tendo como destaque o Heteropecten catharinae (Reed, 1930). que consta no acervo Origem do Nome:
Tayó, que mudou para Taió com a nova ortografia, tem sua origem em línguas indígenas de povos que habitaram a região a milhares de anos passados; Entre as versões correntes é que Taió na língua tupi significa" Pedra Grande "ou Morro Grande", em alusão ao Morro Funil que outrora pertencia ao município
. Outra hipótese para o nome vem de “taiá”, talvez pela grande concentração dessa planta na região, a mesma era apreciada pelos indígenas. Dados sobre a Colonização:
Emil Odebrecht, que atuou na abertura de estradas e demarcação de lotes no Vale do Itajaí, possibilitou o desenvolvimento de diversas cidades e a comunicação entre o vale e o planalto catarinense, juntamente com comitiva partiram de Blumenau em sua segunda expedição pela mata virgem do Alto Vale do Itajaí alcançando Taió por volta de 1864. Em 1867 em outra expedição, que se acredita ter realizada do Planalto em sentido ao Vale , de Lages alcança o Rio Taió, e seguindo por esse chegaram no encontro do Rio Itajaí do Oeste, neste local, no centro de Taió, existe uma praça em nosso município. Em 1892 famílias dos campos de Lages mudaram-se para essas terras, a família Rauen nesse ano obteve terras em Taió, por meio de requerimento ao juiz comissário de terras em Curitibanos, sendo essa entre outras famílias do planalto os primeiros colonizadores de Taió. No entanto, a colonização de Taió se intensifica pelo trabalho de empresas colonizadoras como Sindicato Blumenauense e a Companhia Salinger que permitiu a partir de 1917 ocupação das terras onde hoje está o perímetro urbano da cidade entre outras áreas, com a chegada de descentes alemães. O italianos vem em seguida, a partir dos anos de 1920 onde se iniciam os trabalhos da Colonizadora Bertoli, a terceira empresa colonizadora, sendo a mais importante no processo, pois executou a colonização além de Taió, também de Rio do Campo, Salete e Mirim Doce, que na época eram pertencentes a Taió. Aspectos geográficos:
Taió possui 661,5 Km2, com uma altitude de 346 m, incorporada ao Alto Vale do Itajaí, uma microrregião situada na área central do Estado de Santa Catarina, que congrega 27 municípios de características homogêneas, que a classificam como o Vale Europeu. Localizada a uma latitude de 27o06'59'' Sul e 49o59'53'' de longitude Oeste, tem um clima mesotérmico úmido - sem estação seca, com uma temperatura média de 15ºC e umidade relativa do ar em torno de 81%. O relevo é constituído de superfícies planas, onduladas e montanhosas, com fertilidade apta para agricultura, na grande maioria. Possui vasta bacia hidrográfica, captada pelo Rio Itajaí do Oeste, que integra o Rio Itajaí-Açú. Geologia:
A geologia da micro bacia do Ribeirão Braço da Ilha corresponde ao super-grupo Tubarão, grupo Itararé, formação Rio do Sul, sendo constituída por rochas de origem sedimentar. Tem origem glacial, ocorrendo em uma faixa alongada norte-sul. A sedimentação deu-se em estratos ou camadas horizontais, daí a denominação de rochas estratificadas. Os espaços que separam as camadas denomina-se diáclases horizontais, de grande importância na chamada erosão diferencial, ou seja, há um trabalho desigual da erosão, atuando sobre materiais com diferentes graus de resistência. Essa heterogeneidade de ações e de materiais refletiu na morfologia e nas condições físicas dos solos resultantes. A cobertura pedológica é uniforme, com domínio quase absoluto de solos cambissolos. Entretanto, em função do material depositado, há perfis arenosos, siltosos, franco argilosos, argilosos e muito argilosos. Taió possui uma grande singularidade em seus aspectos geológicos que é a ocorrência de fósseis marinhos e águas sulfurosas. Antonio Carlos Rocha Campos, do Departamento de Geologia e Paleontologia da Universidade de São Paulo - USP, realizou minuciosa investigação sobre os fósseis da região de Taió, em sua tese de doutorado apresentada em 1964. Em seu trabalho o autor destaca que a descoberta de fósseis marinhos na região de Taió foi feita por Bastos, geólogo do antigo Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil e começaram a ser mencionados em publicações científicas a partir de 1930. Percebe-se que o interesse científico pelos fósseis da região vem de longa data com material publicado por diversos autores e, além disso, sempre motivou estudos de grupos acadêmicos de instituições de ensino superior de Santa Catarina e estados vizinhos. De acordo com estudos realizados, a unidade mais antiga que aflora na região de Taió, pertence ao Grupo Tubarão, Subgrupo Itararé e datam de aproximadamente 280 milhões de anos. Este afloramento estende-se desde o limite oriental da área estudada acompanhando o vale do rio Itajaí do Oeste, até a altura do Ribeirão do Salto. A espessura máxima atingida por esse pacote sedimentar foi avaliada em mais de 100 metros. Destacam-se os estudos feitos nos sedimentos da Formação Rio Bonito onde as melhores exposições foram encontradas em cortes dos caminhos que sobem os morros da região (Serra Kraemer, Ribeirão do Ouro), ou nos barrancos e leitos de alguns rios da região (Braço Scoz, Ribeirão Bugio), em pequenas escarpas e quedas d' água. Os fósseis obtidos em Taió não parecem estar relacionados com outros existentes no Brasil. Os estudos realizados mostraram similaridade com fósseis encontrados em Nova Gales do Sul, na Austrália. O exame de diversos afloramentos feito por Rocha-Campos, mostrou concentrações de conchas que podem atingir algumas centenas por metro quadrado. As águas sulfurosas localizam-se numa propriedade particular, na localidade de Pechincha, sem aproveitamento atual para consumo, tratamento de doenças ou outras utilizações. Pontos Turísticos:
Arquitetura Civil: O município de Taió tem uma forte predominância das culturas alemãs e italianas, essas evidenciadas na arquitetura civil. Algumas construções típicas foram construídas no início da colonização e, atualmente são ocupadas com residências e estabelecimentos comerciais. Essa arquitetura é admirada pela comunidade e visitantes o que as torna um grande potencial turístico. Muitas residências podem ser apreciadas em vários pontos do interior do município. Com um rico patrimônio cultural, presente nas construções em estilos italiano e alemão, com seus grupos de danças, nos corais e nos festejos que realizam, os taioenses contam com uma cidade com hospedagem e gastronomia que atendem a atual demanda de turistas. Paleontologia: Taió possui algo que é singular em seus aspectos geológicos. Desde 1930 publicações científicas passaram a mencionar estudos minuciosos realizados no município por geólogos e paleontólogos brasileiros a cerca da ocorrência de fósseis marinhos. O que as torna especiais é o fato de que tais fósseis não parecem estar relacionados com outros existentes no Brasil. Tem-se a pretensão de estruturar um sítio paleontológico em uma propriedade próxima a área urbana da cidade, possibilitando uma visita ao afloramento desse rico patrimônio natural de nossa cidade. Recursos Hídricos:. Os dois rios principais da cidade, bem como os demais cursos d'água, tem suas nascentes em áreas altas, acima de 300 metros. Devido à existência dessa rede hidrográfica e do relevo acidentado, ocorrem várias quedas d'água e cachoeiras, essas quedas apresentam uma bela visão cênica, constituindo-se pontos com alto potencial turístico. Barragem Oeste: Localizada a 4 km da sede urbana e inaugurada em 1973, a Barragem Oeste foi construída para a contenção de cheias na região. A Barragem Oeste possui uma capacidade total de retenção de cheias de 83 milhões de m3, formando um lago artificial transitório com área de 9,5 milhões de m2 e controlando uma bacia hidrográfica de 1.042 km2 . Arquitetura Religiosa: Na década de 1930 Taió possuía em terrenos elevados suas duas principais edificações religiosas, o Templo de madeira da Igreja Católica Cristo Rei, e a templo já em alvenaria da Igreja Evangélica de Confissão Luterana. Estas com o aumento da população necessitaram reconstruir com maior espaço seus templos, sendo que os novos templos que substituíram ficaram no mesmo local das antigas construções, abrigando hoje dois belos cartões postais da cidade. Como potencial turístico religioso, pode também ser considerado o atual Cemitério Municipal Campo Santo que, um local muito bem cuidado e bastante visitado, de forma singular em relação aos cemitérios da região. Ponte Roberto Machado:- localizada na Rua Hartwig Ern, no centro de Taió é a única original ainda existente no Brasil, construída com treliças e madeiras nobres. Foi inaugurada no dia 26 de abril de 1953. Com o crescente aumento no fluxo de veículos sobre ela, já nos anos de 1980 foi substituída pela Ponte Hartwig Ern. Permaneceu em uso até os anos 1990, quando uma das cabeceiras cedeu. A outra foi desmontada e o material aproveitado em outro local. Hoje apenas duas partes continuam intactas. Atualmente estão sendo realizados estudos e projetos para a recuperação da antiga ponte. Manifestações Folclóricas:
O município de Taió possui marcantes tradições folclóricas devido às colonizações alemã e italiana, com comemorações no decorrer de todo o ano. Um dos manifestos no município é o do Círculo Trentino deTaió, fundado no dia 14 de julho de 1989. Com o objetivo de manter as tradições italianas, promove anualmente a Festa del Vino Artigianale, A Festa tem como prato típico, galinha, polenta, macarronada, lasanha e o vinho. Além da confraternização e da farta gastronomia, a festa tem como atrativo a apresentação do Coral Adulto Cantando Si Vá, além de danças folclóricas infantis e juvenis do Grupo de Dança Arcobaleno. A cultura alemã é mantida pelo Lebensfreude Volkstanzgruppe. Onde temos a Deutschesfest, o Baile do Chopp, anualmente no Clube Caça e Tiro XV de Novembro com apresentações folclóricas de danças típicas promovidas pelo grupo Volkstanzgruppe.