17/05/2021
O amanhã não existe ainda. Miró da Muribeca
Os museus que herdamos são agora nossa responsabilidade. Não apenas os museus, mas suas coleções, suas práticas e performances que trazem, estimulam e projetam narrativas. Como os profissionais que trabalham nos museus projetam o seu futuro? Como se relacionam com as pessoas, os territórios e as sociedades delineando futuros? Estamos transformando os museus ou apenas os mantendo? Para essas perguntas não temos uma única resposta, mas uma coisa parece certa: o devir museu está ancorado nas possibilidades de compreendê-lo, de pensar, intuir, sentir e agir com ele, de refletir criticamente por ele e com ele. É no aqui e agora que podemos reimaginar, transformar e construir os museus que queremos projetar no amanhã. Os museus que herdamos são agora nossa responsabilidade. Não apenas os museus, mas suas coleções, suas práticas e performances que trazem, estimulam e projetam narrativas. Como os profissionais que trabalham nos museus projetam o seu futuro? Como se relacionam com as pessoas, os territórios e as sociedades delineando futuros? Estamos transformando os museus ou apenas os mantendo? Para essas os museus que queremos projetar no amanhã.
A pandemia provocada pela Covid-19, além de atravessar o ano de 2020 e se projetar no ano de 2021, nos traz o desafio de existir, de amar, de imaginar e construir novos mundos. Que futuro estamos construindo a partir dos nossos museus hoje?
Os museus reimaginados e inseridos no futuro, medirão suas conquistas à medida que forem relevantes para as pessoas, incluindo-as em sua diversidade, promovendo tecnologias sociais, contribuindo para novas formas de estar no mundo.
Reimaginar um futuro para os museus significa, não apenas dialogar com os avanços tecnológicos e os recursos e ferramentas deles advindos, mas também compreender como afetam nossa maneira de ser e estar no mundo. Inserir-se no futuro é, sobretudo, contribuir para um presente mais digno para a humanidade e para o planeta que habita. Significa enfrentar as barreiras daquilo que está secularmente musealizado, reinterpretar o passado, reparar os erros, rever memórias e reimaginar histórias.
O futuro está repleto de oportunidades e abraçá-lo requer coragem para transformar as instituições e construir novas relações. Como diz o poeta Manoel de Barros; “o olho vê, a memória revê, a imaginação transvê. É preciso transver o mundo”. E nós completamos: é preciso transver os museus.