28/05/2026
📼 No âmbito do seu nascimento no dia 25 de maio, hoje relembramos José Mário Branco que, em 2019, falou sobre o seu percurso de luta e resistência à ditadura.
Relato completo disponível no canal de YouTube do museu, explora-o e descobre mais!
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José Mário Branco nasceu no Porto, no dia 25 de maio de 1942. O seu impacto artístico fez-se sentir quer no domínio discográfico, quer no âmbito de atuações ao vivo, musicais ou teatrais.
Estudou História nas universidades de Coimbra e do Porto, foi perseguido pela PIDE e em 1963 exilou-se em França. Regressou ao seu país a 30 de abril de 1974 e fundou o Grupo de Ação Cultural – “Vozes na Luta!”, juntamente com Fausto, Afonso Dias e Tino Flores.
Entre a música de intervenção e o fado, destacam-se álbuns como “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” (1971), de “Margem de Certa Maneira” (1973), “A Noite” (1985), “Correspondências” (1990) ou o seu último “Resistir é Vencer” (2004). Produtor do disco de José Afonso, “Cantigas do Maio” (1971), escreveu letras para Sérgio Godinho e trabalhou ao lado de Fausto Bordalo Dias, Carlos do Carmo, Camané, entre outros.
Fez parte da companhia de teatro A Comuna, fundou o Teatro do Mundo, a União Portuguesa de Artistas e Variedades. Em 1992 e 1996, ganhou dois prémios José Afonso.
Em 2006, iniciou um curso em Linguística, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Nos seus últimos anos de vida desenvolveu um intenso trabalho como compositor e produtor.
Faleceu na madrugada do dia 19 de novembro de 2019, em Lisboa. Tinha 77 anos.
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