Ecomuseu de Sepetiba

Ecomuseu de Sepetiba Espelho onde se revê e se descobre a própria imagem. Lugar de memória viva! O que é um Ecomuseu? João VI, D. Pedro I, D.
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Qual a sua importância para a comunidade de Sepetiba/RJ?


“ECOMUSEU é uma ação museológica consciente da COMUNIDADE com o objetivo de desenvolver o TERRITÓRIO que habita, a partir da valorização da História Local e do PATRIMÔNIO (natural e cultural) nele existente.” (Ângelo, Carvalho e Louvise; 2005 - Ecomuseu de Santa Cruz-Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro). Sepetiba foi palco de importante

s acontecimentos durante as três principais fases da história do país: Brasil Colônia, império e república; povoado pelos corajosos índios Tamoios, foi aldeamento jesuítico, cenário da batalha naval contra os holandeses, sua baía e praias serviram de local de desembarque para o quinto do ouro, tráfico do mesmo, tráfico de escravos,de pau-brasil, cenário da luta dos corsários dentre outros muitos acontecimentos. Personagens históricos passaram pelo bairro de Sepetiba e navegaram pela baía reconhecendo sua beleza e tranqüilidade, como D. Leopoldina, José Bonifácio, o Visconde de Sepetiba, Jean Baptiste Debret dentre muitos outros; abrigou republicanos e anti-republicanos; foi cenário da tragédia ocorrida durante o período de transição Império/República: o fuzilamento dos marinheiros na ilha da pescaria (Ilha dos marinheiros) dentre muitos outros acontecimentos não disseminados ou com sua veracidade ainda não comprovada. Há indícios de que até mesmo os holandeses estiveram no local, além dos franceses é claro, que inclusive utilizaram a falta de monitoramento na Bahia de Sepetiba para invadirem a cidade, motivo pelo qual algum tempo depois D. João VI mandaria construir ali três fortes temendo uma outra invasão. Algumas áreas do bairro possivelmente já eram habitadas por índios antes mesmo da chegada do homem branco, a prova disso encontra-se no fato de existirem três sambaquis no bairro devidamente descritos e registrados por arqueólogos, para nos assegurar da veracidade de tal afirmação basta consultar o livro Pré-história do estado do Rio de Janeiro de Maria da Conceição Moraes Coutinho Beltrão de 1978, além disso existem alguns relatos de que foram construídos pelos jesuítas túneis para facilitar fugas, transportes etc. na região, o que poderia ter sido preservado no caso de confirmada a informação. Estes são apenas alguns dos fatos que colocam Sepetiba em notória evidencia histórica. Além da importância histórica Sepetiba ainda tem seus atributos naturais, por isso mesmo tantas personagens importantes na história do país encantaram-se com o lugar,além de artistas e naturalistas mas Sepetiba vem sendo vítima de um rápido processo de degradação há muitos anos, que vem se configurando desde o inicio do processo de crescimento da cidade, da indústria do Rio de Janeiro, enfim da expansão do capitalismo, a praia maravilhosa que era descrita em livros dos naturalistas e cientistas, pintada por artistas e da qual nossos avós tanto falavam em nada se parece hoje com as descrições que faziam dela. As obras do Atual de Itaguaí não estavam concluídas em meados do século XX mas o estrago ocasionado pela INGÁ, dentre outros problemas como o crescimento populacional desordenado etc. já era impressionante, áreas de vegetação já haviam sido devastadas para construção de casas a vegetação nativa característica da região desapareceu, a mistura de esgoto despejado nas praias sem tratamento, lixo de todo tipo, material químico dentre outros elementos maléficos para a saúde dos humanos e dos animais, da vida em geral já era rotina no inicio na década de 1990. A criação de um Ecomuseu em Sepetiba encaixa-se perfeitamente nas necessidades da comunidade e do meio ambiente da região, o Ecomuseu vai além da ecologia, seu conceito é muito mais complexo, o termo está ligado a numerosos outros conceitos como o de território, espaço como objeto de interpretação, sistema museográfico, instituição administrativa, reserva ambiental dentre outros, lugar de memória viva. Sepetiba é rica em histórias e memórias, havia no bairro diversos tipos de manifestações culturais, ocorriam saraus, cirandas, rodas de vários tipos, também há indícios da existência de um folclore local, mitos e lendas que eram contados para as crianças e que felizmente ainda perduram em alguns poucos discursos e relatos que precisam ser documentados e transmitidos para as futuras gerações. Segundo Thompson (1992) é por meio da história que as pessoas comuns procuram compreender as “revoluções” e mudanças por que passam em suas próprias vidas: transformações sociais, culturais, guerras, mudanças comportamentais, econômicas, mudanças tecnológicas, degradação ambiental etc. Através da história local, um bairro ou uma cidade procura um sentido para sua própria natureza em mudança, em constante transformação e assim estabelecem-se os vínculos, foi isso o que aconteceu com muitos moradores que não são o que se pode chamar de “naturais” de Sepetiba, mas através do conhecimento da história local, do relato de moradores antigos, de velhos pescadores aprenderam a respeitar e a amar o bairro e resolveram então reagir quanto a isso, publicando textos na internet, criando blogs, perfis e comunidades em sites de relacionamento e, finalmente após o contato com os representantes do NOPH e do Ecomuseu Quarteirão Cultural do Matadouro nós, moradores entendemos o significado de Ecomuseu e percebemos como a criação do nosso seria primordial para que não deixemos acabar com o pouco que ainda nos resta de nossa memória e de nossa história. Através das ações que vem ocorrendo na região a população local foi apresentada a sua história e “tomou de volta” suas memórias, coletando relatos dos moradores mais antigos, pesquisando em arquivos etc, e com a realização da Roda de Lembranças viabilizada pela I Jornada de Formação em Museologia Comunitária que nos colocou em contato direto com outras regiões do país que passaram por problemas semelhantes aos nossos, com o Ecomuseu Quarteirão Cultural do Matadouro, o NOPH e etc. , a nossa indignação foi transformada em ação e então partimos para a elaboração do projeto para o reconhecimento da comunidade como processo ecomuseológico. Do vínculo com o passado se extrai a força para a formação da identidade (Bosi, 2004), o que ocorria em Sepetiba era um conflito identitário grave e a ausência de vínculo dos moradores mais jovens para com seu bairro e através da orientação dada pelo Ecomuseu de Santa Cruz e pelo NOPH essa situação vem se transformando.De acordo com Pacano (2005), a memória enquanto reconstrução do passado no presente, ou enquanto determinações do passado sobre o presente, pode tanto “escravizar” como “libertar”; os moradores de Sepetiba haviam até então acomodado-se a uma visão central, à interpretação dominante da história nacional que sempre os excluiu e os esqueceu ou (manipulou os registros) e entenderam que era preciso criar um novo conhecimento que valorizasse seu território, seu bairro, sua “terra”, sua história e ainda não acreditavam em sua própria força para a transformação. O Ecomuseu deve ser uma expressão do homem e da natureza. Por isso, o objeto neste contexto não é apenas o homem ou o meio ambiente que o cerca, mas a relação que se dá entre os dois e todas as possíveis relações entre o homem e o Real que acontecem no território determinado.Este museu é uma expressão do tempo, quando a interpretação remonta desde o momento da aparição do homem dividindo-se através dos tempos pré-históricos e históricos para chegar no tempo do homem do presente. O Ecomuseu, em sua multiplicidade comunitária constitui-se de uma comunidade e um objetivo: o desenvolvimento desta comunidade. Devido a todo o processo de degradação ambiental famílias inteiras viram-se desamparadas economicamente, pois viviam da pesca, do turismo, e de todo o resto de atividades econômicas relacionadas com o meio ambiente, com a baía de Sepetiba.Com a degradação da baía o único meio de subsistência dessas famílias foi tirado, já não podiam viver da pesca, de seus bares e restaurantes que vendiam o famoso peixe frito de Sepetiba, o delicioso camarão etc., toda a comunidade era voltada para atividades relacionadas com o turismo e a pesca, conseqüentemente dependia das temporadas de veraneio, há uma necessidade imensa de resgatarmos a auto-estima desses homens e mulheres que se sentiram impotentes diante da drástica transformação que ocorreu em suas vidas. O Movimento Ecomuseu Sepetiba inicia uma luta para que a auto-estima dos moradores tão castigados com todo esse processo de degradação, com a precariedade e a exclusão social, cultural e econômica a que foram expostos voltem a sentir orgulho de si mesmos, de seu bairro, de sua história e de sua baía. O Ecomuseu ao labutar em favor do desenvolvimento da comunidade, deve levar em conta os problemas e questões colocadas em seu âmago tratando-os de maneira crítica analítica estimulando o processo de conscientização e a criatividade da população, para isso utilizando as informações do seu passado e presente para que ela venha a pensar o futuro de forma questionadora e esperançosa. Nas palavras de Odalice Priosti de acordo com a sua experiência no Ecomuseu de Santa Cruz o Ecomuseu “é um espaço de relações entre uma comunidade e seu ambiente natural e cultural, onde se desenvolve, através das ações de iniciativa comunitária, um processo gradativamente consciente e pedagógico de patrimonialização, apropriação e responsabilização dessa comunidade com a transmissão, cuidado e transformação do patrimônio comum e, conseqüentemente, com a criação do patrimônio do futuro. A partir dessa prática, a comunidade se conscientiza do seu papel e responsabilidade com o patrimônio, usando-o como um dos recursos para o desenvolvimento local. “Uma educação para a libertação e não para a dominação” plantar a semente, despertar o amor, o desejo de preservação e a conscientização dessas gerações é mister para o desenvolvimento da comunidade.

Jaci Maré tem um convite especial para você!No próximo dia 16 de agosto, a partir das 9 horas da manhã, venha participar...
09/08/2026

Jaci Maré tem um convite especial para você!

No próximo dia 16 de agosto, a partir das 9 horas da manhã, venha participar do Passeio de Reconhecimento do Ecomuseu de Sepetiba, uma experiência para conhecer as histórias, as paisagens, os saberes e as memórias que fazem parte da nossa comunidade.

Nesta edição especial, dedicada ao Agosto Lilás, caminharemos juntos em um momento de reflexão sobre a importância do respeito, da proteção e da valorização das mulheres, fortalecendo laços de cuidado econstruindo uma sociedade mais justa e acolhedora para todos.

📍 Ponto de encontro: em frente à estátua de Iemanjá, na Praia do Recôncavo (Praia Dona Luíza).

🌊 Traga sua curiosidade e venha descobrir as riquezas naturais e culturais de Sepetiba ao lado do Ecomuseu.

✨ Conhecer para preservar. Cuidar para transformar.

09/08/2026

Da memória ao futuro, da comunidade para a comunidade. 🌿✨

Ontem, o Ecomuseu de Sepetiba teve a alegria de participar da Feira de Empreendedorismo de Sepetiba, um espaço de encontro, valorização da cultura local e fortalecimento dos laços que unem nossa comunidade.

Por meio dos banners apresentados e da dedicação do nosso voluntário Ventolidio Jose De Almeida Neto , compartilhamos um pouco da história, da memória e das ações desenvolvidas pelo Ecomuseu em defesa do patrimônio cultural, ambiental e afetivo de Sepetiba.

Agradecemos a todos os expositores, visitantes e organizadores que contribuíram para tornar este dia ainda mais especial. Iniciativas como esta fortalecem o comércio local, incentivam a economia solidária e reafirmam a importância de preservar as histórias e os saberes do nosso território.

Seguimos acreditando que cuidar da memória também é cuidar das pessoas, da cultura e do futuro. 💙

📍Sepetiba, território de memórias, encontros e resistência.

03/08/2026

Jaci Maré convida você para mais uma aventura por Sepetiba!

Entre as águas calmas da baía, os pequenos barcos de pesca, os manguezais e as histórias guardadas pela comunidade, Jaci Maré volta a caminhar pelas paisagens de Sepetiba para convidar crianças, jovens e adultos para mais um Passeio de Reconhecimento promovido pelo Ecomuseu de Sepetiba.

Venha descobrir memórias, patrimônios, saberes e as belezas naturais que fazem deste território um lugar único. Durante o percurso, vamos conhecer um pouco mais sobre a cultura caiçara, a pesca artesanal, a importância dos manguezais e as histórias que moldaram a região ao longo dos séculos.

📅 Data: 16 de agosto de 2026

🕘 Horário: a partir das 9h da manhã

📍 Ponto de encontro: em frente à estátua de Iemanjá, na Praia do Recôncavo (Praia Dona Luíza), em Sepetiba.

O passeio é gratuito e aberto a todos que desejam conhecer, valorizar e preservar a história e a natureza de Sepetiba.

⚓ Traga água, protetor solar, chapéu e muita curiosidade para embarcar nessa experiência!

✨ Ecomuseu de Sepetiba: um museu que pulsa nas pessoas, nas memórias e nas águas.

SEPETIBA: ENTRE A BELEZA E A VULNERABILIDADENa última quarta-feira (30), rajadas de vento superiores a 100 km/h atingira...
31/07/2026

SEPETIBA: ENTRE A BELEZA E A VULNERABILIDADE

Na última quarta-feira (30), rajadas de vento superiores a 100 km/h atingiram o estado do Rio de Janeiro, provocando quedas de árvores, interrupções no transporte e deixando milhares de pessoas sem energia elétrica. Em Sepetiba, muitas famílias permaneceram por mais de 24 horas sem luz, internet e comunicação, revelando, mais uma vez, a fragilidade da infraestrutura em territórios historicamente negligenciados.

Enquanto a beleza da Baía de Sepetiba encanta moradores e visitantes, a realidade expõe desafios profundos: a vulnerabilidade das áreas costeiras, a desigualdade territorial e os impactos cada vez mais intensos da crise climática.

Eventos extremos, como vendavais, ondas de calor, secas e tempestades, não afetam todos da mesma maneira. As populações periféricas e os territórios segregados costumam sofrer as consequências mais severas, enfrentando dificuldades para acessar serviços essenciais e reconstruir suas rotinas após cada desastre.

A crise climática não é apenas uma questão ambiental: ela também é social, econômica e política. Falar sobre mudanças climáticas significa discutir justiça ambiental, planejamento urbano, infraestrutura resiliente, preservação dos manguezais e o direito de todos a uma cidade mais segura e sustentável.

Sepetiba está na linha de frente dessa discussão.

Proteger a Baía de Sepetiba, fortalecer a educação ambiental crítica e investir em políticas públicas para a Zona Oeste é proteger a memória, a cultura, o território e a vida de milhares de pessoas.

Sepetiba resiste. Mas resistir não pode ser a única alternativa.

21 ou 22? Afinal, quantos eram?Quando pesquisamos a história, nem sempre encontramos respostas prontas. Muitas vezes, en...
27/07/2026

21 ou 22? Afinal, quantos eram?

Quando pesquisamos a história, nem sempre encontramos respostas prontas. Muitas vezes, encontramos perguntas.

Ao investigar o episódio conhecido como Os Fuzilados de Sepetiba, nos deparamos com uma aparente contradição: enquanto reportagens publicadas pelo Jornal do Brasil, em dezembro de 1894, mencionam a captura de 22 jovens ligados ao v***r Uranus, décadas depois, o jornal A Manhã, em uma reportagem especial publicada em 1949, refere-se ao episódio como o fuzilamento de 21 marinheiros.

Seria um erro? Uma diferença de interpretação? Ou haveria uma explicação para essa divergência?

A pesquisa histórica exige justamente esse cuidado: confrontar documentos, comparar versões, compreender o contexto em que cada fonte foi produzida e reconhecer que nem sempre elas dizem exatamente a mesma coisa.

É esse trabalho que o Ecomuseu de Sepetiba vem realizando: reunir documentos, jornais da época,mapas, relatos e outras evidências para reconstruir, com o máximo de rigor possível, um dos episódios mais marcantes — e ainda pouco conhecido — da história de Sepetiba.

👩‍🏫 Esta série é fruto da pesquisa histórica desenvolvida pelo Ecomuseu de Sepetiba, baseada no cruzamento de fontes primárias e secundárias, buscando sempre apresentar ao público informações fundamentadas e contextualizadas.

Na próxima segunda-feira, continuaremos essa investigação. Vamos conhecer melhor quem eram esses jovens, por que estavam no v***r Uranus e o que os documentos da época revelam sobre seus últimos momentos.

Porque preservar a memória também é fazer perguntas, investigar documentos e compreender que a história é construída a partir das evidências que chegaram até nós.

E você, já conhecia esse episódio da história de Sepetiba? Qual hipótese faz mais sentido para você: eram 22 capturados e 21 executados ou existe outra explicação? Conte para nós nos comentários.

Fontes: Jornal do Brasil (1894–1895), Gazeta de Notícias (1895), A Manhã (1949), Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, Diário do Rio e pesquisas do Instituto Social Ecomuseu de Sepetiba.

26 de julho - Dia Internacional para a Conservação do Ecossistema de ManguezaisOs manguezais estão entre os ecossistemas...
26/07/2026

26 de julho - Dia Internacional para a Conservação do Ecossistema de Manguezais

Os manguezais estão entre os ecossistemas mais importantes do planeta. Reconhecidos pela UNESCO, eles são verdadeiros berçários da vida marinha, protegem o litoral contra a erosão, armazenam grandes quantidades de carbono e garantem a sobrevivência de inúmeras espécies e de comunidades tradicionais que deles dependem.

Na Baía de Sepetiba, os manguezais são parte da nossa história, da nossa biodiversidade e da nossa identidade. Neles vivem espécies como o caranguejo-uçá, peixes, aves e diversos outros organismos que mantêm o equilíbrio desse ambiente tão rico e indispensável.

Infelizmente, esse patrimônio natural continua ameaçado pela poluição, pelos aterros, pela ocupação desordenada e pelos impactos das atividades industriais e portuárias. Preservá-lo é um compromisso coletivo.

O Ecomuseu de Sepetiba reafirma seu compromisso com a educação patrimonial e ambiental, a pesquisa científica, a valorização dos saberes locais e a mobilização da comunidade em defesa dos nossos ecossistemas.

💚 Cuidar dos manguezais é cuidar da vida, da memória e do futuro de Sepetiba.

📚 Fontes: UNESCO; Convenção de Ramsar; ICMBio; Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Das enchentes de 1936 aos desafios climáticos do presenteAs fotografias publicadas por Hildebrando de Araújo Góes, em A ...
24/07/2026

Das enchentes de 1936 aos desafios climáticos do presente

As fotografias publicadas por Hildebrando de Araújo Góes, em A Baixada de Sepetiba (1942), registram um período em que as grandes enchentes faziam parte da realidade da região. O autor descreve uma Baixada marcada por extensos brejos, rios de baixa declividade e frequentes alagamentos, cenário que motivou importantes obras de drenagem e saneamento ao longo do século XX.

Quase nove décadas depois, a história continua nos ensinando. Hoje, além das características naturais da Baixada, enfrentamos um novo desafio: as mudanças climáticas. Fenômenos como o El Niño podem intensificar as chuvas em diferentes períodos do ano no Sudeste brasileiro, aumentando o risco de enchentes, transbordamentos de rios e canais, impactos sobre comunidades, manguezais, atividades pesqueiras e infraestrutura.
Conhecer o passado não significa acreditar que ele se repetirá da mesma forma, mas compreender que um território historicamente vulnerável às águas exige planejamento, preservação ambiental e políticas públicas capazes de enfrentar uma realidade climática cada vez mais extrema.

A memória é uma ferramenta de prevenção. Ao olhar para as imagens de 1936, também refletimos sobre o presente e sobre o futuro que queremos construir para Sepetiba.

Fontes:
• Hildebrando de Araújo Góes. A Baixada de Sepetiba. DNOS, 1942.
• CPTEC/INPE – Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos.
• Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
• IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

🌿 Os rios e córregos moldaram a história de Sepetiba muito antes da urbanização.Muito antes das ruas, avenidas e bairros...
21/07/2026

🌿 Os rios e córregos moldaram a história de Sepetiba muito antes da urbanização.

Muito antes das ruas, avenidas e bairros que conhecemos hoje, era pelas águas que a vida circulava. Rios e córregos abasteciam as comunidades, alimentavam os manguezais, favoreciam a pesca, a agricultura, o transporte e conectavam as pessoas à Baía de Sepetiba.

Com o avanço da urbanização, muitos desses cursos d'água foram retificados, canalizados ou desapareceram da paisagem. Ainda assim, permanecem vivos na memória do território e ajudam a compreender como Sepetiba foi ocupada e transformada ao longo dos séculos.

Conhecer essa história é também reconhecer a importância da conservação dos recursos hídricos e dos manguezais, fundamentais para a biodiversidade, para a cultura caiçara e para a identidade da nossa região.

💧 Preservar a memória dos rios é preservar a memória de Sepetiba.

📚 Fonte principal: Góes, Idelbrando de Araújo. A Baixada de Sepetiba. Instituto Pereira Passos, 2018.

Patrimônio Memória MuseologiaSocial EducaçãoPatrimonial Manguezal GeografiaHistórica RioDeJaneiro

Você conhece a história dos Fuzilados de Sepetiba?Pouca gente sabe, mas Sepetiba foi palco de um dos episódios mais dram...
20/07/2026

Você conhece a história dos Fuzilados de Sepetiba?

Pouca gente sabe, mas Sepetiba foi palco de um dos episódios mais dramáticos e controversos da história da Primeira República brasileira.

No final de 1894, após a derrota da Revolta da Armada, prisioneiros ligados ao v***r Uranus foram capturados na Baía de Sepetiba. Reportagens, cartas e depoimentos reunidos à época apontam que parte deles teria sido levada para a Ilha da Pescaria, onde ocorreram execuções sem julgamento. Entretanto,as circunstâncias, o número de vítimas e até mesmo a forma como essas mortes ocorreram ainda são temas de debate entre historiadores, tornando esse episódio um importante objeto de pesquisa histórica.

Mais do que buscar respostas definitivas, o Instituto Social Ecomuseu de Sepetiba acredita que preservar a memória é também reconhecer a complexidade da história. Conhecer o passado, confrontar diferentes fontes e compreender seus contextos são passos fundamentais para valorizar o patrimônio cultural e fortalecer a identidade do nosso território.

Esta é a primeira publicação de uma série especial sobre os Fuzilados de Sepetiba. A partir de agora, todas as segundas-feiras publicaremos um novo conteúdo, trazendo documentos históricos, mapas, fotografias, reportagens da época, personagens e novas pesquisas sobre esse fatídico episódio da história de Sepetiba. Nosso objetivo é tornar esse importante capítulo da memória local mais conhecido, acessível e debatido pela comunidade.

Deslize o carrossel e embarque conosco nessa jornada pela história de Sepetiba.

📚 Fontes consultadas: Jornal do Brasil (1894–1895), Biblioteca Nacional, Hemeroteca Digital Brasileira, Atlas Histórico do Brasil (FGV), artigo História dos Fuzilados de Sepetiba (Diário do Rio) e pesquisas do Instituto Social Ecomuseu de Sepetiba.

💬 Você já conhecia essa história? Compartilhe sua opinião nos comentários e acompanhe nossa série semanal. A memória de um povo se fortalece quando suas histórias são pesquisadas, compartilhadas e preservadas.

Sepetiba vista do alto, em 1934. Um convite para viajar no tempo.Há quase um século, uma aeronave da Escola de Aviação M...
17/07/2026

Sepetiba vista do alto, em 1934. Um convite para viajar no tempo.

Há quase um século, uma aeronave da Escola de Aviação Militar registrava esta impressionante vista aérea de Sepetiba. Mais do que uma fotografia, este é um documento histórico que nos permite observar a ocupação do território, o traçado das antigas ruas, a proximidade entre o bairro e o mar e uma paisagem ainda marcada pela natureza.

Cada imagem como esta é uma janela para compreender as transformações que moldaram Sepetiba ao longo das décadas. Ao comparar o passado com o presente, percebemos o quanto nossa paisagem, nosso patrimônio e nossa relação com a Baía de Sepetiba se transformaram.

Preservar essas memórias é também fortalecer nossa identidade e valorizar a história de quem construiu este território. Conhecer o passado é o primeiro passo para cuidar do presente e planejar um futuro mais consciente.

Vista aérea de Sepetiba – 28 de setembro de 1934
✈️ Registro da Escola de Aviação Militar.
🏛️ Acervo: Museu Aeroespacial.

O que mais chama a sua atenção nesta imagem? Compartilhe suas observações e, se conhecer alguma história sobre esses lugares, conte para nós nos comentários.

Ecomuseu de Sepetiba
Memória, território e comunidade.

Patrimônio MuseologiaSocial MuseuDeTerritório RioDeJaneiro
BaíaDeSepetiba FotografiaHistórica MemóriaDoRio HistóriaLocal MuseuAeroespacial

Endereço

Sepetiba, RJ

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00
Sábado 09:00 - 17:00

Telefone

+15592658520

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