Galeria Beltrão Coelho

Galeria Beltrão Coelho Galeria de arte da Beltrão Coelho A Beltrão Coelho apoia a arte. Os artistas também contarão com o apoio da Beltrão Coelho na divulgação das suas exposições.

Em virtude de ter havido um decréscimo do investimento na cultura nos últimos anos, a Beltrão Coelho resolveu agir em prole das artes plásticas, abrindo uma galeria nas suas instalações. O objetivo é apoiar artistas com trajetórias já consolidadas, mas principalmente divulgar novos talentos. A Beltrão Coelho cedeu um dos seus espaços para exposições artísticas, munindo-o de todo o equipamento nece

ssário para que os eventos se possam realizar com qualidade e segurança. A Galeria Beltrão Coelho foi inaugurada no dia 24/09/2015 com o ilustre artista Rui Cristino da Silva com a exposição de Pintura “O Realismo na Pintura. E não só,…”

29/05/2026
Introdução à Série de Pintura Gongbi da Artista ZhangA série de pinturas Gongbi da Artista Zhang é um elegante eco conte...
29/05/2026

Introdução à Série de Pintura Gongbi da Artista Zhang

A série de pinturas Gongbi da Artista Zhang é um elegante eco contemporâneo da antiga tradição chinesa de Gongbi (literalmente, “pincel trabalhado”). Esta técnica, como o nome indica, enfatiza uma representação meticulosa e detalhada do objeto, cujo cerne reside em “esgotar o seu requinte e subtileza”, aspirando a uma elevada unidade entre forma e espírito. Diferente do desenho ocidental, que persegue o volume através da luz e sombra, a pintura Gongbi estabelece a estrutura através da linha e confere o espírito através da cor, construindo um mundo sereno e atemporal sobre seda ou papel Xuan, recorrendo a técnicas de sobreposição de camadas, como “três aplicações de alúmen e nove camadas de cor”.
A presente série corporiza vividamente esta tradição. A artista emprega com mestria técnicas clássicas como o “Mogu” (sem contorno, modelando diretamente com cor), “zhuangfen” (colisão com pó-branco), “zhuangse” (colisão de cores) e “yunran” (fusão por lavagem), retratando sobre papel Xuan amadurecido temas diversos, desde o quiabo e a cerejeira à magnólia. As obras vão além da mera “semelhança”, focando-se no “significado” –cada peça está profundamente enraizada no solo cultural chinês: o quiabo simboliza nobreza, a cerejeira alude à harmonia, a romã pressagia descendência numerosa, a magnólia representa perseverança e pureza... A estes fenómenos naturais são conferidas profundas conotações éticas e filosóficas, transformando-os em símbolos elegantes que transmitem emoções coletivas e ideais culturais milenares.
Através desta série, o público pode não só apreciar a beleza técnica, extremamente requintada, da pintura chinesa, como também vislumbrar o modo de pensamento único da estética oriental de “observar o objeto para capturar a sua imagem” e “exprimir aspirações através de objetos”, experienciando um mundo artístico tranquilo e profundo que persegue uma ordem interior, harmonia e significado espiritual.

“Gengibre Flor (Pureza)” Mogu em papel Xuan  - 33*43 cmAnálise ArtísticaObra em técnica Mogu sobre leque inspirado em an...
28/05/2026

“Gengibre Flor (Pureza)”
Mogu em papel Xuan - 33*43 cm

Análise Artística
Obra em técnica Mogu sobre leque inspirado em antigas moedas-faca. Pintura plana capta a elegância da flor de gengibre. Abelha sugere a fragrância —"perfume de interior" —e acrescenta vivacidade.

Significado Cultural
Flor de gengibre simboliza íntegra personalidade e gosto refinado na vida simples. Abelha representa diligência e colheita. Leque em forma de moeda-faca funde elegância, riqueza e história. A obra celebra a fragrância interior duradoura e a ponte entre a antiguidade e o presente.

“Crista de Galo (Sucesso)”
Mogu em papel Xuan - 56*45.5cm

Análise Artística:
Técnica Moguem papel envelhecido com chá. Pintura plana em vermelho saturado modela a textura aveludada da crista-de-galo. Flores silvestres e borboleta acrescentam vivacidade campestre. A obra mantém o sabor tradicional enquanto gera tensão visual moderna.

Significado Cultural:
Crista-de-galo simboliza promoção e prosperidade. Vermelho representa grande sorte. Fundo antigo ancora a tradição. Flores e borboleta acrescentam vitalidade campestre.

Exposição de ZHANG LI“Quiabo de Outono (Fertilidade)”Gombi em papel Xuan - 50*51cmAnálise Artística:Obra em gongbi retra...
27/05/2026

Exposição de ZHANG LI

“Quiabo de Outono (Fertilidade)”
Gombi em papel Xuan - 50*51cm

Análise Artística:
Obra em gongbi retrata quiabo com precisão, seguindo princípios clássicos chineses. Através de linhas meticulosas e camadas de tinta, capta a textura delicada das pétalas. A composição equilibrada revela uma vibração natural, homenageando o espírito da pintura da Academia Song num contexto contemporâneo. Floresce voltado para o sol - metáfora de fidelidade à luz. A obra transmite esta estética resiliente.

Significado Cultural:
Quiabo simboliza nobreza e autenticidade na cultura chinesa. Floresce voltado para o sol —metáfora de fidelidade à luz. A obra transmite esta estética resiliente.

“Flores de Pêssego (Amor e Longevidade)”
Mogu em papel Xuan - 43*33 cm

Análise Artística:
Técnica Mogu (sem contorno) em leque. Camadas de cor captam a delicadeza das flores de pêssego. Composição de ramo destacado — a cor substitui a linha, a estrutura está na tonalidade.

Significado Cultural:
A flor de pêssego simboliza, desde o Clássico da Poesia, juventude, beleza e prosperidade familiar. O leque representa união; as pétalas múltiplas, fertilidade. A obra materializa votos de harmonia e continuidade da vida.

SINOPSE"Observar a Matéria, Criar um Mundo" — Introdução à Exposição de Pintura de Zhang LiEsta exposição apresenta três...
25/05/2026

SINOPSE

"Observar a Matéria, Criar um Mundo" — Introdução à Exposição de Pintura de Zhang Li
Esta exposição apresenta três dimensões da prática artística de Zhang Li, que, em conjunto, formam um panorama completo para compreender a essência da pintura chinesa.

Parte I: Pintura Gongbi (Pincel Trabalhado)

A pintura Gongbi representa a tradição do “pincel trabalhado” da pintura chinesa, com origem nas dinastias Tang e Song, e atingindo o seu apogeu na dinastia Song. O pintor atua como um fotógrafo do mundo natural, delineando com pincéis extremamente finos sobre papel Xuan amadurecido ou seda, para depois aplicar camadas de cor através do meticuloso processo de “três aplicações de alúmen e nove camadas de cor”, perseguindo um realismo e refinamento extremos. A sua beleza reside no impacto do detalhe na poesia serena, exigindo uma observação próxima para saborear a subtileza dos traços e das gradações de cor. A série Gongbi desta exposição, empregando técnicas como Mogu e zhuangfen, revive esta elegância e rigor clássicos num contexto contemporâneo.

Parte II: Pintura Xieyi (Estilo Livre/Expressivo)

A pintura Xieyi representa a tradição do “pincel do coração” da pintura chinesa, germinando durante as dinastias Song e Yuan, e florescendo amplamente nas dinastias Ming e Qing. É criada sobre papel Xuan cru, altamente absorvente, aproveitando a fusão natural da tinta-da-china. Apenas com as cinco tonalidades do preto (“a tinta divide-se em cinco cores”) — espessura, leveza, secura, humidade e negrume — pode representar um mundo infinito. Não procura a semelhança formal, mas sim o espírito e o carácter (Shenyun), criando o fluxo do “Qi” (energia vital) e um espaço de imaginação ilimitado através de pinceladas concisas e vastas áreas deixadas em branco. Apreciar a pintura Xieyiexige um passo atrás, para sentir a sua energia vital global, o ritmo da tinta e do pincel, e o eloquente silêncio dos espaços vazios.

Parte III: Pintura Inovadora

Estas obras representam o diálogo da artista com a tradição. Zhang Li, mantendo-se fiel à origem da tinta e do pincel, integra ousadamente uma linguagem visual contemporânea, como a combinação de pigmentos tradicionais com esquemas cromáticos modernos (ex: paleta Morandi), ou a procura de novas interpretações na composição e nos temas. Não se trata de uma rutura, mas de permitir que uma forma de arte antiga continue a respirar e a crescer no presente, demonstrando vitalidade perene da pintura chinesa e o seu potencial transcultural.
Mais do que uma jornada visual, esta exposição é uma ponte, convidando o público a vislumbrar, através de três linguagens artísticas distintas, o espírito de observação “investigar as coisas para adquirir conhecimento “e a estética vital de “energia vital e dinamismo rítmico “da filosofia chinesa.

Inauguração da exposição "Observar a Matérias, Criar um Mundo" na perspetiva da Isabel Palma.Art.
19/05/2026

Inauguração da exposição "Observar a Matérias, Criar um Mundo" na perspetiva da Isabel Palma.Art.

11/05/2026

Agradecimentos ao grupo "Jograis e outros tais" da Universidade Sénior Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa - SSCML na inauguração da exposição de Zhang Li.
"Observar a Matéria, Criar um Mundo"

10/05/2026

Pela segunda vez o grupo "Jograis e outros tais" participam numa inauguração de uma exposição na Galeria Beltrão Coelho.
Agradecimentos à Universidade Sénior dos Serviços Sociais da Camara Municipal de Lisboa (Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa - SSCML)

08/05/2026

Agradecimentos ao grupo "JOGRAIS E OUTROS TAIS" dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa - SSCML - Universidade Senior) por terem aceite o convite para participar na inauguração da exposição da ZHANG LI e terem declamado poesia adaptado ao tema.

08/05/2026

Perfil Artístico: Zhang Li
Apresentação da exposição em nome da artista pela Yanyan Gao.

Zhang Li, nascida na China em 1989, é uma artista que explora a pintura tradicional chinesa de forma inovadora. Domina as duas técnicas clássicas do gongbi (pincel fino) e do xieyi (estilo livre e expressivo), e destaca-se na sua fusão com sistemas cromáticos modernos, criando uma linguagem artística de carácter distintamente pessoal.
A sua prática criativa, embora firmemente ancorada nos meios tradicionais como o pincel de pelo para pintura e caligrafia chinesas, o papel de arroz, a tinta-da-china e os pigmentos minerais, injeta uma aura moderna, serena e poética em géneros clássicos como flores-e-pássaros ou naturezas-mortas, através de uma interpretação contemporânea ea da cor e da forma. A sua obra reflete não só uma profunda base tradicional, mas também uma visão intercultural que estabelece pontes entre as sensibilidades estéticas do Oriente e do Ocidente.

Endereço

Rua Sarmento Beires, 3A
Lisbon
1900-410

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 13:00
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Quinta-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00

Telefone

+351213122807

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