21/08/2026
CONQUISTA DE CEUTA
A 21 de agosto de 1415, a cidade de Ceuta foi conquistada, marcando o início da expansão portuguesa.
Portugal não dispunha de recursos naturais, pelo que havia a necessidade de controlar as rotas comerciais para obter cereais, especiarias e produtos exóticos. D. João I junta a estas razões a vontade de armar cavaleiros, os infantes D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique, em contexto de combate, assim como ocupar a nobreza na sua missão – combater. A expansão para Sul era a continuação da guerra santa e da “Reconquista”, pois o inimigo era o mesmo e, desta forma, o monarca português teria o apoio do Papa.
Com a posse de Ceuta, D. João I legitimar-se-ia e aumentaria o seu prestígio perante os congéneres europeus, garantiria mais segurança às rotas comerciais que passavam pelo Mediterrâneo, bem como ao longo da costa portuguesa.
A 25 de julho de 1415, com uma frota de cerca de 200 navios e um efetivo de 20 mil homens, cavalos, engenhos de guerra e respetivos mantimentos, o monarca português iniciou a operação militar para conquistar Ceuta, no Norte de África.
Na manhã de 21 de agosto de 1415, a força, no início, comandada por D. Henrique e, depois, por D. Duarte, atacou os desorganizados defensores de Ceuta, conseguindo entrar na cidade antes de os defensores fecharem as portas.
Seguiu-se a luta corpo a corpo, entre cristãos e muçulmanos, bairro a bairro, rua a rua, arrombando portas, passando fossos, matando e saqueando.
No dia seguinte, os infantes foram armados cavaleiros, assim como outros nobres que tinham contribuído para aquela importante vitória.
Após os combates, o rei decidiu-se por ocupar e manter Ceuta com uma guarnição de 2500 a 3000 homens, comandados por D. Pedro de Meneses, filho de um dos nobres portugueses morto em Aljubarrota, do lado de Castela, servindo este cargo de redenção para a família.
Em 1641, Ceuta deixou de estar sob domínio português, aquando das campanhas da restauração da independência, passando para a posse da coroa espanhola.
O Museu Militar de Lisboa, do seu acervo museológico, destaca:
-Escultura, “Infante D. Henrique” e “Rei D. João I”.
Escultura, baixo relevo, sob a forma de tríptico, retratando o Infante D. Henrique, enquanto dirigia a Escola de Sagres e na conquista de Ceuta, imagens à esquerda e ao centro, estando à direita representado também o seu pai, o Rei D. João I.