12/05/2026
LAURA VINCI
n. 1962, São Paulo (SP), Brasil.
Vive e trabalha em São Paulo (SP), Brasil.
Laura Vinci iniciou sua produção nos anos 1980, desenvolvendo uma pesquisa sobre corpo, espaço, matéria e tempo. Conhecida por esculturas, instalações e intervenções, investiga a transformação da matéria e a efemeridade dos elementos, utilizando materiais como mármore, pó, vidro, água, gelo e v***r. Em “Arte/Cidade III” (1997), transformou um edifício em uma espécie de ampulheta ao deixar o pó da decomposição atravessar seus andares, enquanto em “Máquina do mundo” (2005), instalação permanente de Inhotim, criou um ambiente tomado por pó de mármore extremamente fino. Obras como “Ainda viva” e “Choro” evidenciam temas recorrentes em sua trajetória, como a passagem do tempo, os estados da matéria e a percepção do espaço.
Entre suas principais exposições individuais destacam-se “Fluxos”, no MuBE, São Paulo (2025); “TRIZ”, no CAPC Coimbra (2025) e na Galeria Marcelo Guarnieri (2024); “Maquinamata”, na Galeria Nara Roesler, Rio de Janeiro (2022); “Todas as graças”, no Instituto Ling, Porto Alegre (2018); “No ar”, na Casa França-Brasil, Rio de Janeiro (2015); e “The Naked Magician”, apresentada em Estocolmo (2014) e Copenhague (2015). Participou ainda da 26ª Bienal de São Paulo, das 2ª, 5ª e 7ª Bienais do Mercosul e da 10ª Bienal Internacional de Cuenca.
Paralelamente à sua produção artística, Laura Vinci atua como cenógrafa e diretora de arte em projetos realizados com o Teatro Oficina, a mundana companhia e o Teatro da Vertigem. Entre eles estão “Cacilda!”, dirigido por José Celso Martinez Corrêa, “O idiota”, “O Duelo”, “Na Selva das Cidades” e “O Canto do Maldoror: Terra em Transe” (2024). Em 2023, publicou o livro “Teatro das matérias”, pela Nara Livros. Sua obra integra coleções como Pinacoteca do Estado de São Paulo, Instituto Inhotim, MAC-USP e MAM-SP.
Segundo o crítico Paulo Sergio Duarte, “em contato com os seus trabalhos, experimentamos um tempo perdido, não o da memória proustiana, mas aquele que foi sequestrado pela vida contemporânea”.