Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Museu do Aljube Resistência e Liberdade Um Museu dedicado à memória, à educação cívica e à construção de uma cidadania responsável e democrática.

«A PIDE não detinha para investigar ou abrir um processo. Prendia para torturar e matar, implantando um clima de terror ...
29/05/2026

«A PIDE não detinha para investigar ou abrir um processo. Prendia para torturar e matar, implantando um clima de terror para subjugar a população. Em Moçambique, as pessoas sabiam que se fossem parar à PIDE provavelmente não sairiam de lá vivas.»

Nesta sugerimos o livro "Casa dos Mortos" de Maria José Oliveira, Ed. Tinta da China.

Este livro nasceu como um conjunto de artigos de investigação jornalística e arquivística que irá desvendar as provas documentais da violência colonial silenciada em Moçambique, entre 1964 e 1974.

Ontem, a propósito dos 100 anos do golpe militar de 1926, a Associação Amigos do Museu Nacional Resistência e Liberdade ...
29/05/2026

Ontem, a propósito dos 100 anos do golpe militar de 1926, a Associação Amigos do Museu Nacional Resistência e Liberdade - Fortaleza de Peniche, o Museu do Aljube - Resistência e Liberdade e o Museu Nacional Resistência e Liberdade - Fortaleza de Peniche juntaram-se para promover uma conversa sobre as ameaças e os ataques à Democracia.

Muito obrigada à Eva Cruzeiro, Fernanda Rollo, Fernando Rosas, Luís Farinha, Francisco Ruivo e a quem se juntou a nós!

📚 Foi em maio de 1931, no dia 29 que, pelo Rossio, aconteceu a primeira Feira do Livro de Lisboa. Em junho de 1974, um m...
29/05/2026

📚 Foi em maio de 1931, no dia 29 que, pelo Rossio, aconteceu a primeira Feira do Livro de Lisboa.
Em junho de 1974, um mês e meio após a revolução do 25 de abril, centenas de obras proibidas pela censura durante a ditadura, ganharam espaço nas bancas da “Primeira Feira do Livro LIVRE”, como escreveu José Gomes Ferreira (Presidente da Associação Portuguesa de Escritores).

📢No dia 4 de junho arranca a de 2025, no Parque Eduardo VII. Viva a cultura, viva a liberdade de expressão!

📷 Registos da Feira do Livro de Lisboa, 1975. ©DR

📼 No âmbito do seu nascimento no dia 25 de maio, hoje relembramos José Mário Branco que, em 2019, falou sobre o seu perc...
28/05/2026

📼 No âmbito do seu nascimento no dia 25 de maio, hoje relembramos José Mário Branco que, em 2019, falou sobre o seu percurso de luta e resistência à ditadura.

Relato completo disponível no canal de YouTube do museu, explora-o e descobre mais!
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José Mário Branco nasceu no Porto, no dia 25 de maio de 1942. O seu impacto artístico fez-se sentir quer no domínio discográfico, quer no âmbito de atuações ao vivo, musicais ou teatrais.
Estudou História nas universidades de Coimbra e do Porto, foi perseguido pela PIDE e em 1963 exilou-se em França. Regressou ao seu país a 30 de abril de 1974 e fundou o Grupo de Ação Cultural – “Vozes na Luta!”, juntamente com Fausto, Afonso Dias e Tino Flores.
Entre a música de intervenção e o fado, destacam-se álbuns como “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” (1971), de “Margem de Certa Maneira” (1973), “A Noite” (1985), “Correspondências” (1990) ou o seu último “Resistir é Vencer” (2004). Produtor do disco de José Afonso, “Cantigas do Maio” (1971), escreveu letras para Sérgio Godinho e trabalhou ao lado de Fausto Bordalo Dias, Carlos do Carmo, Camané, entre outros.
Fez parte da companhia de teatro A Comuna, fundou o Teatro do Mundo, a União Portuguesa de Artistas e Variedades. Em 1992 e 1996, ganhou dois prémios José Afonso.
Em 2006, iniciou um curso em Linguística, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Nos seus últimos anos de vida desenvolveu um intenso trabalho como compositor e produtor.
Faleceu na madrugada do dia 19 de novembro de 2019, em Lisboa. Tinha 77 anos.

Cantor Compositor Resistência Luta Prisão Exílio Tortura PIDE Estad...

  28 de maio de 1926, o golpe militar iniciava um longo período de 48 anos de repressão e violência no país.Pondo fim a ...
28/05/2026

28 de maio de 1926, o golpe militar iniciava um longo período de 48 anos de repressão e violência no país.
Pondo fim a uma República em crise, incapaz de se regenerar, acossada pelos ataques do campo da direita autoritária, antiparlamentar e antidemocrática, tinha início a Ditadura Militar (1926-1933) no seio da qual emergiriam Salazar e o Estado Novo (1933-1974).

Entre 1926 e o início da década de 30 dava-se o primeiro assalto das direitas conservadoras, tradicionalistas e fascistas às instituições do Estado Liberal, e o país vive anos sangrentos com centenas de mortos e milhares de presos políticos e de deportados. Numa espécie de “guerra civil larvar e intermitente” sucedem-se golpes e revoltas contra a Ditadura Militar e o advento do fascismo.
Aprimorando o aparato repressivo que vinha de trás e algumas das suas práticas arbitrárias, a Ditadura Militar intensifica a repressão, sobretudo nos anos de 1927 e de 1928, e m***a a sua rede de prisões e campos de concentração.
De facto, é no ano de 1928 que a Cadeia do Aljube passa a prisão política. Destinado a presos políticos e sociais, o Aljube servia, nesta fase inicial, de depósito de presos e de “placa giratória” para os elementos das oposições que seguiam para a deportação e para inóspitos e precários campos de concentração em Angola, Cabo Verde, Guiné ou Timor, onde a Ditadura prende em massa republicanos, reviralhistas, socialistas, anarcossindicalistas e comunistas.

A todas as mulheres e homens que heroicamente lutaram, o Museu do Aljube Resistência e Liberdade presta homenagem.

📸 Golpe militar de 28 de Maio de 1926, o general Gomes da Costa e o almirante Mendes Cabeçadas passam revista às tropas antes do avanço sobre Lisboa. ©Arquivo Municipal de Lisboa

🏴Germano Vidigal nasceu em Évora em 1913 e, com 12 anos, trabalhava já em Montemor-o-Novo. Mais tarde, torna-se membro d...
28/05/2026

🏴Germano Vidigal nasceu em Évora em 1913 e, com 12 anos, trabalhava já em Montemor-o-Novo. Mais tarde, torna-se membro do Sindicato da Construção Civil e dirigente da organização comunista local. Integrou ainda a primeira Comissão Local de Montemor-o-Novo do Partido Comunista Português (P*P).
Em abril de 1945, no quadro das agruras da II Guerra Mundial, de escassez e carestia alimentar, o P*P organiza importantes lutas rurais e as emblemáticas «marchas da fome». Germano Vidigal será um os principais organizadores destas lutas, ao lado de homens como José Adelino dos Santos, assassinado em 1958, no decorrer de uma manifestação. José Saramago dedicará Levantado do Chão à memória de Germano Vidigal e de José Adelino dos Santos.
Em Montemor-o-Novo as concentrações e lutas dos trabalhadores rurais traduzem-se em algumas conquistas do ponto de vista salarial. No dia 20 de maio de 1945, cerca de dois mil camponeses concentram-se junto da Casa do Povo e do Grémio da Lavoura, exigindo novamente aumentos salariais e declarando-se em greve.

No dia seguinte, cerca de mil e quinhentos trabalhadores, entre eles Germano Vidigal, são presos e encerrados na praça de touros, sendo libertados dois dias depois. Apesar da repressão, atingem alguns dos objetivos.
No entanto, ao contrário da maioria, Germano Vidigal é, nesse mesmo dia 23 de maio, levado para o posto local da Guarda Nacional Republicana (GNR), onde será brutalmente torturado por dois agentes da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), Barros e Carrilho.

Golpes de cavalo-marinho, cortes nas costas e feridas profundas na cabeça, espancamentos vários fizeram parte das sevícias sofridas por Germano Vidigal, que terá resistido e recusado dar informações. No entanto, acabou sucumbir à tortura morrendo 28 de maio de 1945, aos 32 anos.

  28 de maio de 1961, foi fundada a Amnistia Internacional, em Londres, após a publicação do artigo “The Forgotten Priso...
28/05/2026

28 de maio de 1961, foi fundada a Amnistia Internacional, em Londres, após a publicação do artigo “The Forgotten Prisoners” no jornal “The Observer”, pelo advogado Peter Benenson, sobre a grave situação de presos políticos portugueses durante a ditadura.

A Amnistia Internacional é uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos que denuncia prisões políticas, torturas ou execuções, realizando campanhas para o cumprimento das leis e normas internacionais, mobilizando a opinião pública com o objetivo de pressionar os governos a tomar iniciativas para antever ou reprimir as suas práticas.

Em 1977, recebeu o Prêmio Nobel da Paz através de uma "campanha contra a tortura" e, no ano seguinte, o Prêmio das Nações Unidas na área da defesa dos direitos humanos.

📷 Página do jornal “The Observer”, artigo “The Forgotten Prisoners”

🔴Itinerário - Lisboa das RevoluçõesVisita orientada por Luís Farinha e Sofia Lisboa» 30 MAI - SÁB, 14H30A propósito dos ...
27/05/2026

🔴Itinerário - Lisboa das Revoluções
Visita orientada por Luís Farinha e Sofia Lisboa
» 30 MAI - SÁB, 14H30

A propósito dos 100 anos do golpe militar de 1926, a Associação Amigos do Museu Nacional Resistência e Liberdade - Fortaleza de Peniche, o Museu do Aljube - Resistência e Liberdade e o Museu Nacional Resistência e Liberdade - Fortaleza de Peniche juntam-se para promover um itinerário.

A Ditadura nunca teve a vida facilitada nem entrou sobre uma passadeira vermelha. Durante toda a sua vigência, dezenas de revoltas, intentonas e revoluções mostram que os democratas sempre lutaram pela reposição das liberdades e da democracia. A maioria dessas revoltas teve o epicentro em Lisboa. A visita que se propõe recupera os sítios e ecos dos locais que foram palco desses acontecimentos revolucionários.

📌Inscrições pelo mail: [email protected]

📆Prazo: até 22 de maio
🎫 20€ por pessoa

🔴Mesa-Redonda📌Os desafios de um Arquivo de História Oral da Resistência e da Militância» 29 MAI - S*X, 17HEnvolvendo his...
27/05/2026

🔴Mesa-Redonda
📌Os desafios de um Arquivo de História Oral da Resistência e da Militância
» 29 MAI - S*X, 17H

Envolvendo historiadores, antropólogos, arquivistas e outros especialistas em memória e proteção de dados, este evento faz parte do calendário de investigação do projeto “Memória e Revolução”, do Instituto de História Contemporânea. O objetivo é discutir as potencialidades historiográficas, mas também os desafios técnicos e éticos, da criação de um arquivo de história oral com testemunhos da resistência antifascista ao Estado Novo e da militância política no processo revolucionário de 1974-1975.

👥Com: Pedro Félix, Silvestre Lacerda, Ricardo Noronha, Nuno David, Luísa Tiago Oliveira, Sónia Ferreira, Francisco Bairrão Ruivo, Luís Trindade, António Louçã, Victor Pereira.

• A sessão insere-se nas atividades do projeto GRASSROOTS — Memória e Revolução. Um arquivo de história oral da militância de base no processo revolucionário de 1974-75 (2023.10625.25ABR)

🔴Lisboa das Revoluções» 28 MAI - QUI, 18HA propósito dos 100 anos do golpe militar de 1926, a Associação Amigos do Museu...
26/05/2026

🔴Lisboa das Revoluções
» 28 MAI - QUI, 18H

A propósito dos 100 anos do golpe militar de 1926, a Associação Amigos do Museu Nacional Resistência e Liberdade - Fortaleza de Peniche, o Museu do Aljube - Resistência e Liberdade e o Museu Nacional Resistência e Liberdade - Fortaleza de Peniche juntam-se para promover uma conversa sobre as ameaças e os ataques à Democracia ontem e hoje.

👥Com Eva Cruzeiro, Fernanda Rollo, Fernando Rosas e Luís Farinha, moderada por Francisco Ruivo.
🎫Entrada livre

“Uma Proposta de Cronologia 1974-1982” reúne informação inédita, sistematizando e atualizando informação já disponível. ...
26/05/2026

“Uma Proposta de Cronologia 1974-1982” reúne informação inédita, sistematizando e atualizando informação já disponível.

📆MAIO 1976
📍27
• Otelo Saraiva de Carvalho anuncia a sua candidatura às eleições presidenciais apoiado por FSP, MES e UDP. No âmbito da sua candidatura são constituídos os Grupos Dinamizadores de Unidade Popular (GDUP).

📍28
• Decreto-Lei n.º 420/76 determina que os conviventes com o arrendatário gozam do direito de preferência, relativamente a novo arrendamento para habitação, no caso de caducidade do anterior por morte do respetivo titular.

📍29
• Greves nos CTT, na Central de Cervejas, nos hotéis estatizados e no setor madeireiro.

📍31
• Lopes Cardoso, ministro da Agricultura e Pescas, CR, comandante da RMS Pezarat Correia e Almeida e Costa, ministro da Administração Interna, discutem conflito em curso na Herdade dos Machados, ocupada em 1975.

📆JUN 1976
📍 1
• Greves dos trabalhadores do Instituto Nacional de Estatística (INE), do comércio automóvel do Porto e Coimbra, dos seguros do Porto e das agências de navegação.

Endereço

Rua De Augusto Rosa, 42
Lisbon
1100-059

Horário de Funcionamento

Terça-feira 10:00 - 18:00
Quarta-feira 10:00 - 18:00
Quinta-feira 10:00 - 18:00
Sexta-feira 10:00 - 18:00
Sábado 10:00 - 18:00
Domingo 10:00 - 18:00

Telefone

+351215818535

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