Museu Nacional de Etnologia

Museu Nacional de Etnologia Página do facebook do Museu Nacional de Etnologia O Museu Nacional de Etnologia é indissociável da história da antropologia portuguesa.

Nele se vem a projectar uma dimensão fundamental do trabalho dos pioneiros desta disciplina no país. A partir do Centro de Estudos de Etnologia, que dirige desde 1947, Jorge Dias e aqueles que o irão acompanhar nos anos subsequentes, Margot Dias, Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano e Benjamim Pereira, entre outros, iniciam uma pesquisa extensiva e continuada sobre os elementos da cultura m

aterial que, anos mais tarde, viriam a ser igualmente recolhidos para constituir as colecções do museu. O trajecto daquele antropólogo vai conduzi-lo e a Margot Dias ao norte de Moçambique onde, em sucessivos períodos de trabalho de campo, com início em 1957, vão construir uma sólida etnografia sobre o povo Maconde. O resultado parcial daquela investigação será objecto de uma exposição realizada em Lisboa em 1959 e é neste contexto que surge a intenção explícita da criação de um Museu de Etnologia. Em 1965 o museu é criado com o ambicioso programa de representar as culturas dos povos do globo não se restringindo, pois, nem a Portugal nem aos domínios ultramarinos sob a sua administração. Do diversificado acervo do museu importa referir a preocupação que acompanhou a constituição sistemática das suas principais colecções. Assim foi com aquelas que se referem ao domínio da cultura material em contexto português, que corresponde a campos de investigação traduzida em monografias que fornecem o quadro de interpretação para os objectos colectados. São disso exemplo de particular relevo os estudos sobre os arados, os sistemas de atrelagem, os equipamentos associados às actividades agro-marítimas, a tecnologia têxtil, a generalidade da alfaia agrícola. Qualquer deles foi tema de livros de referência da bibliografia etnográfica portuguesa que hoje são também indispensável contributo para a história cultural de uma sociedade tradicional eminentemente agrícola que entretanto sofreu radicais transformações. Outras colecções foram resultado de campanhas conduzidas de modo a poder representar outras áreas do globo, no sentido da afirmação universalista do museu, o que aconteceu, por exemplo, com a Amazónia brasileira ou a Indonésia, entre meados dos anos 60 e começo dos anos 70. O edifício onde o museu agora se encontra, inaugurado em 1976, permitiu dar expressão ao programa museológico que fora definido por Jorge Dias e seus colaboradores. São duas as principais ideias que o afirmam: a ausência de exposição permanente, privilegiando as exposições temporárias que permitem problematizar, aprofundar o conhecimento e divulgar junto do público colecções e temas específicos; e a organização de reservas de modo a facultar o seu acesso aos investigadores e uma percepção visual da totalidade do seu acervo. Foi esta perspectiva que igualmente defendemos, promovendo agora novas condições de acessibilidade das reservas ao público em geral, em todos os dias de abertura do museu, o que hoje acontece com duas delas, as Galerias de Vida Rural, onde desde o ano 2000 se expõem as colecções relacionadas com a actividade agro-pastoril e outras tecnologias com esta relacionadas e as Galerias da Amazónia, onde desde 2006 o público pode tomar contacto com todos os objectos provenientes de um amplo conjunto de povos da Amazónia brasileira. É aí que se encontra uma das últimas recolhas de objectos conduzida em contexto de investigação entre os Índios Wauja do Xingu, com a participação activa destes e que é também a afirmação de um programa de trabalho que desejaríamos poder estender a qualquer recolha de objectos, qualquer que seja o seu âmbito e extensão. Nos últimos anos, o museu tem sido gratificado com o importante contributo de algumas doações, que vieram colmatar em absoluto lacunas do seu acervo ou completar conjuntos já existentes. Assim aconteceu com as máscaras e marionetas do Mali, oferecidas por Francisco Capelo, que integraram uma das exposições de grande relevo realizadas pelo museu. O mesmo se passou com duas colecções sistemáticas de olaria, que resultaram de investigações que abarcaram todo o país ao longo de vários anos; uma incidindo sobre o barro preto, da responsabilidade de Werner Tobias, outra referenciada a todos os centros de produção oleira, conduzida por Manuel Durão e Maria Helena Lemos, acompanhada de uma extensa documentação fílmica. Destacamos estas doações entre outras de menor dimensão que igualmente têm enriquecido o acervo do museu. Uma das vertentes do trabalho do grupo de antropólogos que criou o Museu Nacional de Etnologia foi o recurso à imagem. Com eles começa a constituição de um fundo documental de capital importância para o conhecimento do país, constituído por fotografia em todo o tipo de suporte, por filme em película e, a partir dos anos 90, por gravações vídeo. Estas têm sido um meio que no museu temos procurado desenvolver, tanto em contexto de pesquisa no terreno como na documentação das múltiplas vertentes da actividade museológica e na própria formação de estagiários e jovens investigadores que connosco trabalham. Além destes arquivos de imagem também os arquivos sonoros são um campo de conservação patrimonial e de consulta parcialmente acessíveis na Biblioteca/ Mediateca do museu. Nesta sumaríssima apresentação do museu importa referir a preocupação de interrogar os objectos em todos os momentos e contextos da sua circulação social, o que também se procura incentivar através de estágios de iniciação à investigação, incidindo sobre estudos de colecções e fundos documentais que, nalguns casos, têm permitido fazer a revisitação dos terrenos de onde provieram os bens patrimoniais que o museu tem à sua guarda. Por seu lado, os Serviços Educativos do Museu realizam essa mesma aproximação trabalhando directamente com os professores e as suas turmas, através das visitas às exposições e às reservas e à realização dos mais diversos tipos de oficinas. Também aqui jovens que fazem a sua formação na área das práticas educativas ou da comunicação conduzem projectos em regime de estágio que cobrem todo o tipo de públicos e grupos etários. Das múltiplas actividades que o Museu Nacional de Etnologia tem desenvolvido isoladamente ou em colaboração, ressaltam-se as exposições com os respectivos catálogos mas também toda a sua implicação em parcerias onde participa na definição de critérios e metodologias e na orientação da pesquisa para a concretização de outros projectos museológicos. O EDIFÍCIO

Embora tenha sido criado como instituição em 1965, o edifício onde o museu se encontra foi inaugurado em 1976. Desenhado pelo Arquitecto António Saragga Seabra, este permitiu dar expressão ao programa museológico de carácter universalista definido por Jorge Dias e seus colaboradores, valorizando o lugar determinante da investigação antropológica. Em 2000, sob proposta do actual director, o Arquitecto Eduardo Trigo de Sousa dá forma ao projecto de ampliação do edifício, criando-se um novo espaço de biblioteca/mediateca, duas novas áreas de reserva e o jardim envolvente. As novas reservas, agora visitáveis, são inauguradas em 2000, Galerias da Vida Rural, e em 2006, Galerias da Amazónia.

Sessoes Monstrinha Pais e Filhos do passado fim de semana de 14 e 15 de marco. No próximo sábado dia 21 terá lugar uma s...
16/03/2026

Sessoes Monstrinha Pais e Filhos do passado fim de semana de 14 e 15 de marco. No próximo sábado dia 21 terá lugar uma sessão às 16h00 com filmes dirigidos a crianças a partir dos 8 anos, e, no dia 22, uma sessão com filmes dirigidos a crianças a partir dos 3 anos, também às 16h00. Os bilhetes poderão ser adquiridos na bilheteira do Museu Nacional de Etnologia.

Apresentação do Livro "Hei de voltar - Crónicas de Algures" de João António Tavares25 março 18h00Auditório do Museu Naci...
13/03/2026

Apresentação do Livro "Hei de voltar - Crónicas de Algures" de João António Tavares

25 março 18h00

Auditório do Museu Nacional de Etnologia

Sinopse:
O mundo é um espaço diverso e uma fonte inesgotável de interesse, como nos mostra João António Tavares ao longo de mais um conjunto de crónicas de viagens que nos levam a 23 países dos vários continentes. Seja na fechada sociedade da Eritreia, nas montanhas indisciplinadas de Dominica, nos litorais arenosos do Uruguai, nos templos estranhos da Coreia do Sul ou mesmo na nossa vizinha Espanha, o autor convida-nos a um agradável exercício de descoberta, partilhando as suas experiências e os seus pensamentos. Destes últimos, ressalta frequentemente a ideia de voltar, porque as descobertas são sempre incompletas, porque cada lugar nos excede, porque queremos mais. Cada resposta gera mais perguntas, cada viagem estimula a seguinte, pelo que, independentemente do regresso se concretizar ou não, a ideia de voltar tranquiliza e seduz. Quererá o leitor voltar?

João António Tavares nasceu nas Lajes das Flores em 1961, tendo vindo para o continente com cinco anos de idade e vivido desde então, quase ininterruptamente, no concelho de Oeiras. É licenciado em Ciências Militares pela Escola Naval, licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo ISEG e mestre em Ciências Empresariais pelo ISCTE. Foi oficial da Marinha Portuguesa, consultor em Gestão e Tecnologias da Informação e, durante dez anos, administrador em Portugal de uma empresa multinacional de Consultoria, Tecnologia e Outsourcing. Conhecer o mundo sempre foi, desde muito cedo, a sua paixão, pelo que foi ao longo do tempo fazendo numerosas viagens aos vários continentes. Depois de «De Mapas a Tesouros», de «Folhas de Plátano» e de «Entre Diamantes», este é o seu quarto trabalho de escrita de viagens, sempre com o subtítulo «Crónicas de Algures»

Hei de Voltar - Crónicas de Algures

Entrada livre

Visita guiada no passado dia 7 de março de 2026 no âmbito das visitas participadas do Coletivo Tributo aos Ancestrais PT...
12/03/2026

Visita guiada no passado dia 7 de março de 2026 no âmbito das visitas participadas do Coletivo Tributo aos Ancestrais PT com a presença do mestre tocador de Kora, José Braima Galissá da Guiné-Bissau.



Visitas guiadas nos fins de semana de março à Exposição "Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário" no Muse...
09/03/2026

Visitas guiadas nos fins de semana de março à Exposição "Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário" no Museu Nacional de Etnologia.

Visita guiada por Derek Charlwood à exposição "um só mundo", sessão de observação de coleções e entomológicas por Filipe...
09/03/2026

Visita guiada por Derek Charlwood à exposição "um só mundo", sessão de observação de coleções e entomológicas por Filipe Lopes e Mesa-Redonda Um sóindo: 𝐄𝐧𝐭𝐨𝐦𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚 𝐌𝐞́𝐝𝐢𝐜𝐚 𝐞 𝐑𝐞𝐥𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐬 𝐂𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 com João Pinto, Derek Charlwoo, Márcia Medeiros e moderação de Sofia Rodrigues, realizadas a 7 de março de 2026 no Museu Nacional de Etnologia.

Em Parceria com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical - NOVA

Dia Internacional da Mulher 2026MARGOT DIASMargot Schmidt Dias (1908-2001) nasceu na Alemanha. Com formação superior em ...
08/03/2026

Dia Internacional da Mulher 2026

MARGOT DIAS

Margot Schmidt Dias (1908-2001) nasceu na Alemanha. Com formação superior em música e pianista, viria a casar-se com A. Jorge Dias em 1941, passando a viver em Portugal a partir de 1944.

Foi a primeira mulher antropóloga em Portugal. Foi ela que realizou a pesquisa sobre o cancioneiro musical de Vilarinho da Furna e de Rio de Onor, tendo também colaborado na redação dos capítulos sobre o tema nas monografias que A. Jorge Dias dedicou a estas duas aldeias portuguesas (editadas em 1948 e 1953). Mais tarde, em 1956, coautorou com o seu marido dois artigos sobre a Encomendação das Almas.

A partir de 1957, Margot Dias passou a ter uma colaboração ainda mais estreita com Jorge Dias, no âmbito da pesquisa de ambos sobre os makondes do norte de Moçambique, conduzida em 1957, 1958 e 1961.

Foi Margot Dias que realizou os filmes resultantes dessa pesquisa e, em conjunto com Jorge Dias, também fotografou. A sua pesquisa incidiu sobretudo sobre etno-musicologia makonde, sobre os ritos de iniciação femininos e sobre olaria, esteiraria e cestaria.

Teve também a seu cargo o estudo do parentesco e interagiu privilegiadamente com as mulheres makonde.
Desta pesquisa resultaram três volumes da monografia Os Macondes de Moçambique. Com exceção do I Volume – da autoria exclusiva de Jorge Dias – os dois outros volumes são da autoria conjunta de Jorge e Margot Dias.

Estas monografias são as primeiras escritas em Portugal, do ponto de vista da antropologia cultural e social, sobre uma etnia de uma então colónia portuguesa. São de elevada qualidade.

O III volume, sobre a vida social e ritual dos makondes, é mesmo a melhor monografia escrita em Portugal entre 1870 e 1970 e continua a ser ainda hoje uma das melhores monografias jamais escritas por antropólogos portugueses.

Em conjunto com Jorge Dias, Margot Dias escreveu também vários artigos e capítulos de livros sobre os makondes e, mais tarde, sobre Moçambique. Após a morte do seu marido, em 1973, continuou a publicar sobre esses temas. É nomeadamente da sua autoria o livro Instrumentos Musicais de Moçambique.

Texto com autoria de João Leal.


Um Objeto Um Mês Uma Cultura Março 2026 One Object One Month A Culture March 2026 Tabuleiro de bétele | Betel boardOrige...
02/03/2026

Um Objeto Um Mês Uma Cultura Março 2026
One Object One Month A Culture March 2026

Tabuleiro de bétele | Betel board

Origem | Origin: Timor-Leste | East Timor

Matéria | Material: Tiras de palmeira | Palm leaf

Recolha | Collection: Ruy Cinnati, 1964

MNE: AF.528

O objeto em exibição consiste numa caixa assente sobre quatro pés, cuja tampa funciona como tabuleiro dividido em quatro compartimentos, destinados a guardar a noz de areca, a cal e o tabaco ou ci****os.
É utilizado em cerimónias realizadas na Uma-lulik (casa sagrada) e no contexto do barlaque, sistema ritual de alianças matrimoniais, funcionando como mediador material dos diálogos e trocas simbólicas entre grupos familiares.

𝑇ℎ𝑒 𝑜𝑏𝑗𝑒𝑐𝑡 𝑜𝑛 𝑑𝑖𝑠𝑝𝑙𝑎𝑦 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑠𝑡𝑠 𝑜𝑓 𝑎 𝑏𝑜𝑥 𝑟𝑒𝑠𝑡𝑖𝑛𝑔 𝑜𝑛 𝑓𝑜𝑢𝑟 𝑙𝑒𝑔𝑠, 𝑤ℎ𝑜𝑠𝑒 𝑙𝑖𝑑 𝑓𝑢𝑛𝑐𝑡𝑖𝑜𝑛𝑠 𝑎𝑠 𝑎 𝑡𝑟𝑎𝑦 𝑑𝑖𝑣𝑖𝑑𝑒𝑑 𝑖𝑛𝑡𝑜 𝑓𝑜𝑢𝑟 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑎𝑟𝑡𝑚𝑒𝑛𝑡𝑠, 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑛𝑑𝑒𝑑 𝑓𝑜𝑟 𝑠𝑡𝑜𝑟𝑖𝑛𝑔 𝑎𝑟𝑒𝑐𝑎 𝑛𝑢𝑡𝑠, 𝑙𝑖𝑚𝑒 𝑎𝑛𝑑 𝑡𝑜𝑏𝑎𝑐𝑐𝑜 𝑜𝑟 𝑐𝑖𝑔𝑎𝑟𝑒𝑡𝑡𝑒𝑠.
𝐼𝑡 𝑖𝑠 𝑢𝑠𝑒𝑑 𝑖𝑛 𝑐𝑒𝑟𝑒𝑚𝑜𝑛𝑖𝑒𝑠 ℎ𝑒𝑙𝑑 𝑖𝑛 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑚𝑎-𝑙𝑢𝑙𝑖𝑘 (𝑠𝑎𝑐𝑟𝑒𝑑 ℎ𝑜𝑢𝑠𝑒) 𝑎𝑛𝑑 𝑖𝑛 𝑡ℎ𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑒𝑥𝑡 𝑜𝑓 𝑏𝑎𝑟𝑙𝑎𝑞𝑢𝑒, 𝑎 𝑟𝑖𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑠𝑦𝑠𝑡𝑒𝑚 𝑜𝑓 𝑚𝑎𝑟𝑟𝑖𝑎𝑔𝑒 𝑎𝑙𝑙𝑖𝑎𝑛𝑐𝑒𝑠, 𝑓𝑢𝑛𝑐𝑡𝑖𝑜𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑎𝑠 𝑎 𝑚𝑎𝑡𝑒𝑟𝑖𝑎𝑙 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑜𝑓 𝑑𝑖𝑎𝑙𝑜𝑔𝑢𝑒𝑠 𝑎𝑛𝑑 𝑠𝑦𝑚𝑏𝑜𝑙𝑖𝑐 𝑒𝑥𝑐ℎ𝑎𝑛𝑔𝑒𝑠 𝑏𝑒𝑡𝑤𝑒𝑒𝑛 𝑓𝑎𝑚𝑖𝑙𝑦 𝑔𝑟𝑜𝑢𝑝𝑠.


-timor

Mesa-Redonda Um Só Mundo: Entomologia Médica e Relação com as Comunidades7 março 15h00Programa: 15h00 Visita guiada à ex...
27/02/2026

Mesa-Redonda
Um Só Mundo: Entomologia Médica e Relação com as Comunidades

7 março 15h00

Programa:
15h00 Visita guiada à exposição "um só mundo" conduzida por Derek Charlwood
15h30 Sessão de observação de Coleções Entomológicas no Museu conduzida por Filipe Lopes
16h00 Mesa‑redonda Entomologia Médica e Relação com as Comunidades

Entrada Livre
A Mesa-Redonda Um só mundo: Entomologia Médica e Relação com as Comunidades terá como oradores João Pinto (IHMT/UNL) e Derek Charlwood (co-curador da exposição), e será moderada por Sofia Rodrigues (IHMT/UNL).

João Pinto é Professor Associado na UEI Parasitologia Médica do IHMT/UNL. Licenciou-se em Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorou-se em Genética pela mesma Faculdade. Os estudos de doutoramento incidiram sobre a genética de mosquito vetores da malária em ilhas e na deteção de perturbações populacionais associadas ao controlo de vetores. Após o doutoramento, teve uma bolsa de pós-doutoramento partilhada entre a Escola de Medicina Tropical de Liverpool e o IHMT para trabalhar em genética da resistência a inseticidas. Desde 2021, desempenha funções de gestor científico de campo da Iniciativa contra a Malária da Universidade da Califórnia, em São Tomé e Príncipe.

Derek Charlwood é membro honorário da Escola de Medicina Tropical de Liverpool, no Reino Unido e membro honorário da Global Health and Tropical Medicine, IHMT, Lisboa, Portugal. Foi professor da Faculdade de Ciências da Saúde, Asmara, Eritreia. Tem 42 anos de experiência de trabalho no terreno no Brasil, Papua-Nova Guiné, Tanzânia, São Tomé, Camboja, Moçambique, Gana, Gâmbia e mais de 100 publicações sobre vetores da malária. Charlwood é conhecido pelo seu trabalho com redes mosquiteiras tratadas com inseticida e foi o entomologista do primeiro ensaio clínico de uma vacina contra a malária em África (na Tanzânia). Trabalhou no epicentro do surgimento da resistência aos medicamentos no Sudeste Asiático (no Camboja) e foi o responsável pela implementação do ensaio clínico PAMVERC (na Tanzânia).

Sofia Rodrigues é licenciada em Biologia e doutorada em Ciências da Saúde.

Em parceria com

Exibição do Filme "Margot" de Catarina Alves Costa a 26 de fevereiro de 2026 e Conversa com João Leal no final da sessão...
27/02/2026

Exibição do Filme "Margot" de Catarina Alves Costa a 26 de fevereiro de 2026 e Conversa com João Leal no final da sessão.

CRIA-Centro em Rede de Investigação em Antropologia



26/02/2026

O auditório do Museu Nacional de Etnologia (MNE) encheu-se com mais de 120 pessoas da comunidade antropológica para a celebração do Dia Mundial da Antropologia e Jornadas Europeias da Antropologia,…

Visitas Guiadas | Galerias de África No próximo mês de março de 2026, o Museu Nacional de Etnologia dará início a um pro...
26/02/2026

Visitas Guiadas | Galerias de África

No próximo mês de março de 2026, o Museu Nacional de Etnologia dará início a um programa mensal de visitas guiadas às Galerias da África.
As visitas ocorrem em duas datas específicas:

Primeira 4ª feira do mês, às 16h00 (4 março)
Último domingo do mês, às 11h00 (29 março)

As visitas têm um limite máximo de 10 pessoas e um mínimo de 5 pessoas.

Inscrição prévia obrigatória em [email protected]

𝐺𝑢𝑖𝑑𝑒𝑑 𝑇𝑜𝑢𝑟𝑠 | 𝐴𝑓𝑟𝑖𝑐𝑎 𝐺𝑎𝑙𝑙𝑒𝑟𝑖𝑒𝑠

𝐼𝑛 𝑀𝑎𝑟𝑐ℎ 2026, 𝑡ℎ𝑒 𝑁𝑎𝑡𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 𝑀𝑢𝑠𝑒𝑢𝑚 𝑜𝑓 𝐸𝑡ℎ𝑛𝑜𝑙𝑜𝑔𝑦 𝑤𝑖𝑙𝑙 𝑙𝑎𝑢𝑛𝑐ℎ 𝑎 𝑚𝑜𝑛𝑡ℎ𝑙𝑦 𝑝𝑟𝑜𝑔𝑟𝑎𝑚𝑚𝑒 𝑜𝑓 𝑔𝑢𝑖𝑑𝑒𝑑 𝑡𝑜𝑢𝑟𝑠 𝑜𝑓 𝑡ℎ𝑒 𝐴𝑓𝑟𝑖𝑐𝑎 𝐺𝑎𝑙𝑙𝑒𝑟𝑖𝑒𝑠 𝑜𝑛 𝑡𝑤𝑜 𝑠𝑝𝑒𝑐𝑖𝑓𝑖𝑐 𝑑𝑎𝑡𝑒𝑠:

𝐹𝑖𝑟𝑠𝑡 𝑊𝑒𝑑𝑛𝑒𝑠𝑑𝑎𝑦 𝑜𝑓 𝑡ℎ𝑒 𝑚𝑜𝑛𝑡ℎ, 𝑎𝑡 4 𝑝.𝑚. (4 𝑀𝑎𝑟𝑐ℎ)
𝐿𝑎𝑠𝑡 𝑆𝑢𝑛𝑑𝑎𝑦 𝑜𝑓 𝑡ℎ𝑒 𝑚𝑜𝑛𝑡ℎ, 𝑎𝑡 11:00 𝑎.𝑚. (29 𝑀𝑎𝑟𝑐ℎ)

𝑉𝑖𝑠𝑖𝑡𝑠 𝑎𝑟𝑒 𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒𝑑 𝑡𝑜 𝑎 𝑚𝑎𝑥𝑖𝑚𝑢𝑚 𝑜𝑓 10 𝑝𝑒𝑜𝑝𝑙𝑒 𝑎𝑛𝑑 𝑎 𝑚𝑖𝑛𝑖𝑚𝑢𝑚 𝑜𝑓 5 𝑝𝑒𝑜𝑝𝑙𝑒.

𝑇𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎𝑡𝑒, 𝑝𝑟𝑒𝑣𝑖𝑜𝑢𝑠 𝑏𝑜𝑜𝑘𝑖𝑛𝑔 𝑖𝑠 𝑟𝑒𝑞𝑢𝑖𝑟𝑒𝑑 𝑎𝑡 𝑠𝑒.𝑚𝑛𝑒𝑡𝑛𝑜𝑙𝑜𝑔𝑖𝑎@𝑚𝑢𝑠𝑒𝑢𝑠𝑒𝑚𝑜𝑛𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠.𝑝𝑡

Foto: Ana Vale, MMP, E.P.E.



Inauguração da exposição “Hut Hut” de Willem de Rooij no espaço do atelier Maumaus, Lumiar Cité, a 21 de fevereiro de 20...
23/02/2026

Inauguração da exposição “Hut Hut” de Willem de Rooij no espaço do atelier Maumaus, Lumiar Cité, a 21 de fevereiro de 2026.
A exposição inclui duas obras produzidas no início da década de 1990 pelo autor, e uma instalação resultado da investigação desenvolvida pelo artista durante a sua participação no Programa Internacional de Residências da Maumaus: duas projeções vídeo de abrigos de pastor. Um dos abrigos (AY.413) encontra-se presentemente conservado nas Galerias da Vida Rural do Museu Nacional de Etnologia. O outro abrigo pertence ao Museo del Pastor, em Villaralto, Espanha.

Opening of Willem de Rooij's exhibition ‘Hut Hut’ at the Maumaus studio, Lumiar Cité, on 21 February 2026.
The exhibition includes two works produced in the early 1990s by the author, and an installation resulting from research carried out by the artist during his participation in the Maumaus International Residency Programme: two video projections of shepherds' shelters. One of the shelters (AY.413) is currently preserved in the Rural Life Galleries of the National Museum of Ethnology. The other shelter belongs to the Museo del Pastor in Villaralto, Spain.

de.rooij

Endereço

Avenida Ilha Da Madeira
Lisbon
1400-204

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 18:00
Quarta-feira 10:00 - 18:00
Quinta-feira 10:00 - 18:00
Sexta-feira 10:00 - 18:00
Sábado 10:00 - 18:00
Domingo 10:00 - 18:00

Telefone

+351213041160

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