CCM - Comissão Cultural de Marinha

CCM - Comissão Cultural de Marinha 900 ANOS DE HISTÓRIA E MAR PARA DESCOBRIR

PRESERVAÇÃO || DIVULGAÇÃO || PATRIMÓNIO

POR UMA CULTURA MARÍTIMA EM PORTUGAL
A HERANÇA E O PATRIMÓNIO

A Marinha Portuguesa tem a seu cargo um vasto e valioso património Histórico e nessa medida é o Centro de Conhecimento do Mar que tem por missão preservar e divulgá-lo.

|| Aquário Vasco da Gama

|| Banda da Armada

|| Biblioteca Central de Marinha

|| Fragata D. Fernando II e Glória

|| Museu de Marinha

|| Planetário de Marinha

|| Revista da Armada

BA | BANDA DA ARMADAHoje celebramos os sorrisos que nos inspiram todos os dias. Feliz Dia da Criança! 🧒🎵
01/06/2026

BA | BANDA DA ARMADA

Hoje celebramos os sorrisos que nos inspiram todos os dias.

Feliz Dia da Criança! 🧒🎵

AVG | AQUÁRIO VASCO DA GAMADia do Pescador Celebrando o Dia Nacional do Pescador, relembramos e agradecemos a colaboraçã...
31/05/2026

AVG | AQUÁRIO VASCO DA GAMA

Dia do Pescador

Celebrando o Dia Nacional do Pescador, relembramos e agradecemos a colaboração de todos os pescadores que ao longo dos anos foram enriquecendo as coleções do AVG com a oferta de peixes raros.

Como este tamboril-de-profundidade (Cerathias holboelli) que vive no mar profundo, entre os 400 e os 4400 metros de profundidade. Este exemplar foi capturado nos mares da Gronelândia e oferecido ao AVG em outubro de 1974

BCM | BIBLIOTECA CENTRAL DE MARINHALivro do mêsA Biblioteca da Biblioteca Central de Marinha (BCM-BL) conta com mais de ...
30/05/2026

BCM | BIBLIOTECA CENTRAL DE MARINHA

Livro do mês

A Biblioteca da Biblioteca Central de Marinha (BCM-BL) conta com mais de 60 mil títulos sobre os mais variados temas para o estudo da História dos Descobrimentos e Expansão, Astronomia, Geometria, Geografia, Cartografia e outros Assuntos do Mar.

No mês de maio damos a conhecer o livro A Crise República e a Ditadura Militar, da autoria de Luís Bigotte Chorão. Trata-se de um estudo que, para além de apresentar uma consistente perspetiva histórica, oferece igualmente uma abordagem de natureza jurídico-legislativa sobre os anos que antecederam a consolidação do Estado Novo.

A escolha desta obra, publicada em 2010 pela Sextante Editora no contexto das comemorações dos 100 anos da República, pretende assinalar o centenário do Golpe de Estado de 28 de maio de 1926, que instituiu a Ditadura Militar em Portugal e marcou o fim da Primeira República Portuguesa.

Esta obra inicia-se com um enquadramento histórico, sublinhando a profunda crise que a Primeira República atravessava e que, em certa medida, explica o êxito do golpe de Estado, bem como a significativa adesão militar e popular. O contexto de instabilidade política, económica e social gerou um clima de descontentamento, insegurança e agitação que marcou a sociedade portuguesa. Após sucessivas tentativas falhadas de golpe de Estado ao longo dos primeiros anos da década de 1920, a 28 de maio de 1926 concretizou-se uma revolução de natureza militar bem-sucedido, iniciada em Braga, tendo como protagonista o general Gomes da Costa e comandante Mendes Cabeçadas.

Logo a 30 de maio, Mendes Cabeçadas concentrou em si diversas pastas governativas e ordenou o encerramento do Congresso, o atual Parlamento. A instabilidade política durante a Ditadura Militar revelou-se evidente, somente nos dois primeiros meses sucederam-se três chefes de estado, , representantes de diferentes correntes no interior do movimento militar. Não existia um projeto político consensual entre as várias fações, unidas sobretudo pelo objetivo comum de pôr fim à Primeira República. Neste período de transição entre dois regimes assistiu-se à progressiva ascensão de António de Oliveira Salazar, começando a delinear-se a conjuntura que viria a consolidar-se no regime do Estado Novo.

O autor apresenta, assim, uma obra de grande qualidade e relevância, fundamental para compreender as causas e os fatores explicam o sucesso do Golpe de Estado de 28 de maio de 1926, bem como a forma como a Ditadura Militar abriu caminho à institucionalização do Estado Novo, formalizado pela Constituição de 1933.

MM | MUSEU DE MARINHAO António José Carujo Pernas nasceu a 4 de fevereiro de 1960, em Alcraviça, na Freguesia da Orada, ...
29/05/2026

MM | MUSEU DE MARINHA

O António José Carujo Pernas nasceu a 4 de fevereiro de 1960, em Alcraviça, na Freguesia da Orada, no Concelho de Borba.

Assentou praça na Armada a 26 de abril de 1981, como grumete e, meses mais tarde, prestes a conquistar a boina de Fuzileiro, sofreu um grave acidente no exercício final do curso que o impediu de estar na cerimónia de entrega de boinas.

Não obstante, recebeu a merecida distinção, no então, Hospital da Marinha.

Esta lesão vai acompanhá-lo nos próximos anos e, por tal, é obrigado a abandonar a vida militar em 1984. Em 1988, ingressa, novamente, na Marinha, agora como Assistente Operacional Administrativo e é colocado na Escola Naval, onde nos próximos 20 anos é Encarregado do Serviço de Audiovisuais dessa Escola.

Em 2018, pede colocação no Museu de Marinha, Unidade que sempre lhe despertou interesse. No Museu de Marinha, prestou serviço na Bilhética e na Divisão de Património e, após 45 anos de serviço à Marinha Portuguesa, o Sr. António Pernas – como carinhosamente é apelidado – deixa hoje a efetividade de serviço.

O Sr. António Pernas foi um elemento indispensável ao Museu e um trabalhador incansável e sempre disponível.

O Museu de Marinha presta esta pequena homenagem a um dos nossos e esperamos que encontre sempre ventos de feição e bom mar, nesta nova etapa de vida.

Obrigado, “Pernas”.

MM | MUSEU DE MARINHAPescas avieiras da Póvoa de Santa Iria Memórias da Bateira Maria Adelaide no Museu de Marinha O pat...
28/05/2026

MM | MUSEU DE MARINHA

Pescas avieiras da Póvoa de Santa Iria

Memórias da Bateira Maria Adelaide no Museu de Marinha

O património não vive apenas nos objetos — vive também nas pessoas, nas histórias que guardam, nas memórias que passam de voz em voz. O património cultural imaterial é isso mesmo: aquilo que permanece para além do que se vê, aquilo que resiste porque alguém o viveu e alguém o contou.

Cabe ao Museu de Marinha também cuidar dessa memória coletiva.

Entre as nossas Reservas, na Cordoaria, resguardamos a embarcação tradicional Maria Adelaide, cujas características se encontram profundamente ligadas à memória dos pescadores avieiros. Homens e mulheres que partiram da praia de Vieira de Leiria em busca da abundância do Tejo, trazendo consigo um modo de vida singular, os seus conhecimentos sobre as embarcações tradicionais, marcados pela migração sazonal, pela dureza do trabalho e por uma relação íntima com o rio.

Hoje partilhamos mais um testemunho que nos tocou pela sua autenticidade e simplicidade. É a voz de Manuel Tocha, pescador avieiro da Póvoa de Santa Iria, que recorda assim as suas origens:

“Sou de Alhandra. O meu pai era de Vieira e a minha mãe da Vala. O meu pai veio com três anos de Vieira. O meu avô, Custódio Tocha, era de Vieira. Vinham no Inverno e depois regressavam. Nasci dentro de um saveiro, e a minha mulher também.”

Manuel Tocha não procurava impressionar. Falava como quem abre uma porta antiga e deixa entrar a luz: com naturalidade, com verdade. Para ele, o saveiro não era apenas uma embarcação — era casa, abrigo, lugar de vida e de família. Ainda hoje continua a pescar, mostrando as suas forças que enfrentam as dificuldades.

É através de memórias como esta, contadas de viva voz, que o Museu de Marinha continua comprometido com a preservação e divulgação do património flúvio‑marítimo português. Queremos muito dar voz a quem faz parte deste património. Não apenas pelo que se expõe, mas também pelo que se sente.

E você? Tem memórias ligadas ao mar ou à pesca? Partilhe connosco. A história marítima de Portugal também se escreve consigo.

BCM | BIBLIOTECA CENTRAL DE MARINHA100 anos do Golpe de Estado de 28 de maio de 1926Hoje assinala-se 100 anos do Golpe d...
28/05/2026

BCM | BIBLIOTECA CENTRAL DE MARINHA

100 anos do Golpe de Estado de 28 de maio de 1926

Hoje assinala-se 100 anos do Golpe de Estado de 28 de maio de 1926, uma revolução de natureza militar iniciada em Braga, e liderada pelo general Gomes da Costa e pelo comandante Mendes Cabeçadas. Este movimento derrubou a Primeira República Portuguesa, pondo termo ao regime republicano parlamentarista e dando origem à Ditadura Militar.

Para compreender este movimento é indispensável proceder a uma contextualização do panorama nacional da época. A Primeira República ficou profundamente marcada pela instabilidade política, económica e social. A instabilidade política é evidenciada pela sucessão de 45 governos ao longo de apenas 16 anos, num quadro de acentuada fragmentação partidária, em que as quedas do governo eram frequentes, muito em virtude do amplo poder do Congresso – o atual Parlamento. Revoltas, conspirações e tentativas de golpe de Estado tornaram-se recorrentes, fomentando um clima de agitação social e militar que refletia um descontentamento generalizado. A já frágil situação económica agravou-se com a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial: a inflação aumentou significativamente, tal como a dívida pública, e a escassez de bens essenciais contribuindo para o aumento da contestação social e das greves.

Os primeiros anos da década de 1920 em Portugal caracterizaram-se, assim, pela persistência da agitação, do descontentamento, da instabilidade e da insegurança. No período de crise que se seguiu ao conflito mundial, sucediam-se demissões dos ministros e quedas de governo, enquanto se intensificava o sindicalismo revolucionário, acompanhado de atentados à bomba e repetidas tentativas de golpe de Estado. Destaca-se o episódio conhecido como «Noite Sangrenta», protagonizado por marinheiros e arsenalista que assassinaram figuras relevantes do governo, como António Granjo, o então presidente do Ministério, e Machado dos Santos, uma das figuras emblemáticas do 5 de outubro de 1910. Esta insurreição teve como líder o coronel Manuel Maria Coelho, evidenciando a existência de células revolucionárias no seio das forças armadas.

Não obstante o agravamento da situação nos últimos anos do regime, importa salientar que diversas medidas adotadas desde a implantação República haviam já gerada forte contestação em vários setores da sociedade. Entre elas destaca-se a chamada Lei da Separação, que visava a separação entre a Igreja e o Estado, provocando profundo descontentamento nas fações mais conservadoras e rurais, num contexto em que a sociedade portuguesa era marcadamente católica.

Este ambiente constituiu o prelúdio da revolução que viria a concretizar-se a 28 de maio de 1926, com início em Braga e protagonizada pelo general Gomes da Costa, contando no dia seguinte com a adesão do comandante Mendes Cabeçadas em Lisboa. Embora de matriz militar, o movimento beneficiou igualmente de apoio popular, deixando Bernardino Machado, então Presidente da República, progressivamente isolado. Em Lisboa, a guarnição aderiu à sublevação, tal como diversas figuras públicas passam a apoiar a causa, culminado na formação da Junta de Salvação Pública.

Na tarde de 29 de maio, João Maria Ferreira do Amaral apresentou a demissão do Governo a Bernardino Machado. Na sequência deste acontecimento, no dia seguinte, o poder foi confiado a Mendes Cabeçadas, que concentrou em si todas as pastas governativas e ordenou o encerramento do Congresso da República, pondo termo ao parlamentarismo português.

Em conclusão, o Golpe de Estado de 28 de maio de 1926 foi impulsionado por um contexto de crise generalizada que minava a legitimidade e a estabilidade da República. Tratou-se de uma revolta de caráter antiliberal, organizada pela ala militar mais conservadora e apoiada por setores significativos de uma população descontente. Esta sublevação deu origem à Ditadura Militar e impulsionou o estabelecimento do regime do Estado Novo, formalizado pela Constituição de 1933.

Imagem- José Mendes Cabeçadas Júnior, Oficial da Armada e um dos protagonistas do Golpe de 28 de maio de 1926, «Fotografias avulsas de Oficiais Ministros e Secretários de Estado.» cx. 13 PT/BCM-AH/FMA-FA/001-008/0001

BA | BANDA DA ARMADANascimento (1926) Joseph HorovitzA Banda da Armada celebra o centenário de Joseph Horovitz. Figura c...
26/05/2026

BA | BANDA DA ARMADA

Nascimento (1926) Joseph Horovitz

A Banda da Armada celebra o centenário de Joseph Horovitz. Figura central da música britânica, é exaltado pela energia das suas fanfarras e pela sofisticação que o tornou uma referência absoluta no universo sinfónico.

BCM - AH | ARQUIVO HISTÓRICOAinda no âmbito das comemorações do Dia da Marinha 2026, que este ano decorreram em Setúbal ...
26/05/2026

BCM - AH | ARQUIVO HISTÓRICO

Ainda no âmbito das comemorações do Dia da Marinha 2026, que este ano decorreram em Setúbal entre os dias 20 e 24 de maio, continua patente uma exposição documental que celebra a profunda ligação da cidade ao mar e à Marinha Portuguesa. ⚓

A Biblioteca Central de Marinha – Arquivo Histórico convida o público a descobrir documentos únicos, fotografias, objetos e relatos que ajudam a preservar e partilhar a memória marítima de Setúbal, num percurso histórico entre 1835 e 1940.

Entre os vários temas em destaque encontram-se a Companhia de Pescaria Setubalense, as escavações arqueológicas de T***a e a criação das escolas elementares para alunos e filhos de pescadores.

📍 Exposição patente até 21 de julho de 2026
📌 Arquivo Histórico de Marinha – Ex. Fábrica da Cordoaria Nacional, Rua da Junqueira
🎟 Entrada livre

Uma oportunidade para revisitar a história marítima de Setúbal e a sua ligação secular ao mar.

AVG | AQUÁRIO VASCO DA GAMAUma foca rara em exposição Entre os anos 50 e 70 do século passado o Aquário Vasco da Gama ap...
25/05/2026

AVG | AQUÁRIO VASCO DA GAMA

Uma foca rara em exposição

Entre os anos 50 e 70 do século passado o Aquário Vasco da Gama apresentou na sua exposição exemplares de Lobo marinho (Monachus monachus), numa época em que os padrões de bem-estar animal eram bem diferentes dos atuais.

Este exemplar, de nome Chica, viveu no Aquário durante 24 anos, entre 1954 e 1978.

Saiba mais em: https://shre.ink/7gcR

Endereço

Praça Do Império
Lisbon
1400-206

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 17:00
Terça-feira 10:00 - 17:00
Quarta-feira 10:00 - 17:00
Quinta-feira 10:00 - 17:00
Sexta-feira 10:00 - 17:00
Sábado 10:00 - 17:00
Domingo 10:00 - 17:00

Telefone

+351210977300

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando CCM - Comissão Cultural de Marinha publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Compartilhar