Museu de Marinha

Museu de Marinha A partir daí, conta a história da relação dos Portugueses com o Mar.

Sendo um Museu “de” Marinha e não apenas “da” Marinha, nele se procura mostrar a Marinha no seu sentido lato, isto é nas várias vertentes: militar, comércio, pesca e lazer. Apesar de possuir peças mais antigas, por exemplo do Período Romano, o discurso museológico do Museu começa essencialmente no período áureo dos Descobrimentos Portugueses. Os objetos que ajudam a contar essa história são bastan

te variados: modelos de navios e embarcações reais, quadros e gravuras, condecorações e armas, cartas de navegar e instrumentos de navegação, fotografias e diplomas, entre muitos outros.

O António José Carujo Pernas nasceu a 4 de fevereiro de 1960, em Alcraviça, na Freguesia da Orada, no Concelho de Borba....
29/05/2026

O António José Carujo Pernas nasceu a 4 de fevereiro de 1960, em Alcraviça, na Freguesia da Orada, no Concelho de Borba.

Assentou praça na Armada a 26 de abril de 1981, como grumete e, meses mais tarde, prestes a conquistar a boina de Fuzileiro, sofreu um grave acidente no exercício final do curso que o impediu de estar na cerimónia de entrega de boinas.

Não obstante, recebeu a merecida distinção, no então, Hospital da Marinha.

Esta lesão vai acompanhá-lo nos próximos anos e, por tal, é obrigado a abandonar a vida militar em 1984.

Em 1988, ingressa, novamente, na Marinha, agora como Assistente Operacional Administrativo e é colocado na Escola Naval, onde nos próximos 20 anos é Encarregado do Serviço de Audiovisuais dessa Escola.

Em 2018, pede colocação no Museu de Marinha, Unidade que sempre lhe despertou interesse. No Museu de Marinha, prestou serviço na Bilhética e na Divisão de Património e, após 45 anos de serviço à Marinha Portuguesa, o Sr. António Pernas – como carinhosamente é apelidado – deixa hoje a efetividade de serviço.

O Sr. António Pernas foi um elemento indispensável ao Museu e um trabalhador incansável e sempre disponível.

O Museu de Marinha presta esta pequena homenagem a um dos nossos e esperamos que encontre sempre ventos de feição e bom mar, nesta nova etapa de vida.

Obrigado, “Pernas”.

Pescas avieiras da Póvoa de Santa IriaMemórias da Bateira Maria Adelaide no Museu de MarinhaO património não vive apenas...
27/05/2026

Pescas avieiras da Póvoa de Santa Iria
Memórias da Bateira Maria Adelaide no Museu de Marinha

O património não vive apenas nos objetos — vive também nas pessoas, nas histórias que guardam, nas memórias que passam de voz em voz. O património cultural imaterial é isso mesmo: aquilo que permanece para além do que se vê, aquilo que resiste porque alguém o viveu e alguém o contou.

Cabe ao Museu de Marinha também cuidar dessa memória coletiva.

Entre as nossas Reservas, na Cordoaria, resguardamos a embarcação tradicional Maria Adelaide, cujas características se encontram profundamente ligadas à memória dos pescadores avieiros. Homens e mulheres que partiram da praia de Vieira de Leiria em busca da abundância do Tejo, trazendo consigo um modo de vida singular, os seus conhecimentos sobre as embarcações tradicionais, marcados pela migração sazonal, pela dureza do trabalho e por uma relação íntima com o rio.

Hoje partilhamos mais um testemunho que nos tocou pela sua autenticidade e simplicidade. É a voz de Manuel Tocha, pescador avieiro da Póvoa de Santa Iria, que recorda assim as suas origens:

“Sou de Alhandra. O meu pai era de Vieira e a minha mãe da Vala. O meu pai veio com três anos de Vieira. O meu avô, Custódio Tocha, era de Vieira. Vinham no Inverno e depois regressavam. Nasci dentro de um saveiro, e a minha mulher também.”

Manuel Tocha não procurava impressionar. Falava como quem abre uma porta antiga e deixa entrar a luz: com naturalidade, com verdade. Para ele, o saveiro não era apenas uma embarcação — era casa, abrigo, lugar de vida e de família. Ainda hoje continua a pescar, mostrando as suas forças que enfrentam as dificuldades.

É através de memórias como esta, contadas de viva voz, que o Museu de Marinha continua comprometido com a preservação e divulgação do património flúvio marítimo português. Queremos muito dar voz a quem faz parte deste património. Não apenas pelo que se expõe, mas também pelo que se sente.

E você? Tem memórias ligadas ao mar ou à pesca? Partilhe connosco. A história marítima de Portugal também se escreve consigo.

No âmbito das comemorações do Dia da Marinha, a exposição “Vasco da Gama e a Índia” convida os visitantes a embarcar num...
23/05/2026

No âmbito das comemorações do Dia da Marinha, a exposição “Vasco da Gama e a Índia” convida os visitantes a embarcar numa viagem pela época dos Descobrimentos, recriando a histórica rota marítima para o Oriente através de experiências imersivas, conteúdos audiovisuais e inovação digital.

Inspirada no legado de Vasco da Gama, esta exposição combina história, tecnologia e património para proporcionar uma experiência envolvente e interativa, permitindo ao público revisitar um dos momentos mais marcantes da expansão marítima portuguesa.

Os visitantes podem acompanhar vídeos temáticos que retratam momentos marcantes da expansão marítima portuguesa e da história naval.

Visite este espaço e reviva os grandes feitos marítimos que levaram Portugal além-mar.

Pescadores da Fonte da TelhaOlhando para o Saveiro Meia-Lua Há-de ser o que Deus quiserNo Museu de Marinha acreditamos q...
21/05/2026

Pescadores da Fonte da Telha
Olhando para o Saveiro Meia-Lua Há-de ser o que Deus quiser

No Museu de Marinha acreditamos que o património não vive apenas nos objetos que protegemos — vive nas pessoas que lhes deram vida, nas histórias que transportam no tempo, nas memórias que passam de uma para outra pessoa.

Na galeria das embarcações tradicionais, repousa o saveiro meia lua, construído pelo carpinteiro naval Marcolino Ferreira, no estaleiro de Porto Brandão, Trafaria.

Uma embarcação que serviu a arte da xávega na Costa da Caparica — e que, ainda hoje, imortaliza, no seu casco, a força de quem a empurrou para o mar, a coragem de quem remou contra a rebentação e a esperança de quem esperava o peixe que sustentava várias famílias de pescadores.

Era este uma das embarcações que acompanhava os pescadores da Costa da Caparica e da Fonte da Telha.

Uma embarcação de proa e popa moldadas ao mar bravo, movido por remos e por mãos calejadas.

Uma embarcação que não era apenas ferramenta: era vida, era sustento, era pertença.

Hoje partilhamos um testemunho que nos tocou pela sua simplicidade e pela sua verdade. É a voz de João Marinho, pescador da Fonte da Telha, que recorda assim o seu caminho:

- “Comecei na arte da xávega, com oito ou dez anos. Nasci aqui. Tenho uma filha que anda no mar comigo. (…)
Antigamente era quase tudo às costas e a remos. A campanha variava com um mínimo de dez homens.”

Quando o encontrámos no areal da praia, João Marinho olhava para um s**o de xávega e cosia a malha com a precisão de quem sabe que cada nó é presente. Cada ponto era um gesto aprendido no tempo, como se estivesse a garantir, com as próprias mãos, mais um dia de vida no mar.

É através de memórias como esta — contadas com a verdade de quem viveu, e vive, o mar por dentro — que o Museu de Marinha continua a preservar e a divulgar o património marítimo português.

Queremos continuar a dar voz a quem faz parte deste património. Não apenas pelo que se expõe, mas também pelo que se imagina, pelo que se sente e pelo que permanece.

E você? Tem memórias ligadas ao mar ou à pesca? Partilhe connosco. A história marítima de Portugal também se escreve consigo.

🌊⛵ O Tejo ganha novas cores através da arte.A exposição de Stella Vallejo celebra a beleza e a identidade das embarcaçõe...
20/05/2026

🌊⛵ O Tejo ganha novas cores através da arte.

A exposição de Stella Vallejo celebra a beleza e a identidade das embarcações tradicionais do Estuário do Tejo verdadeiros símbolos do nosso património marítimo.

Inspirada nas formas, nas cores e na história destes barcos emblemáticos, a artista convida-nos a viajar pela memória das comunidades ribeirinhas e pela tradição naval portuguesa.

Uma exposição onde arte, cultura e mar se encontram.

📍 Visite e descubra este património excecional.

Dia Internacional dos MuseusHoje, dia 18 de maio, celebra-se o dia Internacional dos Museus, lugares de encontro, memóri...
18/05/2026

Dia Internacional dos Museus

Hoje, dia 18 de maio, celebra-se o dia Internacional dos Museus, lugares de encontro, memória e descoberta.

O Museu de Marinha assinala esta data reforçando a importância de preservar e partilhar o património marítimo que molda a nossa identidade coletiva.

Hoje, mais do que nunca, os museus são espaços vivos.

Visite-nos, explore as nossas histórias e deixe-se inspirar por séculos de ligação ao mar.

As Cores da LusofoniaO Museu de Marinha irá receber a exposição “As Cores da Lusofonia”, que apresenta um conjunto de ob...
16/05/2026

As Cores da Lusofonia

O Museu de Marinha irá receber a exposição “As Cores da Lusofonia”, que apresenta um conjunto de obras que estabelecem um diálogo entre cor, forma e identidade, no contexto do espaço lusófono.

Integrando diferentes linguagens artísticas, nomeadamente pintura, escultura e instalação, a exposição articula-se com o próprio Museu de Marinha,
uma leitura simbólica que cruza a tradição marítima com a expressão artística contemporânea.

Partindo da ideia de lusofonia como uma travessia contínua, a mostra propõe uma reflexão sobre a circulação de culturas, a partilha de memórias e a diversidade de perspetivas que caracterizam o universo dos países de língua portuguesa.

A inauguração decorrerá no próximo dia 11 de maio, pelas 18h00.

A exposição ficará parente ao público, no Pavilhão das Galeotas, até ao dia 28 de junho.

⚓ Palestra | “Luzes que Salvam Vidas: os faróis em Portugal”Venha descobrir o fascinante universo dos faróis portugueses...
15/05/2026

⚓ Palestra | “Luzes que Salvam Vidas: os faróis em Portugal”

Venha descobrir o fascinante universo dos faróis portugueses em “Luzes que Salvam Vidas”.
Uma sessão envolvente que revela como estas estruturas icónicas têm protegido navegadores e marcado a nossa relação com o mar.
Conduzida pela investigadora Teresa Costa através de histórias, curiosidades e momentos que mostram porque os faróis continuam a inspirar gerações.
Junte-se a nós no próximo dia 27 de maio, pelas 17h30, e deixe-se iluminar por este património único.

📍 Sala da Divisão Educativa
👥 Aberto a todos
Esperamos por si no Museu de Marinha!

Encerramento Pavilhão das GaleotasNo próximo domingo, dia 17 de maio, o Pavilhão das Galeotas irá encerrar a partir das ...
14/05/2026

Encerramento Pavilhão das Galeotas

No próximo domingo, dia 17 de maio, o Pavilhão das Galeotas irá encerrar a partir das 14h00.

Esperamos a Vossa Visita em próximas oportunidades.

todosabordo museumaritimo

Pescadores avieiros da Póvoa de Santa Iria: Um olhar sobre o espólio fotográfico de José Mexia Salema no Museu de Marinh...
13/05/2026

Pescadores avieiros da Póvoa de Santa Iria: Um olhar sobre o espólio fotográfico de José Mexia Salema no Museu de Marinha

No Museu de Marinha guardamos muito mais do que objetos, guardamos vidas, histórias e estórias. Rostos que o tempo poderia ter levado, mas que permanecem connosco graças a quem soube olhar e preservar.

Entre as nossas coleções, associamos o passado ao presente, e aproveitando a sequência de divulgação do espólio fotográfico do Almirante José Mexia Salema, partilhamos, também, os testemunhos vivos que pela sua força, simplicidade e crença nos marcam.

É pela voz de Maria de Lurdes, pescadora avieira da Póvoa de Santa Iria, que damos vida ao passado:

“Nasci na Palhota. Os meus pais eram da Vieira. Foram para lá por volta de 1930. Sempre fui pescadora. Andava com o meu pai no saveiro, era a mais velha. Apanhava com os remos. (…) Sinto me avieira, porque sempre foi o meu trabalho. Gosto que me chamem de pescadora. Não há reforma para mim.”

Aos sessenta e oito anos, Maria de Lurdes apresentava se com orgulho: mulher pescadora, protetora de memórias que não se apagam.

É por histórias como esta que o Museu de Marinha continua comprometido com a valorização do património flúvio-marítimo português — não apenas o que se vê, mas também o que se sente, se vive e se ouve.

Tem memórias ligadas ao mar ou à pesca? Partilhe connosco. A história marítima de Portugal também se escreve consigo.

Endereço

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Belém
1400-206

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Terça-feira 10:00 - 18:00
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