Para preservar a memória feminina, em 1923 é fundado o Instituto Feminino da Bahia, que abriga o Museu do Traje e do Têxtil, Arte Décor, Arte Popular além de uma biblioteca. Henriqueta Martins Catharino e Monsenhor Flaviano Osório Pimentel. No ano
de 1923 a Casa São Vicente, é fundada, localizada no Terreiro de Jesus, mas, com o crescimento das atividades, seus fundadores se vêem obrigados a bus
car espaços mais amplos. A sede se transfere sucessivamente para a Praça da Piedade (1925), para as imediações do Rosário (1927) e, em 1939, é construída a atual sede no terreno que antes abrigava o grande Teatro Politeama, destruído por um incêndio no início da década de trinta, o qual deu nome a toda esta localidade, funcionando como ginásio feminino. O prédio, com uma área de 5.000m², era o espaço ideal para as novas atividades do Instituto. Henriqueta deu início a uma coleção, com peças em sua maioria do século XIX, cujo objetivo era criar um museu que preservasse a história das famílias baianas. Para tanto começou adquirindo peças que fizeram parte do cotidiano de outrora. Dessa forma, foi formada uma rica coleção com peças de arte decorativa, mobiliário, vestuário e acessórios femininos, além de uma grande coleção de arte popular de várias regiões do país. Atualmente a Fundação Instituto Feminino da Bahia / Museu Henriqueta Catharino abriga 3 Museus: O Museu de Arte Décor, o Museu de Traje Têxtil e o Museu de Arte Popular. Mantêm também aberta uma biblioteca que atende aos pesquisadores e público em geral. No acervo do Museu temos peças raras como o Manto da Princesa Isabel, o crucifixo de Joana Angélica, objetos de arte, além de roupas de crioulas e de célebres costureiros franceses.