07/05/2026
𝗠𝗨𝗦𝗘𝗨 𝗗𝗢 𝗠𝗘𝗚𝗔𝗟𝗜𝗧𝗜𝗦𝗠𝗢 | 𝗔𝗗𝗢𝗥𝗡𝗢𝗦 𝗡𝗘𝗢𝗟𝗜́𝗧𝗜𝗖𝗢𝗦
O desejo de adornar o corpo levou o homem, já no Paleolítico Superior, a confecionar joias com ossos, dentes de animais e co**has marinhas. Durante o Neolítico, observou-se o uso generalizado de joias de diversas formas, que não se limitavam a adornos pessoais, mas também carregavam simbolismo social.
No Neolítico Pré-Cerâmico, eram feitos de pedra, co**has marinhas, ossos de animais e, mais raramente, de argila, enquanto no Neolítico Final II e no Neolítico Final, prata e ouro eram usados, embora em menor escala. A escolha de materiais resistentes ao tempo, principalmente a pedra, demonstra a importância que o homem neolítico atribuía aos seus símbolos pessoais, que o acompanhavam no dia a dia e também na vida após a morte.
Nas fases iniciais do Neolítico, as joias eram feitas por indivíduos com habilidades especiais no trabalho dos materiais mencionados, no seu tempo livre. A partir do Neolítico Final, quando tipos específicos (contas, botões, pulseiras, pingentes de ídolos em forma de anel) começaram a ser reproduzidos, parece que a fabricação de joias tornou-se uma atividade programada. Dimini, na Grécia, constituiu, durante esse período, um centro de produção de joias a partir de co**has do gênero Spondylus.
As co**has marinhas, utilizadas como joias na sua forma natural e sem qualquer trabalho especial, incluíam berbigões, lapas, co**has-cone e co**has dos tipos Dentalium e Cypraea . A co**ha marinha ( Spondylus gaederopus Linne) era valiosa durante o Neolítico Final, sendo utilizada na confeção de pulseiras, pingentes (pingentes zoomórficos da Caverna de Kitsos), botões, etc., semelhantes aos que circulavam nos Balcãs e na Europa Central.