diversos livros teóricos e sete livros de poemas. Suas obras integram coleções como as do Museu de Arte do Rio, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Oi Futuro e Maison Européenne de la Photographie, em Paris.

Pedro Varela (Niterói, 1981) construiu ao longo de quase duas décadas uma pesquisa pictórica dedicada à paisagem como te...
12/04/2026

Pedro Varela (Niterói, 1981) construiu ao longo de quase duas décadas uma pesquisa pictórica dedicada à paisagem como território de ficção. Sua pintura incorpora referências literárias do período barroco e dos artistas viajantes coloniais para compor um imaginário tropical que não corresponde a nenhum lugar verificável, mas que ecoa discursos historicamente sedimentados sobre o que os trópicos deveriam ser.
 
A pesquisa de Varela dialoga com a tradição ornamental da arte na América Latina, interrogando a construção do exótico pelo olhar europeu sem abandonar o prazer visual que o ornamento proporciona. Suas influências remontam a Eckhout e a Guignard, passando pela literatura fantástica de Borges e Calvino.
 
Para a SP-Arte 2026, o estande da Zipper Galeria apresenta duas telas recentes do artista. “Vertido” (2025) é uma pintura de grande formato inteiramente dominada pelo vermelho: uma massa vegetal densa, composta por flores e frutos de espécies diversas, se acumula no centro da tela e escorre em gotejamentos. A monocromia vermelha radicaliza a pesquisa cromática de Varela, concentrando na cor única toda a carga de excesso que, em obras anteriores, se distribuía por paletas multicoloridas. 
 
Já “Medusa” (2026) retoma a tradição da pintura em azul, evocando a azulejaria colonial e a cerâmica de tradição europeia. A composição apresenta uma vegetação exuberante em tons de azul sobre fundo branco lavado, com escorridos que remetem à liquidez do processo pictórico. Uma figura humana emerge camuflada na folhagem, reforçando a ideia de fusão do corpo com a paisagem inventada.

Monica Piloni (Curitiba, 1978 - vive e trabalha em Bruxelas) constrói sua obra a partir do corpo feminino, tratado como ...
12/04/2026

Monica Piloni (Curitiba, 1978 - vive e trabalha em Bruxelas) constrói sua obra a partir do corpo feminino, tratado como matéria plástica sujeita a operações de espelhamento, desmembramento e multiplicação. Desde o início de sua trajetória, Piloni utilizou o próprio corpo como modelo para a produção de moldes em lifecasting, emprestando suas medidas e sua silhueta às figuras que cria. Esse gesto, que parte do autorretrato, expandiu-se até se tornar um retrato simbólico da experiência feminina em sentido amplo.
 
Suas esculturas reconfiguram a anatomia humana por meio de procedimentos precisos: membros são subtraídos ou duplicados, rostos desaparecem, pernas se triplicam para sustentar corpos que giram sobre si mesmos. O acabamento em pintura automotiva acetinada, a pele de textura industrial e o cabelo sintético reforçam a artificialidade deliberada dessas figuras. Piloni declarou que seu objetivo estético e conceitual é alcançar o ‘unheimlich’ freudiano, aquilo que é ao mesmo tempo familiar e inquietante, capaz de provocar repulsa e fascínio no observador. A morbidez presente em sua obra, segundo a artista, confere uma nebulosidade aos corpos nus, que se apresentam em poses imponentes, com músculos visíveis e uma sensualidade perturbadora.

Na , Piloni está representada por “Mergulhadora” (2020), escultura suspensa por cabo de aço em que uma figura feminina se contorce no ar, invertida, com os membros dobrados sobre si mesmos. A obra condensa aspectos centrais da pesquisa da artista: o corpo feminino deslocado de qualquer apoio estável, a postura acrobática que evoca a leveza do mergulho e o peso da queda, a ausência de chão como dado escultórico.

Nina Pandolfo (Tupã, SP, 1977) pertence à geração de artistas brasileiros que, ao longo dos anos 1990, construiu sua lin...
12/04/2026

Nina Pandolfo (Tupã, SP, 1977) pertence à geração de artistas brasileiros que, ao longo dos anos 1990, construiu sua linguagem a partir do grafite nas ruas de São Paulo e, na década seguinte, alcançou reconhecimento institucional em galerias e museus ao redor do mundo. 
 
Pandolfo começou a pintar muros na adolescência, em um circuito então marcadamente masculino. Suas figuras femininas de olhos grandes, que já apareciam em pequenas telas antes de ocupar empenas urbanas, tornaram-se ao mesmo tempo a marca mais singular de sua produção e o elemento que lhe impôs maior resistência dentro da cena do graffiti.
 
Ao longo de mais de trinta anos de carreira, Nina Pandolfo participou de projetos emblemáticos como a pintura da fachada do Castelo Kelburn, na Escócia (2007), ao lado de OsGemeos e Nunca, e integrou exposições em instituições e feiras na Alemanha, nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Índia, além de ter obras no acervo do MAC-USP. Atualmente, a artista está prestes a inaugurar “Portais” no Farol Santander, projeto que amplia seu universo pictórico para uma experiência imersiva.
 
Na pintura apresentada na , duas personagens femininas ocupam o primeiro plano sobre fundos segmentados em blocos de rosa e lilás, acompanhadas por pequenas abelhas, corações flutuantes e objetos narrativos como um barco ornamentado. O detalhamento minucioso das estampas nos tecidos das figuras e a precisão gráfica dos rostos coexistem com áreas de cor plana e chapada, evidenciando o domínio técnico que a artista acumulou na transição do muro para a tela.

  – Ivan Grilo (Itatiba, SP, 1986) desenvolve uma pesquisa que articula sensibilidade afetiva, camadas políticas e quest...
11/04/2026

– Ivan Grilo (Itatiba, SP, 1986) desenvolve uma pesquisa que articula sensibilidade afetiva, camadas políticas e questões ligadas à passagem do tempo. A literatura é elemento basilar de seus trabalhos, e sua prática de escrita conduz uma investigação contínua sobre memória, silêncio e linguagem.

Com obras em acervos de instituições como MoMA e Solomon R. Guggenheim Museum (Nova York), MAM-SP, MAM-Rio, MAR e Pérez Art Museum Miami, Grilo consolidou uma trajetória de duas décadas marcada pela capacidade de dar corpo material àquilo que é etéreo.

Um dos eixos centrais de sua produção é a materialização de frases em placas de bronze. Ao gravar palavras em um metal associado à durabilidade e à permanência, o artista opera uma transmutação simbólica: transforma o intangível em matéria concreta, firme e duradoura. Há, contudo, uma subversão deliberada nesse gesto. O bronze, convencionalmente ligado à monumentalidade, é empregado para acolher frases sensíveis que remetem à transitoriedade e à delicadeza da existência humana. É nessa operação de condensar o impalpável que reside a potência de seu trabalho.

Muitos de seus textos são redigidos em tom de mantra: frases que precisam ser lidas, pronunciadas e meditadas para terem seus sentidos plenamente acessados. O público é convocado à posição de locutor, de agente ativador da obra. As frases funcionam como portais de introspecção, operados nas experiências individuais de quem as contempla.

  – Nascida em Palermo, Itália, em 1961, Laura Villarosa vive e trabalha em Niterói, Rio de Janeiro, desde os anos 1980....
11/04/2026

– Nascida em Palermo, Itália, em 1961, Laura Villarosa vive e trabalha em Niterói, Rio de Janeiro, desde os anos 1980. Sua pesquisa se estrutura em torno da paisagem como campo expandido, no qual a pintura e as técnicas têxteis operam em regime de equivalência. Fios, resina e aquarela são os materiais recorrentes de uma produção que recusa a mera representação do natural para propor, em seu lugar, uma construção material da experiência sensível diante da terra.

A formação de Villarosa articula um percurso em pintura e cor com o aprendizado de práticas têxteis incorporadas ao trabalho autoral a partir de 2017, quando passou pelo programa Imersões Poéticas da Escola Sem Sítio, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, sob acompanhamento do artista Efrain Almeida. A artista passa a tratar o processo como matéria constitutiva da obra, acumulando camadas de fios, tecidos e pigmentos sobre superfícies que adquirem espessura e volume. A paisagem que emerge desse procedimento não é literal. Trata-se de uma paisagem que a própria artista define como “sensível”, aberta à completude pelo olhar do espectador.

Fernando Velázquez investiga como as tecnologias contemporâneas operam enquanto forças mediadoras que moldam a experiênc...
11/04/2026

Fernando Velázquez investiga como as tecnologias contemporâneas operam enquanto forças mediadoras que moldam a experiência sensível do mundo. 
 
Na , Velázquez apresenta obras da série “Mindscapes”, pesquisa em curso desde 2011 que constitui um dos eixos centrais de seu trabalho. Algoritmos computacionais generativos se modificam de modo sutil e progressivo, até produzir configurações abstratas, espécies de “quase-tomografias” que capturam dinâmicas emergentes da atividade cerebral. As faixas verticais de cor evocam a lógica de varredura e processamento de dados, traduzida em campos cromáticos de alta saturação.
 
As imagens algorítmicas sobre metacrilato partem de especulações sobre a natureza da atividade cerebral enquanto fluxo de dados. A série examina os processos que operam as transformações da percepção à cognição, da experiência à memória. As referências do artista nessa investigação incluem pensadores do imaginário e da antropologia visual, como Gilbert Durand e Gaston Bachelard, além de nomes da neurociência como Eric Kandel e António Damásio.

Nosso estande C8 na [ ](https://www.instagram.com/explore/tags/sparte2026/) apresenta um panorama de mais de sete década...
11/04/2026

Nosso estande C8 na [ ](https://www.instagram.com/explore/tags/sparte2026/) apresenta um panorama de mais de sete décadas da arte produzida no Brasil e em diálogo com o país, reunindo nomes que definiram os rumos da arte moderna e contemporânea brasileira.

Abraham Palatnik, Alex Cerveny, Amílcar de Castro, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Arcangelo Ianelli, Cildo Meireles, Cruz Díez, Damien Hirst, Di Cavalcanti, Djanira, Emanoel Araujo, Frans Krajcberg, Geraldo de Barros, Gonçalo Ivo, Helio Oiticica, Iberê Camargo, José Roberto Aguilar, Leonilson, Manabu Mabe, Megumi Yuasa, Mira Schendel, Nelson Leirner, Os Gêmeos, Paulo Pasta, Sacilotto, Samsor Flexor, Siron Franco, Tunga, Vik Muniz, Waltércio Caldas, Yolanda Mohalyi, Yutaka Toyota, entre outros.
 
📍 Até 12 de abril, no Pavilhão da Bienal
📌 Estandes C8 – Zipper Open

Endereço

Rua Estados Unidos 1494
São Paulo, SP
01427-001

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 19:00
Terça-feira 10:00 - 19:00
Quarta-feira 10:00 - 19:00
Quinta-feira 10:00 - 19:00
Sexta-feira 10:00 - 19:00
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